Os Lençóis Maranhenses são um campo de dunas brancas no litoral leste do Maranhão onde, depois das chuvas, a água se acumula entre as dunas e forma centenas de lagoas de água doce, verdes ou azuladas. A paisagem fica dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, criado em 1981 e inscrito na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2024. Quase todo mundo chega por Barreirinhas, a cidade às margens do Rio Preguiças de onde saem os passeios de 4×4 para a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita. Quem quer mais sossego vai para Atins, uma vila de areia na foz do rio, ou para Santo Amaro do Maranhão, do lado oeste, onde as dunas começam praticamente no fim das ruas.
Este guia mostra o que fazer nos Lençóis Maranhenses com informações conferidas em outubro de 2026: como chegar a partir de São Luís, agora que Barreirinhas está sem voos comerciais regulares, quando as lagoas costumam estar cheias, as regras do ICMBio que mudaram em 2026 para trekking e veículos, a Taxa de Turismo Sustentável de Santo Amaro, os preços publicados pelas agências para cada passeio, roteiros de dois a cinco dias e dez pousadas com link para o site oficial, sem link de afiliado. Onde as fontes não batem, mostramos as versões e dizemos qual usamos.
Resumo rápido: Lençóis Maranhenses (Maranhão)
- O que é: parque nacional criado pelo Decreto 86.060, de 2 de junho de 1981, com cerca de 156 mil hectares (o número varia conforme a fonte) nos municípios de Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão e Primeira Cruz. Cerca de 90 mil hectares são dunas com lagoas formadas pela chuva. Patrimônio Mundial Natural da UNESCO desde julho de 2024.
- Portas de entrada: Barreirinhas, com mais estrutura e os circuitos da Lagoa Azul e da Lagoa Bonita; Atins, vila pequena na foz do Rio Preguiças, sem asfalto; e Santo Amaro do Maranhão, do lado oeste, para as lagoas Andorinhas, Emendadas e Betânia.
- Como chegar: voe para São Luís (SLZ) e siga cerca de 250 a 270 km por estrada até Barreirinhas, de 3 a 4 horas de carro ou van. A Azul encerrou os voos para Barreirinhas em março de 2025, e em setembro de 2026 o aeroporto da cidade continuava sem voos comerciais regulares.
- Ingresso: o parque não cobra entrada. Os passeios só podem ser feitos com veículos, motoristas e condutores credenciados pelo ICMBio; carro particular, quadriciclo e UTV são proibidos no campo de dunas.
- Taxa municipal: só Santo Amaro do Maranhão cobra a Taxa de Turismo Sustentável: R$ 10 por pessoa pela lei de 2023, que prevê reajuste anual, válida por três dias e emitida online desde maio de 2026. Barreirinhas e Atins não cobram taxa.
- Quando ir: o Ministério do Turismo indica maio a setembro. As lagoas costumam estar mais cheias de junho a agosto, mas o nível depende da chuva de cada ano. De outubro a janeiro muitas lagoas secam ou ficam rasas.
- Preços conferidos: circuito Lagoa Azul de R$ 140 a R$ 150 por pessoa; Lagoa Bonita R$ 150; passeio de barco pelo Rio Preguiças de R$ 130 a R$ 250; van compartilhada São Luís–Barreirinhas de cerca de R$ 80 a R$ 150 por trecho.
- Quantos dias: 2 dias para os dois circuitos clássicos; 3 a 4 dias para somar o Rio Preguiças, Atins ou Santo Amaro; 5 dias para incluir uma noite em Atins e um dia inteiro do lado de Santo Amaro, ou para fazer a travessia a pé.

Um pouco de história e de geologia: como se formam os Lençóis
Resposta direta: os Lençóis Maranhenses são dunas de areia trazida pelo mar e empurrada pelo vento para o interior. Na estação das chuvas, o lençol freático sobe e a água da chuva se acumula nas depressões entre as dunas, formando lagoas sem ligação com rios ou com o mar. Como as dunas andam até 25 metros por ano, as lagoas mudam de forma e de lugar de um ano para o outro. O parque foi criado em 1981 e virou Patrimônio Mundial em 2024.
O nome vem da imagem mais repetida por quem vê a região do alto: dunas brancas e lisas que parecem lençóis estendidos sobre o chão. A descrição oficial da UNESCO explica o mecanismo. Ao longo de cerca de 80 km de litoral, a maré deposita areia numa praia que tem de 600 metros a 2 km de largura. O vento, que sopra quase sempre na mesma direção, vai erodindo essa areia e moldando pequenas dunas em forma de meia-lua, as barcanas, com 50 cm a 1 metro de altura perto do mar. À medida que avançam para o interior, por cima de dunas de gerações anteriores, elas chegam a cerca de 30 metros. Essas cadeias de dunas podem ter até 75 km de comprimento e entram mais de 20 km continente adentro.
Por que as lagoas aparecem e somem
No primeiro semestre, a chuva é forte no litoral do Maranhão. A água sobe pelo lençol freático e se acumula nas baixadas entre as dunas, formando lagoas temporárias e algumas perenes. A UNESCO destaca que elas não têm entrada nem saída de água: dependem da chuva. O fundo é coberto por uma camada de algas e cianobactérias marrons ou verdes, que ajuda a explicar a variação de cores. Na estação seca, a água evapora e infiltra, e muitas lagoas desaparecem. Como as dunas migram de 4 a 25 metros por ano, segundo a mesma descrição, a lagoa do ano seguinte reaparece com outro desenho, às vezes em outro ponto. É por isso que fotos de anos diferentes do mesmo circuito podem parecer de lugares distintos.
Um deserto que não é deserto
Apesar do aspecto, a região tem clima semiúmido e chove muito em parte do ano, por isso não é tecnicamente um deserto. O parque fica numa zona de transição entre Cerrado, Caatinga e Amazônia, e o Ministério do Turismo lembra que ali aparecem espécies dos três biomas. Além das dunas, há mais de 40 mil hectares de restinga, mangues, rios e uma faixa de mar, segundo a UNESCO. O Ministério do Turismo calcula que o campo de dunas ocupa cerca de dois terços da área do parque.
A criação do parque e a área oficial
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi criado pelo Decreto 86.060, de 2 de junho de 1981, que fixou 155 mil hectares. Hoje a área aparece com números um pouco diferentes conforme a fonte: o ICMBio informa 156.608,16 hectares, o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação registra 157.173,63 hectares, a UNESCO usa 156.562 hectares e o Ministério do Turismo continua falando em 155 mil. A diferença vem de medições e bases cartográficas distintas. Neste guia usamos “cerca de 156 mil hectares”. O parque é administrado pelo ICMBio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, e as regras de visitação seguem a Portaria ICMBio 199/2017 e o plano de manejo.
Comunidades que vivem dentro do parque
Os Lençóis não são uma paisagem vazia. Quando a UNESCO inscreveu o parque, em 2024, mais de 4 mil pessoas viviam dentro dos seus limites, em povoados como Baixa Grande, Queimada dos Britos e Betânia, os oásis onde dormem os grupos que fazem a travessia a pé. O parque reconhece essas comunidades por meio de Termos de Compromisso. Na prática, quem visita a região cruza com pescadores, famílias que criam cabras e moradores que vendem tapioca e refeições nos pontos de apoio. Vale tratar esses lugares como a casa de alguém, porque é isso que eles são.
Patrimônio Mundial em 2024
Em 26 de julho de 2024, na 46ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, a UNESCO inscreveu o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses na lista do Patrimônio Mundial Natural, pela decisão 46 COM 8B.6, com base nos critérios (vii), de beleza natural excepcional, e (viii), de processos geológicos. A UNESCO considera o campo de dunas fixas e móveis o maior da América do Sul e o único no mundo com desenvolvimento tão extenso de dunas dinâmicas e lagoas.
Quando ir para os Lençóis Maranhenses: chuva, lagoas e temporada
Resposta direta: a melhor época para ver as lagoas cheias costuma ir de junho a agosto, logo depois da estação chuvosa. O Ministério do Turismo indica maio a setembro como o melhor período. Julho é o mês mais cheio, por causa das férias escolares, e agosto costuma ser o melhor equilíbrio entre água e movimento. De outubro a janeiro, muitas lagoas ficam rasas ou secam. Como o nível depende da chuva do ano, confirme com uma agência local antes de comprar a passagem.
O Ministério do Turismo resume o calendário assim: chuvas entre fevereiro e maio, seca entre junho e janeiro, e lagoas mais cheias durante e logo depois da estação chuvosa. Numa coluna publicada pelo iG Turismo em janeiro de 2026, o jornalista Vitor Vianna aconselha não ir em janeiro, quando é comum encontrar lagoas baixas, e aponta junho a agosto como pico, com agosto como escolha mais esperta e o fim de agosto e começo de setembro ainda bons. As duas fontes concordam no essencial e divergem um pouco nas pontas: o Ministério inclui maio e setembro, a coluna enfatiza agosto. A nossa leitura é simples: junho a agosto é a aposta mais segura, maio e setembro são boas apostas em anos de chuva normal.
| Período | Como costumam estar as lagoas | O que considerar |
|---|---|---|
| Fevereiro a maio | Enchendo; em abril e maio já podem estar bonitas | Estação chuvosa, com pancadas fortes; alguns trechos de estrada de areia ficam alagados |
| Junho a agosto | Mais cheias e mais coloridas | Alta temporada; julho é férias escolares e o mais cheio; reserve com antecedência |
| Setembro | Ainda com água, começando a baixar | Boa opção, com menos gente que julho |
| Outubro a janeiro | Baixas; muitas secam | Época de vento e de sol forte; bom para quem quer dunas e kitesurf, não para banho em lagoas |
Esta tabela resume o que dizem o Ministério do Turismo, a coluna do iG e as agências consultadas. Não são medições: o nível das lagoas muda de ano para ano. Em anos de pouca chuva, as lagoas podem estar baixas já em agosto; em anos chuvosos, ainda há água em outubro. Algumas agências de Atins ainda citam março a maio como época de lagoas cheias, o que vale para o fim da estação chuvosa, mas não é a regra para todo o parque.
Temperatura, sol e vento
O sol é forte o ano todo, porque a região fica perto da Linha do Equador, e a areia branca reflete a luz. No segundo semestre, o vento aumenta e ajuda a refrescar, mas também levanta areia nas dunas. O pôr do sol é o momento mais disputado dos dois circuitos de Barreirinhas, e quem quer foto sem gente costuma preferir os circuitos do lado de Santo Amaro ou de Atins.
Feriados e lotação
Julho, o Réveillon, o Carnaval e os feriados prolongados lotam Barreirinhas. Pousadas, vans saindo de São Luís e os passeios mais procurados esgotam antes. O ICMBio também trabalha com números balizadores por atrativo: no quadro de ordenamento da visitação, a Lagoa Bonita, por exemplo, tem estacionamento previsto para 150 veículos, o que limita quantos carros param ao mesmo tempo. Se puder, viaje no meio da semana e fuja das datas de pico.
Para mais detalhes sobre o calendário, veja o nosso texto sobre a melhor época para ver as lagoas dos Lençóis Maranhenses.
Como chegar aos Lençóis Maranhenses: São Luís, Barreirinhas e Parnaíba
Resposta direta: o caminho mais comum é voar para São Luís (SLZ) e seguir de van, ônibus ou carro até Barreirinhas, numa viagem de cerca de 250 a 270 km e 3 a 4 horas pela BR-135 e pela MA-402. Desde março de 2025 não há voos comerciais regulares para Barreirinhas. Quem faz a Rota das Emoções pode chegar pelo lado do Piauí, voando para Parnaíba (PHB), ou vir de Jericoacoara, no Ceará, por terra.
De avião até São Luís
O Aeroporto Internacional de São Luís, o Marechal Cunha Machado, é a porta de entrada principal, com voos de várias capitais brasileiras. Barreirinhas tem aeroporto, mas a Azul encerrou a rota em março de 2025. Em setembro de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que o terminal opera só com aviação geral e voos fretados e que está em obras de modernização dentro do programa AmpliAR, com a promessa de receber voos regulares no futuro. Até que uma companhia anuncie a volta, conte com São Luís ou Parnaíba.
De São Luís a Barreirinhas por estrada
A estrada sai de São Luís pela BR-135 até Bacabeira e segue pela MA-402, conhecida como Estrada dos Lençóis, até Barreirinhas. Parte desse traçado já é tratada como federal, a BR-402. A distância aparece como 250, 255, 260 ou 270 km conforme a fonte, e o tempo de viagem fica entre três e quatro horas de carro, um pouco mais de van, por causa dos embarques e da parada no caminho. A estrada é asfaltada, mas o trecho mais castigado fica entre o entroncamento de Santo Amaro e Barreirinhas, a última hora de viagem: em maio de 2026 houve protesto por causa dos buracos, e o DNIT fez reparos que ainda estavam em andamento, segundo o Rota Insider. Espere remendos e trechos em obra.
- Van compartilhada (transfer): é a opção mais usada. A Rota Combo, por exemplo, cobra R$ 132 por pessoa por trecho na temporada 2026, com saídas diárias de São Luís entre 6h20 e 8h. O guia Rota Insider registrou de R$ 80 a R$ 150 por pessoa em outubro de 2026. Reserve com antecedência e informe o número do voo.
- Transfer privativo: a mesma Rota Combo anuncia R$ 1.072 para até três pessoas e R$ 1.300 para quatro ou cinco, por trecho. O Rota Insider cita de R$ 600 a R$ 1.700 por carro.
- Ônibus: saem da rodoviária de São Luís de manhã, no começo da tarde e à noite, a partir de cerca de R$ 70, segundo o Rota Insider. Não esperam voo atrasado, e os da noite chegam a Barreirinhas tarde. Confirme os horários na compra.
- Carro alugado: funciona para chegar a Barreirinhas e circular pela cidade, mas não serve para entrar no parque. Dentro dos Lençóis só rodam veículos credenciados. Evite dirigir à noite na estrada.
De Barreirinhas a Atins
Atins fica na foz do Rio Preguiças, cerca de 38 km rio abaixo. Há três jeitos de chegar. A lancha rápida, a voadeira, faz o trajeto em cerca de uma hora e sai da Avenida Beira Rio; o Rota Insider registrou tarifas de R$ 120 e R$ 150 por pessoa em outubro de 2026. O barco que para em Vassouras, Mandacaru e Caburé leva cerca de quatro horas e funciona como passeio e transporte ao mesmo tempo. E há o 4×4 credenciado, que vai pela estrada externa e pela praia em uma hora e meia a duas horas, conforme a maré; a opção mais barata é a jardineira, um caminhão 4×4 coletivo de cerca de R$ 40. Desde julho de 2026, o ICMBio deixou claro que essa rota externa é o único acesso terrestre autorizado entre Barreirinhas e Atins: atravessar o campo de dunas com veículo próprio ou não credenciado dá multa e apreensão.
De Barreirinhas e de São Luís a Santo Amaro
Santo Amaro do Maranhão fica do lado oeste do parque. A agência Vale dos Lençóis informa 95 km de asfalto entre Barreirinhas e Santo Amaro, cerca de uma hora e meia de viagem. O acesso final é a rodovia MA-320, com pouco mais de 30 km, que sai da BR-402 e chega a Santo Amaro; ela foi asfaltada e inaugurada pelo governo do Maranhão em junho de 2018, segundo o G1. A página do Ministério do Turismo ainda fala em 46 km de estrada de areia, só para 4×4 com snorkel, o que está desatualizado. Dez meses depois da entrega, o G1 já mostrava buracos na pista; vale perguntar à pousada sobre as condições da estrada antes de ir.
Pela Rota das Emoções: Jericoacoara, Delta do Parnaíba e Lençóis
Os Lençóis são a ponta oeste da Rota das Emoções, o roteiro que liga Jericoacoara, no Ceará, o Delta do Parnaíba, no Piauí, e os Lençóis Maranhenses. Muitas agências fazem o trecho de 4×4 entre Jeri e Barreirinhas, passando pelo Delta e por Paulino Neves, onde ficam os chamados Pequenos Lençóis. Quem faz o caminho completo costuma chegar por Fortaleza ou Jericoacoara e sair por São Luís, ou o contrário. O nosso guia de Jericoacoara e o guia de Fortaleza cobrem o lado do Ceará, e há dicas de como chegar em Parnaíba vindo de Barreirinhas e sobre o que fazer em Paulino Neves.
Como se locomover nos Lençóis: 4×4 credenciado, barco e a pé
Resposta direta: dentro do parque, você se desloca em caminhonetes 4×4 adaptadas e credenciadas pelo ICMBio, a pé com condutor ou de barco pelo Rio Preguiças. Não é permitido entrar com carro particular, quadriciclo, moto, buggy ou UTV. Em Barreirinhas, a cidade se percorre a pé ou de mototáxi; Atins é toda de areia, e lá o transporte é a pé ou de quadri-táxi.
Os passeios de 4×4
As famosas “jardineiras” e caminhonetes com bancos na caçamba levam os grupos de Barreirinhas até as lagoas. O trajeto até a Lagoa Azul começa com a travessia do Rio Preguiças de balsa e segue por trilhas de areia e áreas alagadas da restinga. Quem tem problema de coluna deve saber que o caminho sacode bastante. Os passeios são vendidos por agências da cidade e pelas pousadas, em grupo ou privativos.
Barco pelo Rio Preguiças
O rio liga Barreirinhas a Atins e é a estrada natural dos povoados de Vassouras, Mandacaru e Caburé. As voadeiras fazem o passeio com paradas e também funcionam como transporte para quem vai se hospedar em Atins.
A pé
O Ministério do Turismo informa que contratar condutor de visitantes não é obrigatório, mas é altamente recomendado, principalmente para quem não sabe se orientar em ambientes naturais. O quadro de ordenamento do ICMBio admite acesso a pé a todos os atrativos abertos. Mas há regras: a travessia exige reserva prévia nos pontos de apoio e registro de entrada pelo QR Code de trekking do ICMBio, e os grupos de trekking têm limite de 10 pessoas por condutor. Não há sinal de celular na maior parte do parque, as dunas mudam de forma e não existem trilhas marcadas. Caminhadas curtas perto das bordas, como as que saem a pé de Santo Amaro, são viáveis por conta própria; qualquer coisa maior pede condutor.
Na cidade e nas vilas
Barreirinhas é pequena e plana; a Avenida Beira Rio concentra restaurantes, agências e o embarque dos barcos. Em Atins não há asfalto, e a maioria das pousadas fica de 5 a 15 minutos a pé do centro, segundo o Rota Insider; os quadri-táxis cobram de R$ 10 a R$ 20 por corrida. Leve chinelo e uma mochila que você consiga carregar na areia. Para conhecer Barreirinhas a pé, veja o nosso guia de Barreirinhas, em inglês.
Regras do parque e taxas: o que mudou em 2026
Resposta direta: o ICMBio não cobra ingresso no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. O que você paga são os serviços das agências credenciadas e, em Santo Amaro do Maranhão, a Taxa de Turismo Sustentável municipal, de R$ 10 por pessoa pela lei de 2023. Em 2026, o parque endureceu as regras: trekking com reserva obrigatória nos pontos de apoio e no máximo 10 pessoas por condutor, kit para dejetos humanos em caminhadas com pernoite, proibição de vidro e fogueiras e fiscalização reforçada contra veículos não credenciados.
O que é proibido dentro do parque
As orientações ao visitante do ICMBio, que seguem a Portaria ICMBio 199/2017 e o plano de manejo, listam as proibições principais. Vale ler antes de ir, porque algumas surpreendem quem chega de outros destinos de praia.
- Passeios com veículos particulares. O transporte de visitantes só pode ser feito por veículos, motoristas e condutores credenciados.
- Entrada de motos, buggies, quadriciclos, UTVs e outros veículos não autorizados, além de enduros e ralis.
- Trânsito de qualquer veículo motorizado sobre o campo de dunas livre.
- Venda, porte e consumo de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas.
- Fogueiras, churrasqueiras e fogareiros.
- Entrada de animais domésticos.
- Garrafas e recipientes de vidro, segundo o Ofício Circular 5/2026.
Na prática, isso significa deixar a cerveja na pousada, levar água em garrafa plástica ou squeeze e trazer de volta todo o lixo. A proibição de álcool costuma pegar de surpresa quem imagina um pôr do sol com espumante na duna: dentro do parque, isso não é permitido.
As regras de trekking em vigor desde 1º de maio de 2026
O Ofício Circular 5/2026, assinado pela chefia do parque em 1º de abril de 2026, criou diretrizes obrigatórias para caminhadas e trekking a partir de 1º de maio. Para trilhas de longo curso, como a Travessia dos Lençóis entre Atins, Baixa Grande, Queimada dos Britos e Betânia, é obrigatório reservar antes os pontos de apoio comunitários e carregar o comprovante, que a fiscalização pode pedir a qualquer momento. Os grupos têm limite de 10 pessoas por condutor. Em qualquer caminhada com pernoite, cada grupo deve levar pelo menos um coletor de dejetos humanos adequado ao tamanho do grupo. O quadro de ordenamento do ICMBio acrescenta o registro de entrada obrigatório pelo QR Code de trekking e caminhadas do parque.
Veículos e o acesso a Atins
Em 11 de julho de 2026, o Ofício Circular 16/2026 reforçou que é proibido circular com veículos particulares ou não credenciados pelo campo de dunas, incluindo UTVs e quadriciclos de turismo. O documento também definiu a estrada externa tradicional, que corre por fora dos limites do parque, como o único caminho terrestre autorizado entre Barreirinhas e Atins. A fiscalização promete multas e apreensão imediata dos veículos, com base na Lei 9.605/1998 e no Decreto 6.514/2008, e atenção especial a visitantes que tentam se passar por moradores para entrar sem condutor.
Comissões proibidas
Segundo o portal Imaranhão, o ICMBio determinou que, a partir de 2026, guias, motoristas e donos de veículos credenciados não podem cobrar nem receber comissão por levar turistas a restaurantes e outros empreendimentos dentro do parque, que pertencem a moradores tradicionais. Se o seu motorista insistir em um restaurante específico, você pode escolher outro.
Horários de visita: as fontes divergem
A página do Ministério do Turismo sobre o parque informa funcionamento diário das 8h às 18h. Já o quadro de ordenamento da visitação do ICMBio, documento operacional mais recente e mais detalhado, autoriza atividades ao nascer do sol, de manhã, à tarde, no pôr do sol e, em vários atrativos, à noite, e diz que as atividades podem ocorrer ao longo das 24 horas, conforme cada atrativo. É por isso que as agências vendem passeios de pôr do sol com volta às 19h e até contemplação de lua cheia com retorno às 21h. Para o visitante, o que manda é o horário do passeio contratado com a agência credenciada.
Condutor é obrigatório?
Também aqui há nuance. O Ministério do Turismo diz que o condutor não é obrigatório, mas é altamente recomendado. Na prática, como só veículos credenciados entram no parque, quase todo visitante entra com motorista e guia da agência. Para caminhadas longas, como a travessia, as regras de 2026 tratam o condutor como parte do grupo, com limite de 10 pessoas por condutor. Sem sinal de celular e com dunas que mudam de lugar, não vale a pena economizar nisso.
A Taxa de Turismo Sustentável de Santo Amaro
Santo Amaro do Maranhão é o único dos municípios do parque que cobra taxa de turista. A Lei Municipal 329/2023, publicada no Diário Oficial do município em 19 de abril de 2023, criou a Taxa de Turismo Sustentável de R$ 10 por visitante, que dá direito a três dias de acesso aos atrativos. A lei prevê reajuste anual pelo IPCA e cobra R$ 150 de quem chega de motorhome, também por três dias. Estão isentos pessoas com deficiência, menores de 12 e maiores de 60 anos, nascidos em Santo Amaro e Primeira Cruz, moradores de Santo Amaro e parentes de primeiro grau deles. A cobrança chegou a ser suspensa e foi retomada em julho de 2024, segundo o G1. Desde 18 de maio de 2026, a taxa pode ser emitida pela internet no sistema indicado pela prefeitura, conforme o portal Cazumbá e a agência Jericar. Leve documento que comprove idade, se for o caso de isenção. Como a lei prevê reajuste anual pelo IPCA e não encontramos o valor atualizado para 2026 publicado pela prefeitura, confira o valor na hora de emitir a taxa.
Barreirinhas e Atins não cobram taxa
Em 2023 circulou a informação de que Barreirinhas passaria a cobrar taxa de turistas. A prefeitura desmentiu, segundo o jornal O Imparcial. Até outubro de 2026, não encontramos nenhuma taxa municipal em vigor em Barreirinhas ou em Atins, que é um povoado de Barreirinhas.
O que fazer nos Lençóis Maranhenses: os passeios principais
Resposta direta: os passeios mais procurados saem de Barreirinhas: o Circuito Lagoa Azul, de manhã, o Circuito Lagoa Bonita, à tarde, e o passeio de lancha pelo Rio Preguiças até Vassouras, Mandacaru e Caburé. De Atins, os destinos são o Canto do Atins, as lagoas da região e o kitesurf. De Santo Amaro, saem os circuitos das lagoas Andorinhas, Emendadas e Betânia. Para quem tem fôlego, a travessia a pé de Atins a Santo Amaro dura de três a cinco dias.
O parque tem dezenas de atrativos abertos, e o nome das lagoas muda de ano para ano, porque as próprias lagoas mudam. O quadro de ordenamento do ICMBio organiza a visitação por polos: Lagoa Azul e Lagoa Bonita, a partir da guarita de Santo Antônio, perto de Barreirinhas; Atins e Canto do Atins; Santo Amaro, com Betânia, Emendadas e Rancharia; Ponta Verde e Travosa; e Primeira Cruz. A seguir, os passeios em ordem de procura, com os preços que as agências publicaram em outubro de 2026.
Circuito Lagoa Azul
É o passeio mais clássico de Barreirinhas. A caminhonete 4×4 cruza o Rio Preguiças de balsa e segue cerca de 10 km por trilhas de areia, uns 40 minutos, até a borda das dunas. A partir daí, o condutor guia uma caminhada de duna em duna por várias lagoas, com tempo para banho. A agência Vale dos Lençóis faz o passeio regular das 9h às 13h20 por R$ 140 por pessoa; a Kairós Turismo publica R$ 150. A área tem estrutura para estacionamento e, segundo o ICMBio, é um dos atrativos onde podem acontecer eventos autorizados, como cafés da manhã e piqueniques. Ao lado fica a Lagoa da Lua, acessível só a pé a partir do estacionamento da Lagoa Azul.
Circuito Lagoa Bonita
O outro clássico, feito à tarde. O trajeto de 4×4 tem cerca de 20 km e uma hora até a base das dunas, onde uma escadaria ajuda a subir a primeira duna, num dos pontos mais altos da região, com vista ampla do campo de dunas. Depois, a caminhada passa por várias lagoas até o pôr do sol. A Vale dos Lençóis faz das 14h às 19h por R$ 150 por pessoa, o mesmo valor publicado pela Kairós. O quadro do ICMBio cita barracas de tapioca na área de apoio da escadaria. Quem quer fazer os dois circuitos no mesmo dia pode contratar o combinado com almoço no povoado de Mata Fome; a Vale dos Lençóis publica R$ 1.850 por carro privativo para até seis pessoas, das 9h às 19h.

Para comparar os dois circuitos com mais detalhes, veja o nosso texto em inglês sobre Lagoa Azul ou Lagoa Bonita.
Passeio de lancha pelo Rio Preguiças: Vassouras, Mandacaru e Caburé
É o passeio que mostra a outra face da região: rio, mangue, os Pequenos Lençóis e o encontro com o mar. A lancha voadeira desce o Rio Preguiças por cerca de 40 minutos até Vassouras, onde há dunas menores, um ponto de apoio e, dependendo da época, lagoas para banho. Se aparecer algum bicho, não ofereça comida. A parada seguinte é Mandacaru, onde fica o Farol Preguiças, e o passeio termina em Caburé, uma faixa de areia entre o rio e o mar, com restaurantes para o almoço. A Vale dos Lençóis cobra R$ 150 por pessoa, das 8h30 às 15h30; a Kairós publica R$ 130; a Levada Turismo anuncia o roteiro de dia inteiro a partir de R$ 250. A diferença entre os preços tem a ver com o tipo de barco, a duração e o que está incluído.
Farol Preguiças, em Mandacaru
O Farol Preguiças, também chamado de Farol do Mandacaru, é administrado pela Marinha do Brasil. A torre de concreto branca com faixas pretas tem 35 metros, foi inaugurada em 1940 e substituiu uma estrutura de 1909, segundo a Wikipédia. A agência Vale dos Lençóis fala em 160 degraus até o topo, de onde se vê o encontro do rio com o mar e as dunas dos Pequenos Lençóis. A Wikipédia informa visitação diária das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h. Não encontramos fonte oficial atual sobre cobrança para subir; confirme no local.

Atins e o Canto do Atins
Atins é um povoado de Barreirinhas na foz do Rio Preguiças, com ruas de areia, pousadas pequenas, escolas de kitesurf e acesso rápido às dunas do lado leste do parque. Quem fica em Barreirinhas pode ir num passeio de dia inteiro: a Vale dos Lençóis faz o trajeto de 4×4 de cerca de 30 km, com parada na foz do rio, caminhada pelas lagoas do Canto do Atins e almoço de camarão grelhado num dos restaurantes rústicos da região, como os do Seu Antônio ou da Dona Luzia, por R$ 250 por pessoa, das 8h às 16h, almoço à parte. A Kairós publica R$ 200 para o seu passeio de dia inteiro a Atins, de 4×4 pelas dunas. Quem dorme em Atins, porém, aproveita a melhor parte: as lagoas na hora do nascer e do pôr do sol, sem o movimento dos circuitos de Barreirinhas.
Pelo quadro do ICMBio, a guarita do Canto de Atins dá acesso a atrativos como a Praia dos Lençóis, a Lagoa Tropical, a Lagoa da Esmeralda, a Lagoa das Sete Mulheres, a Lagoa Maria Vitória, a Lagoa da Gaivota, a Lagoa do Gavião e a Lagoa da Pininga. A Praia dos Lençóis e a Cachoeira do Guajiru são classificadas como áreas sensíveis, pela presença de animais silvestres e de paleomangues, e o trecho de praia entre Atins e o Canto exige registro pelo QR Code do ICMBio para quem vai a pé.
Kitesurf em Atins e nas lagoas
O vento constante transformou Atins num dos destinos de kitesurf do Brasil, com escolas e pousadas voltadas para o esporte. Dentro do parque, o kitesurf só pode ser praticado nos lugares autorizados. O quadro do ICMBio indica a Lagoa da Pininga, no polo de Atins, como preferencial para kitesurf, e lista também a Lagoa do Kite, no Canto do Atins, e o Lago de Santo Amaro, onde há caiaque, canoagem e stand up paddle. Fora do parque, o kite acontece no mar e no rio. Contrate aulas só com escolas estabelecidas e confirme onde a sessão vai acontecer.
Santo Amaro do Maranhão: Andorinhas, Emendadas e Betânia
Santo Amaro fica do lado oeste do parque, e a sensação é diferente: as dunas começam perto da cidade e o Rio Alegre corta a paisagem. A Lagoa das Andorinhas é a mais famosa e tem estrutura para receber veículos, com dois estacionamentos de 70 veículos cada, segundo o ICMBio. A Lagoa das Emendadas fica na zona primitiva do parque e só pode ser alcançada a pé a partir do estacionamento. No povoado de Betânia, às margens do Rio Alegre, há restaurante e pernoite para quem faz a travessia; quando o rio está alto, o acesso pode exigir um barco curto. Quem tem só um dia pode ir de Barreirinhas: a Vale dos Lençóis vende o circuito Barreirinhas–Santo Amaro, das 8h às 19h30, por R$ 320 por pessoa em grupo, ou a partir de R$ 2.600 no privativo para até quatro pessoas, com almoço em Betânia à parte. Lembre de pagar a Taxa de Turismo Sustentável.

O quadro do ICMBio lista ainda outros circuitos a partir de Santo Amaro: a Lagoa das Américas e a Lagoa da Jangada, acessadas de barco pelo porto da cidade; a região de Rancharia e Patacas, com vocação para caminhadas; e, mais a leste, os circuitos de Ponta Verde e Travosa. Para menos multidão, o nosso guia em inglês das lagoas menos lotadas dos Lençóis traz outras opções.
A travessia dos Lençóis a pé
É a experiência mais intensa do parque: cruzar o campo de dunas a pé de Atins até Santo Amaro, ou no sentido contrário, dormindo em redes nos oásis de Baixa Grande, Queimada dos Britos e Betânia, onde famílias recebem os grupos. A duração vai de três a cinco dias. A distância varia conforme a fonte e o roteiro: o blog da Rota Combo fala em 45 a 77 km, com a versão de quatro dias da Caetés Expedições em torno de 46 km, enquanto a Habitat Expedições cita de 70 a 80 km. Na areia fofa, o ritmo cai para 2 a 3 km por hora, e algumas dunas passam de 40 metros, segundo a Rota Combo, número acima dos 30 metros que a UNESCO usa como altura típica das maiores barcanas.
O ICMBio fixou números balizadores para os oásis: 620 visitantes por dia e 465 pernoites em Baixa Grande e 415 por dia e 385 pernoites em Queimada dos Britos. Em outubro de 2026, a Rota Combo citava a Caetés Expedições cobrando R$ 3.925 por pessoa para um grupo de quatro, ou R$ 9.422 para quem vai sozinho, em quatro dias com lancha, 4×4, condutor, redário e refeições. Um relato de julho de 2025 citado pelo mesmo blog gastou de R$ 250 a R$ 300 por pessoa por dia, fora o transporte, contratando por conta própria. A época mais indicada é de junho a setembro, com lagoas cheias e pouca chuva. Siga as regras de 2026: reserva dos pontos de apoio, condutor credenciado, registro de entrada, kit de dejetos, nada de vidro e nada de fogueira.
Pôr do sol e noite nas dunas
O pôr do sol é o grande momento dos Lençóis, e o ICMBio permite atividades noturnas em vários atrativos. A Vale dos Lençóis vende um passeio de fim de tarde com contemplação da lua cheia ou do céu estrelado, das 16h às 21h, com jantar à parte em Mata Fome, por R$ 1.300 no carro privativo para até seis pessoas. O quadro do ICMBio diz que astroturismo sem montagem de estrutura não é considerado evento e pode acontecer nos períodos permitidos. Já cafés da manhã, piqueniques, luais e jantares montados nas dunas são eventos, só podem acontecer em atrativos com estrutura e precisam de autorização pelo portal Gov.br.
Boiacross no Rio Formiga e outros passeios fora do parque
Nem tudo acontece no campo de dunas. A Vale dos Lençóis leva grupos ao povoado de Cardosa, a 34 km de Barreirinhas, para descer o Rio Formiga de boia por cerca de uma hora, entre palmeiras e mata ciliar, por R$ 120 por pessoa, das 8h30 às 12h30. No ponto de apoio, servem tapioca e tiquira, a cachaça de mandioca do Maranhão. A mesma agência faz um passeio de quadriciclo com guia pela área dos Pequenos Lençóis, com 45 km de trilhas até Caburé, por R$ 650 por quadriciclo para até duas pessoas. Atenção: esse passeio acontece fora do campo de dunas do parque nacional, onde quadriciclos são proibidos. Quem quer conhecer os Pequenos Lençóis com calma pode seguir até Paulino Neves, a leste.
O que comer nos Lençóis Maranhenses
Resposta direta: a comida da região é simples e boa: peixe e camarão grelhados, galinha caipira, tapioca e, no Maranhão em geral, o arroz de cuxá e o suco de juçara. Dentro do parque, as refeições são servidas por moradores em pontos como Mata Fome, perto da Lagoa Bonita, Betânia, do lado de Santo Amaro, e os restaurantes rústicos do Canto do Atins, famosos pelo camarão. Em Barreirinhas, a Avenida Beira Rio concentra a maior parte dos restaurantes.
Nos passeios, o almoço quase nunca está incluído no preço, e cada parada tem a sua especialidade. Quem faz os dois circuitos clássicos no mesmo dia para em Mata Fome, onde a Vale dos Lençóis descreve um restaurante rústico com galinha caipira, camarão ou peixe grelhado e redes para descansar depois. No passeio de dia inteiro a Atins, a parada é num dos restaurantes do Canto do Atins, onde o prato é o camarão grelhado. No passeio pelo Rio Preguiças, o almoço é em Caburé. Do lado de Santo Amaro, o almoço é em Betânia, à beira do Rio Alegre.
Sabores do Maranhão
Algumas coisas valem a pena provar em qualquer lugar do estado. O arroz de cuxá leva vinagreira, gergelim e camarão seco e é o prato mais associado à cozinha maranhense. A juçara, como os maranhenses chamam o açaí da região, costuma ser servida pura ou com farinha e peixe ou camarão, e não com granola, como no Sudeste. O Guaraná Jesus, cor-de-rosa e muito doce, é o refrigerante do estado. E a tiquira, aguardente de mandioca, aparece em pontos de apoio fora do parque, como no fim do boiacross no Rio Formiga. Lembre que, dentro do parque, bebidas alcoólicas são proibidas.
Tapioca nas dunas
O quadro de ordenamento do ICMBio menciona barracas de tapioca na estrutura de apoio da escadaria da Lagoa Bonita e na de Testa Branca. É o lanche típico entre um banho de lagoa e outro, mas não conte com elas em todos os circuitos. Leve água e um lanche leve na mochila, em embalagens que você traga de volta.
Comer em Barreirinhas e em Atins
Em Barreirinhas, a orla do Rio Preguiças tem restaurantes de peixe, pizzarias e lanchonetes, e várias pousadas têm restaurante aberto ao público. Atins tem menos opções, mas a gastronomia ganhou espaço com as pousadas boutique. Em ambos, os preços sobem na alta temporada. Para dicas de restaurantes, veja o nosso texto em inglês sobre onde comer nos Lençóis Maranhenses.
Segurança nos Lençóis Maranhenses
Resposta direta: os riscos dos Lençóis são de natureza, não de violência: sol forte, desidratação, desorientação nas dunas, afogamento em lagoas mais fundas e acidentes com veículos não credenciados. Vá sempre com agência e condutor credenciados, leve bastante água, use protetor e roupa leve de manga comprida, não se afaste do grupo e não entre no parque com veículos particulares.
Sol, calor e água
A areia branca reflete a luz e o sol perto do Equador é forte. Leve protetor solar, óculos escuros, chapéu e água. Nos circuitos, você caminha subindo e descendo dunas, às vezes por mais de uma hora, sem sombra. A nossa sugestão é levar pelo menos um litro e meio de água por pessoa num passeio de meio período, e mais se for caminhar por mais tempo. Na travessia, a desidratação é o risco principal.
Orientação: as dunas mudam
Não existem trilhas fixas no campo de dunas, e as lagoas mudam de lugar. O Ministério do Turismo avisa que não há sinal de celular no parque. É fácil perder a referência ao descer a duna para a próxima lagoa, especialmente no fim da tarde. Combine com o condutor o ponto e o horário de encontro e não se afaste sozinho.
Lagoas e rio
A maioria das lagoas é rasa nas bordas, mas algumas ficam fundas no meio, e a profundidade muda ao longo do ano. Não mergulhe de cabeça, fique de olho nas crianças e evite nadar depois de comer muito. No Rio Preguiças e na foz em Atins há correnteza e tráfego de lanchas.
Veículos e quadriciclos
O ICMBio proibiu o tráfego de veículos particulares, UTVs e quadriciclos no campo de dunas e reforçou a fiscalização em 2026. Além da multa e da apreensão do veículo, a circulação nesse ambiente é perigosa, segundo o próprio órgão. Desconfie de quem oferece passeio de quadriciclo pelas dunas do parque.
Na cidade
Barreirinhas e Atins são tranquilas, mas valem os cuidados de sempre: não deixe objetos à vista na areia e prefira se locomover acompanhado à noite em ruas sem iluminação. Na estrada entre São Luís e Barreirinhas, há buracos e reparos em andamento no trecho final; evite dirigir à noite.
Quanto custa viajar para os Lençóis Maranhenses em 2026
Resposta direta: os passeios clássicos de Barreirinhas custam de R$ 140 a R$ 150 por pessoa cada um, o passeio de barco pelo Rio Preguiças de R$ 130 a R$ 250, e o dia inteiro em Atins ou em Santo Amaro de R$ 200 a R$ 320. O transfer compartilhado de São Luís a Barreirinhas sai por cerca de R$ 80 a R$ 150 por trecho. O parque não cobra ingresso; só Santo Amaro cobra taxa municipal, de R$ 10 pela lei de 2023.
Os valores abaixo foram publicados pelas próprias agências e guias de viagem e conferidos em outubro de 2026. Preços de passeios e transporte mudam com a temporada e com o tamanho do grupo; use a tabela como referência e confirme na hora de reservar.
| Item | Preço em 2026 | Observação |
|---|---|---|
| Ingresso do Parque Nacional | Grátis | O ICMBio não cobra visitação; você paga os serviços das agências credenciadas |
| Taxa de Turismo Sustentável de Santo Amaro | R$ 10 por pessoa | Valor da Lei 329/2023, com reajuste anual previsto; vale três dias; isenções para menores de 12, maiores de 60 e PcD |
| Circuito Lagoa Azul (grupo) | R$ 140 a R$ 150 por pessoa | Vale dos Lençóis R$ 140, Kairós R$ 150; meio período |
| Circuito Lagoa Bonita (grupo) | R$ 150 por pessoa | Vale dos Lençóis e Kairós; tarde, com pôr do sol |
| Lagoa Azul e Lagoa Bonita no mesmo dia (privativo) | R$ 1.850 por carro | Vale dos Lençóis, até 6 pessoas; almoço à parte |
| Rio Preguiças de lancha (Vassouras, Mandacaru, Caburé) | R$ 130 a R$ 250 por pessoa | Kairós R$ 130, Vale dos Lençóis R$ 150, Levada a partir de R$ 250 |
| Dia inteiro em Atins de 4×4 | R$ 200 a R$ 250 por pessoa | Kairós R$ 200, Vale dos Lençóis R$ 250; almoço à parte |
| Circuito Santo Amaro saindo de Barreirinhas | R$ 320 por pessoa | Vale dos Lençóis, em grupo; privativo a partir de R$ 2.600 para até 4 |
| Boiacross no Rio Formiga | R$ 120 por pessoa | Vale dos Lençóis; fora do parque |
| Quadriciclo nos Pequenos Lençóis | R$ 650 por quadriciclo | Até 2 pessoas, com guia; fora do campo de dunas do parque |
| Van compartilhada São Luís–Barreirinhas | R$ 80 a R$ 150 por trecho | Rota Combo R$ 132; faixa de R$ 80 a R$ 150 segundo o Rota Insider |
| Transfer privativo São Luís–Barreirinhas | R$ 600 a R$ 1.700 por carro | Rota Combo: R$ 1.072 para até 3 pessoas e R$ 1.300 para 4 ou 5 |
| Ônibus São Luís–Barreirinhas | A partir de cerca de R$ 70 | Saídas da rodoviária de São Luís; confira horários |
| Lancha Barreirinhas–Atins | R$ 120 a R$ 150 por pessoa | Exemplos do Rota Insider em outubro de 2026; cerca de 1 hora |
| Jardineira 4×4 Barreirinhas–Atins | Cerca de R$ 40 por pessoa | Caminhão coletivo, cerca de 2 horas; depende da maré |
| Travessia a pé com operadora (4 dias) | R$ 3.925 por pessoa | Caetés Expedições, grupo de 4, citado pela Rota Combo em 10/10/2026; R$ 9.422 para 1 pessoa |
| Travessia por conta própria | R$ 250 a R$ 300 por pessoa por dia | Relato de julho de 2025 citado pela Rota Combo; sem transporte |
Pela nossa estimativa, com base nesses preços, um casal que passa três noites em Barreirinhas e faz Lagoa Azul, Lagoa Bonita e o Rio Preguiças em grupo gasta cerca de R$ 860 a R$ 880 em passeios para os dois, mais uns R$ 264 por pessoa no transfer compartilhado de ida e volta de São Luís, pelo preço da Rota Combo, sem contar hospedagem, refeições e passagem aérea. É uma conta aproximada, feita por nós somando os valores da tabela, não um preço oferecido por agência.
Como economizar
Viaje fora de julho e dos feriados, quando pousadas e passeios cobram menos e há mais vagas. Faça os passeios em grupo, não privativos. Combine o transfer de São Luís com a agência que vai fazer os passeios, porque algumas oferecem pacotes. E considere passar uma ou duas noites em Atins ou Santo Amaro: você economiza o deslocamento de 4×4 de ida e volta e chega às lagoas a pé ou em trajetos curtos.
Roteiros nos Lençóis Maranhenses: de 2 a 5 dias
Resposta direta: com dois dias, faça a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita a partir de Barreirinhas. Com três, acrescente o passeio de lancha pelo Rio Preguiças. Com quatro, durma uma noite em Atins ou faça o dia em Santo Amaro. Com cinco, divida a estada entre Barreirinhas e Atins ou Santo Amaro, ou troque tudo pela travessia a pé. Conte sempre meio dia para a estrada de ida e meio dia para a volta a São Luís.
Roteiro de 2 dias
- Dia 1: saída cedo de São Luís, chegada a Barreirinhas por volta do meio-dia e, à tarde, Circuito Lagoa Bonita com pôr do sol.
- Dia 2: Circuito Lagoa Azul pela manhã, almoço em Barreirinhas e volta a São Luís à tarde. Se o voo sair à noite, verifique o horário do transfer.
Roteiro de 3 dias
- Dia 1: chegada a Barreirinhas e Circuito Lagoa Bonita à tarde.
- Dia 2: passeio de lancha pelo Rio Preguiças, com Vassouras, o Farol Preguiças em Mandacaru e almoço em Caburé.
- Dia 3: Circuito Lagoa Azul pela manhã e volta a São Luís à tarde.
Roteiro de 4 dias
- Dia 1: chegada a Barreirinhas e Circuito Lagoa Bonita.
- Dia 2: Circuito Lagoa Azul pela manhã e tarde livre na orla do Rio Preguiças.
- Dia 3: passeio de barco pelo rio com parada em Caburé e fim do dia em Atins, onde você dorme.
- Dia 4: manhã nas lagoas do Canto do Atins, almoço de camarão e volta de lancha a Barreirinhas e de van a São Luís. Se preferir o lado oeste, troque Atins por um dia em Santo Amaro com almoço em Betânia.
Roteiro de 5 dias
- Dia 1: chegada a Barreirinhas e Circuito Lagoa Bonita.
- Dia 2: Circuito Lagoa Azul de manhã e boiacross no Rio Formiga ou descanso à tarde.
- Dia 3: Rio Preguiças de lancha até Atins, com as paradas no caminho.
- Dia 4: dia inteiro em Atins: Canto do Atins, lagoas e, se quiser, aula de kitesurf.
- Dia 5: volta a Barreirinhas e a São Luís. Outra opção é dividir a viagem entre Barreirinhas e Santo Amaro, dormindo duas noites do lado oeste para ver Andorinhas, Emendadas e Betânia com calma.
E a travessia?
A travessia de Atins a Santo Amaro leva de três a cinco dias de caminhada e pede mais um dia de logística em cada ponta. Quem quer fazer a travessia e também os circuitos clássicos precisa de pelo menos uma semana. Consulte operadoras credenciadas e siga as regras de 2026.
Para quem vem pela Rota das Emoções
Quem chega de Jericoacoara ou do Delta do Parnaíba costuma entrar nos Lençóis por Paulino Neves ou por Barreirinhas e sair por São Luís. Nesse caso, reserve pelo menos três noites em Barreirinhas ou Atins, para não passar pelos Lençóis correndo depois de dias de estrada. E se a viagem começar em São Luís, vale reservar um dia para o centro histórico da capital, também Patrimônio Mundial; veja o que fazer em São Luís.
Onde ficar nos Lençóis Maranhenses: Barreirinhas, Atins ou Santo Amaro
Resposta direta: na primeira viagem, fique em Barreirinhas, que tem mais pousadas, restaurantes e saída dos circuitos Lagoa Azul e Lagoa Bonita. Para sossego e lagoas com menos gente, durma em Atins, que também é a base do kitesurf. Para o lado oeste do parque, com Andorinhas, Emendadas e Betânia, fique em Santo Amaro do Maranhão. Todos os links abaixo levam ao site oficial de cada hospedagem e foram verificados em 27 de outubro de 2026.
Antes de reservar, considere o seguinte. Em Barreirinhas, as pousadas na beira do Rio Preguiças são mais bonitas, mas algumas ficam longe do centro; as do centro facilitam ir a pé aos restaurantes e ao embarque dos barcos. Em Atins, as ruas são de areia: pergunte como é feita a chegada com bagagem e se a pousada organiza a lancha ou o 4×4 desde Barreirinhas. Em Santo Amaro, confirme se a pousada vende os passeios e lembre da Taxa de Turismo Sustentável. Em julho e nos feriados, reserve com antecedência e leia a política de cancelamento. A lista abaixo não é patrocinada e não tem link de afiliado.
Porto Preguiças Resort (resort, beira do rio em Barreirinhas)
O Porto Preguiças Resort fica na Estrada do Canaubal, às margens do Rio Preguiças, numa área de 200 mil m², segundo o site oficial. Os chalés vão de 58 m², para casal, a 100 m², pensado para famílias ou pequenos grupos, todos com banheiro, Wi-Fi, TV a cabo e café da manhã. A piscina tem fundo de areia. É a escolha de quem quer estrutura de resort e não se importa de depender de carro ou transfer para ir ao centro.
Pousada Encantes do Nordeste (pousada, beira do rio em Barreirinhas)
A Pousada Encantes do Nordeste foi inaugurada em outubro de 2001 com sete chalés e hoje tem 28, de acordo com o site oficial do Grupo Trip, fundado no mesmo ano em Barreirinhas. Os chalés têm 20 m², na categoria standard, ou 25 m², na superior, com ar-condicionado, varanda e frigobar. O café da manhã é servido num quiosque junto à piscina, e o restaurante Bambaê, do grupo, fica na beira do Rio Preguiças, com banho de rio e pôr do sol.
Hotel Pousada do Buriti (hotel, centro de Barreirinhas)
O Hotel Pousada do Buriti fica na Rua Inácio Lins, no centro de Barreirinhas, perto da orla. Segundo o site oficial, os chalés têm ar-condicionado, TV, frigobar e terraço com rede, há piscina, o Eco Bar com vista para o Riacho Tibúrcio, o restaurante O Buriti, com comida maranhense, e uma agência de passeios dentro do hotel. Bom para quem quer andar a pé até os restaurantes e o embarque dos barcos.
Gran Lençóis Flat Residence (flat, beira do rio em Barreirinhas)
O Gran Lençóis Flat Residence se apresenta no site oficial como um flat às margens do Rio Preguiças, perto do parque, com estrutura de lazer. O site traz pouca informação sobre as acomodações, então confirme tipo de apartamento, cozinha e distância do centro antes de reservar. Pode servir a famílias e grupos que preferem um flat.
Pousada Buriti Atins (pousada boutique, Atins)
A Pousada Buriti Atins tem cinco bangalôs para até dois hóspedes e dois chalés de 66 m² com piscina privativa e cozinha, para até três, num terreno de 2 mil m² de jardins, segundo o site oficial. A estrutura inclui piscina de pedra, hidromassagem, rooftop para o pôr do sol e spa, e o café da manhã regional está incluído. É uma das opções mais exclusivas da vila.
Atins Beach House e Beach Chalés (pousada, beira da praia em Atins)
A Atins Beach House reúne suítes, duas casas e o Chalé do Pescador a 20 metros da praia, com ar-condicionado, e os Beach Chalés, chalés de madeira e palha com varanda e ventilador, a 50 a 120 metros da praia, de acordo com o site oficial. O café da manhã está incluído nos dois endereços. Boa escolha para quem quer ficar perto do mar e da vida da vila.
Atins Charme Chalés (pousada de charme, Atins)
A Atins Charme Chalés faz parte do grupo Charme Atins, que tem pousadas e restaurantes na vila. Segundo o site oficial, os chalés são de madeira com telhado de palha de buriti, ventilação natural e redes na varanda, cercados por jardins, e a pousada tem restaurante próprio com cozinha maranhense. O site informa que a pousada foi reconhecida entre os melhores hotéis de luxo do Brasil no Travellers’ Choice 2023 do TripAdvisor. O cardápio começa com uma coxinha de massa de macaxeira recheada com camarão.
Pousada Rancho das Dunas (pousada, Santo Amaro do Maranhão)
A Pousada Rancho das Dunas fica na Rua Olho D’Água, em Santo Amaro do Maranhão, e tem chalés em quatro categorias, de acordo com o site oficial. O café da manhã, com cuscuz, frutas e bolo da casa, está incluído e é servido das 7h às 10h, e há estrutura de spa com massagem. Para quem quer conforto do lado oeste do parque.
Pousada Reflexo das Águas (pousada, centro de Santo Amaro do Maranhão)
A Pousada Reflexo das Águas fica na Rua Oswaldo Cruz, no centro de Santo Amaro. Segundo o site oficial, tem suítes master, quartos para casais e quádruplos para famílias, com ar-condicionado, TV e frigobar, Wi-Fi, recepção 24 horas, café da manhã e agência própria para passeios e transfers. Prática para quem chega sem passeios fechados.
Ciamat Camp Eco Lodge (ecolodge, Rio Alegre em Santo Amaro)
O Ciamat Camp Eco Lodge fica às margens do Rio Alegre, em Santo Amaro do Maranhão, num grande jardim com árvores e muitas aves, segundo o site oficial, que também monta roteiros em Barreirinhas e Atins. É a opção para quem quer ficar em contato com a natureza do lado oeste do parque.
Vídeo: os Lençóis Maranhenses no Parques do Brasil, da TV Brasil
A série Parques do Brasil, da TV Brasil, a emissora pública federal, dedicou um episódio ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, publicado em dezembro de 2025. É uma boa introdução às dunas, às lagoas e às comunidades que vivem dentro do parque.
Perguntas frequentes sobre os Lençóis Maranhenses
Qual a melhor época para ir aos Lençóis Maranhenses?
De junho a agosto, quando as lagoas costumam estar mais cheias depois das chuvas do primeiro semestre. O Ministério do Turismo indica maio a setembro. Julho é o mês mais cheio, por causa das férias. De outubro a janeiro, muitas lagoas ficam rasas ou secam, e o nível muda de ano para ano conforme a chuva.
Precisa pagar para entrar no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses?
Não. O ICMBio não cobra ingresso. Você paga os passeios das agências credenciadas, porque só veículos e condutores autorizados entram no parque. A exceção é Santo Amaro do Maranhão, que cobra a Taxa de Turismo Sustentável municipal, de R$ 10 por pessoa pela lei de 2023, válida por três dias e emitida online desde maio de 2026.
Como chegar aos Lençóis Maranhenses saindo de São Luís?
De van compartilhada, ônibus ou carro até Barreirinhas, numa viagem de cerca de 250 a 270 km e 3 a 4 horas pela BR-135 e pela MA-402. A van da Rota Combo custa R$ 132 por trecho; o Rota Insider registrou de R$ 80 a R$ 150. Para Santo Amaro, o acesso final é pela MA-320, asfaltada.
Ainda tem voo para Barreirinhas?
Não há voos comerciais regulares. A Azul encerrou a rota em março de 2025, e em setembro de 2026 o Ministério de Portos e Aeroportos informou que o aeroporto opera só com aviação geral e fretados, enquanto passa por obras do programa AmpliAR. Voe para São Luís ou, pela Rota das Emoções, para Parnaíba.
É melhor ficar em Barreirinhas, Atins ou Santo Amaro?
Barreirinhas é a melhor base para a primeira viagem, com mais estrutura e saída dos circuitos Lagoa Azul e Lagoa Bonita. Atins é mais tranquila, perto das lagoas do Canto do Atins e boa para kitesurf. Santo Amaro dá acesso às lagoas do lado oeste, como Andorinhas e Emendadas, e cobra taxa municipal.
Quantos dias ficar nos Lençóis Maranhenses?
Três a quatro dias é o ideal: dois para a Lagoa Azul e a Lagoa Bonita, um para o Rio Preguiças e um para Atins ou Santo Amaro. Com dois dias dá para fazer só os circuitos clássicos. A travessia a pé pede de três a cinco dias de caminhada, mais a logística.
Lagoa Azul ou Lagoa Bonita: qual escolher?
Se puder, faça as duas. A Lagoa Azul é o passeio da manhã, com trajeto de 4×4 mais curto, de cerca de 40 minutos. A Lagoa Bonita é o passeio da tarde, com subida por escadaria e pôr do sol nas dunas. Na Vale dos Lençóis, custam R$ 140 e R$ 150 por pessoa.
Posso entrar no parque com meu carro ou de quadriciclo?
Não. O ICMBio proíbe passeios com veículos particulares e a entrada de motos, buggies, quadriciclos e UTVs. Em julho de 2026, o Ofício Circular 16 reforçou a proibição no campo de dunas, com multa e apreensão, e definiu a estrada externa como único acesso terrestre entre Barreirinhas e Atins.
Pode levar bebida alcoólica para as lagoas?
Não. As orientações do ICMBio proíbem a venda, o porte e o consumo de bebidas alcoólicas dentro do parque, e desde 2026 também é proibido levar garrafas e recipientes de vidro. Fogueiras e churrasqueiras também não são permitidas. Leve água em garrafa reutilizável e traga o lixo de volta.
Como funciona a travessia dos Lençóis?
É uma caminhada de três a cinco dias entre Atins e Santo Amaro, dormindo em redes nos oásis de Baixa Grande, Queimada dos Britos e Betânia. A distância varia de cerca de 45 a 80 km conforme o roteiro. Desde maio de 2026 são obrigatórios reserva prévia dos pontos de apoio, condutor com até 10 pessoas por grupo, registro por QR Code e kit para dejetos.
Os Lençóis Maranhenses valem a pena?
Valem, e muito, desde que você vá na época certa. Poucos lugares do mundo têm um campo de dunas desse tamanho com lagoas de água doce, e a UNESCO não reconheceu o parque à toa. O outro lado é a logística: Barreirinhas está sem voos regulares, a estrada desde São Luís toma meio dia, os passeios dependem de agência e, de outubro a janeiro, as lagoas podem decepcionar. Vá entre junho e setembro, fique pelo menos três noites e, se der, durma uma noite em Atins ou em Santo Amaro.
Se a viagem continuar pelo Nordeste, veja o nosso guia de Jericoacoara, a outra ponta da Rota das Emoções, e o guia de Fortaleza. Mais ao sul, há o guia de Natal, o guia do Recife, o guia de Porto de Galinhas, o guia de Maceió e o guia de Salvador. E, antes de fazer a mala, leia o que levar para os Lençóis Maranhenses.
Fontes
- ICMBio: Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (área oficial e informações gerais)
- ICMBio: orientações ao visitante (gratuidade, credenciamento e proibições)
- ICMBio: quadro de ordenamento da visitação (atrativos abertos, acessos, períodos, números balizadores e eventos)
- ICMBio: Ofício Circular 5/2026 (regras de trekking da temporada 2026)
- ICMBio: Ofício Circular 16/2026 (veículos no campo de dunas e acesso a Atins)
- Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (MMA): relatório do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (área de 157.173,63 hectares)
- Presidência da República: Decreto 86.060/1981 (criação do parque)
- Ministério do Turismo: Parques do Brasil: Lençóis Maranhenses (horário, época, regras e biomas)
- UNESCO: Lençóis Maranhenses National Park e decisão 46 COM 8B.6 (geologia, área e inscrição em 2024)
- Prefeitura de Santo Amaro do Maranhão: Lei 329/2023 no Diário Oficial (Taxa de Turismo Sustentável)
- G1 Maranhão: retomada da taxa em Santo Amaro e MA-320
- Cazumbá: Santo Amaro digitaliza a taxa de turismo (emissão online desde maio de 2026)
- Jericar Viagens: taxa de Santo Amaro online (validade, isenções e sistema digital)
- O Imparcial: Barreirinhas nega cobrança de taxa
- Imaranhão: ICMBio proíbe comissões a partir de 2026
- Ministério de Portos e Aeroportos: modernização do aeroporto de Barreirinhas (sem voos regulares em setembro de 2026)
- Meio News: Azul encerra voos para Barreirinhas
- iG Turismo: coluna de Vitor Vianna sobre janeiro (época das lagoas)
- Vale dos Lençóis: passeios e preços; Kairós Turismo: passeios em Barreirinhas; Levada Turismo: passeios (preços publicados em outubro de 2026)
- Rota Combo: transfer São Luís–Barreirinhas e guia da travessia
- Rota Insider: São Luís–Barreirinhas e Barreirinhas–Atins (transporte, estado da estrada e preços em outubro de 2026)
- Habitat Expedições: roteiro e logística da travessia
- Wikipédia: Farol de Preguiças (altura, datas e horário de visita)
- TV Brasil: Parques do Brasil: Lençóis Maranhenses (vídeo)