Ubatuba é o município mais ao norte do litoral de São Paulo, encostado na divisa com Paraty, no Rio de Janeiro. São 102 praias contadas pela prefeitura, mais de 20 ilhas e uma serra coberta de Mata Atlântica que desce até a areia: cerca de quatro quintos do território ficam dentro do Parque Estadual da Serra do Mar. O que fazer em Ubatuba, em resumo: pegar onda em Itamambuca, nadar no mar parado do Félix, Domingas Dias ou Fortaleza, visitar a vila de pescadores de Picinguaba e atravessar de barco até a Ilha das Couves, passar um dia na Ilha Anchieta entre as ruínas do antigo presídio, ver as tartarugas do Projeto Tamar, comer um azul-marinho e fazer pelo menos uma trilha até uma praia sem estrada. Quem gosta de agito fica no centro, entre Itaguá e Praia Grande. Quem quer mato e silêncio fica no norte. Quem viaja com crianças e quer mar calmo costuma escolher o sul, de Lázaro à Lagoinha.
Este guia reúne o que conferimos em outubro de 2026 em fontes oficiais: a prefeitura, o portal de turismo da cidade, a Fundação Florestal, o Projeto Tamar, o decreto que fixa a Taxa de Preservação Ambiental e os sites das próprias hospedagens. Ele explica a história que começa com os Tupinambá e passa pela Paz de Iperoig, divide a cidade em regiões para você escolher onde ficar, mostra quando chove (e chove bastante), como chegar de São Paulo, do Vale do Paraíba e do Rio, quais passeios cobram ingresso e quanto, roteiros de dois a cinco dias, regras ambientais e dez hospedagens com site oficial. Quando duas fontes não batem, a gente avisa no próprio texto.
Resumo rápido: Ubatuba (SP)
- Onde fica: litoral norte de São Paulo, na divisa com Paraty (RJ). Faz limite também com Caraguatatuba, Cunha, São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra. O Trópico de Capricórnio passa em frente à pista do aeroporto.
- Tamanho: 708 km², 92.981 habitantes no Censo 2022, 102 praias pela contagem da prefeitura e mais de 20 ilhas. A cidade se apresenta como “Capital do Surfe”.
- Natureza protegida: o Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar, no norte, e o Parque Estadual da Ilha Anchieta, no sul. As duas unidades cobram ingresso: R$ 19 para brasileiros e R$ 37 na tarifa geral, pela tabela da Fundação Florestal.
- Como chegar: de São Paulo, pela Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba e depois pela Rio-Santos (BR-101), ou pela Via Dutra até Taubaté e pela Rodovia Oswaldo Cruz. Do Rio, pela Rio-Santos, passando por Paraty. Ônibus da Pássaro Marron saem do Terminal Tietê oito vezes por dia, com viagem de cerca de cinco horas.
- Taxa de carro: veículos de fora pagam a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), lida por câmeras nas entradas. Em 2026, R$ 13,86 por dia para carro, R$ 3,72 para moto. Passagens de menos de quatro horas são isentas.
- Quando ir: de abril a setembro chove menos e o mar fica mais transparente. Dezembro a março é a alta temporada, com calor, praias cheias e muita chuva à tarde. Não existe estação seca de verdade: daí o apelido “Ubachuva”.
- Quantos dias: três dias dão para o centro, uma praia do norte e uma do sul. Cinco dias permitem incluir a Ilha Anchieta, Picinguaba com a Ilha das Couves e uma trilha longa.
- Para não esquecer: repelente contra borrachudo, calçado para trilha, dinheiro trocado para barqueiros e quiosques e paciência com o trânsito da BR-101 em feriado.

História de Ubatuba: dos Tupinambá à Rio-Santos
Resposta direta: Ubatuba foi terra dos Tupinambá, palco da Confederação dos Tamoios e da Paz de Iperoig, negociada pelos jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta em 1563. Virou vila em 1637, viveu do açúcar e depois do café do Vale do Paraíba, que saía pelo seu porto, ficou quase isolada por sessenta anos depois da chegada da ferrovia a Santos e só voltou a crescer com as estradas do século XX, sobretudo a Rio-Santos, nos anos 1970.
A história ajuda a entender a cidade de hoje. As vilas caiçaras do norte, o casarão do porto no centro, o presídio em ruínas na Ilha Anchieta e até o nome das ruas contam pedaços dela. Abaixo, em ordem.
Os Tupinambá e o nome Ubatuba
Antes dos portugueses, todo o trecho entre o Rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba, e o Cabo de São Tomé, no norte fluminense, era território tupinambá. O grande chefe da região no século XVI foi Cunhambebe, citado pelo alemão Hans Staden, que esteve prisioneiro dos Tupinambá e escreveu sobre a aldeia que chamava de “Uwatibi”. A etimologia mais aceita para Ubatuba, segundo o tupinólogo Eduardo Navarro, é “ajuntamento de canas-do-rio”, uma referência às taquaras que cresciam nas margens. Iperoig, o nome da aldeia onde hoje fica o centro, quer dizer “rio dos tubarões”.
A Confederação dos Tamoios
Entre cerca de 1554 e 1567, os Tupinambá do litoral entre São Vicente e o Rio de Janeiro se aliaram contra os portugueses, que capturavam indígenas para trabalho escravo nos engenhos. A aliança ficou conhecida como Confederação dos Tamoios. Os franceses da França Antártica, liderados por Villegaignon na Baía de Guanabara, forneceram armas aos Tamoios. Para os colonos de São Vicente, a situação era desesperadora: ataques constantes e o risco real de perder a capitania.
Nóbrega, Anchieta e a Paz de Iperoig
Em 18 de abril de 1563, os jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta saíram de São Vicente rumo ao território inimigo. Chegaram a Iperoig em 6 de maio e negociaram com os chefes Cunhambebe (filho do chefe citado por Staden) e Pindobuçu. Quando Nóbrega voltou a São Vicente para levar as condições aos portugueses, Anchieta ficou em Iperoig como refém, por cerca de quatro meses. É dessa época a história mais repetida da cidade: Anchieta teria composto o “Poema à Virgem” escrevendo os versos na areia da praia, a atual Praia do Cruzeiro, segundo a prefeitura, e guardando-os na memória.
A prefeitura data o acordo de 14 de setembro de 1563 e o chama de “o primeiro tratado de paz das Américas”. A paz, porém, durou pouco. Parte dos Tamoios, liderada por Aimberê, seguiu lutando ao lado dos franceses, e a confederação foi derrotada na batalha de Uruçumirim, no Rio de Janeiro, em 1567. Depois disso, a população indígena do litoral foi dizimada por guerras, epidemias e escravização. A Ilha Anchieta, no sul do município, leva hoje o nome do jesuíta.
A vila, o açúcar e a briga com Santos
Ubatuba virou vila em 28 de outubro de 1637, com o nome de Vila Nova da Exaltação à Santa Cruz do Salvador de Ubatuba. O fundador foi Jordão Homem Albernaz da Costa. O 28 de outubro continua sendo o aniversário da cidade. No fim do século XVIII, os engenhos da região produziam açúcar e aguardente, e o porto ganhava movimento. Veio então um golpe: um decreto do governador Bernardo José de Lorena obrigou o comércio da capitania a passar pelo porto de Santos. As fontes divergem sobre o ano (1787 ou 1789), mas concordam no efeito: Ubatuba entrou em decadência. A recuperação só veio com a abertura dos portos às nações amigas, em 1808.
O café e o Sobradão do Porto
No século XIX, Ubatuba viveu seu auge. O café do Vale do Paraíba descia a serra em lombo de burro pela estrada de Taubaté e embarcava no porto de Ubatuba. Segundo a Wikipédia, o município chegou a ser o primeiro em arrecadação na província de São Paulo. Virou cidade em 1855 e comarca em 1872, quando tinha 7.565 habitantes.
O símbolo dessa época está de pé no centro: o Sobradão do Porto, na Praça Anchieta, 38. Segundo a Fundart, fundação cultural do município, o casarão foi construído em 1846 por Manoel Baltazar da Cunha Fortes. O térreo funcionava como armazém de café e outras mercadorias, e a família morava em cima. A partir de 1926, virou o Hotel Budapest. Foi tombado pelo SPHAN (o atual Iphan) em 1959 e também pelo Condephaat, e serviu de sede da Fundart a partir de 1987. Desde 2018 está fechado para restauro, então dá para ver a fachada, mas não entrar.
Sessenta anos de isolamento
O auge acabou de repente. A ferrovia Santos–Jundiaí, inaugurada em 1867, passou a levar o café do interior diretamente a Santos, e as plantações migraram para o oeste paulista. O porto de Ubatuba esvaziou. Entre 1870 e 1932, a cidade ficou praticamente isolada, ligada ao resto do estado por trilhas e pelo mar. Em 1940, tinha apenas 3.227 habitantes, menos da metade da população da época da comarca. Esse isolamento ajudou a preservar a cultura caiçara: comunidades de pescadores e pequenos agricultores que viviam da roça de mandioca, da pesca de canoa e da troca entre vizinhos.
As estradas e a Rio-Santos
A reconexão começou pela serra. A estrada para Taubaté foi inaugurada em 21 de abril de 1933, segundo a Wikipédia, por iniciativa de Mariano Montesanti, e depois virou a Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125). No começo dos anos 1950, abriu-se a ligação com Caraguatatuba. Ubatuba ganhou o título de estância balneária: a Wikipédia dá o ano de 1948 e a prefeitura, o de 1967.
A grande virada foi a Rodovia Rio-Santos (BR-101). As fontes não dão uma data única de inauguração: a prefeitura de Ubatuba fala em 1975, a organização da Flip registra a abertura do trecho de Paraty em 1974, e reportagens técnicas da época dizem que a estrada foi entregue por partes entre 1973 e 1975, sem cerimônia oficial. Em todo caso, nos anos 1970 o asfalto chegou às praias do norte, as vilas que só tinham acesso por barco ou trilha passaram a receber turistas e começaram os loteamentos e condomínios que hoje ocupam boa parte da orla. O trecho entre Ubatuba e a divisa com o Rio tem 49,1 km e se chama Rodovia Governador Mário Covas.
Os parques e a Ilha Anchieta
A expansão imobiliária esbarrou na criação das áreas protegidas. O Parque Estadual da Serra do Mar foi criado em 1977, e o Núcleo Picinguaba incorporou o trecho de Ubatuba entre a serra e o mar, incluindo praias e comunidades tradicionais. No mesmo ano nasceu o Parque Estadual da Ilha Anchieta. A ilha tinha abrigado um presídio de 1908 a 1955. Em 20 de junho de 1952, uma rebelião de presos, conhecida como a “fuga da Alcatraz brasileira”, terminou com mortes de presos e de funcionários e foi, segundo a Wikipédia, uma das piores da história do sistema carcerário brasileiro. O episódio pesou na decisão de desativar o presídio. Hoje as ruínas são o principal atrativo histórico do parque.
Onde ficar em Ubatuba: norte, centro ou sul
Resposta direta: escolha o norte (Itamambuca, Félix, Prumirim, Almada, Picinguaba) se quer surfe, mata e praias com menos prédios; o centro (Itaguá, Iperoig, Praia Grande, Toninhas) se quer restaurantes, vida noturna e tudo perto sem depender de carro; e o sul (Lázaro, Enseada, Fortaleza, Lagoinha, Maranduba) se quer mar calmo, estrutura para famílias e acesso à Ilha Anchieta e à Trilha das 7 Praias.
Ubatuba é comprida. Da divisa com Paraty até a divisa com Caraguatatuba são dezenas de quilômetros de BR-101, e o portal de turismo localiza as praias pelo quilômetro da rodovia, contado a partir da divisa com o Rio: Camburi fica no km 1, Picinguaba no km 7, Itamambuca no km 35, Praia Grande no km 54, Lázaro no km 64 e Maranduba no km 76. Isso significa que, em feriado, cruzar a cidade de ponta a ponta pode levar muito tempo. Escolher bem a região economiza horas de carro.
Norte: surfe, vilas caiçaras e parque
O norte vai da Praia Vermelha do Norte até a divisa com o Rio. É a parte mais verde e menos urbanizada. Itamambuca é o grande nome do surfe, com etapas de campeonatos nacionais e mundiais segundo o portal de turismo. Félix tem um canto calmo e outro de onda. Prumirim tem uma ilha em frente e uma cachoeira à beira da estrada. Almada e Picinguaba são vilas de pescadores com mar parado. As hospedagens são pousadas espalhadas, muitas dentro de condomínios, e quase tudo exige carro. À noite, o movimento é pequeno.
Centro: Itaguá, Iperoig e Praia Grande
O centro concentra a vida urbana. Itaguá tem uma orla longa com bares e restaurantes, o Aquário e uma praia de mar calmo. Antes de entrar na água nas praias urbanas, consulte o boletim de balneabilidade da Cetesb. Iperoig, ou Praia do Cruzeiro, é a praia do centro histórico, com a feira de artesanato e o Sobradão do Porto. Praia Grande, no km 54, é a mais movimentada da cidade, com quiosques, surfistas e muita gente no verão. Toninhas, logo depois, é mais tranquila e tem hotéis pé na areia. Quem vem de ônibus e não pretende alugar carro deve ficar aqui.
Sul: mar calmo e estrutura para famílias
O sul vai do Lázaro até a Maranduba. Lázaro e Sununga são vizinhas: a primeira tem estrutura e boa comida, a segunda é de skimboard e tem a Gruta que Chora. Saco da Ribeira é o porto de onde saem os barcos para a Ilha Anchieta. Enseada tem mar parado e saídas de escuna. Fortaleza é calma e boa para snorkel. Lagoinha é o início da Trilha das 7 Praias. Maranduba, Sapê e Lagoinha formam uma orla contínua com comércio, farmácias e posto. Mais ao sul, a Caçandoca abriga o primeiro quilombo reconhecido do litoral norte.
Clima e melhor época para ir a Ubatuba
Resposta direta: a melhor época para ir a Ubatuba, se você quer menos chuva e mar mais transparente, é de abril a setembro, sobretudo maio a agosto. O verão, de dezembro a março, é mais quente e mais cheio, mas também é quando mais chove. Ubatuba tem clima tropical atlântico, sem estação seca, cerca de 2.520 mm de chuva por ano e o apelido de “Ubachuva”.
A serra fica muito perto do mar. O ar úmido do oceano bate na encosta, sobe, esfria e vira chuva. Por isso Ubatuba recebe bem mais chuva do que o litoral sul do estado e tem só cerca de 1.700 horas de sol por ano. Isso não quer dizer que a viagem será ruim: muitas vezes chove forte no fim da tarde e o dia seguinte amanhece limpo. Mas vale programar os passeios de barco e as trilhas longas com flexibilidade.
Temperatura e chuva mês a mês
Os números abaixo são das normais climatológicas do INMET para Ubatuba, reproduzidas na Wikipédia. “Dias de chuva” são os dias com pelo menos 1 mm.
| Mês | Máxima média (°C) | Mínima média (°C) | Chuva (mm) | Dias de chuva |
|---|---|---|---|---|
| Janeiro | 30,3 | 21,5 | 312,9 | 17 |
| Fevereiro | 31,0 | 21,5 | 290,5 | 15 |
| Março | 29,9 | 20,9 | 311,1 | 16 |
| Abril | 28,4 | 19,2 | 232,5 | 13 |
| Maio | 26,1 | 16,3 | 122,9 | 9 |
| Junho | 25,3 | 14,5 | 94,2 | 7 |
| Julho | 24,4 | 13,6 | 92,6 | 8 |
| Agosto | 24,9 | 14,3 | 74,4 | 8 |
| Setembro | 24,5 | 16,0 | 196,9 | 13 |
| Outubro | 25,9 | 18,0 | 245,5 | 15 |
| Novembro | 27,5 | 19,2 | 263,6 | 16 |
| Dezembro | 29,0 | 20,4 | 280,4 | 17 |
São 154 dias de chuva e 2.517,5 mm por ano em média, com junho a agosto abaixo de 100 mm por mês e dezembro a março acima de 280 mm. A temperatura média anual fica em 21,9 °C. Os extremos registrados: 40,8 °C em 9 de setembro de 1997 e 3,7 °C em 1º de junho de 1979. O maior volume em 24 horas foi de 344,1 mm, em 22 de janeiro de 1976.
Estação por estação
De dezembro a março é a alta temporada. Escolas de férias, Réveillon e Carnaval enchem a cidade, as diárias sobem e a BR-101 trava nos fins de semana. É o período mais quente e com mais dias de chuva, geralmente em pancadas à tarde. O mar fica bom para banho, mas com mais sujeira trazida pelos rios depois de temporais. Abril e maio são, para muita gente, os melhores meses: ainda faz calor, chove menos e a cidade esvazia fora dos feriados. Junho a agosto é inverno: dias de 24 °C a 25 °C, noites frescas, mar mais frio e transparente, que favorece o snorkel na Ilha Anchieta e na Fortaleza. É também a época da tainha e das festas tradicionais. Setembro a novembro é primavera: a chuva volta aos poucos e o movimento cresce perto dos feriados de outubro e novembro.
Festas e datas que mudam a viagem
O aniversário da cidade é em 28 de outubro, com programação no centro. Junho e julho têm a Festa de São Pedro Pescador e a Festa do Divino, com a tainha como estrela. O Festival do Camarão acontece na Praia da Almada, e a cidade promove um Festival Gastronômico entre agosto e setembro, segundo o portal de turismo. No Quilombo da Fazenda, em Picinguaba, há uma festa da cultura quilombola com comida tradicional por volta de setembro, na Casa da Farinha. As datas mudam a cada ano, então confira o calendário de eventos da prefeitura antes de fechar a viagem.
Como chegar a Ubatuba
Resposta direta: de São Paulo, o caminho mais usado é pela Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto até São José dos Campos, descendo a serra pela Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba e seguindo pela Rio-Santos (BR-101) para o norte. A alternativa é a Via Dutra até Taubaté e a Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), que desce direto no centro de Ubatuba. Do Rio de Janeiro, vai-se pela Rio-Santos, passando por Angra dos Reis e Paraty. De ônibus, a Pássaro Marron liga o Terminal Tietê a Ubatuba em cerca de cinco horas. Não há voos comerciais regulares para a cidade.
A distância de São Paulo varia conforme a fonte e o ponto de chegada: a Wikipédia fala em 223 a 250 km, o Projeto Tamar em 262 km e a Fundação Florestal em 213 km até a Ilha Anchieta e 263 km até Picinguaba. Faz sentido: a cidade é tão comprida que o sul e o norte ficam a mais de 50 km um do outro. Conte com quatro a cinco horas de estrada em dia normal e bem mais em véspera de feriado.
De carro pela Rodovia dos Tamoios
A Tamoios (SP-099) liga São José dos Campos a Caraguatatuba. Em março de 2022 foi inaugurada a Serra Nova, com cerca de 22 km de túneis e viadutos, segundo a concessionária da rodovia. Desde então a Serra Nova é usada só para subir (sentido Caraguatatuba–São José dos Campos) e a Serra Antiga, a estrada sinuosa de sempre, só para descer. Ou seja: na ida para Ubatuba você ainda desce pela serra antiga. Na volta, sobe pelos túneis.
Ao chegar a Caraguatatuba, você não precisa mais atravessar a cidade. Desde dezembro de 2023 funciona o Contorno Norte, com 8 km de pista simples e quatro túneis, que começa na altura do km 82 da Tamoios e leva até a Rio-Santos no sentido Ubatuba. Segundo o G1, o trecho é feito em cerca de oito minutos, contra uns trinta minutos pelo centro de Caraguatatuba. Depois, são mais algumas dezenas de quilômetros pela BR-101 até as praias do sul de Ubatuba, que vêm primeiro: Maranduba, Lagoinha, Enseada.
Este é o melhor caminho para quem vai se hospedar no sul de Ubatuba. Para quem vai ao norte, a BR-101 atravessa a cidade inteira, e em temporada o trânsito no centro pode ser lento.
De carro pela Rodovia Oswaldo Cruz
A Oswaldo Cruz (SP-125) sai de Taubaté, na Via Dutra, passa por São Luiz do Paraitinga e desce a serra direto para o centro de Ubatuba. É a herdeira da estrada aberta em 1933 por Mariano Montesanti. A descida é bonita e cheia de curvas, cortando a Mata Atlântica do Parque Estadual da Serra do Mar. Para quem vem do Vale do Paraíba, de Minas Gerais ou do Rio pela Dutra, costuma ser a rota mais direta. Também é a melhor opção para quem vai se hospedar no centro ou no norte. Dirija com cuidado: neblina na serra é comum, e em dias de chuva forte a estrada pode ter interdições pontuais. Consulte a situação no site do DER-SP antes de sair.
De carro pelo Rio de Janeiro
Do Rio, a Rio-Santos (BR-101) passa por Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty antes de cruzar a divisa. O trecho paulista começa logo depois de Paraty e entra em Ubatuba pelo norte: Camburi, Picinguaba, Almada. Do lado de São Paulo, o trecho entre a divisa e Ubatuba tem 49,1 km e se chama Rodovia Governador Mário Covas. É uma estrada de pista simples, sinuosa, com muitos radares e trechos em que a serra encosta no mar. Vale combinar a viagem com uma parada em Paraty, que tem nosso guia completo de Paraty. Quem parte de Angra ou da Ilha Grande também chega por esse caminho.
A Taxa de Preservação Ambiental (TPA)
Carro de fora paga a TPA para ficar em Ubatuba. Não há cancela: câmeras leem as placas nas entradas da cidade e o sistema calcula as diárias, segundo a Eco Ubatuba, empresa que opera a cobrança. Os valores de 2026 foram fixados pelo Decreto 8.949, de 27 de novembro de 2025, e são por dia:
| Veículo | Valor por dia em 2026 |
|---|---|
| Motocicleta | R$ 3,72 |
| Carro (pequeno porte) | R$ 13,86 |
| Utilitário (caminhonete, Kombi) | R$ 20,78 |
| Van de excursão | R$ 41,56 |
| Micro-ônibus e caminhão | R$ 62,87 + taxa da Comtur |
| Ônibus | R$ 98,03 + taxa da Comtur |
Dá para comprar diárias antecipadas no site ou no aplicativo (as não usadas não vencem), usar uma tag de pedágio cadastrada, com débito 15 dias depois da saída, ou pagar em até 30 dias depois de sair da cidade, sem juros nem multa. Depois disso, o débito pode ir para a dívida ativa do município. São isentos automaticamente os carros emplacados em Ubatuba, Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba, Paraty, Cunha, São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra, além de quem passa menos de quatro horas na cidade, o que vale para quem só cruza Ubatuba a caminho de Paraty. Proprietários de imóveis e moradores podem pedir isenção, mediante cadastro.
De ônibus
A Pássaro Marron opera a linha entre o Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, e a rodoviária de Ubatuba. Os horários de saída de São Paulo que encontramos em outubro de 2026 eram 6h30, 8h30, 10h30, 12h30, 14h30, 16h30, 18h30 e 21h, com viagem de 4h50 a 5h20, e passagens a partir de cerca de R$ 131. Esses dados vieram de sites de venda de passagens (DeÔnibus e Buson), não do site da empresa, e mudam em feriados. Confira antes na própria Pássaro Marron. Do Vale do Paraíba, há ônibus saindo de Taubaté e São José dos Campos. Do Rio, não conseguimos confirmar uma linha direta com horários atualizados. Muita gente vai do Rio até Paraty e segue de lá, mas confirme na rodoviária antes de contar com isso.
De avião
O aeroporto de Ubatuba, o Gastão Madeira, não tem voos comerciais regulares. Em dezembro de 2023, a prefeitura anunciou voos fretados da Azul Conecta, com aviões de nove lugares, e estimou o fretamento em cerca de R$ 700 por pessoa a partir de São José dos Campos e R$ 1.400 a partir da capital. Esses valores eram estimativas da época, não preço de tabela. Para a maioria dos viajantes, o caminho é voar até São Paulo (Guarulhos ou Congonhas) ou até o Rio (Galeão ou Santos Dumont) e seguir de carro ou ônibus. Quem vem do exterior encontra mais voos em Guarulhos. Se for passar uns dias na capital, nosso guia de São Paulo ajuda a planejar. Para quem chega pelo Rio, veja também o guia do Rio de Janeiro.
Como se locomover em Ubatuba
Resposta direta: carro é o jeito mais prático de circular em Ubatuba, porque as praias se espalham por dezenas de quilômetros de BR-101 e muitas ficam no fim de ruas de terra ou dentro de condomínios. Sem carro, dá para ficar no centro e usar ônibus urbanos, táxis e barcos, mas os passeios ao norte e ao sul exigem planejamento.
Carro
Com carro, você monta o roteiro do jeito que quiser: Itamambuca de manhã, almoço na Almada, fim de tarde em Picinguaba. Os cuidados são três. Primeiro, a BR-101 trava em feriados e finais de semana de verão, sobretudo no centro e nos acessos às praias mais famosas. Saia cedo. Segundo, várias praias ficam dentro de condomínios com portaria. O acesso à praia é público, mas o estacionamento pode ser limitado ou pago. No Félix, por exemplo, o acesso é pela portaria do condomínio, segundo o portal de turismo. Terceiro, lembre-se da TPA: cada dia na cidade gera uma diária.
Ônibus urbano
Ubatuba tem linhas de ônibus que saem da região central e chegam a bairros e praias do norte e do sul. O portal de turismo menciona ônibus, por exemplo, para a Almada e para Camburi. Os horários mudam com a temporada, então confirme no terminal ou com a empresa antes de sair. Para praias que exigem trilha ou barco, o ônibus resolve só a primeira parte do caminho.
Barcos e escunas
Parte das melhores experiências da cidade acontece no mar. Do Saco da Ribeira, no sul, saem barcos e escunas para a Ilha Anchieta. Da Praia de Picinguaba, no norte, saem os barcos para a Ilha das Couves, numa travessia de cerca de 15 minutos. Da Enseada e do Itaguá também saem escunas. Contrate sempre operadores cadastrados, peça colete salva-vidas e pergunte o horário de volta antes de embarcar. No caso da Ilha das Couves, só operadores credenciados na Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte (APAMLN) podem desembarcar visitantes.
A pé e de bicicleta
Dentro de cada região, muita coisa se faz a pé. A orla do Itaguá até o centro é plana. No sul, Lázaro, Sununga e Domingas Dias ficam próximas. No norte, as trilhas ligam praias vizinhas, como Almada e Brava da Almada. Bicicleta funciona bem nas orlas, mas a BR-101 não tem acostamento seguro em boa parte do trajeto. Evite pedalar na rodovia.
Regras, taxas e ingressos: o que saber antes de ir
Resposta direta: em Ubatuba, você paga a TPA se estiver de carro de fora, ingresso de R$ 19 (brasileiros) a R$ 37 (geral) para entrar nas trilhas e atrativos do Núcleo Picinguaba e do Parque Estadual da Ilha Anchieta, além de entradas no Projeto Tamar (R$ 44) e no Aquário (R$ 70). A Ilha das Couves tem limite de 177 pessoas ao mesmo tempo e só recebe visitantes levados por operadores credenciados.
Tabela de taxas e ingressos
| Atrativo | Valor | Observação |
|---|---|---|
| TPA (carro de fora) | R$ 13,86 por dia | Decreto 8.949/2025; isenção para passagem de até 4 horas |
| PESM Núcleo Picinguaba | R$ 37 geral / R$ 19 brasileiros / R$ 28 Mercosul | Tabela da Fundação Florestal; crianças até 12 anos são isentas |
| PE Ilha Anchieta | R$ 37 geral / R$ 19 brasileiros / R$ 28 Mercosul | Mesma tabela; o barco é pago à parte |
| Projeto Tamar | R$ 44 inteira / R$ 22 meia / R$ 110 família | Quinta a terça, 9h às 17h |
| Aquário de Ubatuba | R$ 70 inteira / R$ 35 meia | Todos os dias, 9h às 22h; pacotes família de R$ 150 a R$ 220 |
| Escuna para a Ilha Anchieta | a partir de R$ 109 | Preço publicado por um operador da Enseada; ingresso do parque não incluso |
Os valores dos parques seguem a tabela de ingressos da Fundação Florestal, calculada em UFESP, e podem mudar a cada ano. O passeio de escuna é um exemplo de preço publicado: há vários operadores, com roteiros e valores diferentes.
Núcleo Picinguaba
O Núcleo Picinguaba é a parte do Parque Estadual da Serra do Mar que encosta no mar. São 47.500 hectares, cerca de 80% do município, segundo o Guia de Áreas Protegidas do estado. Protege cinco praias (Brava da Almada, Fazenda, Picinguaba, Camburi e Brava do Camburi) e convive com comunidades tradicionais: a Vila de Picinguaba, Camburi, o Sertão da Fazenda e o Sertão do Ubatumirim. A sede fica na BR-101, km 8. Funciona das 8h às 17h todos os dias, e as trilhas pedem agendamento antecipado. No parque é proibido fumar, deixar lixo, levar animais de estimação, consumir bebida alcoólica e fazer fogueira.
Parque Estadual da Ilha Anchieta
A Ilha Anchieta tem 828 hectares e é a segunda maior ilha do litoral norte paulista. São 17 km de costões rochosos e sete praias, com macacos, quatis, tartarugas e garoupas. A base do parque em terra fica na Avenida Plínio de França, 85, no Saco da Ribeira. Aqui há uma divergência: o Guia de Áreas Protegidas indica funcionamento de quinta a terça, das 8h às 17h, enquanto a Green Haven, concessionária que opera a visitação e uma hospedagem na ilha, informa das 9h às 17h, fechado às quartas. Pelos termos da Green Haven, a quarta-feira é fechada para quem não está hospedado, mas em dezembro, janeiro, fevereiro e feriados prolongados o parque abre todos os dias, até as 18h. Na dúvida, evite a quarta.
Ilha das Couves
A Ilha das Couves fica no norte, em frente a Picinguaba, e faz parte da Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte. É uma das ilhas mais procuradas da cidade, por causa da água transparente. Para evitar a superlotação, a Portaria Normativa FF 443/2024 limita a capacidade terrestre a 177 pessoas ao mesmo tempo e divide o dia em turnos. De manhã, das 8h às 12h, o transporte fica com operadores da comunidade tradicional de Picinguaba e do entorno. No turno do meio do dia, as vagas são divididas entre escunas do centro e do Itaguá (50) e operadores de Picinguaba (127). A ilha foi tombada como patrimônio histórico e cultural. As orientações da Fundação Florestal, reproduzidas pela prefeitura, são diretas: volte com seu lixo para o continente, faça o passeio com operador cadastrado, nade só nas áreas delimitadas pelas boias, não leve animais domésticos nem caixas de som, não suba nem caminhe pelas rochas, não leve pedras, plantas ou conchas e não alimente os animais.
Alguns sites de turismo falam em uma taxa de cerca de R$ 10 para desembarcar na ilha. Não encontramos essa cobrança em fonte oficial e preferimos não afirmar. Pergunte ao seu operador o que está incluído no preço.
Regras ambientais que valem para a cidade toda
Ubatuba vive da natureza, e boa parte dela é protegida por lei. Não leve conchas, corais, estrelas-do-mar ou plantas. Não alimente macacos, quatis e peixes. Não use som alto em praias de trilha. Leve o lixo de volta, inclusive bitucas e restos de comida. Nas cachoeiras, não use protetor solar ou repelente logo antes de entrar na água. Respeite as áreas de nidificação de aves e as placas de restrição. E não estacione na areia nem sobre a vegetação de restinga, o jundu, que segura a areia das praias.
O que fazer em Ubatuba: praias, ilhas e passeios
Resposta direta: o essencial em Ubatuba é escolher duas ou três praias de perfis diferentes (uma de surfe, uma de mar calmo e uma de trilha), fazer um passeio de barco para a Ilha Anchieta ou para a Ilha das Couves, visitar Picinguaba e a Almada no norte, conhecer o Projeto Tamar e o Aquário no centro e tomar banho de cachoeira no Prumirim. Abaixo, cada atração com como chegar e o que esperar, de norte a sul.
Praias do norte
O norte é onde Ubatuba ainda parece a de antes da Rio-Santos. As praias ficam no fim de estradinhas que saem da BR-101, muitas sem quiosque, várias dentro do Núcleo Picinguaba. Vá com tempo e sem pressa de voltar.
Picinguaba
Picinguaba é uma vila de pescadores dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, a cerca de 4 km da BR-101 (entrada no km 7,3). O portal de turismo descreve uma praia pequena, de faixa de areia estreita e mar tranquilo, com muitos barcos atracados na orla. É daqui que saem os barcos para a Ilha das Couves, numa travessia de uns 15 minutos. Segundo a Pousada Picinguaba, o nome em tupi quer dizer “refúgio dos peixes”. Almoce peixe na vila e, se o mar estiver liso, pegue um barco no fim da manhã.

Praia da Fazenda e Rio da Fazenda
A Praia da Fazenda fica logo antes de Picinguaba, na saída do km 11 da BR-101, depois de uns 800 metros de estrada de terra até a sede do Núcleo Picinguaba. É uma praia larga, de areia batida e mar agitado, sem quiosque, pousada ou restaurante. No canto direito há uma bica de água doce. No esquerdo, o Rio da Fazenda encontra o mar. O parque organiza, com monitor obrigatório, um passeio de barco a remo pelo rio, entre manguezal e restinga, de 3 a 4 km e uma hora e meia a duas horas, segundo o Guia de Áreas Protegidas. A Trilha do Jatobá, também com monitor, sai da Casa de Farinha, um antigo engenho no Sertão da Fazenda, passa por palmitos-juçara e jatobás centenários e termina num poço do rio. São de 1 a 2 km, nível fácil.

Camburi e a Cachoeira da Escada
Camburi é a primeira praia de São Paulo para quem vem do Rio: o acesso sai do km 1,1 da BR-101 e segue por 7 km de estrada secundária. O portal de turismo descreve uma praia larga, de águas cristalinas e geralmente tranquilas, com uma comunidade tradicional e boa estrutura para turistas. Há ônibus regular saindo da rodoviária. Perto dali fica a Trilha da Cachoeira da Escada, curta (até 1 km) mas classificada como difícil, com monitor obrigatório e horário das 8h às 14h, segundo o Guia de Áreas Protegidas. O Núcleo também lista trilhas ligadas ao Quilombo do Camburi e a travessia Camburi–Trindade, que leva até Paraty.
Almada
A Almada é uma praia pequena, de areia fina e águas claras e calmas. Fica a 7 km da BR-101 (entrada no km 13,1), e no caminho dá para ver a baía do Ubatumirim. Por estar virada para o poente, é iluminada até mais tarde, segundo o portal de turismo, e por isso é das melhores para ver o sol se pôr. Os quiosques servem refeições completas. Há estacionamento e uma linha regular de ônibus intermunicipal. Em temporada fica muito cheia. É também onde acontece o Festival do Camarão.
Puruba
O Puruba é uma praia de tombo, com cerca de 1,5 km de areia fofa, orla arborizada por abricós e o encontro dos rios Quiririm e Puruba. O acesso sai do km 24 da BR-101 e segue por 2 km até a vila. O detalhe que faz o passeio: é preciso atravessar o rio para chegar à areia, e nos feriados e na temporada há barqueiros fazendo a travessia. Estrutura é pouca: uma barraca de bebidas e pastéis, duas pousadas, dois campings e um restaurante simples que só abrem na temporada.
Prumirim e a cachoeira
O Prumirim tem 1,2 km de areia, mar de tombo, costeiras rochosas e uma lagoa no canto esquerdo. Ao lado fica o Canto Itaipu, de onde saem barcos para a Ilha do Prumirim. O acesso é pelo km 29,4 da BR-101. A Cachoeira do Prumirim, na beira da rodovia, fica na aldeia guarani Boa Vista, segundo o site do Hotel Ponta das Toninhas, que a descreve com três quedas e poços, um deles com um escorregador natural. Leve dinheiro trocado, respeite as regras da aldeia, não use protetor antes de entrar na água e leve o lixo de volta.

Itamambuca
Itamambuca é a praia do surfe em Ubatuba. O portal de turismo diz que ela recebe grandes campeonatos nacionais e mundiais e tem ondulação forte. A areia é branca e fofa, com jundu ao longo da orla. No canto direito fica a barra do Rio Itamambuca, boa para quem tem criança. No canto esquerdo começa uma trilha de dificuldade alta, de uns 40 minutos, até a Praia Brava de Itamambuca, sem nenhuma estrutura. Há quiosques do meio para a direita, e na vila e no condomínio há restaurantes, pizzarias, padarias e mercados.
Félix
O Félix tem cerca de 1,5 km de areia branca. O lado direito tem mar calmo e é o canto das famílias. Do meio para a esquerda o mar fica mais agitado e às vezes dá onda para surfe. O acesso é pelo km 39,9 da BR-101, pela portaria de um condomínio que, segundo o portal de turismo, está sempre aberto a visitantes. São 1,5 km de rua asfaltada e cinco minutos de caminhada até a areia. Há barracas de bebidas e lanches e algumas pousadas e restaurantes.
Vermelha do Norte
A Vermelha do Norte, à beira da BR-101 no km 41, tem 1,2 km de areia fofa e muitas ondas. É outro pico conhecido de surfe e também de pesca nas costeiras. Tem quiosques, uma casa noturna famosa e um pequeno parque aquático.
Praias do centro
O centro não tem as praias mais bonitas da cidade, mas tem tudo perto e é onde fica a maior parte da vida noturna.
Iperoig (Cruzeiro) e Itaguá
A Praia do Iperoig, ou do Cruzeiro, fica no centro histórico. O portal de turismo diz que ela é mais para passear do que para nadar. Tem a feira de artesanato, shopping, parque de diversões, área de shows, pista de skate e muitos restaurantes. Itaguá continua a orla para o sul, com bares, o Aquário e as saídas de escunas. As duas são boas para caminhar no fim da tarde.
Praia Grande e Toninhas
A Praia Grande, no km 54, é a mais visitada de Ubatuba, com cerca de 1,6 km de areia fina, quiosques em toda a orla e muitos ambulantes. Os cantos (Rock Point à direita, Baguari à esquerda) recebem boas ondas. Toninhas, no km 56, tem 1,2 km de areia branca. O canto esquerdo, outro Rock Point, é dos surfistas. O direito, de mar mais calmo, é melhor para banho. A orla é urbanizada, com hotéis e restaurantes.
Praias do sul
O sul tem as enseadas de mar parado, as escunas e as melhores trilhas de praia em praia.
Lázaro, Sununga e Domingas Dias
O Lázaro, no km 64, tem areia clara, água límpida e costeiras com mata. O portal de turismo a chama de referência turística do sul de Ubatuba, com bastante opção de hospedagem e restaurante. A uns 200 metros pelo canto esquerdo fica a Sununga, conhecida internacionalmente pelo skimboard, que tem no canto direito a Gruta que Chora, uma gruta de onde a água pinga o tempo todo. Também pelo canto esquerdo do Lázaro sai a trilha curta até a Domingas Dias, que também pode ser acessada pelo Condomínio Pedra Verde. São uns 400 metros de areia, com água calma e cristalina e mata em volta. Não tem nenhuma estrutura: leve água e lanche.
Sete Fontes
A Praia das Sete Fontes tem uns 900 metros de areia branca, mar de tombo e vista para a Ilha do Mar Virado. Há ranchos de pescadores na orla e quiosques na temporada. O acesso é por uma trilha de 15 minutos, curta mas bem íngreme, que sobe do meio da Praia do Flamengo.
Enseada e Saco da Ribeira
A Enseada, no km 58, é uma das praias mais procuradas: areia batida, mar calmo, muita casa de veraneio, quiosques e restaurantes. Dali saem escunas para a Ilha Anchieta. Ao lado, o Saco da Ribeira é o porto da cidade, onde ficam a base do Parque Estadual da Ilha Anchieta e boa parte dos barcos.
Fortaleza e Cedro
A Fortaleza é uma enseada calma. O canto esquerdo, segundo o portal de turismo, tem muita variedade de peixes, tartarugas e estrelas-do-mar, o que faz dela um dos melhores lugares para snorkel em terra. Diz a tradição que serviu de abrigo a piratas e corsários. Hoje tem uma comunidade de pescadores, pousadas e restaurantes. O acesso é pela entrada da Praia Dura, no km 68, e mais 7 km de estrada asfaltada. O Cedro é uma praia deserta, de areia branca e muitas pedras, onde moradores cultivam mexilhões. Chega-se por uma trilha de uns 40 minutos que sai do canto esquerdo da Praia Grande do Bonete, ou por outra trilha a partir do canto direito da Fortaleza. O portal recomenda ir com guia local.
Lagoinha e a Trilha das 7 Praias
A Lagoinha, no km 73, tem uns 3 km de areia, emendados à Praia do Sapê, com hotéis, restaurantes, lojas e farmácias. Na costeira do lado norte ficam o Rio Lagoinha, de água cristalina, e o começo da trilha que passa pelas praias do Oeste, Peres, Bonete e Grande do Bonete em direção à Fortaleza. É a trilha que muita gente chama de Trilha das 7 Praias. Comece cedo, leve bastante água e combine a volta (de barco ou de carro) antes de sair.
Caçandoca
A Caçandoca, a 6 km de estrada de terra e cascalho a partir do km 77 da BR-101, fica dentro de uma área reconhecida como o primeiro quilombo do litoral norte, segundo o portal de turismo. A cultura quilombola continua presente no dia a dia. Há quiosques, camping e casas de temporada. No canto direito, um riacho e o começo da trilha histórica para a Caçandoquinha, a Raposa e o Saco das Bananas.
Ilha Anchieta
A Ilha Anchieta é o passeio mais completo de Ubatuba. Os barcos saem do Saco da Ribeira e da Enseada. Um operador da Enseada anunciava escuna diária de cerca de cinco horas a partir de R$ 109 por pessoa, sem o ingresso do parque. Na ilha, você visita as ruínas do presídio, que funcionou até 1955, e escolhe entre as praias. A Praia das Palmas, com quase 1 km, é a maior da ilha e a melhor para nadar, segundo a Green Haven. Chega-se a ela por uma trilha de 500 metros e dez minutos, autoguiada, ou pela alameda que sai da Praia do Sapateiro. A Trilha da Praia do Sul tem 2,2 km ida e volta, nível médio, duas horas e monitor obrigatório. O limite é de 149 pessoas por dia, e a reserva deve ser feita de dois a sete dias antes. A Praia do Leste só é acessível por barco. Dá para alugar equipamento de snorkel no parque. A Green Haven também opera a única hospedagem dentro da ilha. Para ingressos, o telefone indicado no site é +55 12 99649-2171.
Ilha das Couves
A Ilha das Couves é famosa pela água transparente. Tem duas praias. A Prainha das Couves, segundo o portal de turismo, é uma faixa pequena de areia branca, cercada de mata e pedras, com águas tranquilas e boas para mergulho. Uma trilha a liga à Praia do Japonês. A visita é controlada: no máximo 177 pessoas ao mesmo tempo, só com operadores credenciados, em turnos. Na prática, quem sai cedo de Picinguaba encontra a ilha mais vazia. No turno do meio-dia, a portaria permite 50 desembarques a mais para clientes do único restaurante que funciona na ilha.
Projeto Tamar
O Centro de Visitantes do Projeto Tamar em Ubatuba funciona desde 1991 e é a única base do projeto no estado de São Paulo. Fica na Rua Antonio Atanázio, 273, no Jardim Paula Nobre, perto do centro. Recebe, em média, 140 mil visitantes por ano. Tem seis tanques de tartarugas marinhas, seis recintos com tartarugas terrestres e de água doce, um Recinto das Albinas e um tanque principal com praia artificial e visor panorâmico, além de um museu caiçara. Abre de quinta a terça, das 9h às 17h. O ingresso custa R$ 44 (inteira), R$ 22 (meia) e R$ 110 (passaporte família para dois adultos e duas crianças). Crianças até 5 anos não pagam. Há programas como o Biólogo por um Dia, para grupos pequenos.
Aquário de Ubatuba
O Aquário fica na Rua Guarani, 859, no Itaguá. São 26 tanques, 600 animais e mais de 125 espécies, segundo o próprio aquário. Abre todos os dias, das 9h às 22h, o que faz dele uma boa opção para dia de chuva ou para a noite. A inteira custa R$ 70 e a meia, R$ 35. Crianças até 3 anos não pagam, e há pacotes família de R$ 150 a R$ 220. Não é permitido usar flash nem bater nos vidros.
Centro histórico e Sobradão do Porto
No centro, caminhe pela Praça Anchieta, onde fica o Sobradão do Porto, de 1846, e pela Praça do Cruzeiro, onde a prefeitura marca o ponto ligado à Paz de Iperoig. O Sobradão está fechado para restauro desde 2018, mas a fachada vale a parada. Aos domingos e na temporada, a feira de artesanato da orla do Cruzeiro fica cheia.
Trilhas e cachoeiras
Ubatuba tem dezenas de trilhas, de 10 minutos a um dia inteiro. As do Núcleo Picinguaba exigem agendamento e monitor, e o Guia de Áreas Protegidas lista horários e níveis de cada uma. Para começar: Domingas Dias (curta, a partir do Lázaro), Sete Fontes (curta e íngreme), Itamambuca–Brava de Itamambuca (40 minutos, dificuldade alta) e a sequência da Lagoinha até a Fortaleza (meio dia). Para cachoeiras, o Prumirim é a mais fácil, na beira da estrada. A Cachoeira da Escada fica no Camburi. Em dias de chuva forte, evite rios e cachoeiras: a água sobe muito rápido na serra.
Onde comer em Ubatuba: azul-marinho e cozinha caiçara
Resposta direta: o prato a provar em Ubatuba é o azul-marinho, um ensopado de peixe com banana verde que, segundo a Secretaria de Turismo, fica azulado por causa dos taninos da casca da banana quando cozido em panela de ferro. No inverno, a estrela é a tainha. Ao longo do ano, há casquinha de siri e de caranguejo, moquecas, badejo grelhado, arroz lambe-lambe e bolinho de taioba.
A cozinha caiçara mistura heranças indígena, africana, portuguesa e espanhola, segundo o portal de turismo. O azul-marinho tem raiz indígena, e a banana verde, cozida, tem um gosto mais parecido com mandioca do que com fruta. Uma lei municipal o declarou patrimônio histórico e cultural da cidade, como registrou o jornal local O Guaru em 2004. No inverno, a tainha migra pela costa, e a tradição manda assá-la no estilo “sobrepau”, sobre galhos de goiabeira verde, nas brasas. A tainha aparece na Festa de São Pedro Pescador e na Festa do Divino, junto com a consertada, uma bebida típica caiçara, e o café com melado. A juçara, fruto de uma palmeira da Mata Atlântica, é servida em tigela, como o açaí, em vários cafés.
Para comer bem, os quiosques da Almada, do Félix, da Fortaleza e do Lázaro servem peixe e frutos do mar de frente para a areia. As vilas de Picinguaba e Camburi têm restaurantes simples, de peixe do dia. No centro, a orla do Itaguá concentra os bares e restaurantes para a noite. Não listamos preços de refeição porque mudam muito com a temporada e não há fonte oficial atualizada.
Quanto custa viajar para Ubatuba
Resposta direta: os custos fixos que dá para calcular com precisão são a TPA (R$ 13,86 por dia para carro de fora em 2026), os ingressos dos parques (R$ 19 para brasileiros), do Tamar (R$ 44) e do Aquário (R$ 70), o passeio de escuna à Ilha Anchieta (a partir de cerca de R$ 109 por pessoa em um operador) e o ônibus de São Paulo (a partir de cerca de R$ 131 o trecho). Hospedagem e comida variam muito com a temporada: no verão e nos feriados, conte com diárias bem mais altas do que em maio ou agosto.
Exemplo de gastos com atrações para um casal em 3 dias, de carro
| Item | Cálculo | Total |
|---|---|---|
| TPA, carro, 3 dias | 3 × R$ 13,86 | R$ 41,58 |
| Projeto Tamar | 2 × R$ 44 | R$ 88 |
| Aquário de Ubatuba | 2 × R$ 70 | R$ 140 |
| Escuna para a Ilha Anchieta | 2 × R$ 109 | R$ 218 |
| Ingresso do Parque Estadual da Ilha Anchieta (brasileiros) | 2 × R$ 19 | R$ 38 |
| Total das atrações | R$ 525,58 |
Os valores foram conferidos em outubro de 2026 e não incluem hospedagem, combustível, comida nem o barco para a Ilha das Couves, cujo preço muda conforme o operador e o número de pessoas. Para comparar hospedagem, um dado real: o Nacional Inn Ubatuba, hotel pé na areia nas Toninhas, mostrava tarifa flexível a partir de R$ 565 com café da manhã quando consultamos o site. Pousadas simples custam menos, e resorts e pousadas de charme, mais.
Como economizar
- Viaje fora de dezembro a março e longe de feriados prolongados. Abril, maio, agosto e setembro costumam ter diárias mais baixas e praias vazias.
- Escolha a região certa e reduza o carro: cada travessia da cidade em temporada gasta tempo e combustível.
- Compre as diárias da TPA antecipadamente ou pague em até 30 dias depois de sair, para não ter juros. Se for só passar pela cidade, saia em menos de quatro horas e fique isento.
- Leve lanche e água para praias de trilha, como Domingas Dias, Cedro e Brava de Itamambuca, que não têm estrutura nenhuma.
- Para a Ilha das Couves, junte um grupo: barcos fretados ficam mais em conta divididos.
- Programe Tamar e Aquário para dias nublados, assim você não troca um dia bom de praia por um passeio coberto.
Roteiros de 2 a 5 dias em Ubatuba
Resposta direta: em dois dias, fique em uma região e combine uma praia de mar calmo com uma de surfe. Em três, some o centro com Tamar e Aquário. Com quatro ou cinco dias, inclua um dia inteiro na Ilha Anchieta e outro em Picinguaba com a Ilha das Couves, mais uma trilha longa, como a da Lagoinha até a Fortaleza.
Ubatuba em 2 dias
Dia 1: chegue cedo pelo sul e vá direto ao Lázaro. Faça a trilha curta até a Domingas Dias, nade, volte para almoçar no Lázaro e passe o fim da tarde na Sununga, vendo o skimboard e a Gruta que Chora. Dia 2: suba para o norte. Manhã em Itamambuca ou no Félix, almoço na Almada e pôr do sol ali mesmo. Se ainda tiver tempo, pare na Cachoeira do Prumirim no caminho de volta.
Ubatuba em 3 dias
Dias 1 e 2 como acima. No dia 3, fique no centro: Projeto Tamar pela manhã, almoço de azul-marinho, Aquário no começo da tarde, caminhada pelo Itaguá e pela Praça Anchieta, para ver o Sobradão do Porto, e jantar na orla. Se o tempo estiver bom, troque o Aquário por um banho de mar nas Toninhas, no canto direito.
Ubatuba em 4 dias
Some um dia inteiro na Ilha Anchieta. Saia de manhã do Saco da Ribeira ou da Enseada, visite as ruínas do presídio, faça a trilha curta até a Praia das Palmas para nadar e, se tiver reservado com antecedência, a Trilha da Praia do Sul com monitor. Lembre que o parque fecha às quartas para quem não está hospedado, fora da alta temporada.
Ubatuba em 5 dias
Some um dia no extremo norte. Saia cedo para Picinguaba e pegue um barco para a Ilha das Couves no primeiro turno, quando a ilha está mais vazia. Na volta, almoce na vila, faça o passeio de barco a remo pelo Rio da Fazenda ou a Trilha do Jatobá (com agendamento) e termine em Camburi. Se preferir mais caminhada, troque esse dia pela trilha da Lagoinha à Fortaleza, passando pelo Oeste, Peres, Bonete e Grande do Bonete, com o Cedro como extra.
Segurança em Ubatuba
Resposta direta: os riscos mais reais em Ubatuba são o mar (correntes em praias de tombo e de surfe), as trombas d’água em rios e cachoeiras depois de chuva forte, a BR-101 em feriado e pequenos furtos em praias cheias. Nade perto de postos de salva-vidas, evite cachoeiras com chuva na serra, saia cedo nas estradas e não deixe objetos à vista no carro.
- Praias de tombo e de surfe, como Prumirim, Puruba, Itamambuca, Vermelha do Norte e o lado esquerdo do Félix, têm arrebentação forte e correntes. Com criança, prefira o canto direito do Félix, a Almada, a Domingas Dias, a Fortaleza ou a Enseada.
- Ubatuba é uma das cidades mais chuvosas do estado. Depois de temporais, rios e cachoeiras sobem rápido. Saia da água ao primeiro sinal de mudança na cor ou no volume.
- Nas trilhas do Núcleo Picinguaba, o monitor é obrigatório em várias delas. Nas outras, comece cedo, avise alguém do roteiro e leve lanterna.
- Antes de nadar em praias urbanas, consulte o boletim de balneabilidade da Cetesb, que classifica as praias toda semana.
- Contrate barcos de operadores cadastrados e use colete. Para a Ilha das Couves, a Fundação Florestal pede que o passeio seja feito só com operadores cadastrados.
- Em praias cheias, leve só o necessário e não deixe celular e documentos sozinhos na areia.
O que levar para Ubatuba
- Repelente forte. O borrachudo é presença constante em praias com mata e rios, sobretudo no norte.
- Capa de chuva ou guarda-chuva leve, mesmo no inverno.
- Tênis ou sandália de trilha. Várias praias só se alcançam por caminhos de terra e pedra.
- Máscara e snorkel, para a Fortaleza e a Ilha Anchieta (que também aluga equipamento).
- Protetor solar, de preferência aplicado longe da água, e boné.
- Dinheiro trocado e cartão: barqueiros e quiosques pequenos nem sempre aceitam cartão. A Pousada da Praia do Félix, por exemplo, informa que não aceita cartão.
- Saco para trazer o lixo de volta das praias de trilha e das ilhas.
- Um casaco leve para as noites de inverno, quando a mínima média fica perto de 14 °C.
Destinos próximos: Paraty, Ilhabela e Caraguatatuba
Resposta direta: Paraty fica logo depois da divisa com o Rio, seguindo a BR-101 para o norte. Caraguatatuba é a vizinha do sul, por onde passa quem chega pela Tamoios. Ilhabela é alcançada de balsa a partir de São Sebastião, ao sul de Caraguatatuba. Os três combinam bem com Ubatuba em uma viagem de uma semana.
Paraty
Paraty, já no Rio de Janeiro, tem um centro histórico de casarões coloniais, passeios de escuna pela baía e cachoeiras na estrada para Cunha. Segundo a Pousada Picinguaba, a vila fica a meia hora de Paraty, o que dá ideia de como o extremo norte de Ubatuba está próximo. Veja o guia completo de Paraty. Lembre que carros emplacados em Paraty são isentos da TPA, e quem passa menos de quatro horas também não paga.
Ilhabela
Ilhabela é uma ilha montanhosa, com praias, cachoeiras e trilhas. O acesso é de balsa, saindo de São Sebastião. Em feriado, a fila pode ser longa, então vá cedo ou reserve horário quando houver essa opção. É um bate e volta possível a partir do sul de Ubatuba, mas fica mais confortável dormir pelo menos uma noite na ilha.
Caraguatatuba
Caraguatatuba é a maior cidade do litoral norte e a porta de entrada para quem desce a Tamoios. Desde 2023, o Contorno Norte permite passar ao largo da cidade a caminho de Ubatuba. Também tem praias e um trecho do Parque Estadual da Serra do Mar.
Ilha Grande e Rio de Janeiro
Para quem faz a Rio-Santos inteira, a Ilha Grande, com saídas de barco por Angra dos Reis e Conceição de Jacareí, e o Rio de Janeiro completam a viagem pelo litoral.
Onde ficar em Ubatuba: 10 hospedagens com site oficial
Resposta direta: para surfe e natureza, fique em Itamambuca ou no Félix. Para ter tudo perto, nas Toninhas ou no Itaguá. Para mar calmo e família, no Lázaro, na Lagoinha ou na Fortaleza. Para uma vila caiçara, em Picinguaba. Escolhemos dez hospedagens com site próprio. Os links levam ao site oficial de cada uma e foram verificados em 27 de outubro de 2026. Não há links de afiliados. Os serviços citados são os que cada site informa, e preços e condições podem mudar: confirme direto com a hospedagem.
Uma dica antes de reservar: se não tiver carro, prefira o centro, o Itaguá ou as Toninhas. No norte e no sul, várias hospedagens ficam dentro de condomínios ou no fim de estradinhas, e o carro faz falta.
Itamambuca Eco Resort (resort, Itamambuca)
O Itamambuca Eco Resort fica em frente à Praia de Itamambuca, numa reserva particular de 100 mil m² de Mata Atlântica, no encontro do rio com o mar, segundo o site oficial. Tem suítes Luxo, Master e Bangalô, todas com estacionamento, ar-condicionado, TV a cabo, frigobar e Wi-Fi, além de área de camping e hostel. Entre as atividades estão caiaque, stand up paddle, ioga e observação de aves, e o Spa ArmaZen fica em bangalôs de bambu e piaçava entre lagos de carpas. Telefone informado no site: (12) 3834-3000.
Pousada Canto de Itamambuca (pousada, Itamambuca)
A Pousada Canto de Itamambuca se apresenta como uma pousada de ambiente familiar, com café da manhã e estacionamento gratuito, segundo o site oficial. Um depoimento de hóspede publicado no próprio site cita a piscina e a distância até a praia: 10 minutos a pé, ou 1,5 km de carro pela avenida do condomínio. Boa opção para quem quer surfar em Itamambuca sem pagar preço de resort.
Pousada da Praia do Félix (pousada, Félix)
A Pousada da Praia do Félix diz ser a única pousada pé na areia do Félix, com 11 apartamentos e 3.000 m² de jardins, a 15 km do centro, segundo o site oficial. O check-in é às 15h e o check-out às 12h. A reserva exige sinal de 50%, o pagamento é em dinheiro ou cheque (não aceita cartão) e não são aceitos animais.
Pousada Picinguaba (pousada, Vila de Picinguaba)
A Pousada Picinguaba fica na vila de pescadores, a 40 km do centro de Ubatuba e a cerca de meia hora de Paraty, segundo o site oficial. O site conta que a comida vem da rede dos pescadores e que moradores da região abastecem o restaurante, e a casa pode ser alugada com exclusividade. Para quem quer acordar dentro do Núcleo Picinguaba e pegar o primeiro barco para a Ilha das Couves.
Nacional Inn Ubatuba (hotel, Toninhas)
O Nacional Inn Ubatuba fica na Avenida Marginal, 151, nas Toninhas, pé na areia, segundo o site oficial. A tarifa flexível começava em R$ 565 com café da manhã e Wi-Fi quando consultamos. Bom para quem quer hotel de rede com praia em frente.
Hotel Ponta das Toninhas (hotel, Toninhas)
O Hotel Ponta das Toninhas fica na Rua Dr. Ary de Carvalho, 136, a 50 metros da praia, segundo o site oficial. Tem piscina, bar, Wi-Fi, café da manhã em buffet e estacionamento. O site informa 5 km até o centro e a rodoviária e 4 km até o Aquário e o Tamar.
Ubatuba Praia Hotel (hotel, Itaguá)
O Ubatuba Praia Hotel fica na Avenida Leovigildo Dias Vieira, 1336, na orla do Itaguá, segundo o site oficial. Tem piscina com vista para o mar, café da manhã continental, estacionamento privativo monitorado 24 horas, Wi-Fi, ar-condicionado, suítes para até três pessoas e suítes adaptadas. Boa base para quem vem de ônibus e quer ficar perto do centro.
Pousada Albatroz (pousada, Lázaro)
A Pousada Albatroz fica na Rua Tapiá, 156, perto das praias do Lázaro e da Sununga, segundo o site oficial. Tem quartos e chalés, piscina com bar e café da manhã incluso. É uma boa escolha para o roteiro do sul, com Domingas Dias e Sununga a pé.
Solar do Forte (flats, Lagoinha)
O Solar do Forte fica na Rua dos Cravos, 139, na Praia da Lagoinha, segundo o site oficial. São flats de 20 m² para duas a quatro pessoas, com ar-condicionado, cozinha equipada, cama de casal e de solteiro e varanda. Há piscina, sinuca, pingue-pongue, churrasqueira e sala de TV. O site informa que fornece um travesseiro por pessoa, fronhas e lençol de baixo, e que toalhas e o restante da roupa de cama são cobrados à parte. Telefone informado: (11) 99673-5595. Fica perto do início da trilha para a Fortaleza.
A Casa do Sol e da Lua (suítes, Fortaleza)
A Casa do Sol e da Lua fica na Praia da Fortaleza, de frente para o mar, segundo o site oficial. São cinco unidades independentes, quatro suítes e um apartamento completo, cada uma para duas pessoas. Nas suítes, o hóspede prepara o próprio café da manhã. Perto há piscina natural e trilhas. Indicada para casais que querem sossego e snorkel na costeira da Fortaleza.
Vídeo: Ubatuba
O vídeo abaixo é o vídeo promocional oficial da Prefeitura de Ubatuba, publicado no canal da prefeitura no YouTube, e mostra praias, ilhas, cachoeiras e a cultura caiçara da cidade.
Perguntas frequentes sobre Ubatuba
O que fazer em Ubatuba?
Em Ubatuba, vale conhecer praias de perfis diferentes (Itamambuca para surfe, Félix e Almada para mar calmo no norte, Lázaro, Domingas Dias e Fortaleza no sul), fazer um passeio de barco à Ilha Anchieta ou à Ilha das Couves, visitar a vila de Picinguaba, o Projeto Tamar e o Aquário, tomar banho na Cachoeira do Prumirim e provar o azul-marinho, o ensopado caiçara de peixe com banana verde.
Qual é a melhor época para ir a Ubatuba?
De abril a setembro chove menos e o mar fica mais transparente. Junho, julho e agosto têm de 7 a 8 dias de chuva por mês, contra 15 a 17 no verão, segundo as normais do INMET. O verão, de dezembro a março, é mais quente e cheio, mas tem chuva frequente à tarde.
Por que Ubatuba é chamada de Ubachuva?
Porque chove muito: cerca de 2.517 mm por ano, em 154 dias, segundo as normais do INMET. A Serra do Mar fica colada ao oceano, e o ar úmido que sobe a encosta se transforma em chuva. Mesmo assim, muitas pancadas são rápidas, à tarde, e o dia seguinte pode amanhecer com sol.
Quanto custa a taxa para entrar em Ubatuba de carro?
Em 2026, a Taxa de Preservação Ambiental custa R$ 13,86 por dia para carros, R$ 3,72 para motos e R$ 20,78 para utilitários, pelo Decreto 8.949/2025. Câmeras leem a placa na entrada. Carros emplacados em cidades vizinhas e quem fica menos de quatro horas são isentos. O pagamento pode ser feito até 30 dias depois de sair, sem juros.
Como chegar a Ubatuba de São Paulo?
De carro, pela Carvalho Pinto e pela Rodovia dos Tamoios até Caraguatatuba, usando o Contorno Norte, e depois pela BR-101. Ou pela Via Dutra até Taubaté e pela Rodovia Oswaldo Cruz. De ônibus, a Pássaro Marron sai do Terminal Tietê várias vezes por dia, com viagem de cerca de cinco horas.
Como ir para a Ilha das Couves?
Pegue um barco na Praia de Picinguaba, no norte de Ubatuba. A travessia leva cerca de 15 minutos. Só operadores credenciados podem desembarcar visitantes, e a ilha recebe no máximo 177 pessoas ao mesmo tempo, em turnos. Leve seu lixo de volta, não suba nas rochas e respeite as áreas de banho delimitadas.
Quanto custa visitar a Ilha Anchieta?
O ingresso do Parque Estadual da Ilha Anchieta custa R$ 19 para brasileiros e R$ 37 na tarifa geral, e crianças até 12 anos são isentas. O barco é cobrado à parte: um operador da Enseada anunciava escuna de cerca de cinco horas a partir de R$ 109 por pessoa. O parque fecha às quartas para não hóspedes, exceto na alta temporada.
Qual a praia mais bonita de Ubatuba?
Depende do que você procura. Para água transparente, a Ilha das Couves e a Fortaleza. Para paisagem selvagem, a Praia da Fazenda e o Puruba. Para surfe, Itamambuca. Para família, o canto direito do Félix, a Almada e a Domingas Dias. Para pôr do sol, a Almada.
Quantos dias ficar em Ubatuba?
Três dias dão para uma praia do norte, uma do sul e o centro com Tamar e Aquário. Com cinco dias, você inclui a Ilha Anchieta, Picinguaba com a Ilha das Couves e uma trilha longa, como a da Lagoinha até a Fortaleza.
Qual é a comida típica de Ubatuba?
O prato símbolo é o azul-marinho, ensopado de peixe com banana verde que fica azulado por causa dos taninos da casca, quando cozido em panela de ferro. No inverno, a tainha assada “sobrepau” é a estrela das festas caiçaras. Também há casquinha de siri e de caranguejo, moquecas, arroz lambe-lambe e bolinho frito de taioba.
Ubatuba vale a pena?
Vale, sobretudo se você gosta de mato e mar juntos e não se incomoda com um pouco de chuva. Ubatuba tem mais praias do que dá para conhecer em uma viagem, duas ilhas com regras de visitação que ainda seguram a multidão, vilas caiçaras e quilombolas vivas e uma história que vai dos Tupinambá ao café. O que pesa contra é o trânsito de feriado e a distância entre as praias: escolha bem a base e viaje fora do pico. Se a ideia é seguir pelo litoral, Ubatuba combina com Paraty e a Ilha Grande, ao norte, e com São Paulo, de onde sai a maioria dos visitantes. Quem chega do Rio pode começar pelo nosso guia do Rio de Janeiro.
Fontes
- Prefeitura de Ubatuba: a cidade
- Prefeitura de Ubatuba: Taxa de Preservação Ambiental
- Eco Ubatuba: portal da TPA
- Prefeitura de Ubatuba: capacidade de carga da Ilha das Couves
- Turismo Ubatuba: praias
- Turismo Ubatuba: gastronomia
- Guia de Áreas Protegidas SP: PESM Núcleo Picinguaba
- Guia de Áreas Protegidas SP: Parque Estadual Ilha Anchieta
- Guia de Áreas Protegidas SP: ingressos
- Green Haven: concessionária do Parque Estadual Ilha Anchieta
- Fundação Projeto Tamar
- Aquário de Ubatuba: valores
- Fundart: Sobradão do Porto
- Concessionária Tamoios: nova serra
- G1: Contorno da Tamoios com acesso a Ubatuba é liberado
- Wikipédia: Ubatuba (história e normais climatológicas do INMET)
- Wikipédia: Paz de Iperoig
- Wikipédia: Confederação dos Tamoios
- Wikipédia: Parque Estadual Ilha Anchieta