São José do Rio Preto – São Paulo

São José do Rio Preto é um município brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo. Localiza-se ao noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 445 km. Sua área é de 431,944 km², sendo sua área urbanizada, de 124,79 km², a 7.ª maior do estado e a 30.ª maior do país.

Conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2025, sua população era de 504 166 habitantes, ficando na 10.ª posição entre os municípios mais populosos do estado e no 48.º lugar no Brasil. No censo de 2022 do IBGE a cidade tinha 480 383 habitantes e uma densidade populacional de 1 112,17 pessoas/km². Também é a sede e mais populosa das 36 cidades que compõem a Região Imediata de São José do Rio Preto que, por sua vez, é uma das seis regiões imediatas que integram a Região Intermediária de São José do Rio Preto. Sua região metropolitana, que conta com 37 municípios e foi criada pela Lei Complementar nº 1.359, de 24 de agosto 2021, tem uma população de 1.010.633 habitantes e é a 30ª maior do Brasil.

Emancipado de Jaboticabal na década de 1850, o nome do município é uma mistura entre o padroeiro, São José, e o Rio Preto, rio que passa pelo município. Hoje, é formada pelos distritos de Engenheiro Schmitt (Zona Sul), São José do Rio Preto (sede) e Talhado (Extremo Norte da cidade).. O município é subdividido em cerca de 360 bairros, loteamentos e conjuntos habitacionais. É um dos principais polos industriais, culturais e de serviços do interior de São Paulo. Sua história econômica esteve por muito tempo ligada à cafeicultura, também presente em grande parte do estado de São Paulo, principalmente no início do século XX. Segundo pesquisa de 2009 da Fundação Getúlio Vargas, publicada na revista Você S.A., São José do Rio Preto era a 18.ª colocada no ranking das cidades brasileiras mais promissoras para se construir uma carreira profissional. De acordo com estudo de 2023 do Instituto Trata Brasil, São José do Rio Preto tem o melhor sistema de saneamento básico entre as 100 maiores cidades do Brasil. No Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) de 2025, com dados de 2023, a cidade era a 8.ª mais desenvolvida do país e a 4.ª mais desenvolvida do estado.

O município conta ainda com uma importante tradição cultural, que vai desde o seu artesanato até o teatro, a música e o esporte. Seus principais e mais tradicionais clubes de futebol são o América Futebol Clube e o Rio Preto Esporte Clube, fundados, respectivamente, em janeiro de 1946 e abril de 1919. Existem ainda o Arquivo Público Municipal, o Estádio Anísio Haddad, o Estádio Benedito Teixeira, a Biblioteca Pública Municipal Dr. Fernando Costa, o Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto, o Teatro Municipal Paulo Moura, a Casa de Cultura Dinorath do Valle, o Museu Ferroviário, o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP) e o Museu de Arte Naïf (MAN).

Até por volta de 1840, a área onde está situada a região do município de São José do Rio Preto não passava de mata virgem. Naquele ano, o lugar começou a ser desbravado por mineiros, que ali se fixaram e deram início à exploração agrícola e à criação de animais domésticos. Segundo relatos de antigos moradores, esses homens saíram da Vila de Nossa Senhora do Carmo dos Tocos, hoje Paraguaçu, no estado de Minas Gerais.

Também, segundo relatos, no ano de 1845, Luiz Antônio da Silveira pisou, pela primeira vez, em solo rio-pretense, trazendo junto com ele cargueiros e escravos, vindo juntamente com seu irmão Antônio Carvalho e Silva e com seu amigo Vicente Ferreira Netto. Abriram veredas mato adentro, desde Bebedouro do Turvo até as proximidades do local onde hoje está a cidade de São José do Rio Preto. Os recursos estavam acabando e a comitiva se deteve naquele local, onde, com o tempo, haviam conquistado terras boas para o cultivo com sobra de água para o gado e um bom lugar para moradias. Com o passar do tempo a pequena povoação ia crescendo. Em 1852, Luiz Antônio da Silveira doou parte de suas terras ao seu santo protetor, São José, com a intenção de que o patrimônio desse origem a uma cidade.

O município foi fundado em 19 de março de 1852 por João Bernardino de Seixas Ribeiro, que liderou os moradores das vizinhanças na construção de uma capela. Com o crescente desenvolvimento do então distrito de Jaboticabal, que havia sido criado pela Lei Provincial nº 4, de 21 de março de 1879, a emancipação veio a partir da Lei Estadual nº 294, de 19 de julho de 1894. Naquela época, a cidade possuía um território com mais de 26 mil km², sendo suas divisas o Rio Grande, o Rio Turvo, o Rio Tietê e o Rio Paraná, área depois desmembrada em novos municípios. Em 1895, a pedido da Igreja Católica, detentora do patrimônio, o engenheiro italiano Ugolino Ugolini traçou a primeira planta da futura cidade. Em 1904, pela lei n° 903, é criada a comarca de Rio Preto.

O lugar recebeu a denominação “São José do Rio Preto” quando foi elevado a distrito de Jaboticabal, em 1879, junção do nome do padroeiro São José e do Rio Preto. Pela lei estadual nº 1021, de 6 de novembro de 1906, teve o nome simplificado para “Rio Preto”. Em 1944, o Centro Geográfico do Rio de Janeiro propôs alterá-lo para “Iboruna”, tendo em vista haver um homônimo mais antigo no estado de Minas Gerais, mas diante do protesto de seus habitantes, de associações de classe e de políticos, a ideia foi superada mediante decreto-lei estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, restabelecendo o antigo topônimo de São José do Rio Preto.

Desde a elevação à cidade até os tempos atuais, São José do Rio Preto sofreu diversas alterações em suas divisões distritais. Quando emancipada, a cidade era composta de seis distritos: Tanabi, Ibirá, Avanhandava, Itapirema, Itapura, Vila Adolpho e a sede. Porém, após diversas mudanças, restam hoje apenas três distritos, sendo eles: Engenheiro Schmitt, Talhado e a sede. A última alteração foi feita a partir da lei estadual nº 8550, de 30 de dezembro de 1993, que desmembrou de São José do Rio Preto o distrito de Ipiguá, elevado à categoria de município.

Com a chegada da Estrada de Ferro Araraquara (EFA), no ano de 1912, a cidade assumiu uma importante posição de polo comercial de concentração de mercadorias produzidas no então conhecido Sertão de Avanhandava e de irradiação de materiais vindos da capital. Essa expansão ferroviária na região do município colaborou para que, no início do século XX, ocorressem vários movimentos de desbravamento e povoamento de novas localidades, o que ficou conhecido com as frentes pioneiras se iniciando em São Paulo. Esse processo foi baseado na economia que girava em torno do cultivo do café, que precisava de mais lugares para sua lavoura. O aumento das exportações, o esgotamento dos solos e a facilidade de empréstimos bancários foram as causas desse grande movimento que começou no Vale do Paraíba, passou pelas regiões das cidades de Campinas, Ribeirão Preto, até chegar a São José do Rio Preto; terminou no estado do Paraná. Esse desbravamento ficou conhecido como a Marcha do Café.

O desenvolvimento urbano da cidade exigiu uma melhora na infraestrutura urbana de São José do Rio Preto, além do investimento na área da cultura e do lazer. Em 11 de maio de 1933 foi criada pelo Bispo Diocesano Dom Lafayette Libânio a Basílica de Nossa Senhora Aparecida com o objetivo de agradecer a proteção da Santa durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

Em 19 de julho de 1943 foi criada a Biblioteca Pública Municipal Dr. Fernando Costa e em 19 de julho de 1944 é inaugurado o Mercado Municipal, ainda em atividade. Em janeiro de 1973 foi inaugurado o Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Também em 1973 foi iniciada a construção da Catedral de São José, sede da Arquidiocese de São José do Rio Preto, cujo templo religioso ainda não foi totalmente concluído. Em 19 de julho de 1980, no segundo mandato do prefeito Adail Vettorazzo, foi inaugurado o atual prédio da Biblioteca Pública Municipal Dr. Fernando Costa.

Devido ao crescimento da cidade e de cidades próximas, foi criada em 1989 a Microrregião de São José do Rio Preto, reunindo 29 municípios. Em 2017, as micro e mesorregiões brasileiras foram extintas pelo IBGE, e substituídas pelas regiões geográficas imediatas e intermediárias, respectivamente. São José do Rio Preto passou a ser a cidade sede da Região Geográfica Imediata de São José do Rio Preto, que é composta por mais 35 cidades, sendo as mais populosas Bady Bassitt, Guapiaçu, José Bonifácio, Mirassol, Monte Aprazível, Nova Granada, Novo Horizonte e Tanabi, todas com população acima de 20 mil habitantes.

De acordo com o censo demográfico de 2022, a área territorial total de São José do Rio Preto era de 431,94 km². Em 2025 o município alcançou uma população de 504 166 habitantes, tornando-se o 48º maior do país. Seu IDH médio em 2010 era de 0,797 e o PIB per capita em 2023 era de 54 934,44 reais.

São José do Rio Preto se localiza na Região Imediata de São José do Rio Preto, inserida na Região Intermediária de São José do Rio Preto, no noroeste do estado de São Paulo, distante 445 km da capital estadual, São Paulo, e 707 km de Brasília, capital federal. Ocupa uma área de 431,944 km², dos quais 169,415 km² são de áreas urbanas (2015), a sétima maior dentre os municípios paulistas. Limita-se com os municípios de Ipiguá e Onda Verde a norte, Guapiaçu e Cedral a leste, Bady Bassitt a sul e Mirassol a oeste.

O município possui seu território inserido na bacia hidrográfica do Rio Grande, pertencendo à sub-bacia do Rio Preto, que corta a cidade. Há ainda várias sub-bacias de pequenos e médios córregos com papéis importantes em sua configuração. A altitude média é de 489 metros.

O clima de São José do Rio Preto é tropical chuvoso com inverno seco, do tipo Aw na classificação climática de Köppen-Geiger, marcado por duas estações: uma chuvosa nos meses de verão e outra seca no inverno, sendo outono e primavera estações de transição. A precipitação cai sobre a forma de chuva, sendo registrada, em algumas ocasiões, a ocorrência de granizo. Por vezes, ocorrem chuvas convectivas, de forte intensidade e curta duração, ocasionando alagamentos em partes da cidade.

Por outro lado, no inverno, quando os eventos de chuva tornam-se menos frequentes, a umidade relativa do ar (URA) despenca, muitas vezes para valores abaixo de 30% ou até mesmo próximo de 10%, contribuindo para o aumento de focos de queimadas. Nessa mesma época, é mais comum a entrada de massas de ar polares, algumas delas com potencial para baixar a temperatura para menos de 10 °C, possibilitando até mesmo a ocorrência de geadas.

Segundo dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO-SP), referentes ao período desde 1993 até 2019, a menor temperatura registrada em São José do Rio Preto ocorreu em 21 de julho de 2000, com mínima de 0,5 °C, enquanto a maior chegou a 42 °C em 11 de outubro de 2002. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi registrado em 3 de dezembro de 2005, com 130,2 mm. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 116,4 mm em 19 de março de 1998, 112,2 mm em 18 de janeiro de 2010, 106,8 mm em 11 de fevereiro de 2007 e 106 mm em 26 de janeiro de 2004. O mês mais chuvoso foi janeiro de 2008, com acumulado mensal de 674,8 mm.

A vegetação do município varia entre a Mata Atlântica e o Cerrado, dependendo da fertilidade do solo e do abastecimento hídrico. De acordo com a prefeitura, o município possui 8,46 m² de projeção de área verde por habitante. São José do Rio Preto é a terceira cidade com maior índice de arborização urbana do Brasil; 97,78% dos habitantes da cidade residem em vias com árvores de acordo com o Censo de 2022 do IBGE. A execução dos serviços de conservação e manutenção dos canteiros, praças e parques da cidade, igualmente ao de manejo da arborização pública (poda, remoção e destoca das árvores situadas em áreas públicas) é de responsabilidade da própria prefeitura, que faz as intervenções frequentes para que seja mantida a qualidade de vida urbana. Essas árvores ajudam a absorver partículas poluentes, amenizam o clima e servem como barreira para ventos e abrigo à fauna, propiciando uma variedade maior de espécies em Rio Preto.

A principal área verde da cidade é o Parque da Represa Municipal, que conta com um viveiro onde existem mais de 200 mudas de plantas ornamentais e cerca de 20 espécies de árvores frutíferas. O parque também possui uma “Ilha Central”, onde diversos animais típicos da fauna costumam se refugiar. Mais de 100 espécies de árvores frutíferas também foram plantadas no local, além das plantas ornamentais já existentes na ilha. Mais de dez espécies de animais silvestres, mamíferos e peixes e uma grande diversidade de algas e plantas também compõem o ecossistema da represa.

Outra relevante área verde é o Zoobotânico Municipal, fundado em 1973 e que conta com reserva de mata nativa e um zoológico com aproximadamente 300 animais de 70 espécies. Está situado em uma área urbana de 14 hectares com remanescentes de vegetação de Mata Atlântica e Cerrado. A instituição é um centro de referência para toda a região, atendendo mais de 100 municípios, na salvaguarda de animais silvestres vítimas do tráfico, atropelamentos, queimadas, além do acolhimento de filhotes órfãos. O trabalho de conservação é desenvolvido em parceria com a Polícia Ambiental, IBAMA, ICMBio, AZAB e universidades.

A cidade possui também o Parque Ecológico Educativo Danilo Santos de Miranda, o Parque Ecológico Educativo Dr. Joaquim de Paula Ribeiro e o Parque Cidade da Criança, parques municipais arborizados que contam com pistas para caminhadas, brinquedos infantis e são voltados para a valorização e integração de meio ambiente, lazer e educação.

No censo demográfico de 2022 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município era de 480 393 habitantes, sendo 229 222 homens e 251 171 mulheres, apresentando uma densidade populacional de 1 112,17 hab./km²; a cidade tinha 220 173 domicílios, com uma média de 2,57 moradores por domicílio. De acordo com o mesmo censo, a distribuição étnica da população municipal era 67,53% branca, 25,67% parda, 5,88% preta, 0,85% amarela e 0,06% indígena, além de outros sem declaração. Em 2025, pela estimativa do IBGE, o município tinha 504 166 habitantes.

De acordo com o censo demográfico de 2010, 383 490 viviam na zona urbana (93,93%) e os 24 768 restantes na zona rural (6,07%). Simultaneamente, 196 016 habitantes eram do sexo masculino e 212 242 habitantes do sexo feminino. Ainda conforme o mesmo censo, a distribuição étnica da população municipal era de brancos (76,37%), pardos (18,49%), pretos (3,49%), amarelos (1,04%) e indígenas, além de outros sem declaração. A densidade populacional era de 946,53 hab./km²

Cerca de 45% da população de São José do Rio Preto é formada por descendentes de italianos que foram para a cidade a partir do final do século XIX, por volta de 1880. Vindos das mais diversas regiões da Itália, atuavam como mascates, trabalhadores do campo, mão de obra para construção civil, engenheiros, empresários da construção civil ou do comércio, religiosos e outras atividades. Por volta de 1898, o italiano Ugolino Ugolini já ocupava uma cadeira de vereador, tendo sido o primeiro estrangeiro a ser eleito para o cargo. No início do século XX, os imigrantes italianos, unidos a outros cidadãos rio-pretenses, fundaram a Banda União Operária, a Liga Operária Internacional, o Rio Preto Esporte Clube, o Automóvel Clube e o Palestra Esporte Clube. Em 1913, a cidade teve seu primeiro prefeito de origem italiana, Leo Lerro. Desde então, a presença da cultura italiana marcou a vida da região e as suas raízes se deixam entrever nos nomes de ruas e bairros, nos costumes, na língua, na religiosidade, na arte e na gastronomia.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de São José do Rio Preto é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo o atual relatório, divulgado em 2013 com dados de 2010, seu valor é de 0,797, sendo o 27.º maior do estado de São Paulo (em 645 municípios) e o 50.º do Brasil (entre 5 565).

Conforme dados do censo 2010, a população rio-pretense é formada por católicos apostólicos romanos (58,7%), católicos apostólicos brasileiros (0,1%), evangélicos (23,79%), espíritas (6,81%), sem religião (5,57%), testemunhas de Jeová (1,47%), ateus (0,38%), santos dos últimos dias (0,18%), budistas (0,18%), umbanda e candomblé (0,17%), cortodoxos (0,07%), tradições esotéricas (0,03%) judaístas (0,03%), espiritualistas (0,03%) e tradições indígenas (0,02%). Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 51,04% católicos, 28,55% evangélicos ou protestantes, 5,93% espíritas, 1,27% umbandistas ou candomblecistas, 0,04% religião tradicional, 5,09% outra religião, 7,89% irreligiosos, 0,02% desconhecidos e 0,16% não declarados.

Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o município é sede da arquidiocese de mesmo nome. A diocese, originalmente com o nome Diocese de Rio Preto, foi criada a partir do desmembramento da Diocese de São Carlos do Pinhal (atual Diocese de São Carlos) em 25 de janeiro de 1929, e dela foram desmembradas as atuais dioceses de Franca (1973), Jales (1959) e São João da Boa Vista (1960), além de partes das diocese de Barretos (1973) e Catanduva (2000). Somente em 11 de dezembro de 2002 o nome foi alterado para Diocese de São José do Rio Preto. Atualmente, a província eclesiástica, é composta pela Arquidiocese de São José do Rio Preto, Diocese de Barretos, Diocese de Catanduva, Diocese de Jales, Diocese de Votuporanga e formada por 70 paróquias distribuídas em 26 municípios do noroeste paulista, incluindo São José do Rio Preto, subdivididas, ainda, em 7 foranias. Seu atual Arcebispo Metropolitano é Dom Antônio Emídio Vilar, nomeado em 22 de maio de 2025. Em 2010, a população da diocese era pouco mais de 913 mil habitantes, dos quais 75% se declaravam católicos.

A sede está localizada na Catedral Metropolitana de São José do Rio Preto, considerada como parte do patrimônio histórico da cidade, que começou a ser construída em 1973, no mesmo local onde foi erguida a primeira capela rio-pretense, na data de fundação do município, em 19 de março de 1852. Isso faz com que a catedral seja considerada o marco zero de São José do Rio Preto. Em seu interior, destacam-se a presença de obras de arte, mais especificamente esculturas, painéis, quadros a óleo e vitrais, e nela está localizada a imagem de São José de Brotas, datada do início da formação do município. Seu orago é o Imaculado Coração de Maria, enquanto o copadroeiro é São José.

Conforme já citado, em 2010 23,79% da população rio-pretense se declarava evangélica. No município, existem várias igrejas evangélicas, divididas em dois tipos: as de missão e as de origem pentecostal. Entre as evangélicas de missão, existem as igrejas luterana (que representa 0,08% da população), a presbiteriana (0,83%), a metodista (0,13%), as igrejas batistas (0,61%) e as adventistas (0,61%). Entre as de origem pentecostal, estão a Assembleia de Deus (3,29%), Congregação Cristã do Brasil (2,86%), O Brasil para Cristo (0,07%), Evangelho Quadrangular (2,78%), Universal do Reino de Deus (1,42%), Deus é Amor (0,04%), Nova Vida (0,02%), entre várias outras. Existem também cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová (que representam 1,47% dos habitantes) e os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,34%).

Em 2008, a taxa de homicídios no município teve uma média de 9,2 para cada 100 mil habitantes, o equivalente a 38 homicídios. O índice de óbitos por arma de fogo, que era de 13,3 para cada 100 mil habitantes em 2002, pulou para 14,6 em 2003, sendo de 9,6 e 6,9 em 2004 e 2005, respectivamente, voltando a cair em 2006, ficando em 6,6 neste ano. A taxa de óbitos por acidentes de trânsito, que era de 34,7 em 2002, cresceu levemente para 34,8 em 2005, mas fechou 2006 em 32,3 óbitos para cada 100 mil habitantes.

A queda de homicídios por causas relacionadas à violência urbana se deve às medidas tomadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP), como a inauguração da Base de Radiopatrulha Aérea de São José do Rio Preto, que conta com o helicóptero Águia 17. De acordo com a PMSP, 96 municípios são atendidos pelo Águia 17, cobrindo uma extensão de pouco mais de 26 mil km², onde residem 1,44 milhão de pessoas. Também foi registrada queda nos índices de latrocínio na região de Rio Preto; foram duas ocorrências no último trimestre de 2008 para apenas um caso no mesmo período de 2009.

O poder executivo do município de São José do Rio Preto é exercido pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários e pelos administradores regionais e distritais. O primeiro intendente de Rio Preto foi Luiz Francisco da Silva, que ficou no cargo entre 27 de novembro de 1894 e 15 de julho de 1895. O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por 23 vereadores eleitos pelo sistema proporcional para mandato de quatro anos. Cabe à casa elaborar votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

São José do Rio Preto se rege por sua lei orgânica, promulgada em 3 de abril de 1990 e é sede de uma comarca cujos termos são Bady Bassitt, Cedral, Guapiaçu, Ipiguá, Nova Aliança, Potirendaba e Uchoa. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), São José do Rio Preto possuía, em outubro de 2024, mais de 347 900 eleitores.

Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros; a integração é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, na felicidade, na amizade e no respeito recíproco entre as nações. Oficialmente, a única cidade irmã de São José do Rio Preto é Nantong, China, desde 14 de abril de 2010.

São José do Rio Preto é constituído por três distritos: sede, Engenheiro Schmitt e Talhado.
O município foi criado pela Lei Estadual nº 294, de 19 de julho de 1894 e compreendia uma superfície de mais de 26 mil km² que posteriormente seria desmembrada em novos distritos e municípios. A última mudança na divisão territorial foi feita pela Lei Estadual nº 8550, de 30 de dezembro de 1993, que desmembrou de São José do Rio Preto o distrito de Ipiguá, elevado a município. O distrito de Engenheiro Schmitt, em 2017, tinha 19 446 habitantes e o distrito de Talhado, 5 096 habitantes. Ambos distritos contam com subprefeituras.

A cidade também está dividida em 612 bairros, loteamentos e residenciais. O maior e mais populoso bairro é o Solo Sagrado, na Zona Norte, com uma população de cerca de 24 mil habitantes. Os bairros são agrupados em dez regiões definidas por características socioeconômicas: Região Schmitt, Zona Sul, Região Talhado, Extremo Norte, Região Vila Toninho, Zona Leste, Região do Hospital de Base, Região da Represa, Região Central, Região Cidade da Criança, Região Pinheirinho, Zona Norte, Região CEU e Região Bosque. Tal divisão foi criada pelo decreto 18.073 de 29 de junho de 2018.

O Produto Interno Bruto (PIB) de São José do Rio Preto é o 58.º maior do Brasil e o 18.º maior de São Paulo, destacando-se na área da prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE relativos a 2023, o PIB do município era de 26 390 120,82 mil. reais; em 2021, 14 508 306,84 eram do setor terciário. O PIB per capita em 2023 era de 54 934,44 reais. Segundo pesquisa de 2009 da Fundação Getúlio Vargas, publicada na revista Você S.A., São José do Rio Preto ocupava a 18.ª colocação no ranking das mais promissoras cidades brasileiras para se construir uma carreira profissional. De janeiro a outubro de 2025, as exportações somaram US$ 54,9 milhões (R$ 300,3 milhões), alta de 35% em relação a 2024.

O setor terciário é o mais relevante da economia rio-pretense. De acordo com o Cadastro Central de Empresas do IBGE, a cidade possuía, no ano de 2022, 45 615 unidades locais e 43 550 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes, sendo 205 855 trabalhadores ocupados e 146 509 trabalhadores ocupados assalariados. Salários, juntamente com outras remunerações, somavam 5 968 417 reais; o salário médio mensal do município era de 2,6 salários mínimos. A cidade possui cinco shopping centers: Riopreto Shopping Center, inaugurado em 1988, Praça Shopping, inaugurado em 1998, Plaza Avenida Shopping, inaugurado em 2007, Shopping Cidade Norte, inaugurado em 2012 e Shopping Iguatemi São José do Rio Preto, inaugurado em 2014. Assim como no resto do país o maior período de vendas é o Natal.

A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante da economia do município: em 2021, 2 145 379,94 mil. reais do PIB eram do valor adicionado bruto do setor secundário. A maior parte da renda oriunda do setor secundário é original de seus distritos industriais, que são compostos em geral por micro, pequenas e médias empresas. Também possui relevante participação na área industrial da cidade o chamado Setor de Mini Distritos e Centro Incubador de Empresas; foi elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão Estratégica, no final de 1983. Hoje, o programa conta com 13 mini distritos industriais, onde estão instaladas 743 empresas que geram cerca de 5 262 empregos diretos.

O setor primário é o menos relevante da economia de São José do Rio Preto; em 2021, de todo o PIB da cidade, 64 179,63 mil reais foi o valor adicionado bruto da agropecuária. Segundo o IBGE, em 2009, o município possuía um rebanho de 23 200 bovinos, 1 600 equinos, 3 000 suínos, 400 caprinos, 40 bufalinos, dez asinos, 35 muares, 1.720 ovinos, 400 coelhos e 500 000 aves, dentre estas 50 000 galinhas e 450 000 galos, frangos e pintinhos. Em 2009 a cidade produziu 3,562 milhões de litros de leite de 5 086 vacas. Foram produzidos 779 000 dúzias de ovos de galinha e 9 500 quilos de mel-de-abelha. Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar (594 000 toneladas), o milho (840 toneladas) e o tomate (150 toneladas).

O Parque Tecnológico Vanda Karina Simei Bolçone, inaugurado em 2018 e especializado nas áreas de saúde, biotecnologia, agronegócio e design, teve faturamento de R$ 76 milhões em 2024 e gerou 463 postos de trabalho; o faturamento foi 13% superior ao ano de 2023. O Parque recebeu certificação nacional CERNE 1 em 2025.

De acordo com o censo de 2022 do IBGE, São José do Rio Preto tinha 220 173 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos com uma média de 2,57 moradores por domicílio. Em 2010 foram contabilizados 137 233 domicílios, sendo 90 849 próprios (66,2% do total), 39 731 alugados (28,95%), 6 376 cedidos (4,65%) e 277 em outras condições.

Em 2022, 99,86% dos domicílios possuíam coleta de lixo, 95,42% possuíam esgotamento sanitário, 99,97 possuíam banheiro e 91,38% possuíam acesso à Internet.. Em 2023, o estudo do Instituto Trata Brasil colocou São José do Rio Preto com o melhor saneamento básico entre as 100 maiores cidades do Brasil; de acordo com o estudo, 100% da população rio-pretense tinha acesso à água tratada. Em 2023, São José do Rio Preto passou a tratar 100% do esgoto coletado.

A Estação de Tratamento de Esgoto da cidade foi inaugurada em 2008 e ocupa uma área de 27,7 alqueires às margens do rio Preto, na Rodovia Délcio Custódio da Silva.

São José do Rio Preto não tem favelas. O último aglomerado subnormal da cidade foi a Favela Marte, reestruturada e urbanizada por um projeto pioneiro no Brasil que substituiu barracos sem infraestrutura por 239 casas para 743 pessoas e foi inaugurado em 2024 com infraestrutura completa.

O principal hospital público da cidade é o Hospital de Base, o segundo maior hospital do estado de São Paulo e um dos maiores do Brasil. Em 2024, realizou 98.384 atendimentos, 1,2 milhão de procedimentos, 132 mil atendimentos de emergência, 54,4 mil internações e 51,3 mil cirurgias; o complexo hospitalar conta com 8.800 colaboradores, incluindo 1.082 médicos, 641 residentes de 48 especialidades, 3.689 profissionais de enfermagem e 3.388 profissionais de diversas áreas da saúde, administrativa e de apoio. A instituição dispõe de 1.318 leitos, sendo 1.048 de enfermaria e 268 de UTI, além do maior centro cirúrgico do interior paulista, com 46 salas para procedimentos de alta complexidade e cirurgias robóticas. Anexo ao Hospital de Base está o Hospital da Criança e Maternidade, um centro de referência para atendimentos de uma região que inclui 102 municípios.

Outros hospitais públicos são a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Municipal Dr. Domingo Marcolino Braile e o Hospital Estadual João Paulo II. A cidade conta com 29 UBS, duas UPA e dois prontos-socorros, além do atendimento do SAMU.
Os hospitais privados da cidade são a Beneficência Portuguesa, que conta com heliporto, o Austa Hospital, o Hospital Santa Helena e o Hospital Rio Preto Hapvida.

De acordo com a Conjuntura Econômica de 2024, São José do Rio Preto tinha 3.179 médicos e em 2023, 1.581 profissionais de enfermagem. Ainda de acordo com a Conjuntura Econômica de 2024 da prefeitura, a cidade tinha 2.178 leitos hospitalares, uma taxa de mortalidade infantil de 9,06 e 5.076 nascidos vivos.

O município contava em 2024 com 53 268 matrículas, 2 753 docentes e 147 escolas no ensino fundamental e 19 280 matrículas, 1 192 docentes e 71 escolas no ensino médio. De acordo com a Conjuntura Econômica de 2025, em 2024 a rede municipal de ensino contava com 18 623 matrículas na educação infantil e 21 529 matrículas no ensino fundamental. O município tinha em 2022, 67 instituições de ensino superior, sendo 52 a distância, tendo em 2023, 31 005 matrículas nas redes pública e privada. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de São José do Rio Preto no ano de 2017 foi de 6,9 para o 5.º ano e 5,2 para o 9.º ano, ficando acima das médias estadual e nacional e atingindo as metas estabelecidas para a cidade. Em relação à Educação especial, São José do Rio Preto conta com unidades de atendimento da APAE e do Centro para Desenvolvimento do Potencial e Talento.

O município tem características de cidade universitária, por possuir diversas instituições de ensino superior. No ensino público destaca-se o campus da Unesp, mais especificamente o Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE), a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e a Faculdade de Tecnologia de São José do Rio Preto (Fatec Rio Preto); a cidade possui também um campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), inaugurado em 2021. A partir de 2026 a cidade terá um campus da Universidade Federal de São Carlos com nove cursos. São José do Rio Preto possui também instituições privadas de ensino superior, como UNIRP, UNORTE, UNIP, FACERES e UNILAGO.

O serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pela Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (SeMAE). Existem 106 mil ligações prediais atendidas pela rede pública de distribuição, todas equipadas com medidores (hidrômetros). Já a responsável pelo abastecimento de energia elétrica em São José do Rio Preto é a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Energia), que atende ainda a alguns municípios do Interior de São Paulo.

O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1954 pela Cia. Telefônica Rio Preto, empresa administrada pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Já o sistema de discagem direta à distância (DDD) foi implantado em 1976 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP) com o código de área (0172). Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (017), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. Existe ainda acesso 3G, oferecido ao município desde abril de 2010. O código de área (DDD) de Rio Preto é 017 e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 15.000-000 a 15.104-999. No dia 1.º de setembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de São Paulo (códigos 14 e 17), Espírito Santo (27), Minas Gerais (37), Paraná (43), Goiás (62), Mato Grosso do Sul (67) e Piauí (86).

A cidade é sede nacional da Redevida, rede de televisão católica presente em todas as capitais brasileiras e nas 500 maiores cidades do Brasil, alcançando mais de 1.500 municípios.
Há vários canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF), sendo alguns dos principais com emissoras afiliadas na própria cidade a TV Record Rio Preto (Rede Record), o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e a TV TEM São José do Rio Preto (Rede Globo).

O sistema ferroviário de São José do Rio Preto é administrado pela empresa Rumo Logística. No final do século XIX e início do século XX, a expansão das ferrovias no interior do Estado de São Paulo acompanhou o avanço da cultura cafeicultora. Em 1907, é inaugurada a estação de Avanhadava na Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, quando esta ainda era parte do município de São José do Rio Preto. Em 1912 é inaugurada a Estação de São José do Rio Preto na Estrada de Ferro Araraquara no território atual do município. A presença da ferrovia impulsionou o desenvolvimento da cidade, facilitando as comunicações e o trânsito de pessoas. Em 1971, a Estrada de Ferro Araraquara é extinta e incorporada à FEPASA (Ferrovia Paulista S/A).
Em 1997, a FEPASA é incorporada à RFFSA (Rede Ferroviária Federal) e no ano seguinte é feita a concessão à Ferroban (Ferrovia Bandeirantes). Esta última manteve o transporte ferroviário de passageiros em operação até o ano de 2001, ligando a cidade ao município de Itirapina. Em 2004, a Ferroban teve seu controle assumido pela Brasil Ferrovias, e em 2006 esta teve seu controle assumido pela América Latina Logística (ALL) que em 2015 foi incorporada à Rumo Logística. A antiga estação ferroviária passou por reforma entre 2020 e 2024 e agora abriga o Complexo Estação Ferroviária, um equipamento cultural que integra o Museu Ferroviário, o Espaço Plataforma, o Memorial do Empreendedor e a Casa do Artesão.

No transporte aéreo, o município é atendido pelo Aeroporto Estadual Professor Eribelto Manoel Reino, administrado pela concessionária Aeroportos Paulistas (ASP). Dos 27 aeroportos regionais do estado de São Paulo, São José do Rio Preto é o que tem o maior fluxo de passageiros. Em 2017 foi inaugurada uma nova ala de desembarque, fruto do projeto de extensão que triplicou a área do terminal para atender a crescente demanda dos últimos anos. Em 2024 teve 649 toneladas de carga transportada. Registrou, no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 19% no movimento de passageiros; teve, no mesmo período, 162,2 toneladas de carga transportada, um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2025 registrou o movimento de mais de 850 mil passageiros, crescimento de 22% em relação a 2024; foram 8.622 voos comerciais.

O aeroporto de São José do Rio Preto oferece rotas para São Paulo, Campinas, Guarulhos, Cuiabá, Maceió, Salvador, Natal, Fortaleza, João Pessoa e Porto Seguro e também serve de acesso às cidades turísticas da região como Olímpia, local do Thermas dos Laranjais, o segundo parque aquático mais visitado da América Latina em 2022 e do Hot Beach, o oitavo parque aquático mais visitado na América Latina em 2022 e Barretos, local de realização da Festa do Peão de Barretos.

A malha rodoviária de São José do Rio Preto é composta por quatro rodovias: Rodovia Transbrasiliana (BR-153), Rodovia Washington Luís (SP-310), Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425) e a Rodovia Délcio Custódio da Silva (SP-427).

A Rodovia Transbrasiliana proporciona acesso a capital federal, Brasília, assim como os estados de Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto a Rodovia Washington Luís faz ligação com cidades como Araraquara, São Carlos, Rio Claro e a capital estadual, São Paulo. Através da Rodovia Washington Luís, também é possível acessar a Rodovia Anhanguera e a Rodovia dos Bandeirantes proporcionando acesso a cidades como Campinas e Jundiaí, estando interligadas ao Sistema Anhanguera-Bandeirantes. São também importantes meios de locomoção urbana, sendo amplamente utilizadas como vias expressas para transporte dentro do município . As obras de construção da terceira faixa da Rodovia Washington Luís entre Mirassol e Cedral iniciaram em maio de 2025; a obra está orçada em R$ 450 milhões.

No transporte rodoviário, o município é atendido pelo Terminal Rodoviário Governador Laudo Natel, administrado pela Empresa Municipal de Urbanismo de São José do Rio Preto (EMURB) e possui linhas internacionais, interestaduais e intermunicipais. O transporte público de São José do Rio Preto é atendido pelo Terminal Urbano Professor Manoel Antunes e realizado por duas empresas, Circular Santa Luzia e Expresso Itamarati. Há vários mini terminais urbanos de ônibus na cidade.

A frota municipal em dezembro de 2024 era de 442 700 veículos, sendo 232 074 automóveis, 8 902 caminhões, 2 694 caminhões tratores, 36 162 caminhonetes, 17 999 camionetas, 95 718 motocicletas, 21 033 motonetas, 1 782 ônibus, entre outros. O crescimento acelerado da frota nos últimos anos traz problemas comuns a grandes cidades como congestionamento e poluição atmosférica. Tais problemas levaram a realização de obras de mobilidade urbana.

Em 2019 foram iniciadas as obras do Anel Viário J. Hawilla, com o objetivo de melhorar a fluidez do trânsito ao proporcionar uma rota alternativa às avenidas centrais da cidade e às rodovias. Suas obras foram finalizadas em dezembro de 2022 e tem no total 35 quilômetros de extensão. Em 2020 foram criados corredores urbanos que hoje contemplam 18 ruas e avenidas garantindo trânsito exclusivo para o transporte público em horários de pico. Apesar destas iniciativas é observado o envelhecimento da frota de carros da cidade, contribuindo para a poluição atmosférica, e a diminuição no número de passageiros que utilizam o transporte público.

A Secretaria Municipal de Cultura é a instituição responsável pelo estímulo e fomento às atividades culturais, artísticas e folclóricas do município. O órgão também é o encarregado pelas principais construções dedicadas às artes cênicas da cidade, como os Núcleos Municipais de Arte, a Casa de Cultura Dinorath do Valle, o Museu Ferroviário, o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), o Museu de Arte Naïf (MAN), o Arquivo Público Municipal, a Hemeroteca Pública Dário de Jesus, o Complexo Swift de Educação e Cultura, os Teatros Municipais Humberto Sinibaldi Neto, Paulo Moura e Nelson Castro e o Comdephact (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico).

Além disso, a Secretaria Municipal de Cultura é responsável por eventos como o FIT – Festival Internacional de Teatro, a Bienal do Livro, o Carnaval Popular, o FEM – Festival de Música Popular Vinícius Nucci Cucolicchio, o Festival Nacional de Música Sertaneja, entre outros.

Na área da literatura é destaque a sua Biblioteca Pública Municipal, que foi criada em 16 de julho de 1943 pelo Decreto-lei nº36, sendo inaugurada três meses depois, no dia 17 de outubro de 1943, com o nome de Biblioteca Pública Municipal Dr. Fernando Costa; em 19 de julho de 1943 foi registrada no Cadastro de Bibliotecas Brasileiras sob o nº 1.130, na Categoria Municipal; o prédio atual foi inaugurado em 19 de julho de 1980, na segunda gestão do prefeito Adail Vettorazzo. Hoje conta com mais de 50 mil títulos de diversas áreas do conhecimento.

A biblioteca central se localiza no Centro Cultural Prof. Daud Jorge Simão, onde também se encontram museus municipais, pinacoteca, a Rádio Educativa FM e a Secretaria Municipal de Cultura. A cidade possui também bibliotecas públicas secundárias nos bairros Anchieta, Eldorado e Jardim Soraia e uma biblioteca móvel.

São José do Rio Preto tem os Teatros Municipais Humberto Sinibaldi Neto, Paulo Moura e Nelson Castro e o Teatro SESI Waldemar de Oliveira Verdi.

A Orquestra Sinfônica de São José do Rio Preto, fundada em 1942, é a mais antiga instituição cultural em atividade do município. Em 2020 foi tombada como patrimônio histórico por lei municipal e é uma associação sem fins lucrativos.

O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural rio-pretense. Em várias partes do município, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Esta diversidade torna o artesanato rio-pretense rico e criativo. A Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (SUTACO) reúne diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. São produzidos especialmente colchas e caminhos de mesa de crochê, flores produzidas com folha de milho seca, peças produzidas com teares, dentre outras. Normalmente, essas peças são vendidas em feiras, exposições, ou lojas de artesanato.

São José do Rio Preto possui o Museu Ferroviário, inaugurado em 2024 nas instalações da antiga Estação Ferroviária, o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), desde 2012 no prédio histórico da antiga biblioteca municipal, o Museu de Arte Naïf (MAN) e o Museu da Imagem e do Som (MIS).

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de São José do Rio Preto, em parceria com empresas locais, investe no segmento de festas e eventos. Tais festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidades, exigindo uma melhor infraestrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população da cidade. As atividades ocorrem durante o ano inteiro. São as principais:

  • Janeiro Brasileiro da Comédia: é um festival de espetáculos teatrais voltados à comédia. O evento foi realizado pela primeira vez no ano de 2003 e atraiu mais de quatro mil espectadores ao Teatro Municipal. Sua duração é de oito dias, sempre nos meses de janeiro, e as apresentações são realizadas no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto.
  • Carnaval de rua: é um evento de rua, aberto ao público e realizado anualmente, no período do carnaval, na Avenida José Ernesto Vetorazzo. O desfile reúne as quatro escolas de samba da cidade (Tigre Dourado, Unidos da Boa Vista, Império do Sol e Pérola Negra), além de blocos de associações, entidades e clubes. A Secretaria Municipal de Cultura é responsável pela eleição do Rei Momo e da Rainha e pela realização eventual de bailes populares.
  • EXPO Rio Preto: acontece todos os anos no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto e é dedicada ao agronegócio; é organizada pela Secretaria de Cultura e inclui shows com artistas locais, regionais e nacionais para adultos, performances infantis, oficinas criativas e eventos gastronômicos. É a maior feira agropecuária do Noroeste Paulista e uma das principais do interior do Brasil. Teve a 62ª edição em 2025.
  • Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (FIT): é realizado pela Prefeitura em parceria com o SESC-SP e conta com patrocínio da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal, do Governo do Estado de São Paulo e da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e promoção da TV Globo. Criado em 1969 pela Prefeitura como Festival Nacional de Teatro Amador, em 2001 ampliou suas fronteiras e assumiu dimensão internacional. Acontece em julho e é o evento de maior visibilidade da cidade. Está entre os cinco maiores festivais de teatro do País.
  • Encontro de Bandeiras das Companhias de Folias de Reis: é uma reunião de cerca de 20 companhias de Folias de Reis, organizado no pátio da Paróquia Nossa Senhora dos Pobres, no bairro Jardim Caparroz. Durante o evento, há apresentações de grupos de Santos Reis e distribuição de “oferendas” aos participantes. Acontece em novembro.
  • Rio Preto Country Bulls: é um evento de rodeio que acontece todos os anos em julho. Teve um público de 100 mil pessoas em cinco dias em 2025. Tem apresentações de famosos artistas do sertanejo.
  • Festival de Música Popular Brasileira Vinícius Nucci Cucolicchio (FEM): com duração de três dias em outubro, o evento mantém duas fases eliminatórias. Elas acontecem nos dois primeiros dias, com a apresentação de doze músicas em cada. A final acontece no terceiro dia. As doze músicas classificadas são gravadas no CD do festival.
  • 19 de março – Dia de São José e Aniversário da Cidade: todos os anos acontecem festividades na semana do aniversário de São José do Rio Preto, por toda a cidade, incluindo um bolo, oferecido à população em 19 de março, com o comprimento em metros equivalente à nova idade da cidade.

Em São José do Rio Preto há, além de feriados nacionais, estaduais e pontos facultativos, quatro feriados municipais, definidos pela lei municipal nº 1 333 de 6 de maio de 1968: o dia do padroeiro São José e do aniversário da cidade, em 19 de março; a Sexta-Feira Santa, que ocorre sempre em março ou abril; o Corpus Christi, que sempre é realizado na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade e o dia da Imaculada Conceição, comemorado em 8 de dezembro.

Assim como na maior parte do país, em São José do Rio Preto o esporte mais popular é o futebol. O principal clube da cidade é o América Futebol Clube, mais conhecido por América de Rio Preto, fundado dia 28 de janeiro de 1946; manda seus jogos no Estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão, inaugurado em 10 de fevereiro de 1996 e que hoje conta com capacidade de até 32 936 pessoas. A primeira partida realizada no novo estádio foi entre o América e o São Paulo Futebol Clube, sendo que a equipe paulistana ganhou por 3 a 2. A outra equipe profissional é o Rio Preto Esporte Clube, chamado também por Verdão da Vila Universitária ou Glorioso, que foi fundado em 21 de abril de 1919. No futebol feminino, a cidade conta com a Associação Esportiva Realidade Jovem, fundada em 1996 e que conquistou o Campeonato Brasileiro de 2015 e os Campeonatos Paulistas de 2016 e 2017.

A cidade também tem força em esportes como o futebol americano, representado pela equipe Rio Preto Weilers que compete desde 2012 em torneios oficiais e também conta com formas alternativas de esporte basquete em cadeira de rodas (basquete cadeirante), formado por membros do CAD (Clube Amigos dos Deficientes), que disputa o campeonato nacional. O CAD também atua em outros esportes adaptados, como atletismo e natação, e tem como um dos patrocinadores a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer.

O maior ginásio público da cidade é o Centro Regional de Eventos, com capacidade para 5.600 pessoas. O Centro Esportivo Integrado do Eldorado conta com pista de atletismo oficial e outras instalações esportivas. A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) é a instituição responsável por desenvolver e difundir a prática dos desportos, da recreação e da educação física dirigidas às camadas mais populares de São José do Rio Preto. Segundo estatísticas da própria prefeitura de Rio Preto, o município conta com 29 campos de futebol, 15 centros esportivos, 13 praças Esportivas, sete campos de malha e bocha, seis ginásios Municipais, quatro pistas de skate e esportes alternativos e três piscinas municipais. Existem também programas de incentivo a prática de esportes, como o Hidroginástica e Natação Comunitária, o Programa Unidos no Esporte e o Programa Vôlei Adaptado.

Referências

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