Paraty é uma cidade colonial no extremo sul do litoral do Rio de Janeiro, entre a Serra da Bocaina e a Baía da Ilha Grande, a cerca de 250 km do Rio e 300 km de São Paulo. O centro histórico, com ruas de pedra irregular e casarões brancos de portas coloridas, foi o porto por onde passou boa parte do ouro de Minas Gerais no século XVIII. Em volta dele há uma baía com dezenas de ilhas, praias de pescadores, trilhas na Mata Atlântica, cachoeiras e alambiques de cachaça. Desde 2019, a cidade e a Ilha Grande formam o primeiro sítio misto, cultural e natural, do Brasil na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
Este guia foi montado para quem quer planejar a viagem com informação atual, com dados conferidos em 26 de outubro de 2026: como chegar de carro ou de ônibus a partir do Rio e de São Paulo, o que é proibido e o que se paga no centro histórico, quanto custam o passeio de escuna, o barco para a Praia do Sono e o ônibus para Trindade, as datas da FLIP e da Festa do Divino em 2026, roteiros de dois a cinco dias e uma lista de dez pousadas com link para o site oficial de cada uma, sem link de afiliado. Preços mudam rápido em destino turístico; onde houver dúvida, damos uma faixa e avisamos para confirmar antes de ir.
Resumo rápido: Paraty (RJ)
- O que é: município da Costa Verde fluminense, com 45.243 habitantes no Censo 2022 do IBGE (47.668 estimados para 2025) e 924 km² de área, a maior parte coberta por Mata Atlântica protegida.
- Patrimônio: centro histórico tombado pelo IPHAN em 1958; município declarado Monumento Nacional em 1966; “Paraty e Ilha Grande: Cultura e Biodiversidade” inscrito na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 5 de julho de 2019, o primeiro sítio misto do país. Paraty também é Cidade Criativa da UNESCO na gastronomia.
- Distâncias: cerca de 240 a 250 km do Rio pela BR-101 (perto de 4 horas sem trânsito) e cerca de 300 km de São Paulo pela Rodovia dos Tamoios ou pela Oswaldo Cruz (4h30 a 5h). O aeroporto com voos regulares mais próximo é o Galeão (GIG), no Rio.
- Ônibus: Costa Verde a partir da Rodoviária Novo Rio (cerca de 4h40) e Reunidas Paulista ou Primar a partir do Tietê, em São Paulo (6 a 7 horas). Dentro do município, a Colitur liga a rodoviária a Trindade, Laranjeiras e Paraty-Mirim; a passagem para Trindade custava R$ 5,00 em outubro de 2026.
- Centro histórico: fechado para carros; as ruas são de pedra irregular, então leve tênis ou sandália firme. Em marés altas de lua cheia, o mar entra por algumas ruas por pouco tempo, como sempre aconteceu.
- Taxa de turismo: em outubro de 2026 não havia taxa de preservação ambiental cobrada de carros de passeio; um projeto de lei sobre o tema tramitava na Câmara Municipal. Ônibus e vans de turismo precisam de autorização prévia da prefeitura.
- Melhor época: de abril a setembro chove bem menos (60 a 150 mm por mês) e o ar é mais seco, bom para trilhas e passeios de barco; de dezembro a março é mais quente e o mar está mais morno, mas chove em mais da metade dos dias.
- Custos conferidos: escuna a partir de R$ 110 por pessoa (cerca de 5 horas, até 4 paradas); lancha a partir de R$ 200 por pessoa; barco de Laranjeiras à Praia do Sono R$ 60 por trecho; museus federais do centro com entrada gratuita.
- Quantos dias: 2 dias para o centro histórico e um passeio de barco; 3 a 4 dias para incluir Trindade, a Praia do Sono ou o Saco do Mamanguá; 5 dias para juntar cachoeiras, alambiques e o Caminho do Ouro sem correria.

Um pouco de história: do Caminho do Ouro ao Patrimônio Mundial
Resposta direta: Paraty nasceu como povoado português em terras dos índios guaianás, virou vila por Carta Régia em 28 de fevereiro de 1667 e ficou rica no século XVIII como o porto de saída do ouro de Minas Gerais pelo Caminho do Ouro. Quando o ouro passou a seguir por outra estrada, direto para o Rio, a cidade parou no tempo. Esse isolamento preservou o casario colonial, tombado pelo IPHAN em 1958, e levou ao título de Patrimônio Mundial em 2019, junto com a Ilha Grande.
Antes dos portugueses, a faixa entre a serra e o mar era território indígena, e a trilha que subia a Serra do Mar em direção ao Vale do Paraíba era conhecida como Trilha dos Guaianás. Os primeiros colonos se instalaram ali no fim do século XVI e começo do XVII. As datas exatas de fundação variam conforme a fonte, mas o marco oficial é a Carta Régia de 28 de fevereiro de 1667, que elevou o povoado à condição de vila, com o nome de Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty. Nossa Senhora dos Remédios continua sendo a padroeira, e a Igreja Matriz no centro leva o nome dela.
O porto do ouro
A virada veio no fim do século XVII, com as descobertas de ouro em Minas Gerais. O caminho mais curto entre as minas e o mar passava pelo Vale do Paraíba, descia a serra pela antiga trilha indígena e chegava a Paraty, de onde o ouro seguia de barco para o Rio de Janeiro e, de lá, para Portugal. Esse trajeto, chamado de Caminho Velho, foi alargado e calçado com pedras em vários trechos. É o que hoje se chama de Caminho do Ouro, e um pedaço dele, perto do bairro da Penha, pode ser percorrido a pé com guia.
Para controlar o metal e cobrar o quinto, o imposto da Coroa, foi instalada em Paraty em 1703 a primeira Casa de Registro do Ouro. Pelos mesmos caminhos subiam mercadorias e pessoas escravizadas trazidas da África, que trabalhavam nas minas, nos engenhos e no porto. A riqueza desse período está nas igrejas: a de Santa Rita, inaugurada em 1722 e construída pelos pardos libertos, a de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, de 1725, erguida pelos negros escravizados, a de Nossa Senhora das Dores, de 1800, ligada à elite local, e a Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, iniciada no século XVII e concluída só em 1873.
A decadência que salvou a cidade
No começo do século XVIII foi aberto o Caminho Novo, que ligava as minas diretamente ao Rio de Janeiro sem passar pelo mar. Paraty perdeu o monopólio, mas continuou ativa com o comércio, a produção de cachaça, que já era famosa no período colonial, e mais tarde com o café do Vale do Paraíba, que também descia a serra para embarcar no porto. A elevação à categoria de cidade veio pela Lei Provincial 302, de 12 de março de 1844.
O golpe definitivo foi a ferrovia. Com a estrada de ferro ligando o Vale do Paraíba ao Rio na segunda metade do século XIX e, pouco depois, o fim da escravidão, o porto ficou sem função. A população caiu, muitas casas ficaram vazias, e Paraty passou quase cem anos isolada, acessível praticamente só por mar. Ninguém tinha dinheiro para derrubar sobrados e construir prédios modernos, e é por isso que o traçado do século XVIII chegou quase intacto ao século XX.
O reencontro com o Brasil
A redescoberta começou pela preservação. O conjunto foi declarado monumento histórico estadual em 1945. Em 13 de fevereiro de 1958, o IPHAN tombou o conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade, e o Decreto 58.077, de 24 de março de 1966, transformou o município em Monumento Nacional. Um novo tombamento, em 1974, ampliou a proteção para a paisagem ao redor.
A estrada para Cunha, que sobe a serra em direção a São Paulo, foi aberta nos anos 1950, mas a mudança grande veio com a Rodovia Rio-Santos, a BR-101, inaugurada no trecho de Paraty em 1974. A partir daí chegaram artistas, mochileiros, veranistas e, depois, o turismo internacional. Trindade, uma vila de pescadores a 25 km do centro, virou refúgio hippie nos anos 1970 e foi palco de um longo conflito entre moradores caiçaras e uma empresa que queria transformar a área em condomínio de luxo, até um acordo garantir as terras da vila.
Paraty e Ilha Grande na UNESCO
Em 5 de julho de 2019, o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, reunido em Baku, no Azerbaijão, inscreveu “Paraty e Ilha Grande: Cultura e Biodiversidade” na lista do Patrimônio Mundial. Foi o primeiro sítio misto do Brasil, reconhecido ao mesmo tempo pelo valor cultural e pelo natural. O sítio cobre mais de 150 mil hectares, cercados por uma zona de amortecimento ainda maior, e reúne seis componentes: o centro histórico de Paraty, o Morro da Vila Velha, onde ficam os restos do Forte Defensor Perpétuo, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, o Parque Estadual da Ilha Grande e a Reserva Biológica da Praia do Sul. Um trecho do Caminho do Ouro, dentro do parque nacional, faz parte do bem protegido.
O que a UNESCO destacou não foi só o casario. Foi a convivência, num território de Mata Atlântica muito bem conservado, de comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas guaranis que mantêm modos de vida tradicionais, com a canoa caiçara, a pesca artesanal e as festas religiosas. Por isso, conhecer Paraty de verdade é sair do centro: ir a uma praia de pescadores na Juatinga, comer num quilombo, subir a serra pelo Caminho do Ouro.
Paraty também faz parte da Rede de Cidades Criativas da UNESCO na categoria gastronomia. O título reconhece a cozinha caiçara, com peixe, banana-da-terra e farinha de mandioca, e a tradição de alambiques, que garantiu à cachaça de Paraty a primeira Indicação Geográfica do produto no país, convertida pelo INPI em Denominação de Origem em janeiro de 2024.
Quando ir a Paraty: clima, chuva e temporadas
Resposta direta: a melhor época para ir a Paraty, para quem quer sol e trilhas secas, vai de abril a setembro, quando chove bem menos e o céu abre com mais frequência. O verão, de dezembro a março, é mais quente e o mar fica mais morno, mas é também o período mais chuvoso, com pancadas quase diárias e risco de trilhas escorregadias. Para eventos, as datas a guardar são a Festa do Divino em maio ou junho, a FLIP em julho e o Festival da Cachaça em agosto.
Paraty tem clima tropical úmido, e a serra logo atrás da cidade segura as nuvens que vêm do mar. Isso faz da região uma das mais chuvosas do litoral fluminense: a média anual passa de 1.800 mm. A chuva se concentra no verão, quase sempre no fim da tarde, mas há dias de chuva contínua, especialmente em janeiro e fevereiro. No inverno, as manhãs são frescas e o mar fica mais frio, mas a visibilidade para mergulho costuma ser melhor e as cachoeiras têm menos gente.
O INMET não mantém uma estação com normais climatológicas em Paraty. A tabela abaixo usa as médias do serviço Weather Atlas para a cidade, que são estimativas de modelo e não medições oficiais. Use como guia do ritmo das estações, não como previsão.
| Mês | Máx. / mín. média (°C) | Chuva (mm) | Dias com chuva | Mar (°C) |
|---|---|---|---|---|
| Janeiro | 29 / 19 | 266 | 19 | 25,8 |
| Fevereiro | 29 / 19 | 245 | 16 | 25,9 |
| Março | 29 / 19 | 225 | 15 | 26,3 |
| Abril | 27 / 17 | 148 | 13 | 25,8 |
| Maio | 25 / 14 | 89 | 11 | 24,3 |
| Junho | 24 / 12 | 66 | 9 | 23,0 |
| Julho | 23 / 11 | 62 | 9 | 21,8 |
| Agosto | 25 / 12 | 64 | 9 | 21,9 |
| Setembro | 25 / 14 | 91 | 11 | 21,3 |
| Outubro | 25 / 16 | 148 | 16 | 22,7 |
| Novembro | 27 / 17 | 190 | 17 | 23,2 |
| Dezembro | 28 / 18 | 254 | 20 | 24,4 |
| Ano | 26 / 16 (média) | 1.848 | 165 | 23,9 (média) |
Verão: dezembro a março
É a alta temporada de praia. As pousadas do centro e de Trindade lotam no Réveillon, no Carnaval e nos fins de semana de janeiro, e as diárias sobem. O mar chega a 26 °C, ótimo para os passeios de barco, mas reserve um dia livre no roteiro para compensar a chuva. Trilhas como a da Praia do Sono e a do Pico do Pão de Açúcar, no Mamanguá, ficam lamacentas depois de temporais. Em dias de chuva forte, cachoeiras podem ter cabeças d’água: se a água ficar barrenta ou subir de repente, saia na hora.
Outono e inverno: abril a setembro
Para muita gente, é a melhor época. Chove de 60 a 150 mm por mês, as manhãs são limpas e a temperatura fica entre 11 °C e 27 °C. A água do mar cai para 21 ou 22 °C, fria para quem é do Nordeste, mas boa para nadar com sol. É quando acontecem os três eventos mais conhecidos da cidade, então os preços também sobem nesses fins de semana. Fora deles, maio, junho, agosto e setembro estão entre os melhores meses para pegar Paraty com menos gente.
Primavera: outubro e novembro
A chuva volta a aumentar e o mar esquenta aos poucos. É uma boa época para preços mais baixos durante a semana, com feriados como 12 de outubro, 2 de novembro e 15 de novembro movimentando a cidade.
Calendário de festas e eventos em 2026
A Festa do Divino Espírito Santo é a maior festa religiosa da cidade, celebrada desde o século XVIII e ligada à data de Pentecostes, por isso muda a cada ano. Em 2026, foi de 15 a 24 de maio, com dez dias de novenas, procissões, a Dança das Fitas, o Xiba Cateretê, a distribuição de carne e doces à população e a Coroação do Imperador do Divino, que caiu no sábado, 23 de maio. Para 2027, confirme as datas com a Paróquia e a prefeitura, já que Pentecostes cai em outra data.
A Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP, acontece desde 2003 e trouxe à cidade escritores do mundo inteiro. A edição de 2026 foi de 22 a 26 de julho, com homenagem à poeta Orides Fontela. Durante a FLIP, as mesas principais têm ingresso, mas a cidade inteira vira programação paralela, com casas parceiras e eventos gratuitos. Hospedagem esgota com meses de antecedência.
O Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty reuniu em 2026 os alambiques da região de 20 a 23 de agosto, no Areal do Pontal, com entrada gratuita, shows e degustação. Em maio, desde 2009, acontece também o Bourbon Festival Paraty, de jazz e blues. Datas e programação mudam a cada ano: confira sempre no site da prefeitura e dos organizadores.
Como chegar a Paraty: carro, ônibus e aeroporto
Resposta direta: do Rio de Janeiro, são cerca de 240 a 250 km pela BR-101, a Rio-Santos, passando por Itaguaí, Mangaratiba e Angra dos Reis, em perto de 4 horas sem trânsito. De São Paulo, são cerca de 300 km, descendo a serra pela Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba ou pela Oswaldo Cruz até Ubatuba e seguindo pela BR-101, em 4h30 a 5 horas. Há ônibus diretos das rodoviárias Novo Rio e Tietê. Paraty não tem voos regulares: o aeroporto comercial mais próximo é o Galeão, no Rio.
Chegar a Paraty é parte da viagem. As duas estradas principais correm entre a serra e o mar, com vista para baías, ilhas e praias, mas também com curvas, trechos de pista simples e caminhões. Saia cedo, evite dirigir à noite se não conhece a estrada e conte com engarrafamentos na saída do Rio e na Serra das Araras nas vésperas de feriado.
De carro a partir do Rio de Janeiro
O caminho é um só: Avenida Brasil, Rodovia Rio-Santos (BR-101) e, a partir de Itaguaí, a estrada da Costa Verde, passando por Mangaratiba e Angra dos Reis. O site turístico paraty.com.br calcula 249 km e cerca de 3h47 de viagem; o ICMBio fala em cerca de 240 km. Na prática, com uma parada para comer, conte 4 a 5 horas. Há postos ao longo do caminho, mas o trecho entre Angra e Paraty tem menos estrutura. A estrada tem radares e muitas lombadas nas vilas: respeite os limites.
De carro a partir de São Paulo
Há três rotas usuais. A mais usada é pela Rodovia Ayrton Senna ou pela Dutra até São José dos Campos, a Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba e a BR-101 até Paraty, passando por Ubatuba: cerca de 300 km e quase 5 horas. A segunda é a Dutra até Taubaté e a Rodovia Oswaldo Cruz, que desce a serra até Ubatuba: cerca de 298 km, em pouco mais de 4 horas sem trânsito. A terceira desce pela Estrada Paraty-Cunha (RJ-165), a partir de Guaratinguetá e Cunha: cerca de 269 km e 4 horas.
A estrada de Cunha merece um aviso. O trecho que cruza o Parque Nacional da Serra da Bocaina, com cerca de 10 km, é estreito, íngreme e tem partes com pista reduzida a uma faixa. Ônibus e caminhões não podem passar. É uma estrada bonita, com mirantes e alambiques no caminho, mas não é para quem tem pressa nem para dirigir com neblina ou chuva forte à noite. A rota pela Rodovia dos Imigrantes e o litoral sul de São Paulo é a mais longa, com mais de 350 km e quase 7 horas.
Ônibus do Rio e de São Paulo
Do Rio, a Viação Costa Verde sai da Rodoviária Novo Rio com vários horários por dia, entre a madrugada e a noite. A viagem leva cerca de 4h40, e as passagens, em consultas de outubro de 2026 em sites de venda, ficavam entre R$ 121 e R$ 137. Do Tietê, em São Paulo, saem a Reunidas Paulista, com cerca de 6h40 de viagem e passagens de R$ 110 a R$ 167, e a Primar, com cerca de 6h10 e preços de R$ 81 a R$ 109. Os valores mudam por dia e por horário; compre com antecedência em feriados, porque os ônibus lotam.
De Belo Horizonte, não há ligação direta conhecida: o caminho mais comum é ir de ônibus até Angra dos Reis e de lá seguir com a Colitur, que faz a linha Angra-Paraty. A Rodoviária de Paraty fica na Rua Jango Pádua, a cerca de 10 minutos a pé do centro histórico.
Avião: Galeão, Santos Dumont e Guarulhos
Paraty tem um pequeno aeródromo, sem voos comerciais regulares, usado por táxi aéreo e aviação particular. Quem vem de longe ou do exterior costuma voar para o Rio, pelo Galeão (GIG) ou pelo Santos Dumont (SDU), e seguir de carro alugado, ônibus ou transfer. O Galeão fica a cerca de 250 km de Paraty. Transfers compartilhados do aeroporto para Paraty, oferecidos por operadoras locais, saíam por algo entre R$ 300 e R$ 460 por pessoa nas consultas feitas para este guia, com mínimo de dois passageiros e cerca de 5 horas de viagem, contando as paradas para deixar outros hóspedes.
Também dá para voar para Guarulhos ou Congonhas e descer de carro por Taubaté e Ubatuba. Quem vai do aeroporto do Galeão de ônibus precisa primeiro ir até a Rodoviária Novo Rio, o que acrescenta uma hora ou mais ao trajeto.
Excursões e vans: a regra da prefeitura
Ônibus e vans de turismo que chegam a Paraty precisam de autorização prévia da prefeitura e pagam uma taxa para circular e estacionar. Quem vai de excursão não precisa se preocupar, mas vale confirmar com a agência que a autorização foi emitida. Para carros de passeio, em outubro de 2026 não havia taxa de entrada em vigor: um projeto de lei criando uma taxa de preservação estava em discussão na Câmara de Vereadores, ainda sem valores definidos, segundo reportagem da Folha de S.Paulo de janeiro de 2026. Antes de viajar, confira no site da prefeitura se algo mudou.
Como se locomover em Paraty
Resposta direta: o centro histórico se percorre a pé e é fechado para carros. Para as praias e vilas do município, a Colitur tem ônibus a partir da rodoviária para Trindade, Laranjeiras e Vila Oratório (acesso à Praia do Sono), Paraty-Mirim e Penha (cachoeiras), com passagem de R$ 5,00 para Trindade. Para as ilhas e praias que só se alcançam pelo mar, o transporte é de escuna, lancha ou barco de pescador saindo do cais.
O carro ajuda para ir às cachoeiras da estrada de Cunha e aos alambiques, mas dentro do centro ele só atrapalha. Deixe o carro na pousada ou em estacionamento e esqueça dele enquanto estiver na parte antiga. Uma reportagem da Folha de janeiro de 2026 citava diárias em torno de R$ 50 nos estacionamentos privados perto do centro e R$ 3 por hora no estacionamento rotativo das ruas. Depois de uma ação do IPHAN na Justiça Federal, decidida em novembro de 2025, a tendência é tirar os carros estacionados do perímetro tombado, então confira onde é permitido parar antes de chegar.
Ônibus da Colitur
A Colitur é a empresa de ônibus municipal. A linha 25, para Trindade, sai da rodoviária de segunda a sexta entre 5h15 e 22h30, mais ou menos a cada hora, e nos fins de semana entre 6h e 22h30. A mesma empresa tem linhas para Vila Oratório e Laranjeiras, para Paraty-Mirim, passando pelo Quilombo do Cabral, e para a Penha. Horários mudam em alta temporada, então confira no site da Colitur ou no guichê da rodoviária antes de sair. O telefone que a empresa divulga é (24) 3323-4151.
Táxi, aplicativos e bicicleta
Há pontos de táxi na rodoviária e na entrada do centro, e aplicativos de transporte funcionam na área urbana, com menos carros à noite e em bairros afastados. Para Trindade ou Paraty-Mirim, combine o preço antes. Paraty é plana no centro e nos bairros próximos, e há aluguel de bicicletas, mas o calçamento de pedra do centro histórico é duro para pedalar.
Barcos: escunas, lanchas e barcos de pescadores
O mar é a estrada de Paraty. Do cais, junto ao centro histórico, saem as escunas, grandes barcos de turismo, e as lanchas, mais rápidas. Também há barcos de pescadores e “táxis-boat” que levam a praias específicas. As saídas, os preços e as regras estão explicados na seção sobre o passeio de barco, mais abaixo.
O que fazer no centro histórico de Paraty
Resposta direta: o centro histórico é para andar sem pressa, de dia e à noite. Veja as quatro igrejas coloniais, com destaque para a de Santa Rita, à beira da água, entre nos dois museus federais, que têm entrada gratuita, observe como as ruas foram desenhadas para a maré entrar e sair, e reserve o fim da tarde para o cais e a noite para os restaurantes e a música ao vivo. Dá para conhecer o principal em um dia, mas o charme está em voltar a ele mais de uma vez.
O centro tombado tem ruas retas de pedra pé-de-moleque, casas térreas e sobrados caiados, portas e janelas em azul, verde, amarelo e vermelho, e lampiões nas esquinas. As pedras são grandes e irregulares, colocadas para resistir à água e aos carros de boi, e ninguém anda depressa nelas. Sapato de salto não é uma boa ideia.

A maré que entra nas ruas
Paraty foi construída no nível do mar, e algumas ruas do centro foram desenhadas para que, nas marés mais altas, a água do mar entrasse, lavasse as pedras e depois saísse. Nas marés de lua cheia, ainda hoje, a água sobe alguns centímetros em ruas próximas ao cais por um tempo curto. Para quem visita, é um espetáculo bonito, com o reflexo do casario nas ruas alagadas. Mas o fenômeno também preocupa: em setembro de 2025, uma maré alta chegou ao altar da Igreja de Santa Rita, e o IPHAN e a prefeitura discutem obras de proteção. Se estiver na cidade em maré alta, consulte a tábua de marés da Marinha e evite molhar os pés onde há esgoto.
Igreja de Santa Rita e Museu de Arte Sacra
A Igreja de Santa Rita, de 1722, é a imagem mais conhecida de Paraty: branca, com torre lateral e a baía atrás. Foi construída pelos pardos libertos e abriga o Museu de Arte Sacra, criado em 1976 e administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) desde 2009, com imagens, prataria e peças religiosas das igrejas da cidade. Fica no Largo de Santa Rita, 141. Ao lado está a Cadeia Antiga, uma construção do começo do século XVIII que fazia parte de um forte de defesa do porto e depois serviu como prisão.
Igreja do Rosário, Igreja das Dores e a Matriz
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, de 1725, foi construída por e para os negros escravizados e tem fachada simples, sem a ornamentação das igrejas da elite. A Capela de Nossa Senhora das Dores, de 1800, perto da praia, era a igreja das famílias ricas. A Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, a maior de todas, na praça principal, levou mais de dois séculos para ficar pronta e é o centro das festas religiosas, inclusive a do Divino. Horários de visitação das igrejas variam e mudam com as celebrações; pergunte no Centro de Informações Turísticas.
Forte Defensor Perpétuo
Do outro lado do rio Perequê-Açu, no morro do Pontal, ficam o Forte Defensor Perpétuo e seu museu, também do Ibram, na Avenida Orlando Carpinelli, 440. O forte foi erguido no século XVIII para defender o porto do ouro, e as datas citadas variam conforme a fonte; o nome atual homenageia Dom Pedro I. Tem canhões, vista para a baía e uma área externa aberta diariamente das 7h às 19h. A caminhada do centro até lá leva uns 20 minutos, atravessando a ponte e a Praia do Pontal.
Horários dos museus federais
Segundo o Ibram, o Museu de Arte Sacra e o Museu Forte Defensor Perpétuo abrem de quarta a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h. Fecham segundas e terças. A entrada é gratuita. Confirme os horários antes de ir, porque podem mudar em feriados e eventos.
Casa da Cultura, artesanato e galerias
A Casa da Cultura de Paraty funciona num sobrado do centro e recebe exposições sobre a história e as comunidades tradicionais do município. Pelas ruas, a cidade tem muitas galerias de arte, ateliês, lojas de artesanato caiçara, como canoas em miniatura entalhadas em madeira, e lojas de cachaça. Os preços nas lojas do centro são altos; nas vilas de pescadores e nas feiras, o artesanato costuma ser mais barato e vai direto para quem fez.
Cais, Praia do Pontal e o fim de tarde
O cais é onde a cidade se encontra com o mar. No fim da tarde, os barcos voltam dos passeios, os pescadores arrumam as redes e a luz fica dourada sobre a Igreja de Santa Rita. A Praia do Pontal, do outro lado da ponte, tem quiosques e é a praia urbana mais próxima, mas a água ali não é das mais limpas, por causa do rio. Para banho de mar, vá às praias da baía ou a Trindade.
Noite em Paraty
À noite, o centro histórico se ilumina com lampiões e vira um grande restaurante a céu aberto, com música ao vivo em vários endereços, principalmente nos fins de semana. Há bares de cachaça, restaurantes de cozinha caiçara e contemporânea e casas de jazz. Pergunte na pousada sobre a programação da semana, porque shows e apresentações culturais mudam muito entre a alta e a baixa temporada.
Passeio de barco em Paraty: escuna, lancha e ilhas
Resposta direta: o passeio de escuna é o mais tradicional e custava a partir de R$ 110 por pessoa em 2026, preço tabelado pela associação dos barqueiros, com cerca de 5 horas de duração e até quatro paradas para banho em ilhas e praias. A lancha é mais cara, a partir de R$ 200 por pessoa, mas chega mais longe e mais rápido. As saídas são do cais do centro histórico, em geral no fim da manhã, com retorno entre 16h e 17h.
A Baía de Paraty tem cerca de 65 ilhas, e muitas praias só se alcançam pelo mar. Por isso o passeio de barco é obrigatório em qualquer roteiro, nem que seja um. A escolha entre escuna e lancha muda bastante a experiência.

Escuna: o passeio clássico
As escunas são barcos grandes, de madeira, que levam até cerca de 160 pessoas, com bar, banheiro e, muitas vezes, música ao vivo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo de janeiro de 2026, o preço básico, fixado pela associação dos barqueiros, era de R$ 110 por pessoa, para cerca de 5 horas e até quatro paradas. Saem do cais no fim da manhã, perto das 11h, e voltam no meio da tarde. O roteiro muda conforme o vento e o mar, mas costuma incluir ilhas e praias de água calma, boas para nadar e para usar snorkel.
A bordo, tudo se paga à parte. Na mesma reportagem, almoço custava entre R$ 70 e R$ 90, cerveja R$ 16, aluguel de snorkel R$ 25, e fotógrafos cobravam cerca de R$ 20 por foto. O passeio é animado e bom para famílias e grupos, mas não espere silêncio nem praias vazias: nos fins de semana de verão, várias escunas param no mesmo lugar ao mesmo tempo.
Lancha: mais longe e com menos gente
As lanchas levam bem menos gente, saem do mesmo cais e chegam a lugares que as escunas não alcançam no mesmo tempo. A Folha citava passeios a partir de R$ 200 por pessoa, como o da Praia Vermelha, a uns 40 minutos de navegação. A Ilha dos Cocos, que virou febre nas redes sociais, fica a cerca de 1h20 de barco. Lanchas privativas têm preço por barco e valem a pena para grupos de seis a oito pessoas. Pergunte sempre quantas paradas estão incluídas, quanto tempo em cada uma e se há colete salva-vidas para todos.
Como escolher e evitar problemas no cais
O cais tem muitos vendedores, e alguns abordam turistas com insistência. Não feche nada na pressa. Compare o roteiro, a duração e o que está incluso, pergunte o nome do barco e confirme a autorização da Marinha, e dê preferência a empresas indicadas pela pousada ou pelo Centro de Informações Turísticas. Leve dinheiro e cartão, protetor solar, chapéu e uma camada de roupa para o vento na volta. Quem enjoa em barco deve preferir as escunas, que balançam menos que as lanchas, e tomar o remédio antes de embarcar.
Barco a remo, caiaque e stand-up
Para algo mais tranquilo, há aluguel de caiaque e stand-up paddle em alguns pontos da baía e em pousadas de Paraty-Mirim e do Mamanguá; pergunte na sua. Remar no fim da tarde perto do centro histórico dá outra visão do casario. Fique perto da costa e volte antes de escurecer.
Trindade: praias, piscina natural e vila de pescadores
Resposta direta: Trindade é uma vila de pescadores a cerca de 25 km do centro, já na divisa com Ubatuba, com praias de mar aberto e a piscina natural do Cachadaço, que se alcança por uma trilha de cerca de 1,5 km a partir da Praia do Meio, em 20 a 25 minutos. O ônibus da Colitur custa R$ 5,00 e sai da rodoviária mais ou menos de hora em hora. Vá cedo, porque a vila lota nos fins de semana de verão.
A estrada para Trindade sai da BR-101 e desce uma serra curta e íngreme até a vila. Trindade foi refúgio de hippies e surfistas nos anos 1970 e 1980, e ainda tem esse clima mais solto, com campings, pousadas simples, bares e lojas de artesanato. Parte do território está dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina e da APA de Cairuçu, e as trilhas e a piscina natural seguem regras ambientais.
As praias de Trindade
A Praia do Cepilho, a primeira, tem ondas e é a praia do surfe. A Praia de Fora, a principal, tem barcos de pescadores e restaurantes pé na areia. A Praia do Rancho, ao lado, tem mar mais calmo e é boa para crianças. A Praia do Meio é pequena, com pedras e água transparente, e dela sai a trilha para o Cachadaço. Mais adiante, por trilha, ficam a Praia Brava, a Praia dos Pelados, de naturismo, e a ponta do Caixa d’Aço.
Piscina natural do Cachadaço
É o cartão-postal de Trindade: uma enseada de pedra que forma uma piscina de água verde e calma, protegida das ondas por grandes rochas. A trilha de cerca de 1,5 km sai da Praia do Meio, sobe pelo costão e leva de 20 a 25 minutos. Também há barcos que fazem o trajeto. Não leve caixas térmicas grandes, não deixe lixo e evite os horários de pico, entre 11h e 15h, quando a piscina fica cheia. Em mar agitado, as ondas passam por cima das pedras: nesse caso, não entre.
Como ir e onde parar
De carro, o estacionamento na vila é limitado e pago, e nos feriados a estrada de acesso congestiona. O ônibus da Colitur resolve bem o problema: a linha 25 sai da rodoviária de Paraty de segunda a sexta entre 5h15 e 22h30 e nos fins de semana entre 6h e 22h30. A viagem leva menos de uma hora, conforme o trânsito na serra de acesso.
Praia do Sono: trilha ou barco
Resposta direta: a Praia do Sono fica dentro da Reserva Ecológica da Juatinga, a cerca de 27 km do centro. Para chegar, vá de carro ou de ônibus até Vila Oratório, ao lado do Condomínio Laranjeiras, e de lá escolha: a trilha de 3,1 km, de nível moderado, em 50 minutos a 1h30, ou um barco do píer de Laranjeiras, a R$ 60 por trecho, em cerca de 10 minutos. Leve dinheiro, porque o sinal de celular é fraco.
O Sono é uma praia longa, de areia clara e mar aberto, com uma comunidade caiçara que vive da pesca e do turismo, campings, alguns bares e restaurantes simples. Não tem estrada nem carros, e é por isso que continua com cara de praia de verdade.
A trilha
A trilha começa no fim da linha do ônibus, em Vila Oratório, e cruza a Mata Atlântica com subidas e descidas e trechos de pedra e raiz. São cerca de 3,1 km, que levam de 50 minutos a 1h30, dependendo do ritmo e do barro. O trecho está sob regras do INEA, o órgão ambiental do estado: não leve animais, não faça fogo, não deixe lixo. Use tênis e leve água. Do Sono, outras trilhas seguem para praias ainda mais isoladas, como Antigos e Ponta Negra; para elas, vá com guia local ou pergunte sobre as condições na comunidade.
O barco
Quem não quer caminhar pode pegar um barco no píer do Condomínio Laranjeiras. A entrada no condomínio é controlada, e há uma van interna gratuita até o píer. A travessia custava R$ 60 por trecho, levava cerca de 10 minutos e funcionava entre 8h e 18h, segundo as informações levantadas para este guia. Em mar ruim, os barcos não saem.
Estacionamento e ônibus
Na Vila Oratório, há estacionamentos particulares cobrando de R$ 25 a R$ 30 por dia. O ônibus da Colitur para Laranjeiras e Vila Oratório sai da rodoviária de Paraty e leva de 40 a 50 minutos. Confira os horários de volta, porque o último ônibus sai cedo em alguns dias da semana.
Saco do Mamanguá: o “fiorde” de Paraty
Resposta direta: o Saco do Mamanguá é uma enseada estreita de cerca de 8 km de comprimento e 2 km de largura, cercada por montanhas cobertas de mata, com 33 praias e um manguezal no fundo. Não é um fiorde de verdade, mas é o lugar mais bonito do município para muita gente. Chega-se por Paraty-Mirim, de carro ou ônibus e depois de barco, ou numa lancha saindo do centro, que custava de R$ 230 a R$ 350 por pessoa em agências.

O nome vem do tupi e significa “enseada dos mamangás”, um arbusto da região. O Mamanguá é área protegida, com casas de caiçaras que vivem da pesca, do turismo e do artesanato em madeira, como miniaturas de canoas. A água é mais clara na entrada e mais rasa e turva perto do manguezal.
Como chegar ao Mamanguá
O caminho mais barato é ir até Paraty-Mirim, pela BR-101 e depois uma estrada de cerca de 7 km com trechos de terra, de carro ou pelo ônibus da Colitur. De lá, barqueiros levam ao Mamanguá em 15 minutos de lancha ou cerca de 45 minutos nos barcos de madeira, os “toc-toc”, com preço combinado na hora. Também há uma trilha de cerca de 1h30 de Paraty-Mirim até a Praia Grande do Mamanguá. Saindo do centro de Paraty, as lanchas levam até 2 horas, dependendo da parada.
Pico do Pão de Açúcar do Mamanguá
A trilha mais famosa do Mamanguá sobe ao Pico do Pão de Açúcar a partir da Praia do Cruzeiro: cerca de 1,5 km com 425 metros de subida, de nível difícil, em 1 a 2 horas para subir. A vista do alto mostra toda a enseada. Vá cedo, com água e tênis, de preferência com guia, e não suba com chuva.
Paraty-Mirim
Paraty-Mirim é uma vila com praia de água calma e uma igreja colonial, Nossa Senhora da Conceição, ligada ao período em que a região era ponto de embarque e desembarque. Está entre o centro e o Mamanguá e é ponto de partida para os barcos. No caminho fica o Quilombo do Cabral, uma das comunidades quilombolas do município.
Cachoeiras de Paraty
Resposta direta: as cachoeiras mais visitadas ficam no bairro da Penha, na Estrada Paraty-Cunha, a cerca de 8 km do centro: a do Tobogã, uma rocha lisa onde as pessoas escorregam até um poço, e o Poço do Tarzan, ambos a cerca de 5 minutos de caminhada da estrada. A Cachoeira da Pedra Branca fica a cerca de 9 km, com 3,5 km de estrada de terra e uma trilha curta. São de acesso livre na maior parte, mas exigem cuidado com pedras e chuva.
Tobogã e Poço do Tarzan
O Tobogã é a cachoeira mais famosa de Paraty. Os moradores descem a pedra de pé, quase surfando; os visitantes, sentados. É divertido, mas há acidentes: se não conhece o lugar, observe antes, desça sentado e não faça isso com a correnteza forte. Perto dali, o Poço do Tarzan tem uma piscina funda e uma corda para saltar. Ao lado da estrada fica também a Igreja da Penha, pequena e antiga.
Pedra Branca e outras quedas
A Cachoeira da Pedra Branca fica num vale com várias quedas e poços, perto de alambiques. Chega-se pela Ponte Branca e por uma estrada de terra de cerca de 3,5 km, seguida de trilha de cerca de 15 minutos. Há outras cachoeiras na estrada de Cunha, algumas dentro de propriedades particulares que cobram entrada. Em qualquer cachoeira, se a água ficar barrenta ou o nível subir de repente, saia na hora: é sinal de cabeça d’água.
Caminho do Ouro: a trilha dos tropeiros
Resposta direta: um trecho calçado do antigo Caminho do Ouro pode ser percorrido a pé na Serra da Bocaina, a partir do Centro de Informações Turísticas Caminho do Ouro, no bairro da Penha. A caminhada guiada leva de 1h30 a 2 horas, é de nível fácil a moderado e passa por pedras colocadas por escravizados há cerca de 300 anos. Preços de agências começavam em R$ 120 por pessoa e chegavam a R$ 390 a R$ 450 com transporte incluído.
É um dos passeios mais interessantes de Paraty, e um dos menos procurados. O trecho preservado é estreito, cercado pela mata, com pedras arredondadas e canaletas para escoar a chuva. Os guias contam a história das tropas de mulas, dos registros do ouro e da vida dos escravizados que construíram e mantiveram o caminho. A visita termina, em geral, num alambique ou num restaurante da estrada de Cunha. Confirme com a agência os horários de saída, se a visita é com guia credenciado e se o preço inclui transporte.
Alambiques e cachaça de Paraty
Resposta direta: Paraty produz cachaça desde o período colonial, e a cachaça da região tem Denominação de Origem reconhecida pelo INPI desde janeiro de 2024. Vários alambiques recebem visitantes para degustação, a maioria nas estradas de Cunha e da Pedra Branca e na BR-101. Alguns exigem agendamento.
Em Paraty, cachaça não é só bebida: no século XVIII, “parati” chegou a ser sinônimo de aguardente em outras partes do Brasil. Hoje há alambiques familiares e marcas premiadas. O Alambique Maria Izabel, que produz cachaça orgânica desde 1996 no Sítio Santo Antônio, a cerca de 9 km do centro em direção ao Rio, recebe visitas só com agendamento, das 10h30 às 16h, por R$ 10. O Engenho D’Ouro, na estrada para Cunha, e a Paratiana, na estrada da Pedra Branca, também são citados como alambiques de visitação; confirme horários diretamente com eles.
Na degustação, prove a Gabriela, a cachaça com cravo e canela que é uma das bebidas típicas da cidade. Se vai dirigir, provar um gole e comprar a garrafa é a escolha certa: a Lei Seca é fiscalizada na região.
O que comer em Paraty
A cozinha de Paraty mistura o mar e a roça. Os pratos caiçaras mais conhecidos levam peixe fresco, banana-da-terra e farinha de mandioca, como o azul-marinho, um cozido de peixe com banana verde que dá cor ao caldo. Há camarão, lula e mexilhões, pastel de camarão nos quiosques e muito restaurante de cozinha contemporânea no centro histórico, alguns com chefs conhecidos. Foi esse conjunto que levou Paraty à Rede de Cidades Criativas da UNESCO na gastronomia.
Comer no centro histórico é caro. Para preços mais honestos, procure os restaurantes da Praia de Fora, em Trindade, os quiosques do Pontal e os restaurantes de comunidades, como os dos quilombos, que fazem parte de roteiros de turismo de base comunitária. Nesses casos, reserve antes.
Segurança e dicas práticas em Paraty
Resposta direta: Paraty é uma cidade tranquila para turistas, mas os maiores riscos estão na natureza e no deslocamento: mar aberto em Trindade e no Sono, barcos sem colete, cachoeiras escorregadias e com cabeça d’água, trilhas com chuva e a estrada à noite. No centro, cuide dos pertences em multidões, como na FLIP e no Réveillon.
Mar, barcos e cachoeiras
Nade nas praias de mar calmo e respeite as bandeiras e os avisos. Em barcos, exija colete salva-vidas e não embarque em mar ruim. Nas cachoeiras, não pule em poços que você não conhece e saia da água se o nível subir.
Trilhas
Comece cedo, leve água, lanterna e protetor, avise a pousada sobre a trilha que vai fazer e evite caminhar com chuva forte. Trilhas como a do Pico do Pão de Açúcar e as da Juatinga são melhores com guia local.
Mosquitos e saúde
Paraty tem borrachudos, especialmente perto de rios e cachoeiras: leve repelente. O calor do verão exige água e chapéu. A cidade tem hospital municipal e unidades de saúde; em vilas isoladas como Sono e Mamanguá, o atendimento depende de barco ou de trilha, então leve um pequeno kit de primeiros socorros.
Dinheiro e sinal de celular
Cartão e Pix funcionam no centro, mas nas praias e vilas, como Sono, Mamanguá e algumas partes de Trindade, o sinal é fraco e muitos lugares só aceitam dinheiro. Leve um pouco em espécie.
Estrada
Evite dirigir na BR-101 e na Estrada de Cunha à noite ou com neblina. Na chuva forte, há registros de quedas de barreira na região. Antes de sair, consulte a situação da estrada.
Respeite o patrimônio e as comunidades
Não suba em muros e monumentos, não tire pedras do calçamento, não deixe lixo nas praias e peça licença para fotografar moradores. Nas comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas, siga as regras de visita.
Quanto custa viajar para Paraty em 2026
Resposta direta: os maiores gastos são a hospedagem, que varia muito entre baixa e alta temporada, e os passeios de barco. Com os preços conferidos para este guia, um passeio de escuna sai a partir de R$ 110 por pessoa, uma lancha a partir de R$ 200, o ônibus para Trindade R$ 5,00 e o barco para a Praia do Sono R$ 60 por trecho. Os dois museus federais do centro são gratuitos. Diárias de pousadas não foram listadas porque mudam a cada data: consulte direto nos sites oficiais.
| Item | Preço em 2026 | Observação |
|---|---|---|
| Ônibus Rio (Novo Rio)–Paraty, Costa Verde | R$ 121 a R$ 137 | Cerca de 4h40; consulta em sites de venda em outubro de 2026 |
| Ônibus São Paulo (Tietê)–Paraty | R$ 81 a R$ 167 | Primar ou Reunidas Paulista; 6 a 7 horas |
| Transfer compartilhado Galeão–Paraty | R$ 300 a R$ 460 por pessoa | Mínimo de 2 pessoas; cerca de 5 horas |
| Estacionamento perto do centro | Cerca de R$ 50 por dia | Rotativo de rua: cerca de R$ 3 por hora (Folha, jan. 2026) |
| Passeio de escuna | A partir de R$ 110 por pessoa | Cerca de 5 horas, até 4 paradas; consumo à parte |
| Passeio de lancha | A partir de R$ 200 por pessoa | Lancha privativa tem preço por barco |
| Almoço a bordo da escuna | R$ 70 a R$ 90 | Cerveja cerca de R$ 16; snorkel R$ 25 |
| Lancha do centro ao Saco do Mamanguá | R$ 230 a R$ 350 por pessoa | Preços de agências; de Paraty-Mirim sai mais barato |
| Ônibus Colitur Paraty–Trindade | R$ 5,00 | Linha 25, sai da rodoviária |
| Barco Laranjeiras–Praia do Sono | R$ 60 por trecho | Cerca de 10 minutos, das 8h às 18h |
| Estacionamento em Vila Oratório | R$ 25 a R$ 30 por dia | Para quem faz a trilha do Sono |
| Caminho do Ouro com guia | A partir de R$ 120 por pessoa | R$ 390 a R$ 450 com transporte, conforme a agência |
| Visita ao Alambique Maria Izabel | R$ 10 | Só com agendamento |
| Museu de Arte Sacra e Forte Defensor Perpétuo | Grátis | Quarta a domingo; fechados segunda e terça |
| Festival da Cachaça | Grátis | Agosto, no Areal do Pontal |
| Taxa de turismo para carros | Não cobrada | Projeto de lei em tramitação em outubro de 2026 |
Como referência, um casal que fica em pousada média no centro, faz um passeio de escuna, uma ida a Trindade de ônibus e come em restaurantes do centro tende a gastar bem mais com comida e hospedagem do que com transporte e passeios. Essa é uma estimativa nossa, não um preço levantado. Para economizar, viaje no meio da semana, fuja das datas da FLIP e do Réveillon e almoce fora do centro histórico.
Roteiros de 2, 3, 4 e 5 dias em Paraty
Resposta direta: dois dias dão para o centro histórico e um passeio de barco; três dias permitem somar Trindade; quatro dias incluem a Praia do Sono ou o Saco do Mamanguá; cinco dias fecham com cachoeiras, alambiques e o Caminho do Ouro. Monte o roteiro olhando a previsão do tempo e deixe o barco para o dia de sol.
Paraty em 2 dias
- Dia 1: manhã no centro histórico, com as igrejas de Santa Rita, do Rosário e a Matriz; almoço no centro; à tarde, Museu de Arte Sacra (de quarta a domingo) e caminhada até o Forte Defensor Perpétuo, pelo Pontal; fim de tarde no cais e jantar no centro.
- Dia 2: passeio de escuna ou lancha pela baía, das 11h às 16h ou 17h; à noite, volta ao centro para música ao vivo e uma degustação de cachaça.
Paraty em 3 dias
- Dia 1: centro histórico e museus, como no roteiro de 2 dias.
- Dia 2: passeio de barco pelas ilhas.
- Dia 3: Trindade de ônibus ou carro, com a trilha até a piscina natural do Cachadaço pela manhã e almoço na Praia de Fora; volta no fim da tarde.
Paraty em 4 dias
- Dias 1 a 3: como no roteiro de 3 dias.
- Dia 4: Praia do Sono, pela trilha a partir de Vila Oratório ou de barco a partir de Laranjeiras; ou, como alternativa, um dia no Saco do Mamanguá saindo de Paraty-Mirim, com a subida ao Pico do Pão de Açúcar para quem tem fôlego.
Paraty em 5 dias
- Dias 1 a 4: como no roteiro de 4 dias.
- Dia 5: estrada de Cunha, com o Caminho do Ouro guiado pela manhã, almoço num restaurante da serra, a Cachoeira do Tobogã e o Poço do Tarzan à tarde e a visita a um alambique, com agendamento.
Se tiver mais tempo, Paraty combina bem com a Ilha Grande, a outra parte do sítio da UNESCO, a partir de Angra dos Reis, e com Ubatuba e o litoral norte de São Paulo. Para um fim de semana a dois, veja também o nosso roteiro romântico em Paraty.
Onde ficar em Paraty
Resposta direta: na primeira viagem, fique no centro histórico ou no seu entorno, para fazer tudo a pé e aproveitar a noite. O centro fora da área tombada, perto da rodoviária, tem diárias menores e estacionamento. Jabaquara é um bairro de praia mais tranquilo, bom para famílias. Trindade é para quem quer praia e clima de vila de pescadores, e o Mamanguá, para quem quer isolamento. Todos os links abaixo levam ao site oficial de cada hospedagem e foram verificados em 26 de outubro de 2026.
Antes de reservar, considere o seguinte. O centro histórico não tem carros: a bagagem é levada a pé, por carregadores ou de carrinho pelas pedras, e muitas pousadas não têm estacionamento próprio. Os sobrados antigos têm paredes grossas, mas o centro tem música à noite nos fins de semana. Fora do centro, as pousadas costumam ter estacionamento, piscina e diárias mais baixas, com uma caminhada de 5 a 15 minutos até a parte antiga. Nas datas da FLIP, do Réveillon e do Carnaval, reserve com meses de antecedência e leia a política de cancelamento.
Para quem viaja com cachorro, temos uma lista à parte de pousadas pet friendly em Paraty e na Ilha Grande.
Casa Turquesa (luxo, centro histórico)
A Casa Turquesa é uma casa de hóspedes de luxo num sobrado colonial do centro histórico, na Rua Doutor Pereira, 50, que se apresenta como uma maison d’hôtes de hospitalidade brasileira. É uma das hospedagens mais exclusivas da cidade, para quem quer viver o casario por dentro com padrão de hotel boutique. O site oficial informa o telefone (24) 3371-1037 para reservas.
Pousada Literária (luxo, centro histórico)
A Pousada Literária fica na Rua do Comércio, 362, e tem a leitura como tema, do nome ao Quintal das Letras. Segundo o site, são 16 apartamentos de 30 m² com mini biblioteca e chaise para leitura, quatro suítes de cerca de 43 m², suítes master de 55 m² e a Villa Aurora, além de piscina, spa, restaurante e estrutura de acessibilidade, com quartos adaptados e rampas. A pousada também oferece day use e hospedagem no Saco do Mamanguá.
Sandi Hotel (alto padrão, centro histórico)
O Sandi Hotel, antiga Pousada do Sandi, ocupa um casarão no Largo do Rosário, 1, ao lado da igreja do Rosário, no coração do centro histórico. Segundo o site, são mais de 30 anos em Paraty, com spa de terapias asiáticas, academia, adega climatizada e dois restaurantes de alta gastronomia. É uma boa opção para quem quer localização central e estrutura de hotel sem abrir mão do estilo colonial.
Pousada Arte Urquijo (boutique, centro histórico)
A Pousada Arte Urquijo fica num sobrado colonial preservado do século XVIII, na Rua Dona Geralda, 28. O site informa seis suítes no andar superior, cada uma com decoração diferente e ar-condicionado, piscina entre flores e esculturas, pub com vinhos importados e café da manhã com um crepe de maçã de receita da família. É pequena e muito pessoal, boa para casais.
Pousada da Marquesa (charme, centro histórico)
A Pousada da Marquesa fica na Rua Dona Geralda, 292, num casarão do centro histórico, e tem 20 apartamentos e uma suíte de dois ambientes, segundo o site. É uma das pousadas tradicionais da cidade, com a vantagem de estar a poucos passos das igrejas e do cais. Telefone informado: (24) 3371-1263.
Pousada do Ouro (charme, centro histórico)
A Pousada do Ouro fica na Rua Doutor Pereira, 298, no centro histórico, e se apresenta como pousada com práticas sustentáveis, ligada a uma associação de hotéis verdes desde 2011. É uma escolha clássica para quem quer ficar dentro da área tombada.
Pousada Parque Imperial (intermediária, centro)
A Pousada Parque Imperial fica na Rua Waldemar Mathias, 215, a uma quadra da rodoviária e a cerca de 5 minutos a pé do centro histórico, segundo o site. É prática para quem chega de ônibus ou de carro e quer estacionamento e ar-condicionado com diária mais baixa que dentro da área tombada.
Pousada Praia do Jabaquara (família, Jabaquara)
A Pousada Praia do Jabaquara fica na Rua Dom Pedro I, 16, no bairro do Jabaquara, ao norte do centro, a cerca de 100 metros da praia de mesmo nome, que tem águas calmas, segundo o site. Tem piscina, e é uma alternativa tranquila para famílias com crianças que não precisam dormir dentro do centro histórico.
Pousada do Pelé (simples, pé na areia, Trindade)
A Pousada do Pelé está há mais de 30 anos na Vila de Trindade, na Rua Pastor Ezonir, 13, na Praia de Fora. Segundo o site, as suítes têm ar-condicionado, frigobar, smart TV e estacionamento gratuito, há Wi-Fi via satélite e gerador próprio para quedas de energia. É para quem quer acordar com o barulho do mar e fazer as trilhas de Trindade cedo, antes da chegada dos visitantes de um dia.
Pousada Mamanguá (isolada, Saco do Mamanguá)
A Pousada Mamanguá fica na Praia Grande do Mamanguá, com acesso por barco ou trilha a partir de Paraty-Mirim. Fica de frente para o mar, com café da manhã incluído e restaurante, segundo o site. É a escolha para quem quer passar uma ou duas noites no silêncio da enseada, com a trilha do Pico do Pão de Açúcar ali perto. Combine o transporte de barco com a pousada antes de ir e leve dinheiro e o que for precisar, porque não há comércio por perto.
Vídeo: Paraty no Meu Pedaço do Brasil, da TV Brasil
O programa Meu Pedaço do Brasil, da TV Brasil, a emissora pública federal, dedica um episódio de cerca de 23 minutos a Paraty, com o centro histórico, a baía e quem vive na cidade.
Perguntas frequentes sobre Paraty
O que fazer em Paraty em 3 dias?
Em três dias, dedique o primeiro ao centro histórico, com as igrejas de Santa Rita e do Rosário, o Museu de Arte Sacra e o Forte Defensor Perpétuo, que são gratuitos; o segundo a um passeio de escuna ou lancha pelas ilhas da baía; e o terceiro a Trindade, com a trilha de cerca de 1,5 km até a piscina natural do Cachadaço. Com um quarto dia, inclua a Praia do Sono ou o Saco do Mamanguá.
Qual a melhor época para ir a Paraty?
De abril a setembro chove bem menos, entre 60 e 150 mm por mês, e as trilhas e passeios de barco funcionam melhor. O verão, de dezembro a março, é mais quente e tem o mar mais morno, mas chove em mais da metade dos dias. Para evitar multidões e preços altos, fuja do Réveillon, do Carnaval e das datas da FLIP.
Como ir do Rio de Janeiro a Paraty?
De carro, são cerca de 240 a 250 km pela BR-101, a Rio-Santos, via Mangaratiba e Angra dos Reis, em perto de 4 horas sem trânsito. De ônibus, a Viação Costa Verde sai da Rodoviária Novo Rio, com viagem de cerca de 4h40 e passagens entre R$ 121 e R$ 137 em outubro de 2026. Há também transfers do aeroporto do Galeão.
Como ir de São Paulo a Paraty?
De carro, são cerca de 300 km pela Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba ou pela Oswaldo Cruz até Ubatuba, seguindo pela BR-101, em 4h30 a 5 horas. A estrada de Cunha é mais curta, mas estreita e íngreme dentro do parque nacional. De ônibus, Reunidas Paulista e Primar saem do Terminal Tietê, com viagens de 6 a 7 horas.
Quanto custa o passeio de escuna em Paraty?
Em 2026, o passeio de escuna custava a partir de R$ 110 por pessoa, preço fixado pela associação dos barqueiros, com cerca de 5 horas e até quatro paradas. Comida e bebida são cobradas à parte: o almoço a bordo custava de R$ 70 a R$ 90. A lancha sai a partir de R$ 200 por pessoa. Confirme os valores no cais, porque mudam por temporada.
Como chegar à Praia do Sono?
Vá de carro ou de ônibus da Colitur até Vila Oratório, ao lado do Condomínio Laranjeiras, a cerca de 27 km do centro. Dali, faça a trilha de cerca de 3,1 km, de nível moderado, em 50 minutos a 1h30, ou pegue um barco no píer de Laranjeiras, que custava R$ 60 por trecho e leva cerca de 10 minutos. Leve dinheiro, porque o sinal de celular é fraco.
Como chegar ao Saco do Mamanguá?
O jeito mais barato é ir de carro ou ônibus até Paraty-Mirim e pegar um barco de pescador, que leva de 15 a 45 minutos conforme o tipo de barco, ou fazer a trilha de cerca de 1h30 até a Praia Grande do Mamanguá. Saindo do centro de Paraty, lanchas de agências custavam de R$ 230 a R$ 350 por pessoa.
Precisa pagar taxa para entrar em Paraty?
Em outubro de 2026, carros de passeio não pagavam taxa para entrar em Paraty. Um projeto de lei sobre uma taxa de preservação ambiental tramitava na Câmara Municipal, sem valores definidos. Ônibus e vans de turismo precisam de autorização prévia da prefeitura e pagam taxa. Confira no site da prefeitura antes de viajar, porque isso pode mudar.
Onde ficar em Paraty?
Para a primeira viagem, o melhor é o centro histórico ou o entorno, para fazer tudo a pé. O centro fora da área tombada, perto da rodoviária, tem diárias menores e estacionamento. O Jabaquara é tranquilo e bom para famílias, Trindade é para quem quer praia e clima de vila, e o Saco do Mamanguá, para quem quer isolamento total.
Quando acontecem a FLIP e a Festa do Divino?
A FLIP acontece em geral entre julho e agosto; em 2026 foi de 22 a 26 de julho. A Festa do Divino Espírito Santo segue a data de Pentecostes e dura cerca de dez dias; em 2026 foi de 15 a 24 de maio. As datas de 2027 ainda devem ser confirmadas com os organizadores e com a prefeitura.
Paraty vale a pena?
Vale, e talvez mais do que se imagina na primeira visita. Paraty é das poucas cidades do Brasil onde se pode passar a manhã numa igreja do século XVIII, a tarde numa ilha de água verde e a noite num restaurante de chef, sem pegar o carro. O que a diferencia de outras cidades coloniais é o entorno: serra coberta de mata, praias de pescadores, cachoeiras e comunidades que mantêm modos de vida tradicionais. O preço disso é um centro caro, estradas longas e chuva no verão. Planeje com calma e reserve um dia a mais do que acha necessário.
Se estiver montando uma viagem maior pelo estado, veja o nosso guia do Rio de Janeiro, o guia de Búzios e a seleção de atrações perto do Rio de Janeiro, além das cidades encantadoras do estado do Rio. Para quem sai de São Paulo, o guia de São Paulo ajuda a planejar a ida e a volta.
Fontes
- IBGE Cidades: Paraty (RJ), panorama (população do Censo 2022, estimativa de 2025 e área)
- UNESCO: Paraty and Ilha Grande – Culture and Biodiversity (inscrição de 2019, componentes do sítio) e Paraty na Rede de Cidades Criativas
- IPHAN: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico de Paraty)
- Ibram: Instituto Brasileiro de Museus (Museu de Arte Sacra de Paraty e Museu Forte Defensor Perpétuo: endereços, horários e entrada)
- Prefeitura de Paraty: site oficial (eventos, Festa do Divino, Festival da Cachaça, regras para ônibus de turismo)
- ICMBio: Parque Nacional da Serra da Bocaina (distâncias e acessos)
- INEA: Instituto Estadual do Ambiente (Reserva Ecológica da Juatinga e trilha da Praia do Sono)
- INPI: Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Denominação de Origem da cachaça de Paraty, 2024)
- FLIP: Festa Literária Internacional de Paraty (datas e homenageada de 2026)
- Colitur: linhas e horários municipais
- Marinha do Brasil: TábuaMares (tábuas de marés oficiais)
- Weather Atlas: clima de Paraty (médias mensais de temperatura, chuva e mar; não são normais do INMET)
- Paraty.com.br: portal turístico (distâncias e tempos de viagem por estrada)
- Alambique Maria Izabel: site oficial (visitas e agendamento)
- Folha de S.Paulo: reportagens de janeiro de 2026 sobre os passeios de barco em Paraty, os preços no cais, o estacionamento no centro e o projeto de taxa turística
- Wikipédia: Paraty, Caminho do Ouro, Saco do Mamanguá e FLIP (história, datas e dados gerais, conferidos com as fontes oficiais)