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O que fazer em Itacaré (BA): guia completo 2026 com praias, trilhas, Tijuípe, rafting, surfe, Maraú, roteiro e onde ficar

Guia completo de Itacaré (BA) para 2026: história do cacau, praias urbanas e a Prainha, trilha das quatro praias, Cachoeira do Tijuípe, rafting no Rio de Contas, surfe, Serra do Conduru, passeio a Barra Grande/Maraú, clima, como chegar de Ilhéus e Salvador, custos, roteiro e 10 hospedagens com site oficial.

Vista aérea da Prainha, em Itacaré, com uma faixa de areia clara em curva entre o mar verde-azulado com ondas e morros cobertos de mata atlântica e coqueiros
A Prainha, a praia que muita gente considera a mais bonita de Itacaré. Não há estrada: o acesso é por trilha, a partir da Praia da Ribeira. Foto: Márcio Filho/MTur, domínio público, via Wikimedia Commons

Itacaré é uma pequena cidade do litoral sul da Bahia, na Costa do Cacau, cerca de 70 km ao norte de Ilhéus, onde o Rio de Contas encontra o mar. É um dos raros trechos do Nordeste em que a mata atlântica desce os morros e chega até a areia, e isso explica quase tudo o que a cidade tem de especial. O que fazer em Itacaré, em resumo: curtir as praias urbanas, como Concha, Resende, Tiririca e Ribeira, caminhar pela trilha até a Prainha, fazer o passeio das quatro praias até Itacarezinho, surfar ou aprender a surfar, descer as corredeiras do Rio de Contas de rafting em Taboquinhas, tomar banho na Cachoeira do Tijuípe, visitar uma fazenda de cacau, ver o pôr do sol na Ponta do Xaréu e, se tiver um dia sobrando, atravessar até Barra Grande, na Península de Maraú.

Este guia foi montado em novembro de 2026 com informações conferidas em fontes oficiais: a Prefeitura de Itacaré e o seu Serviço de Atendimento ao Turismo (praias, centro histórico, eventos, esportes), a Cartilha de Boas Práticas para turistas lançada pela prefeitura em 2026, a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e o Inema, responsáveis pelo Parque Estadual da Serra do Conduru, o IBGE, o Instituto Nacional de Meteorologia (normais climatológicas de Ilhéus), os sites oficiais da Cachoeira do Tijuípe e das próprias hospedagens e, para a parte de história, a Wikipédia e os estudos que ela cita. Ele explica a história do cacau e da cabruca, onde ficar, quando ir, como chegar de Ilhéus e de Salvador, o que fazer em cada canto do município, quanto custa, roteiros de dois a quatro dias e os cuidados que o mar e as trilhas de Itacaré pedem.

Resumo rápido: Itacaré (BA)

  • Onde fica: no litoral sul da Bahia, na Costa do Cacau, na foz do Rio de Contas, a cerca de 70 km de Ilhéus e 422 km de Salvador pela estrada. O município tem 726,3 km² e 27.704 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE, e metade da população vive na zona rural.
  • Por que ir: praias cercadas de mata atlântica, ondas para todos os níveis, trilhas curtas entre enseadas, rafting, cachoeiras, fazendas de cacau, quilombos urbanos e uma vila com casario colonial.
  • Como chegar: de avião até o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, e depois cerca de 1h a 1h20 de carro pela BA-001, a Estrada Parque Ilhéus–Itacaré. De Salvador, são cerca de 5h30 a 6h de carro usando o ferry até a Ilha de Itaparica.
  • Melhor época: de setembro a março, quando os dias de sol costumam ser mais frequentes e o mar fica mais quente. Não existe estação seca: chove entre 2.000 e 2.400 mm por ano, distribuídos ao longo dos meses. De julho a outubro, as baleias-jubarte passam pela costa.
  • Quantos dias: três dias para as praias urbanas, a Prainha e as quatro praias; quatro ou cinco para incluir rafting, Tijuípe e um bate-volta a Barra Grande.
  • Para não esquecer: tênis ou sandália de trilha, protetor solar, repelente, dinheiro trocado para as barracas e paciência com o sinal de celular, que some na maior parte da zona rural.
Vista aérea da Prainha, em Itacaré, com uma faixa de areia clara em curva entre o mar verde-azulado com ondas e morros cobertos de mata atlântica e coqueiros
A Prainha, a praia que muita gente considera a mais bonita de Itacaré. Não há estrada: o acesso é por trilha, a partir da Praia da Ribeira. Foto: Márcio Filho/MTur, domínio público, via Wikimedia Commons

História de Itacaré: dos tupiniquins ao cacau e ao surfe

Resposta direta: o nome Itacaré vem do tupi e quer dizer “jacaré de pedra”. A povoação nasceu em torno de uma capela jesuíta dedicada a São Miguel, virou sede de município em 1732 com o nome de São Miguel da Barra do Rio de Contas e só ganhou o nome atual em 1931. A cidade cresceu com o cacau entre 1890 e 1940, ficou isolada quando o porto assoreou e se reinventou com o turismo depois da abertura da Estrada Parque, em 1998.

Quando os portugueses chegaram, o litoral da região era território dos tupiniquins. Segundo a história reunida pela prefeitura e pela Wikipédia, os tupis tinham ocupado essa faixa de costa por volta do ano 1000, empurrando para o interior povos de língua do tronco macro-jê. A versão em inglês da Wikipédia cita ainda pataxós e aimorés entre os grupos que viviam na área. O topônimo é tupi antigo: itá, pedra, e îakaré, jacaré. Quem olha as pedras escuras na ponta do Xaréu, perto do farol, costuma achar a explicação óbvia.

Jesuítas, São Miguel e a vila de 1732

No século XVI, o jesuíta Luís da Grã fundou uma capela dedicada a São Miguel na barra do rio, e a povoação que cresceu em volta passou a se chamar São Miguel da Barra do Rio de Contas. A região fazia parte da Capitania de São Jorge dos Ilhéus, uma das capitanias hereditárias criadas em 1532. Em 1732, a povoação foi elevada a sede de município, por iniciativa de Dona Maria Athaíde e Castro, a condessa do Resende, donatária da capitania. O aniversário da cidade é comemorado em 26 de janeiro. O lugar foi elevado à categoria de cidade em 1881, segundo a Wikipédia em inglês, e o nome Itacaré só passou a valer em 1931. Ubaitaba, que se chamava Itapira e era distrito de Itacaré, foi desmembrada pelo decreto nº 8.567, de 27 de julho de 1933.

A Igreja de São Miguel Arcanjo, de frente para a orla, é o monumento mais antigo da cidade. Há uma divergência de datas que vale registrar: o texto da prefeitura diz que ela foi fundada pelos jesuítas em 1723, e a lista de atrativos do mesmo site traz o ano de 1793 ao lado do nome da igreja. Pode ser a diferença entre a fundação e a construção do prédio atual, mas não encontramos uma fonte que esclareça. Dentro dela funciona um pequeno museu com relíquias do século XVIII.

Pau-brasil, farinha, baleias e piratas

Nos primeiros séculos, a economia da região girava em torno do pau-brasil, levado para a Europa para fazer tinta, e da farinha de mandioca, que abastecia os engenhos e a população escravizada do Recôncavo. A Wikipédia em inglês registra que a barra do Rio de Contas foi esconderijo de piratas holandeses e portugueses no período colonial e, mais tarde, um porto de baleeiros. É dessa fase que vem boa parte das histórias que os guias contam no centro histórico.

O cacau e a cabruca

O ciclo que moldou Itacaré foi o do cacau. A cidade cresceu muito entre 1890 e 1940, quando o fruto era plantado no interior e embarcado no porto da foz do rio, rumo à Europa. Desse tempo ficaram os casarões e armazéns da beira do rio, que ainda dão cara ao centro histórico. O detalhe que fez diferença para a paisagem é o sistema de plantio: a cabruca. Em vez de derrubar a floresta, como se fazia com a cana e o café, os fazendeiros raleavam o sub-bosque e plantavam os cacaueiros à sombra das árvores grandes da mata atlântica. É por isso que, ao contrário de boa parte do litoral nordestino, o entorno de Itacaré chegou ao século XXI ainda coberto de floresta. A prefeitura resume assim: o cacau em cabruca “precisa da sombra da Mata Atlântica para ser plantado”.

Isolamento, vassoura-de-bruxa e a Estrada Parque

A partir dos anos 1940, o porto foi assoreando. A Wikipédia em inglês atribui parte do problema às duas barragens construídas rio acima nos anos 1960, e a expansão das estradas e do porto de Ilhéus fez o resto. Itacaré ficou isolada, com estradas ruins, e o crescimento parou. Nos anos 1980, a vassoura-de-bruxa, uma praga causada por um fungo, devastou as lavouras de cacau de todo o sul da Bahia. Foi o fim de uma era para muitas fazendas da região.

A virada veio com o surfe e, sobretudo, com a estrada. Nos anos 1980 e 1990, surfistas e mochileiros descobriram as ondas da Tiririca e as praias desertas ao sul da vila. Em 1998, foi inaugurada a Estrada Parque da Serra Ilhéus–Itacaré, o trecho da BA-001 que liga a cidade ao aeroporto de Ilhéus, que a prefeitura descreve como “a primeira estrada realmente ecológica do país”. Segundo a prefeitura, o turismo responde hoje por mais de 90% do PIB do município. A Praia da Tiririca recebeu etapas da Liga Mundial de Surfe (WSL) em 2013, 2015 e de 2017 a 2019.

Uma cidade que também é quilombola

Itacaré não é só praia. A cidade tem dois quilombos urbanos reconhecidos pela prefeitura, o Porto de Trás e o Marimbondo, onde se mantêm o samba de roda, a capoeira, os ternos de reis e festas como o cortejo do Rancho do Bicho e o Caçador, em 6 de janeiro. O Centro Cultural Porto de Trás oferece aulas de capoeira e apresentações, e a prefeitura divulga roteiros de experiência quilombola com moradores. A Wikipédia em inglês lembra ainda uma briga recente que diz muito sobre a cidade: moradores fizeram campanha contra a cobrança de acesso a praias, e hoje a Prainha e a Praia de São José podem ser alcançadas a pé, de graça.

Parque Estadual da Serra do Conduru: a floresta atrás das praias

Resposta direta: o Parque Estadual da Serra do Conduru foi criado em 1997, com 7.000 hectares, e ampliado em 2003 para 9.275 hectares, entre Itacaré, Uruçuca e Ilhéus. Ele é administrado pelo Inema, ligado à Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, e protege um dos trechos mais ricos de mata atlântica do país. A visitação ainda é limitada, e o plano de uso público estava em revisão em 2025.

O parque nasceu como compensação ambiental pela própria BA-001: a abertura da estrada entre Ilhéus e Itacaré, financiada pelo programa federal Prodetur, veio acompanhada do decreto de criação da unidade de conservação, em 1997. Em 2003, os limites foram redefinidos e a área aumentou para 9.275 hectares, segundo a Wikipédia. Segundo a Wikipédia em inglês, o município de Itacaré abriga 41% da área do parque. O nome homenageia o conduru (Brosimum rubescens), uma árvore de madeira vermelha e valiosa das florestas do sul da Bahia.

Fauna e flora

Levantamentos feitos entre 1999 e 2002, citados na Wikipédia, registraram 175 espécies de aves no parque, 27 delas endêmicas e seis ameaçadas, além de 30 espécies de mamíferos de médio e grande porte. O símbolo da região é o mico-leão-da-cara-dourada, um primata que só existe nas matas do sul da Bahia. A Wikipédia registra que o parque é reconhecido internacionalmente por ter uma das maiores biodiversidades do planeta e um grande número de espécies endêmicas.

O que isso muda para você

Na prática, três coisas. Primeiro, o parque não tem a estrutura de visitação de um parque nacional famoso: em 2025, Sema e Inema faziam oficinas com as comunidades para atualizar o plano de manejo e criar um plano de uso público, com regras de acesso. Antes de ir, pergunte no Serviço de Atendimento ao Turismo (SAT) da prefeitura se há trilhas abertas e quem pode guiar. Segundo, mesmo fora do parque, grande parte das praias, trilhas e cachoeiras de Itacaré está em área de mata atlântica protegida por lei, e a cartilha da prefeitura pede que se usem só trilhas autorizadas e guias credenciados. Terceiro, o que se vê da estrada é a mesma floresta: a BA-001 atravessa o parque, e é comum cruzar com placas de fauna e trechos de mata fechada.

Onde ficar em Itacaré: Concha, centro, Tiririca ou estrada

Resposta direta: fique na Concha ou no bairro Conchas do Mar se quer praia calma, pousadas com piscina e restaurantes a pé. Escolha o centro histórico e a Rua Pituba para ficar perto dos bares e da vida noturna. A região da Tiririca e da Ribeira é a dos surfistas. Os resorts de luxo ficam afastados, à beira da BA-001, em praias como Itacarezinho e São José, e pedem carro ou transfer.

Itacaré é compacta. A vila, as praias urbanas e as principais ruas de restaurantes cabem numa caminhada de meia hora, e boa parte dos visitantes passa a viagem sem carro. A escolha do bairro muda mais o ambiente do que a logística.

Praia da Concha e Conchas do Mar

É onde se concentra a maior parte das pousadas. A Concha tem mar calmo, barracas e o encontro com o rio, e o bairro de Conchas do Mar, logo atrás, é cheio de ruas tranquilas e pousadas com jardim e piscina. Dali se vai a pé ao centro, em 10 a 15 minutos, e às praias do Resende e da Tiririca. É a melhor opção para casais, famílias e quem vai pela primeira vez.

Centro histórico, orla e Rua Pituba

O centro histórico fica na beira do rio, com a igreja de São Miguel, o casario e a orla da Coroinha. A Rua Pituba e as ruas em volta reúnem restaurantes, bares, lojas e o movimento da noite. Ficar ali é prático para quem quer sair à noite e voltar a pé, mas pode ser barulhento no verão e no Réveillon.

Tiririca, Costa e Ribeira

É a região das ondas. A Tiririca tem quiosques, gramado e um clima jovem, e a Ribeira é o ponto de partida da trilha para a Prainha. As hospedagens ali tendem a ser mais simples, com perfil de surfe e de quem quer acordar e ir para o mar.

Estrada Ilhéus–Itacaré: resorts e praias isoladas

Ao sul da vila, ao longo da BA-001, ficam os hotéis de luxo e as praias mais isoladas, como São José, Jeribucaçu, Engenhoca, Havaizinho e Itacarezinho. A estadia é mais silenciosa, com estrutura completa dentro do hotel, mas para ir à cidade é preciso carro, táxi ou transfer. É a escolha de quem quer descanso e não se importa em ficar longe dos bares.

Clima e melhor época para ir a Itacaré

Resposta direta: Itacaré tem clima tropical úmido, quente o ano inteiro, com temperatura média perto de 25 °C e chuvas bem distribuídas. A melhor época, para a maioria das pessoas, vai de setembro a março, com mais sol e mar mais quente. Dezembro, janeiro e o Carnaval são os meses mais cheios e mais caros. Para fugir de multidões com tempo razoável, setembro, outubro, novembro e março são boas apostas. De julho a outubro, as baleias-jubarte passam pelo litoral.

Itacaré não tem estação meteorológica própria com série longa, e a referência mais usada é a de Ilhéus, a 70 km. Segundo a Wikipédia, com base em dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região tem médias anuais de chuva entre 2.000 e 2.400 milímetros, distribuídas ao longo do ano, e temperatura média em torno de 25 °C. No inverno, a média fica em 21 °C, com máximas de 26 °C e mínimas de 18 °C. No verão, a média sobe para 26 °C, com máximas de 29 °C e mínimas de 22 °C. A maior temperatura registrada na série do Inmet foi de 34,1 °C, em janeiro de 1994, e a menor, de 12,8 °C, em agosto de 1976.

Na prática, isso quer dizer duas coisas. A primeira: não existe mês “proibido”. Mesmo nos meses mais chuvosos, a chuva costuma vir em pancadas, e a temperatura continua boa para praia. A segunda: não existe mês garantido. Uma frente fria pode trazer três dias seguidos de chuva em qualquer época, e é bom ter um plano B, como uma visita a uma fazenda de cacau ou um almoço demorado.

Mês a mês

PeríodoComo costuma serPara quem
Dezembro a fevereiroCalor, mar quente, Réveillon e Carnaval cheios, preços mais altosQuem quer agito e não se importa em reservar com antecedência
Março a junhoFora da alta temporada, mais chances de dias seguidos de chuva, preços menoresQuem viaja com flexibilidade de datas
Julho e agostoTemperaturas mais amenas, férias escolares em julho, ondas mais fortes, início da temporada das baleiasSurfistas, famílias e quem quer ver baleias
Setembro a novembroMais dias de sol, movimento menor, baleias até outubroCasais, quem quer praia vazia e preços médios

Temporada das baleias

A prefeitura de Itacaré marca julho como o início da temporada das baleias-jubarte, que passam pelo litoral sul da Bahia no inverno e na primavera, entre julho e outubro. Algumas agências da cidade oferecem saídas de barco para observação. Não encontramos no site da prefeitura uma lista de operadores credenciados, então pergunte no SAT antes de contratar e prefira empresas que respeitem a distância mínima dos animais.

Festas e eventos

O calendário de eventos publicado pela prefeitura para 2026 ajuda a escolher a data. Os destaques: o cortejo do Bicho e o Caçador, no quilombo do Porto de Trás, em 6 de janeiro; o aniversário da cidade, em 26 de janeiro; a festa de Iemanjá, em 1º e 2 de fevereiro; o Carnaval; o São João, em 23 e 24 de junho, com festa em Taboquinhas; o Festival Gastronômico Sabores de Itacaré, que teve sua 12ª edição entre 10 e 27 de julho, e a Festa da Quebra do Cacau, em Taboquinhas, também em julho; o Festival de Acarajé, de 27 a 29 de agosto; a festa de São Miguel, padroeiro, em 29 de setembro; a Festa Literária de Itacaré (Flicaré), de 28 a 31 de outubro; o Festival Quilombola, de 17 a 20 de novembro; e o Réveillon. Em julho, a cidade também costuma receber etapas dos campeonatos baiano e brasileiro de surfe. As datas mudam de um ano para o outro, então confira no site da prefeitura antes de marcar a viagem.

Como chegar a Itacaré

Resposta direta: o caminho mais fácil é voar até o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, e seguir por cerca de 70 km pela BA-001, a Estrada Parque Ilhéus–Itacaré, de carro, táxi, transfer ou ônibus. De Salvador, dá para ir de carro em cerca de 5h30 a 6h, atravessando de ferry para a Ilha de Itaparica, ou de ônibus. Não há aeroporto comercial em Itacaré.

De avião, via Ilhéus

O Aeroporto de Ilhéus – Jorge Amado (IOS) recebe voos diretos de capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador, dependendo da época e da companhia. Do aeroporto até Itacaré são cerca de 70 km pela BA-001, um trajeto de mais ou menos 1h a 1h20 que atravessa a mata atlântica do Parque da Serra do Conduru e passa por Serra Grande. Há quatro jeitos de fazer esse trecho:

  • Carro alugado: as locadoras ficam no aeroporto. É a melhor opção para quem quer conhecer as praias da estrada e Tijuípe por conta própria.
  • Transfer: muitas pousadas e agências de Itacaré oferecem transfer do aeroporto; combine o preço antes.
  • Táxi: há ponto de táxi no aeroporto; o preço é por corrida e vale combinar antes de sair.
  • Ônibus: a Rota Transportes faz a linha Ilhéus–Itacaré, com saídas ao longo do dia a partir da rodoviária de Ilhéus. Os horários mudam com frequência, então confira no site da empresa ou na rodoviária.

De ônibus

Itacaré tem rodoviária própria, perto do centro. A Rota Transportes é a empresa que opera as linhas regulares da região, inclusive entre Ilhéus e Itacaré e entre Itacaré e Camamu. Quem vem de longe costuma ir de ônibus até Ilhéus, Itabuna ou Salvador e fazer a conexão. Em novembro de 2026, os horários publicados em sites de venda de passagem mostravam várias saídas diárias entre Ilhéus e Itacaré, do início da manhã ao fim da tarde, mas esses horários não são oficiais e mudam conforme a temporada.

De Salvador

São 422 km pela estrada, segundo a prefeitura de Itacaré. O caminho mais usado é atravessar a Baía de Todos-os-Santos de ferry-boat, de Salvador até Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, e seguir pela BA-001 passando por Valença, Camamu e o trecho até Itacaré. Sem contar a espera no ferry, a viagem leva por volta de 5h30 a 6h. Na alta temporada e em feriados, a fila do ferry pode passar de duas horas, e vale comprar a passagem antecipada no sistema oficial. A alternativa é contornar a baía por terra, pela BR-324 e pela BR-101, um caminho mais longo. De ônibus, há conexões via Ilhéus, Itabuna ou Valença.

De Barra Grande e da Península de Maraú

Muita gente combina Itacaré com Barra Grande, na Península de Maraú, logo ao norte. Por terra, a ligação é feita por uma estrada de terra que exige carro alto e não é recomendada depois de chuva forte. Quem não tem carro vai de ônibus ou táxi até Camamu, a cerca de uma hora pela BA-001, e atravessa a Baía de Camamu de lancha até Barra Grande. Os detalhes estão mais abaixo, na seção sobre o bate-volta.

Como se locomover em Itacaré

Resposta direta: a vila e as praias urbanas, da Concha à Ribeira, se fazem a pé. Para a Prainha, só a pé, por trilha. Para as praias ao sul, como Jeribucaçu, Engenhoca, Havaizinho e Itacarezinho, e para Tijuípe e Taboquinhas, use carro, táxi, mototáxi ou passeio de agência. Não há transporte público regular para todas as praias.

O centro de Itacaré é plano e pequeno. Da Concha à Tiririca, passando pelo Resende, são uns 20 a 30 minutos de caminhada, com algumas ladeiras. À noite, a vila é bem movimentada no centro, e o trajeto entre a Concha e a Rua Pituba é curto e iluminado. Fora da vila, a situação muda. As praias rurais ficam ao longo da BA-001, e o acesso costuma ser por uma estradinha de terra e depois uma trilha. Quem não tem carro pode usar táxi, mototáxi, que é comum na cidade, ou os passeios organizados das agências, que incluem transporte e guia.

Dois avisos práticos da prefeitura. Primeiro: na zona rural, o sinal de celular é fraco ou inexistente. Segundo a prefeitura, em Taboquinhas só a Claro funciona; nas praias urbanas, a Vivo é a que pega melhor; e a maioria dos estabelecimentos tem wi-fi. Baixe mapas off-line antes de sair. Segundo: em algumas praias da estrada, o acesso de carro passa por condomínios ou resorts que cobram day use. A pé, pelas trilhas, o acesso às praias é livre.

O que fazer em Itacaré: praias, trilhas e aventura

Resposta direta: o que fazer em Itacaré se divide em três blocos. No primeiro estão as praias urbanas, que se faz a pé. O segundo são as praias rurais, que se alcança por trilha ou carro, como Prainha, São José, Jeribucaçu e as quatro praias. O terceiro é a aventura no interior: rafting no Rio de Contas, Cachoeira do Tijuípe, fazendas de cacau e quilombos. Separe pelo menos um dia para cada bloco.

Praias urbanas de Itacaré

São as praias que se alcança a pé a partir do centro e da Concha. Seguem na ordem em que aparecem, do rio para o sul:

  • Orla e Praia da Coroinha: na beira do rio, ao lado do centro histórico, com os barcos de pesca ancorados e o pôr do sol mais bonito da vila. É o lugar para caminhar no fim da tarde.
  • Praia da Concha: a praia mais procurada da cidade, de mar calmo, com barracas, aluguel de stand up paddle e caiaque e aulas de canoa havaiana. Tem vista para o farol e é a melhor para crianças.
  • Praia do Resende: pequena, cercada de coqueiros, com piscinas naturais na maré baixa. Tem algumas barracas e é bem tranquila durante a semana.
  • Praia da Tiririca: a praia do surfe, com ondas fortes, campeonatos, quiosques e até pista de skate. Não é para banho de quem não conhece o mar: preste atenção nas bandeiras e nos guarda-vidas.
  • Praia da Costa: chega-se por uma trilha curta a partir da Tiririca. Não tem estrutura, e o mar é forte.
  • Praia da Ribeira: um riacho que desce do morro forma uma piscina natural antes de encontrar o mar. Tem barracas, arvorismo e tirolesa e é o início da trilha da Prainha.
  • Praia do Pontal: do outro lado do Rio de Contas, só se chega de barco, a partir da orla. Não tem barracas: leve água e lanche.

Praias rurais e trilhas

Ao sul da Ribeira, o litoral fica mais selvagem, com enseadas separadas por pontas de pedra e morros de mata. São as praias que a prefeitura chama de rurais:

  • Siriaco: uma praia pequena, de trilha leve a partir da Ribeira, no caminho para a Prainha.
  • Prainha: a “mais bonita” para muita gente, com areia clara, coqueiros e mata na encosta. Fica a cerca de 40 minutos de trilha a partir da Ribeira e não tem estrutura. Leve água, comida e dinheiro para alguma barraca que esteja aberta, mas não conte com ela.
  • Praia de São José: acesso por trilha a partir da Prainha ou por dentro de um condomínio com portaria. Tem restaurante e day use.
  • Jeribucaçu: fica ao sul, saindo da BA-001 por uma estrada de terra e depois uma trilha. Um rio encontra o mar no canto da praia, há barracas, e o acesso de carro é feito através do day use de um resort.
  • Arruda: ao lado de Jeribucaçu, com corais e piscinas naturais.

A cartilha de boas práticas da prefeitura pede que as trilhas sejam feitas por caminhos autorizados e, sempre que possível, com guia credenciado. Para a Prainha, muita gente vai sozinha, mas um guia ajuda a escolher o horário certo da maré e conta a história do lugar.

Passeio das quatro praias

É o passeio clássico das agências, feito a pé com saída da BA-001, ao sul da vila. Passa por quatro praias seguidas:

  • Engenhoca: ondas boas e constantes, uma das melhores para quem está aprendendo a surfar. Tem quiosques.
  • Havaizinho: tem mirante e barracas que servem peixe na pedra.
  • Camboinha (ou Gamboa): só se chega pela trilha, não tem estrutura, e o mar é mais agitado.
  • Itacarezinho: praia longa, com acesso por asfalto, e um restaurante de praia mais sofisticado. A pé, a entrada é livre; quem chega de carro paga day use.

Com guia, o passeio leva a manhã toda ou o dia, dependendo das paradas. Também dá para fazer cada praia separadamente, de carro ou de táxi, pela estrada.

Vista aérea de Itacaré com casas e telhados, a foz do Rio de Contas, barcos ancorados e morros de mata atlântica ao fundo
A vila de Itacaré e a foz do Rio de Contas, onde o cacau era embarcado para a Europa. Foto: Márcio Filho/MTur, domínio público, via Wikimedia Commons

Cachoeira do Tijuípe

A Cachoeira do Tijuípe é a cachoeira mais visitada da região. Fica na Rodovia Ilhéus–Itacaré, no quilômetro 44, segundo o site oficial (algumas agências falam em km 46), já no município de Uruçuca, entre Itacaré e Serra Grande. A queda é larga e baixa, sobre pedras escuras, e forma um poço amplo de água cor de chá, por causa dos taninos da mata. Segundo o site oficial, em novembro de 2026 a entrada custava R$ 30 por pessoa, crianças de até 8 anos não pagavam, e o funcionamento era diário, das 9h às 17h. O local tem restaurante e aluguel de caiaque para remar no rio acima da queda. Telefone informado: (73) 99995-1229.

De Itacaré, são cerca de 30 minutos de carro. Dá para ir de táxi, de carro alugado ou em passeios de agência que combinam Tijuípe com as praias da estrada. A água é escura e as pedras são escorregadias: entre com calma e não pule de onde você não vê o fundo.

Cachoeira do Tijuípe com queda larga sobre pedras escuras, poço de água cor de chá e mata atlântica em volta
A Cachoeira do Tijuípe, na estrada entre Itacaré e Serra Grande, tem restaurante e aluguel de caiaque. Foto: Teles, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Rafting no Rio de Contas

O Rio de Contas nasce na Serra da Tromba, na Chapada Diamantina, corre cerca de 620 km e chega ao mar em Itacaré. A sua bacia é a maior inteiramente situada na Bahia, segundo a Wikipédia, e é esse rio que faz de Itacaré um destino de rafting. As saídas acontecem em Taboquinhas, um distrito a cerca de 30 km da sede, por estrada de terra. Segundo as agências que vendem o passeio, a descida tem corredeiras de classe III e IV, com nomes como Carrossel, Funil e Corredor Pôlones, e termina perto do Salto da Pancada. Muitas agências combinam o rafting com tirolesa sobre o rio. Em novembro de 2026, o pacote com transporte saindo de Itacaré custava, em média, entre R$ 200 e R$ 300 por pessoa, conforme a agência e o que está incluído.

O nível do rio muda com a chuva e com a vazão das barragens rio acima, e algumas agências ajustam o roteiro conforme a época. Exija colete, capacete e instrutor, e pergunte qual é a idade mínima. Taboquinhas tem também a Prainha de Taboquinhas e a Pé da Pancada, praias de rio citadas pela prefeitura, e é onde acontece a Festa da Quebra do Cacau, em julho.

Bote de rafting com pessoas de colete e capacete descendo uma corredeira de água marrom no Rio de Contas, cercado de mata
Rafting nas corredeiras do Rio de Contas, em Taboquinhas, distrito de Itacaré. Foto: Planeta Rafting, domínio público, via Wikimedia Commons

Surfe

Itacaré é um dos destinos de surfe mais conhecidos da Bahia. A Tiririca é a praia mais famosa e recebeu etapas da Liga Mundial de Surfe (WSL) em 2013, 2015 e de 2017 a 2019, segundo a prefeitura. Para quem está aprendendo, Engenhoca, Resende e alguns trechos da Concha costumam ter ondas mais fáceis, e as escolinhas de surfe da cidade dão aulas com prancha e lycra incluídas. A prefeitura lista surfe, arvorismo, canoagem e rafting entre os esportes de aventura da cidade. Os surfistas mais experientes procuram também Jeribucaçu, Itacarezinho e a Costa.

Centro histórico, igreja e quilombos

Vale reservar um fim de tarde para o centro histórico. O roteiro sugerido pela prefeitura passa pela Igreja de São Miguel Arcanjo, com o seu pequeno museu de peças do século XVIII, pelos casarões da época do cacau e pela orla, onde fica o Pôr do Sol no Forte, no fim da avenida. Na maré baixa, dá para caminhar até o farol. Outro ponto clássico é o Mirante da Ponta do Xaréu, no início da Concha, de onde se vê o pôr do sol sobre o rio.

Os quilombos urbanos do Porto de Trás e do Marimbondo ficam a poucos minutos do centro. A prefeitura divulga roteiros de experiência quilombola, com samba de roda, capoeira, culinária e histórias contadas por moradores, e o Centro Cultural Porto de Trás oferece aulas de capoeira. O Festival Quilombola, em novembro, e o cortejo do Bicho e o Caçador, em janeiro, são os momentos mais fortes do calendário. Faça esses passeios com quem é da comunidade e combine o valor antes: é turismo de base comunitária, e a renda fica com os moradores.

Na zona rural, há ainda a Igreja do Bom Jesus da Lapa, de 1948, em Taboquinhas, e a Igreja do Senhor do Bonfim, de 1950, em Água Fria, segundo a prefeitura. Em fevereiro, o Carnaval tem os Caretas, mascarados que saem pelas ruas.

Cacau e chocolate na fazenda

Para entender Itacaré, vale visitar uma fazenda de cacau. A prefeitura reúne no seu “Mapa de Experiências do Cacau” a Fazenda Taboquinhas, a Fazenda Vila Rosa, a Fazenda Santa Ana, o Café com Cacau, a Experiência Seo Cacau, o Chocolate Hotel e a Comunidade Pancada Grande. O roteiro costuma incluir uma caminhada pela cabruca, a explicação de como o fruto é colhido, fermentado e seco, e uma degustação de chocolate feito na própria fazenda. É a melhor programação para um dia de chuva e um jeito de ver a mata atlântica por dentro. Os horários e valores variam, e a maioria pede agendamento.

Bate-volta a Barra Grande e à Península de Maraú

Logo ao norte de Itacaré começa a Península de Maraú, com a vila de Barra Grande e as piscinas naturais de Taipu de Fora. Entre as duas fica Piracanga, uma comunidade alternativa que a prefeitura cita entre as praias do município. Dá para ir de agência, num passeio de jipe ou 4×4 pela estrada de terra, ou por conta própria, por Camamu.

O caminho por Camamu funciona assim: de Itacaré a Camamu, pela BA-001, é cerca de 1 hora de carro, segundo a agência Maraú Travel, e a passagem de ônibus custava em torno de R$ 25. Em Camamu, a Associação Marítima faz a travessia de lancha até Barra Grande, segundo a mesma fonte, de hora em hora, das 6h10 às 17h10, mais uma saída às 17h30, com horários das 7h10 às 17h10 aos domingos e feriados. A viagem leva de 30 a 35 minutos e custava R$ 60 por pessoa acima de 5 anos. Confira os horários na véspera, porque eles mudam. Para aproveitar de verdade, o ideal é dormir pelo menos uma noite em Barra Grande.

Onde comer em Itacaré

Resposta direta: no centro, a Rua Pituba e as ruas em volta concentram restaurantes de comida baiana, pizzarias, cozinha natural e bares. Nas praias, as barracas da Concha, da Ribeira e do Havaizinho servem peixe, moqueca e petiscos. Prove a moqueca, o acarajé, o peixe na pedra e o chocolate de cacau da região.

A cozinha de Itacaré mistura a comida baiana do litoral, com dendê, leite de coco e frutos do mar, com a influência dos muitos moradores que vieram de fora. O resultado é uma oferta grande para o tamanho da cidade.

  • Rua Pituba e centro: a principal rua de restaurantes e bares, a uma curta caminhada da Concha. À noite, é ali que a cidade se encontra.
  • Barracas de praia: na Concha e na Ribeira, para almoçar com o pé na areia. No Havaizinho, as barracas servem peixe na pedra.
  • Restaurantes da estrada: em Itacarezinho, um restaurante de praia mais sofisticado; em Tijuípe, o restaurante da própria cachoeira.
  • Acarajé: a cidade tem até um festival dedicado a ele, em agosto. Nos fins de tarde, as baianas montam tabuleiros pelo centro.
  • Cacau e chocolate: procure as marcas de chocolate de origem produzidas nas fazendas da região, vendidas em lojas do centro e nas próprias fazendas.

Uma regra prática: nas barracas mais simples, confira o preço do peixe por quilo antes de pedir, e pergunte se aceitam cartão ou Pix. Na zona rural, o sinal de celular pode falhar e derrubar a maquininha.

Quanto custa uma viagem para Itacaré

Resposta direta: os valores fixos mais conhecidos são a entrada da Cachoeira do Tijuípe, de R$ 30, a lancha de Camamu a Barra Grande, de R$ 60, e o ônibus de Itacaré a Camamu, de cerca de R$ 25. O rafting com transporte custa de R$ 200 a R$ 300. Hospedagem e comida variam muito com a época. O Réveillon e o Carnaval costumam custar bem mais que o resto do ano.

ItemValor de referência (novembro de 2026)Fonte
Entrada da Cachoeira do TijuípeR$ 30 por pessoa; crianças de até 8 anos não pagamSite oficial da cachoeira
Lancha Camamu–Barra GrandeR$ 60 por pessoa acima de 5 anosMaraú Travel (Associação Marítima)
Ônibus Itacaré–Camamucerca de R$ 25Maraú Travel
Rafting no Rio de Contas com transportecerca de R$ 200 a R$ 300 por pessoaAgências locais
Praias e trilhas a pégrátisPrefeitura de Itacaré
Day use de praias com acesso de carro (Itacarezinho, Jeribucaçu, São José)variável, cobrado pelos condomínios e resortsPrefeitura de Itacaré
Hospedagem, restaurantes, táxi e transfervariável, conforme a época e a categoriaConsulte cada empresa

Os valores podem mudar a qualquer momento. Confirme sempre antes de ir.

Como gastar menos

  • Viaje entre março e junho ou entre setembro e novembro, fora de feriados, quando as diárias costumam cair.
  • Fique na Concha ou no centro e faça as praias urbanas a pé. Você economiza táxi e não precisa de carro.
  • Chegue às praias da estrada pelas trilhas. A pé, o acesso é livre; de carro, muitas cobram day use.
  • Use o ônibus da Rota entre Ilhéus e Itacaré se tiver tempo e pouca bagagem.
  • Para Barra Grande, a combinação ônibus até Camamu mais lancha costuma sair mais barata que o passeio de 4×4, sobretudo para quem viaja sozinho.
  • Almoce nas barracas e nos restaurantes de prato feito do centro e deixe o jantar especial para uma noite só.

Roteiro em Itacaré: 2, 3 ou 4 dias

Resposta direta: em 2 dias, faça as praias urbanas e a trilha da Prainha. Em 3 dias, acrescente o passeio das quatro praias até Itacarezinho. Em 4 dias, inclua o rafting em Taboquinhas e a Cachoeira do Tijuípe, ou troque um deles por um bate-volta a Barra Grande.

Itacaré em 2 dias

  • Dia 1: manhã na Concha, almoço numa barraca, tarde no Resende e na Tiririca, e pôr do sol na Ponta do Xaréu ou na orla. Jantar na Rua Pituba.
  • Dia 2: trilha da Ribeira até a Prainha, com parada no Siriaco, saindo cedo para pegar a maré baixa e menos sol. Volta à tarde e fim de tarde no centro histórico, com visita à Igreja de São Miguel.

Itacaré em 3 dias

  • Dias 1 e 2: como no roteiro de 2 dias.
  • Dia 3: passeio das quatro praias, Engenhoca, Havaizinho, Camboinha e Itacarezinho, com guia. Almoço de peixe na pedra no Havaizinho. Se sobrar energia, aula de surfe na Engenhoca.

Itacaré em 4 dias

  • Dias 1 a 3: como no roteiro de 3 dias.
  • Dia 4: rafting no Rio de Contas pela manhã, em Taboquinhas, e Cachoeira do Tijuípe à tarde. Quem prefere um ritmo mais calmo pode trocar o rafting por uma visita a uma fazenda de cacau ou por Jeribucaçu.
  • Com um dia a mais: vá a Barra Grande por Camamu, de ônibus e lancha, e durma lá.

Segurança em Itacaré

Resposta direta: o maior risco em Itacaré é o mar. Nade só nas praias com guarda-vidas, que trabalham em geral das 9h às 17h, e respeite as bandeiras. Faça as trilhas de dia, com água, e de preferência com guia credenciado. Na cidade, os cuidados são os de qualquer destino turístico: não deixe objetos na areia e evite caminhos desertos à noite.

No mar

A cartilha da prefeitura é direta: observe as orientações dos salva-vidas, que nas principais praias atendem geralmente das 9h às 17h, preste atenção às correntes de retorno e evite nadar sozinho. Praias de surfe, como a Tiririca, a Costa, a Camboinha e Itacarezinho, têm mar forte e correntes. Se for pego por uma corrente de retorno, não nade contra ela: nade paralelo à praia até sair da faixa de água que puxa para fora e só então volte. Em caso de dúvida, levante o braço e peça ajuda.

Nas trilhas

As trilhas entre as praias são curtas, mas têm subidas, pedras e trechos de lama depois da chuva. Saia cedo, leve água e protetor, use calçado fechado ou sandália de trilha e volte antes de escurecer. A cartilha pede o uso de trilhas autorizadas e guias credenciados, sobretudo nas áreas de mata atlântica. Não tem sinal de celular na maior parte do caminho, então avise na pousada aonde vai.

Na cidade

Itacaré é uma cidade pequena e animada, mas os cuidados de sempre valem: não deixe celular e carteira sozinhos na areia, prefira as ruas movimentadas à noite e use táxi para voltar de lugares afastados. A cartilha lembra ainda que caixa de som na praia pode gerar multa, que o lixo é recolhido à noite e que não se deve jogar papel higiênico no vaso.

Números úteis

  • Emergências: Polícia Militar 190, SAMU 192, Bombeiros 193.
  • SAT – Serviço de Atendimento ao Turismo: Rua Dr. Edgar Alves dos Reis, 57, Centro, de segunda a sexta, das 8h às 14h, telefone (71) 99953-6032, segundo a prefeitura.
  • Cachoeira do Tijuípe: (73) 99995-1229.

Destinos próximos de Itacaré

Resposta direta: Itacaré combina bem com o resto do litoral da Bahia. Salvador é a porta de entrada pelo norte, Porto Seguro fica mais ao sul, e a Chapada Diamantina é a opção de serra para quem quer variar.

  • Salvador: a capital baiana, com o Pelourinho e a culinária que você vai reencontrar em Itacaré.
  • Porto Seguro: mais ao sul, com Arraial d’Ajuda e Trancoso.
  • Chapada Diamantina: cachoeiras, grutas e trilhas no interior da Bahia.
  • Maragogi e Pipa: outras praias do Nordeste, para uma segunda viagem.
  • Ilhabela: mata atlântica, cachoeiras e mar no litoral paulista.

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Onde ficar em Itacaré: 10 hospedagens com site oficial

Resposta direta: para ficar a pé da Praia da Concha e da Rua Pituba, veja a Pousada Piratas, a Pousada Portal da Concha, a Pousada Bambu, a Pousada Abaré, a Pousada Burundanga, o Terra Boa Hotel Boutique e a Pousada Vira Canoa. Para um hotel de design perto do Resende, o Barracuda Hotel & Villas. Na estrada, com praia quase exclusiva, o Txai Resort Itacaré, em Itacarezinho, e o Itacaré Eco Resort, perto da Praia de São José. Os links levam ao site oficial de cada hospedagem e foram verificados em novembro de 2026. Não há links de afiliados. Os serviços citados são os que cada site informa, e preços e condições devem ser confirmados direto com o hotel.

Uma dica antes de reservar: pergunte se o preço inclui café da manhã, se há estacionamento e a que distância a pé fica a praia mais próxima. Em Itacaré, quem fica na vila vive a pé, e quem fica na estrada vai depender de carro ou transfer.

Txai Resort Itacaré (resort de luxo, Praia de Itacarezinho)

O Txai Resort Itacaré fica na BA-001, no km 48, de frente para a Praia de Itacarezinho, ao sul da vila. Segundo o site oficial, faz parte da associação Relais & Châteaux, tem bangalôs e apartamentos com vista para o mar ou para a mata, com decoração de inspiração indonésia, e o spa Shamash. É o endereço mais conhecido de Itacaré para quem busca isolamento e serviço completo. Telefone informado: +55 73 2101-5000.

Itacaré Eco Resort (resort, Praia de São José)

O Itacaré Eco Resort fica na Rodovia BA-001, km 64, no Condomínio Villa de São José, a 100 metros da Praia de São José. Segundo o site oficial, tem suítes de 36 a 45 m² e o serviço de praia “Oxente”. É uma opção para quem quer mata e praia tranquila sem ficar tão longe da vila. Telefone informado: +55 73 3251-3133, e WhatsApp +55 73 99849-2313.

Barracuda Hotel & Villas (hotel de design, Costa do Resende)

O Barracuda Hotel & Villas fica na Costa do Resende. Segundo o site oficial, tem um hotel com 17 suítes, villas de quatro a oito suítes, a residência OKA, com nove suítes e piscina de 800 m², e a casa de hóspedes Oiti, com 11 suítes no centro histórico, tudo em estilo minimalista de inspiração escandinava, com programa de residência artística. Não encontramos um telefone publicado no site; o contato é feito pelo formulário e pelos canais indicados nele.

Pousada Piratas (pousada pé na areia, Praia da Concha)

A Pousada Piratas fica de frente para o mar na Praia da Concha. Segundo o site oficial, tem chalés, flats, apartamentos e uma suíte master. É para quem quer acordar e atravessar direto para a areia. Telefone informado: +55 73 99965-8187.

Pousada Portal da Concha (pousada, Ladeira da Concha)

A Pousada Portal da Concha fica na Avenida Castro Alves, sem número, na Ladeira da Concha. Segundo o site oficial, está a 300 metros, ou cerca de 4 minutos a pé, da Praia da Concha, a 1,5 km da Tiririca e a 1,2 km do centro histórico, e tem piscina, brinquedoteca, espaço de coworking, recepção 24 horas e café da manhã regional. É boa para famílias com crianças e para quem precisa trabalhar. Telefones informados para reservas: (73) 99919-1252 e (73) 3251-3064.

Pousada Bambu (pousada, Conchas do Mar)

A Pousada Bambu fica na Rua Alpínia, 149, em Conchas do Mar. Segundo o site oficial, está a 100 metros da Praia da Concha e a 600 metros do centro, tem 10 suítes de quatro categorias, piscina e um parquinho, a Casinha da Árvore. Telefone informado: +55 73 99997-2377.

Terra Boa Hotel Boutique (hotel boutique, Conchas do Mar)

O Terra Boa Hotel Boutique fica na Avenida Pau Brasil, sem número, em Conchas do Mar, a 500 metros da Praia da Concha. Segundo o site oficial, tem restaurante e spa e pertence ao Grupo Aguilar Lima, que atua em Itacaré há 20 anos. Telefone informado: +55 73 3083-4902.

Pousada Vira Canoa (pousada, Conchas do Mar)

A Pousada Vira Canoa fica na Rua C, sem número, em Conchas do Mar, perto das praias da Concha, da Coroa e do Resende. É do mesmo grupo do Terra Boa e, segundo o site oficial, tem bangalôs em meio ao jardim. Telefone informado: +55 73 3083-4902.

Pousada Burundanga (pousada, Praia da Concha)

A Pousada Burundanga fica na Praia da Concha. Segundo o site oficial, tem suítes de cerca de 35 m² em estilo rústico chique e só aceita crianças a partir de 14 anos, o que a torna uma escolha para casais. Telefone informado: +55 73 99977-8899.

Pousada Abaré (pousada, Praia da Concha)

A Pousada Abaré fica na Rua Helicônia, sem número, na Praia da Concha. Segundo o site oficial, está a 250 metros da praia e a 250 metros da Rua Pituba, onde ficam os restaurantes, e tem piscina com prainha, hidromassagem com 14 jatos e gazebo. Telefones informados: (73) 99906-3725 e (73) 99997-7227.

Vídeo: Itacaré, pelo canal TurismoBahia

O vídeo abaixo foi publicado pelo canal oficial TurismoBahia, do turismo do Governo da Bahia, no YouTube. É um minuto de imagens aéreas de praias, mata e rio, sem narração, lançado em abril de 2020 com a mensagem “Não cancele, remarque!”.

Perguntas frequentes sobre Itacaré

O que fazer em Itacaré?

Curta as praias urbanas, como Concha, Resende, Tiririca e Ribeira, faça a trilha até a Prainha e o passeio das quatro praias até Itacarezinho. Fora do mar, desça o Rio de Contas de rafting em Taboquinhas, banhe-se na Cachoeira do Tijuípe, visite uma fazenda de cacau e veja o pôr do sol na Ponta do Xaréu.

Qual a praia mais bonita de Itacaré?

A Prainha é a mais citada, inclusive pela prefeitura, que a chama de “a mais bonita”. Fica a cerca de 40 minutos de trilha a partir da Praia da Ribeira e não tem estrutura. Jeribucaçu, Havaizinho e Itacarezinho também aparecem em todas as listas.

Qual a melhor época para ir a Itacaré?

De setembro a março, quando os dias de sol costumam ser mais frequentes. Chove o ano inteiro, sem estação seca definida. Dezembro, janeiro e o Carnaval são os meses mais cheios e caros, e setembro a novembro juntam bom tempo e menos movimento.

Como chegar a Itacaré?

Voe até o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, e siga cerca de 70 km, 1h a 1h20, pela BA-001, de carro, transfer, táxi ou ônibus da Rota Transportes. De Salvador, são cerca de 422 km, normalmente com travessia de ferry até a Ilha de Itaparica.

Precisa de carro em Itacaré?

Não para a vila e as praias urbanas, que se fazem a pé. Para as praias da estrada, Tijuípe e Taboquinhas, o carro ajuda, mas dá para usar táxi, mototáxi ou passeios de agência.

Quanto custa a Cachoeira do Tijuípe?

Segundo o site oficial, a entrada custava R$ 30 por pessoa em novembro de 2026, com crianças de até 8 anos isentas. O funcionamento era diário, das 9h às 17h, no km 44 da Rodovia Ilhéus–Itacaré.

Como é o rafting em Itacaré?

É feito no Rio de Contas, em Taboquinhas, a cerca de 30 km da cidade, com corredeiras de classe III e IV, segundo as agências. Com transporte saindo de Itacaré, custava entre R$ 200 e R$ 300 por pessoa em novembro de 2026.

Como ir de Itacaré para Barra Grande?

De ônibus ou carro até Camamu, cerca de 1 hora pela BA-001, e de lancha até Barra Grande, cerca de 30 a 35 minutos, por R$ 60 por pessoa. Também há passeios de 4×4 pela estrada de terra da Península de Maraú.

Itacaré é bom para quem não surfa?

Sim. A Concha e o Resende têm mar calmo, há trilhas, cachoeiras, rafting, fazendas de cacau e um centro histórico com quilombos urbanos. O surfe é só uma parte da cidade.

Quantos dias ficar em Itacaré?

Três dias bastam para as praias urbanas, a Prainha e as quatro praias. Com quatro ou cinco dias, dá para incluir rafting, Tijuípe, uma fazenda de cacau e um bate-volta a Barra Grande.

Itacaré vale a pena?

Vale, sobretudo para quem gosta de praia com mata em volta e não precisa de resort para se sentir de férias. Poucos lugares do Nordeste juntam tão perto uns dos outros praias de enseada, ondas para todos os níveis, cachoeira, rio para rafting e uma floresta que sobreviveu por causa do cacau. O preço disso é o deslocamento: o aeroporto fica em Ilhéus, a maior parte das praias pede trilha ou carro, e o sinal de celular some fora da vila. Fique na Concha, acorde cedo para a trilha da Prainha, reserve um dia para o interior e outro para não fazer nada na areia. É nesse ritmo que Itacaré faz sentido.

Fontes

Explora Brasil
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