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O que fazer em Ilhabela (SP): guia completo 2026 com balsa, taxa ambiental, Castelhanos, Bonete, cachoeiras, roteiro e onde ficar

Guia completo de Ilhabela (SP) para 2026: história, Parque Estadual, balsa São Sebastião–Ilhabela com preços e Hora Marcada, Taxa de Preservação Ambiental, Castelhanos, Bonete, praias do sul e do norte, cachoeiras, Pico do Baepi, naufrágios, clima, como chegar de São Paulo, custos, roteiro de 2 a 4 dias e 10 hospedagens com site oficial.

Baía de Castelhanos vista do alto, entre árvores da mata atlântica, com água verde-azulada clara, uma faixa de areia em curva e montanhas cobertas de floresta ao fundo sob céu azul com nuvens
A Baía de Castelhanos, no lado leste da ilha, vista de dentro do Parque Estadual de Ilhabela. O acesso é por estrada de terra, só com veículo 4x4, ou de barco. Foto: João D'Andretta / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Ilhabela é um arquipélago no Litoral Norte de São Paulo, separado do continente por um canal de pouco menos de um quilômetro, em frente a São Sebastião. A ilha principal, a Ilha de São Sebastião, é a segunda maior ilha marítima do Brasil, e cerca de 85% do território do município está dentro do Parque Estadual de Ilhabela. O que fazer em Ilhabela, em resumo: passear pelo Centro Histórico, a Vila, curtir as praias calmas do lado do canal, como Curral, Feiticeira e Julião, ir de jipe ou de barco até a Baía de Castelhanos, caminhar até o Bonete, banhar-se nas cachoeiras, mergulhar em naufrágios e no Santuário da Ilha das Cabras e ver o pôr do sol sobre a Serra do Mar, do outro lado do canal.

Este guia foi montado em outubro de 2026 com informações conferidas em fontes oficiais: a Prefeitura de Ilhabela (balsa, taxa ambiental, clima, trilhas, controle dos borrachudos), a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (SEMIL), responsável pela travessia, a Fundação Florestal e o Guia de Áreas Protegidas do Estado, o IBGE, reportagens do Estadão, do g1 e da BBC News Brasil e os sites oficiais das próprias hospedagens. Ele explica a história da ilha, as regras do parque, onde ficar, quando ir, como chegar de São Paulo, como funcionam a balsa e a Taxa de Preservação Ambiental, o que fazer em cada região, quanto custa, roteiros de dois a quatro dias e como se proteger do borrachudo, o mosquito que todo mundo que já foi a Ilhabela conhece.

Resumo rápido: Ilhabela (SP)

  • Onde fica: no Litoral Norte de São Paulo, em frente a São Sebastião, a cerca de 200 km da capital. O município tem 346,4 km² e 34.934 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE, e é formado por um arquipélago com a Ilha de São Sebastião, Búzios, Vitória e ilhotes menores.
  • Por que ir: mais de 40 praias, mata atlântica preservada, dezenas de cachoeiras, trilhas para todos os níveis, naufrágios para mergulho, vela no canal e uma vila colonial bem cuidada.
  • Como chegar: de carro, pela Rodovia dos Tamoios até São Sebastião, e depois a balsa, numa travessia de 20 a 30 minutos. Pedestres e ciclistas atravessam de graça.
  • Quanto custa entrar: a balsa custa R$ 19 por carro em dias úteis e R$ 28,50 nos fins de semana e feriados, paga só na ida. Desde 31 de março de 2026 há também a Taxa de Preservação Ambiental, de R$ 48 por carro e R$ 10 por moto, cobrada uma vez por entrada.
  • Melhor época: de abril a junho e de agosto a meados de setembro, quando o tempo é mais seco, há menos gente e menos fila na balsa. O verão é a alta temporada, com mais calor e mais chuva. De maio a agosto, baleias-jubarte e golfinhos passam pelo canal, com auge em julho e agosto.
  • Quantos dias: três dias para a Vila, o sul e uma cachoeira; quatro ou cinco para incluir Castelhanos ou o Bonete.
  • Para não esquecer: repelente (o borrachudo é real), roupa leve de manga comprida para o fim de tarde, tênis de trilha e dinheiro ou tag de pedágio para a balsa.
Baía de Castelhanos vista do alto, entre árvores da mata atlântica, com água verde-azulada clara, uma faixa de areia em curva e montanhas cobertas de floresta ao fundo sob céu azul com nuvens
A Baía de Castelhanos, no lado leste da ilha, vista de dentro do Parque Estadual de Ilhabela. O acesso é por estrada de terra, só com veículo 4×4, ou de barco. Foto: João D’Andretta / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

História de Ilhabela: dos sambaquis à Capital da Vela

Resposta direta: Ilhabela foi habitada por povos sambaquieiros há cerca de 2 mil anos e depois por povos ceramistas, tupis-guaranis e jês. Os portugueses deram o nome de São Sebastião à ilha em 1502. Ela teve engenhos de açúcar, fazendas de café e mão de obra escravizada, virou a vila de Villa Bella da Princesa em 1805 e só passou a se chamar Ilhabela em 1945. O turismo ganhou força a partir dos anos 1960.

A história humana da ilha é bem mais antiga que a chegada dos europeus. Segundo o resumo histórico reunido na Wikipédia a partir de estudos arqueológicos, os primeiros moradores conhecidos foram povos sambaquieiros, que viveram ali há cerca de 2 mil anos e deixaram montes de conchas e restos de alimentação. Há também sítios de povos ceramistas, com cerca de 700 anos, em ilhas do arquipélago como Vitória, Búzios e Pescadores. Mais tarde, o litoral foi ocupado por povos tupis-guaranis e por grupos de tronco jê. O nome indígena da ilha, registrado pelo alemão Hans Staden no século XVI, era Maembipe, que a Wikipédia traduz como “lugar de troca de mercadorias e resgate de prisioneiros”.

O nome São Sebastião e os piratas

A expedição de Gonçalo Coelho passou pela região em 20 de janeiro de 1502, dia de São Sebastião, e foi esse santo que deu o nome à ilha e, depois, à cidade em frente. Durante o período colonial, as enseadas protegidas do arquipélago serviram de esconderijo e ponto de abastecimento para piratas e corsários. A Wikipédia cita os corsários ingleses Edward Fenton e Thomas Cavendish, que passaram pela região entre o fim da década de 1580 e 1591. Daí vem boa parte das lendas de tesouros enterrados que ainda circulam na ilha, como a da Praia da Feiticeira.

Engenhos, café e escravidão

A partir do século XVII, a ilha recebeu engenhos de açúcar e de aguardente, aproveitando a água abundante das cachoeiras. No século XIX, o café ganhou espaço nas encostas. Um levantamento de 1854, citado na história do município, registrava 10.769 habitantes, 225 fazendas e 1.725 pessoas escravizadas. A Wikipédia também registra que o canal passou a ser frequentado por navios negreiros, que o Saco do Sombrio, uma enseada abrigada, serviu de ancoradouro para eles e que africanos escravizados que conseguiram fugir formaram os primeiros quilombos da região, em áreas de mata fechada. Uma armação baleeira, a primeira da Capitania de São Paulo, funcionou na Ponta das Canavieiras até cerca de 1850, quando as baleias ficaram escassas. Dessa época sobram casarões, ruínas de engenho e a Fazenda Engenho d’Água, no bairro de mesmo nome.

De Villa Bella a Ilhabela

Em 3 de setembro de 1805, o governador da Capitania de São Paulo, Antônio José da Franca e Horta, elevou o povoado à condição de vila, com o nome de Villa Bella da Princesa. A data é o aniversário oficial da cidade, comemorado todo ano. No século XIX, a ilha ficou conhecida pela construção de canoas de voga, grandes canoas a remo usadas no transporte e na pesca. O município chegou a ser extinto em 1934 e foi restaurado em 5 de dezembro do mesmo ano. Em 1939, um decreto federal mudou o nome para Formosa, que não pegou. O decreto estadual 14.334, de 30 de novembro de 1944, finalmente criou o nome Ilhabela, em vigor desde 1º de janeiro de 1945.

Pesca, imigrantes japoneses e turismo

Nos anos 1920, imigrantes japoneses chegaram à ilha e deram novo impulso à pesca. Na mesma época, o Saco do Sombrio, antigo ancoradouro quase deserto, virou o maior porto pesqueiro da ilha. As comunidades caiçaras, formadas pela mistura de indígenas, portugueses e africanos, mantiveram a pesca artesanal, a roça e as festas religiosas, como a Congada de São Benedito. O turismo começou de verdade a partir dos anos 1960 e, com ele, vieram as casas de veraneio, as pousadas e os velejadores. Hoje Ilhabela é conhecida como Capital Nacional da Vela e recebe todo ano a Semana Internacional de Vela, além de temporadas de navios de cruzeiro: a prefeitura prevê 250 mil passageiros de cruzeiro na temporada 2026/2027.

O Príncipe de Astúrias, o naufrágio mais famoso

Ilhabela tem fama de cemitério de navios. A costa é cheia de pontas de pedra, correntes e neblina, e guias locais de mergulho contam mais de vinte naufrágios no arquipélago. O mais trágico foi o do transatlântico espanhol Príncipe de Astúrias, construído na Escócia em 1914, que fazia a rota entre Barcelona e Buenos Aires. Segundo reportagem da BBC News Brasil, o navio bateu nas pedras da Ponta da Pirabura, no lado leste da ilha, às 4h15 de 5 de março de 1916, uma segunda-feira de Carnaval, e afundou em cerca de cinco minutos. A lista oficial tinha 588 pessoas a bordo, 193 delas tripulantes. Mais de 440 morreram e 143 foram resgatadas, e há relatos de que o número real de vítimas foi maior, por causa de passageiros clandestinos. O naufrágio é chamado de Titanic brasileiro. Em 2016, no centenário, a Marinha e a prefeitura fizeram uma homenagem no mar, e peças recuperadas fazem parte do acervo do Museu Náutico de Ilhabela, inaugurado em 2022 no Parque da Usina, no bairro Água Branca.

Parque Estadual de Ilhabela: o que é protegido e o que muda para você

Resposta direta: o Parque Estadual de Ilhabela (PEIb) foi criado em 20 de janeiro de 1977 pelo Decreto Estadual 9.414 e cobre cerca de 27 mil hectares, perto de 85% do município. Ele é administrado pela Fundação Florestal do Estado de São Paulo. Quase todas as cachoeiras, picos e trilhas longas ficam dentro do parque, e muitas exigem monitor ambiental credenciado.

O parque protege um dos maiores trechos contínuos de mata atlântica insular do país, num relevo que sobe do nível do mar a mais de 1.300 metros. O ponto mais alto é o Pico de São Sebastião, com 1.379 metros, seguido do Morro do Papagaio, com 1.302 metros, segundo dados reunidos na Wikipédia. Além da Ilha de São Sebastião, o parque abrange as ilhas de Búzios e Vitória e outras áreas do arquipélago. A mata atlântica do parque faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela UNESCO.

Fauna e flora

Segundo a prefeitura, vivem ali macaco-prego, caxinguelê e jaguatirica, além de aves como tucano-de-bico-verde, papagaio-moleiro, tiê-sangue, macuco e jacutinga, num total de mais de 390 espécies de aves. O Guia de Áreas Protegidas do Estado cita espécies endêmicas, que só existem ali, como o cururuá, “um rato peludo que vive na restinga arbórea de Ilhabela”. A Wikipédia acrescenta duas serpentes endêmicas, Siphonops insulanus e Liotyphlops caissara, um lagarto teiú exclusivo da Ilha de Búzios e o registro de 66 espécies de aves restritas à mata atlântica. No mar, a partir de maio, baleias-jubarte, toninhas e golfinhos passam pelo canal em sua rota migratória, com auge entre julho e agosto, segundo a prefeitura.

Comunidades caiçaras dentro do parque

O parque não é uma área vazia. Segundo a Wikipédia, oito dos dezoito núcleos de comunidades tradicionais caiçaras de Ilhabela estão dentro do PEIb. Os mais conhecidos dos visitantes são o Bonete e Castelhanos. Esses moradores vivem de pesca, roça, artesanato e, cada vez mais, do turismo. A presença deles explica por que há casas, barcos e restaurantes simples em praias que parecem isoladas e por que as regras do parque convivem com o uso tradicional.

O que isso muda para você

Na prática, quatro coisas. Primeiro, várias trilhas do parque só podem ser feitas com monitor ambiental credenciado, e algumas, como a travessia entre Castelhanos e o Bonete, exigem autorização prévia. Segundo, há horário para entrar nas trilhas e limite diário de visitantes, como na Trilha do Bonete, aberta das 7h às 14h e limitada a 980 pessoas por dia, segundo o Guia de Áreas Protegidas. Terceiro, a Estrada-Parque de Castelhanos tem portaria, limite de veículos por dia e horário para subir e descer. Quarto, não se leva nada da mata nem se deixa lixo para trás. As informações de contato da sede do parque são o telefone (12) 3896-2585 e o e-mail pe.ilhabela@fflorestal.sp.gov.br.

Onde ficar em Ilhabela: Vila, norte, sul ou praias isoladas

Resposta direta: fique na Vila ou no entorno, como Saco da Capela, Itaguaçu e Perequê, se quer restaurantes, vida noturna e transporte por perto. Escolha o sul, entre a Feiticeira e o Curral, para praias calmas, pôr do sol e bares pé na areia. O norte é mais tranquilo e residencial. Bonete e Castelhanos são para quem quer isolamento total e aceita chegar de barco ou a pé.

Ilhabela é maior do que parece no mapa. A ilha principal tem cerca de 337 km², e a SP-131, a estrada principal, percorre só o lado voltado para o canal, do norte ao sul. O lado leste, de frente para o oceano, não tem estrada asfaltada. Por isso a escolha da região muda muito a viagem: quem fica na Vila faz quase tudo de ônibus ou a pé, e quem fica no extremo sul ou norte depende de carro para jantar fora.

Vila e Centro Histórico

É o coração da ilha. Tem a Igreja Matriz de Nossa Senhora d’Ajuda, no alto de uma escadaria, ruas com casarões antigos, lojas, sorveterias, bares e a maior concentração de restaurantes. A Praia da Vila e o píer ficam ali. É a melhor base para quem não tem carro, para casais e para quem quer sair à noite. O ponto fraco é o estacionamento, difícil à noite e nos feriados.

Saco da Capela, Itaguaçu e Perequê

Ficam entre a balsa e a Vila e reúnem hotéis tradicionais de frente para o canal, o Yacht Club de Ilhabela, supermercados e serviços. O Perequê, perto do desembarque da balsa, tem comércio, a praia mais urbana da ilha e muitos restaurantes. Barra Velha, onde a balsa chega, é mais um ponto de passagem que de hospedagem.

Sul: Feiticeira, Julião, Praia Grande e Curral

É a região mais procurada no verão. A estrada segue pelo canal até o Curral e o Veloso, a última praia acessível de carro desse lado. As praias são abrigadas, com água calma, e várias têm quiosques e bares. O Curral, a cerca de 8,5 km da balsa, tem bares com mesas na areia e um dos pôres do sol mais bonitos da ilha. É a melhor região para famílias com crianças e para quem quer praia todo dia.

Norte: Viana, Siriúba, Piúva, Armação e Pacuíba

O norte é mais residencial, com praias pequenas e tranquilas, condomínios e pousadas de frente para o mar. A Praia do Viana e a Siriúba são próximas da Vila. Mais ao norte ficam a Armação e a Pacuíba, esta a cerca de 4 km do fim do asfalto, por estrada de terra. É uma boa escolha para quem tem carro e quer sossego.

Bonete, Castelhanos e praias isoladas

O Bonete, no sul, e Castelhanos, no leste, têm comunidades caiçaras e poucas hospedagens simples. Não há estrada asfaltada até lá. O Bonete é acessado por trilha ou por barco, e Castelhanos por jipe 4×4 ou barco. A estrutura é a de vila isolada: energia e sinal de celular podem ser limitados, e em Castelhanos as barracas funcionam com gerador. Vale para uma ou duas noites, não para a viagem inteira se você quer conhecer o resto da ilha.

Clima e melhor época para ir a Ilhabela

Resposta direta: a melhor época para ir a Ilhabela, para a maioria dos viajantes, é de abril a junho ou de agosto a meados de setembro. O tempo é mais seco, a temperatura é agradável, há menos borrachudos e a fila da balsa é menor. O verão, de dezembro a março, é a alta temporada, com mar mais quente, mais gente e mais chuva, e janeiro é o mês mais chuvoso.

Ilhabela tem clima tropical, com temperatura média anual em torno de 23 °C e chuva de cerca de 1.646 mm por ano, segundo os dados reunidos na Wikipédia. A serra da ilha segura a umidade que vem do oceano, por isso chove mais no lado leste e nas partes altas do que na Vila. A prefeitura divide o ano em quatro estações bem marcadas, com faixas de temperatura de referência:

EstaçãoTemperatura de referênciaComo é
Verão (dezembro a março)24 °C a 31 °CCalor, mar mais quente e chuvas de fim de tarde. Janeiro é o mês mais chuvoso. Do Natal ao Carnaval é a alta temporada, com hospedagem mais cara e filas na balsa.
Outono (março a junho)19 °C a 26 °CDias ensolarados, menos chuva, mar ainda bom para banho. Época de festivais gastronômicos e de menos movimento.
Inverno (junho a setembro)16 °C a 24 °CMais seco, noites frescas, céu limpo para trilhas e mirantes. Época de baleias e golfinhos no canal.
Primavera (setembro a dezembro)19 °C a 28 °CVolta do calor, chuvas aumentando aos poucos, competições de vela e esportes de aventura.

Fonte: Prefeitura de Ilhabela, página sobre o clima da cidade. Os valores são faixas de referência, não médias oficiais de estação meteorológica.

Mês a mês, em poucas palavras

Para a prefeitura, a alta temporada acompanha os meses quentes, na primavera e no verão, com pico entre o Natal e o Carnaval. A baixa temporada, mais tranquila, vai do outono ao inverno. Segundo a Wikipédia, o mês mais quente é fevereiro, com máximas de 30 °C, e o mais frio é julho, com mínimas de 15 °C. Julho fica no meio: há férias escolares e a Semana Internacional de Vela, que enche a Vila, mas o tempo costuma ser seco e bom para trilha.

  • Janeiro e fevereiro: calor, praias cheias, mar quente e chuva frequente à tarde. Reserve com antecedência e use o agendamento da balsa.
  • Março: o calor continua, o movimento cai depois do Carnaval e acontece o Festival da Lula.
  • Abril a junho: talvez a melhor relação entre tempo, preço e sossego. Abril tem o festival Bossa e Choro, maio o Festival da Sardinha, e o outono também traz a Semana de Cultura Caiçara, com a Congada de São Benedito, a principal manifestação cultural da ilha.
  • Julho: férias de inverno, Semana Internacional de Vela e Festival da Tainha. Noites frias para padrões litorâneos.
  • Agosto e setembro: seco e com céu aberto. Agosto tem o Festival do Camarão, e 3 de setembro é o aniversário da cidade.
  • Outubro e novembro: a primavera traz competições, como a Copa Brasil de Vela em outubro e provas de corrida e natação em novembro, entre elas a travessia do canal.
  • Dezembro: começo da alta temporada, com o Natal e o Réveillon no canal.

Baleias e golfinhos

A partir de maio, baleias-jubarte, toninhas e golfinhos passam pelo canal de São Sebastião e pelo mar aberto em sua rota migratória. Segundo a prefeitura, o auge do avistamento é entre julho e agosto. Os passeios de barco para avistamento saem da Vila e do Perequê. Escolha operadores que respeitem a distância mínima dos animais e não persigam os grupos.

Borrachudos e época do ano

O borrachudo, um mosquito pequeno que pica de dia, aparece mais nos meses quentes e úmidos e perto de rios e cachoeiras. Não é motivo para deixar de ir, mas é motivo para levar repelente. Veja a seção de segurança, mais abaixo, com as recomendações da prefeitura.

Como chegar a Ilhabela

Resposta direta: de São Paulo são cerca de 200 km, ou cerca de 3h30 de carro sem trânsito, pela Rodovia Ayrton Senna ou pela Dutra até a Rodovia dos Tamoios (SP-099), que desce a serra até Caraguatatuba e segue pelo contorno até a balsa de São Sebastião. A travessia leva de 20 a 30 minutos. De ônibus, a Pássaro Marron sai do Terminal Tietê e do Aeroporto de Guarulhos para São Sebastião, e dali se atravessa a pé.

Ilhabela não tem aeroporto comercial nem ponte. Todo mundo que chega de carro passa pela balsa, e quem chega de ônibus atravessa a pé, de graça, no mesmo barco.

De carro, desde São Paulo

O caminho recomendado pela prefeitura sai de São Paulo pela Rodovia Ayrton Senna (ou pela Dutra), segue até São José dos Campos e pega a Rodovia dos Tamoios, a SP-099. Obras recentes deram à Tamoios novos túneis no trecho de serra e, embaixo, o contorno de Caraguatatuba e São Sebastião desvia os bairros das duas cidades e leva direto ao porto da balsa, segundo a prefeitura. A distância de São Paulo à Ilhabela fica em torno de 200 km, e a Wikipédia registra 212 km da capital até a cidade. Conte cerca de 3h30 sem trânsito até o embarque, e bem mais em sexta-feira de feriado.

A alternativa é a Rio-Santos (BR-101), útil para quem vem de Santos, Bertioga ou do Rio de Janeiro, mas mais lenta, com muitas curvas e travessia de cidades. Quem vem do Rio pode combinar a viagem com Paraty e Ubatuba, ambas no caminho.

De ônibus

A Viação Pássaro Marron vende passagens do Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, para São Sebastião, e tem uma linha expressa que sai do Aeroporto Internacional de Guarulhos, segundo a prefeitura. Em São Sebastião, siga até o embarque da balsa no centro. A travessia a pé é gratuita. Do lado de Ilhabela, há táxis junto à balsa, aplicativos e ônibus municipal. Os horários e preços mudam com a temporada, por isso confira direto com a empresa antes de comprar.

De avião

A prefeitura indica como portas de entrada aéreas o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. De lá, o caminho é por estrada. Em Guarulhos, a bilheteria da Pássaro Marron fica no desembarque do Terminal 2 Leste. Em Congonhas, a orientação é ir até a Rodoviária do Tietê e pegar o ônibus lá. Para quem vai combinar Ilhabela com outros destinos, o guia de São Paulo e a lista de atrações perto de São Paulo ajudam a montar a viagem.

A balsa São Sebastião–Ilhabela: preços, horários e dicas

Resposta direta: a balsa entre São Sebastião e Ilhabela funciona 24 horas, com saídas a cada 30 minutos, em média, das 5h30 às 23h30, e intervalos maiores de madrugada. A travessia tem cerca de 800 metros e leva de 20 a 30 minutos. O carro paga R$ 19 em dias úteis e R$ 28,50 nos fins de semana e feriados, só na ida. Pedestres e ciclistas não pagam.

A travessia é operada pelo Departamento Hidroviário da SEMIL, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo. As informações abaixo foram conferidas no site da prefeitura e no portal de serviços do Estado em outubro de 2026.

VeículoDias úteisSábados, domingos e feriados
Automóveis e camionetesR$ 19,00R$ 28,50
Motos e similaresR$ 9,50R$ 14,20
Automóveis e camionetes com reboqueR$ 38,00R$ 56,90
Ônibus e caminhões de 2 eixos, trailersR$ 66,30R$ 99,40
Pedestres e ciclistasgratuitogratuito

Fonte: Prefeitura de Ilhabela e SEMIL, tarifas vigentes em outubro de 2026.

Como pagar

A tarifa é cobrada só uma vez, no embarque em São Sebastião. A volta é sem custo. No guichê, o pagamento é em dinheiro ou por tag de pedágio, como Sem Parar, ConectCar, Veloe, Move Mais e Taggy. Cartão de crédito ou débito não é aceito na fila comum, segundo a prefeitura. Leve dinheiro trocado ou uma tag ativa, porque isso evita dor de cabeça na hora.

Hora Marcada: o agendamento

Para fugir da fila, existe o sistema Hora Marcada, que reserva um horário de travessia. Ele é pago com cartão de crédito e custa bem mais que a tarifa normal: cerca de R$ 65,30 em dias úteis e R$ 98 nos fins de semana e feriados, segundo a prefeitura. Em feriado prolongado, quando a fila pode passar de horas, costuma valer cada centavo. O telefone informado para o serviço é (13) 3358-2743.

Fila, câmeras e horários

O portal da SEMIL mostra imagens ao vivo da fila nos dois lados, o que ajuda a decidir a hora de sair. A dica da própria prefeitura é atravessar depois das 20h, quando a fila costuma ser bem menor. Na volta, evite domingo à tarde e o último dia de feriado. As motos têm fila própria. Dentro da balsa, você pode ficar no carro com o motor desligado e sem cinto. As balsas têm banheiros acessíveis, mas a própria prefeitura recomenda usar o banheiro antes ou depois da travessia.

Onde embarcar

Em São Sebastião, o embarque fica na Avenida Antônio Januário do Nascimento, no centro. Em Ilhabela, o porto fica no bairro da Barra Velha, na entrada da cidade. Pedestres e ciclistas atravessam de graça e não precisam encarar a fila dos carros.

Taxa de Preservação Ambiental (TPA) e outras regras de entrada

Resposta direta: desde 31 de março de 2026, Ilhabela cobra a Taxa de Preservação Ambiental na entrada de veículos de fora. O valor é único por entrada, não importa quantos dias você fique: R$ 10 para motos, R$ 48 para carros, utilitários e kombis, R$ 70 para vans e caminhões, R$ 100 para micro-ônibus e R$ 140 para ônibus. Pedestres não pagam, e veículos registrados em Ilhabela e São Sebastião são isentos.

A taxa foi criada para financiar a conservação ambiental e a infraestrutura de uma ilha que recebe muito mais carros do que suas estradas comportam. O pagamento pode ser feito por tag eletrônica, Pix, cartão ou boleto. Quem não tem tag entra no site oficial, digita a placa do veículo e emite a guia, com prazo de até 30 dias para pagar, segundo o g1. Quem tem dúvidas pode procurar a Central de Operações e Atendimento da TPA, na Rua Paraíba, 227, na Barra Velha, logo na entrada da cidade.

Tipo de veículoValor por entrada
MotosR$ 10
Carros de passeio, utilitários e kombisR$ 48
Vans e caminhõesR$ 70
Micro-ônibusR$ 100
ÔnibusR$ 140

Fonte: Prefeitura de Ilhabela, página oficial da Taxa de Preservação Ambiental, e g1, 31 de março de 2026.

Quanto custa entrar de carro, na soma

Para um carro num fim de semana, a conta de entrada fica em R$ 28,50 de balsa mais R$ 48 de TPA, ou R$ 76,50, sem contar o combustível e os pedágios da estrada. Em dia útil, R$ 19 mais R$ 48, ou R$ 67. Com Hora Marcada no fim de semana, a balsa sobe para cerca de R$ 98. Quem vai sem carro, de ônibus, não paga nenhuma das duas.

Vale a pena ir de carro?

Depende do roteiro. Para ficar na Vila e no sul, dá para se virar com ônibus, Aquabus, táxi e aplicativos locais. Para conhecer o norte, as cachoeiras espalhadas pela ilha e o início da Trilha do Bonete, o carro facilita muito. Para Castelhanos, carro comum não serve: só jipe 4×4 credenciado, ou barco. Uma alternativa boa é deixar o carro do lado de São Sebastião e atravessar a pé, sobretudo em feriado.

Como se locomover em Ilhabela

Resposta direta: a SP-131 é a única estrada asfaltada e corre pelo lado do canal, do norte ao sul da ilha. Dá para circular de carro, de ônibus municipal, de Aquabus (o transporte por barco da cidade), de táxi, por aplicativos autorizados pela prefeitura, de bicicleta ou de patinete, aproveitando as ciclovias. Para o lado leste, como Castelhanos e o Bonete, só jipe, trilha ou barco.

Ônibus e Aquabus

O ônibus municipal, operado pela Expresso Fênix, liga o desembarque da balsa à Vila e às praias do norte e do sul. Aceita dinheiro e o bilhete da empresa. O Aquabus é o transporte aquaviário da cidade e conecta a região central a algumas praias do norte e do sul. Nele, só valem o bilhete eletrônico e o bilhete unitário, vendidos em pontos autorizados. A prefeitura publica a tabela de horários do Aquabus no site oficial.

Táxi, aplicativos e patinetes

A prefeitura publica a lista de empresas de aplicativo autorizadas a operar na ilha, e há aluguel de patinetes perto do desembarque. Os táxis têm pontos espalhados pela cidade, inclusive ao lado da balsa. A bicicleta funciona bem no trecho plano entre o Perequê e a Vila, mas a estrada é estreita e tem pouco acostamento em vários trechos.

Carro, estacionamento e estrada

Com carro, a ilha fica toda ao alcance, mas há dois cuidados. O primeiro é o estacionamento na Vila, que fica difícil à noite e em alta temporada. O segundo é a própria SP-131, estreita, com curvas e muita gente andando no acostamento. Ao sul, o asfalto termina perto da Sepituba, onde começa a Trilha do Bonete. Ao norte, a estrada segue até as praias depois da Armação, e o trecho final é de terra.

Castelhanos: como ir, regras e o que esperar

Resposta direta: a Praia de Castelhanos fica no lado oceânico de Ilhabela e só se chega por mar ou pela Estrada Parque dos Castelhanos, uma estrada de terra de 17 km que cruza o Parque Estadual. Na estrada só passam veículos 4×4, com horários restritos e controle numa guarita com cancela. A forma mais comum é ir num jipe de turismo credenciado, ou de barco, saindo da Vila ou do Perequê.

Castelhanos é a praia que muita gente tem na cabeça quando pensa em Ilhabela: uma baía larga, em formato de coração, com cerca de 2 km de areia, mar aberto e mata atlântica descendo até a areia. É também a única praia do lado oceânico acessível por veículo, segundo a Wikipédia, e uma das mais limpas do estado. Ali vive uma comunidade caiçara, e as barracas da praia funcionam com gerador.

As regras da Estrada Parque

A estrada é administrada pela Fundação Florestal, dentro do PEIb. Segundo reportagem do Estadão, uma portaria de 2014 limita a passagem a 65 jipes de turismo por dia, além de 42 carros e 60 motos de moradores cadastrados. Cada jipe leva de 6 a 10 pessoas. Em 2026, a fundação abriu um grupo de trabalho para revisar essas regras, e há pedido dos jipeiros para subir o limite para 80 ou 85 veículos, além de um plano da prefeitura de calçar a estrada, que divide a comunidade. Ou seja: as regras podem mudar, e vale confirmar com o operador do passeio antes de ir.

Na prática, isso quer dizer três coisas. Carro de passeio não passa. Em alta temporada, as vagas de jipe acabam cedo, então reserve. E o horário de volta é fixo, para que todos os veículos saiam do parque antes do fechamento.

De barco ou a pé

De barco, os passeios para Castelhanos costumam contornar o norte ou o sul da ilha e dependem do mar, que é aberto e pode ficar agitado. A pé ou de bicicleta, a Estrada Parque tem 34 km ida e volta e é classificada como difícil pela prefeitura, com monitoria recomendada. Há ainda a Travessia Castelhanos–Bonete, de 18 km e 8 a 12 horas, que passa por mirantes e seis comunidades caiçaras e exige preparo físico, autorização prévia e monitor.

O que fazer em Ilhabela

Resposta direta: em Ilhabela, o melhor é combinar praias do canal, como Curral, Feiticeira e Jabaquara, com pelo menos um dia no lado selvagem (Castelhanos ou Bonete), uma ou duas cachoeiras, como Água Branca e Toca, um passeio pelo centro histórico da Vila e, para quem gosta, um mergulho num dos naufrágios. No inverno, acrescente um passeio para ver baleias e golfinhos.

A ilha tem cerca de 45 praias principais, segundo a Wikipédia, e dezenas de cachoeiras, e é fácil tentar ver tudo e passar o dia na estrada. Melhor escolher uma região por dia.

Praias do sul

O lado sul concentra as praias mais animadas acessíveis de carro. A Praia do Curral, a cerca de 8,5 km da balsa, tem mais de 400 metros de areia plana, bares com mesas na areia, chuveiros e estacionamento, e um pôr do sol bonito sobre o canal. Perto da ponta direita fica o naufrágio do Aymoré, bom para iniciantes no mergulho. A Feiticeira, a uns 200 metros da estrada, é pequena, tem duas cachoeiras e as ruínas de um antigo engenho, e guarda a lenda de Maria Perpétua, que teria enterrado um tesouro por ali. O Julião, acessado por uma trilha de 300 metros, é bom para snorkel em volta de duas ilhotas usadas por aves para fazer ninho, onde não se pode desembarcar. A Praia Grande é a maior do lado do canal, com uns 600 metros, quiosques e mar que fica fundo rápido. O Veloso, a última praia do sul acessível de carro, fica 300 metros depois do Curral, tem mar calmo e atrai mergulhadores.

Praias do norte

O norte é mais tranquilo e tem mar geralmente calmo. A Praia do Jabaquara é das mais conhecidas da região, e entre ela e a Praia do Poço fica a Praia da Fome, ideal para mergulho, acessível por uma trilha com duas cachoeiras ou pelo mar. A Pacuíba, estreita e cheia de pedras, fica a uns 4 km do fim do asfalto e ainda tem pescadores. No caminho ficam a Armação, a Siriúba, o Viana e a Garapocaia.

Praias do centro

Entre a balsa e a Vila ficam o Perequê, a Barra Velha, o Itaguaçu, o Saco da Capela e a própria Praia da Vila. São praias urbanas, boas para um banho rápido, esportes náuticos e o pôr do sol, mas não são o motivo da viagem.

Vista aérea da Praia do Bonete, em Ilhabela, com a vila caiçara entre a mata e o mar
Praia do Bonete, no sul de Ilhabela, onde só se chega por trilha ou barco. Foto: Thiago Sieiro Cunha, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Bonete: a vila caiçara mais isolada

O Bonete é uma praia de cerca de 600 metros no extremo sul, com uma comunidade de mais ou menos 300 moradores, ondas boas para surfe e nenhuma estrada. O jornal britânico The Guardian a incluiu entre as praias mais bonitas do Brasil em 2009, segundo a Wikipédia. Dá para chegar de barco ou pela Trilha do Bonete, que sai do fim da estrada no sul, depois da Sepituba.

A trilha tem de 23 a 24 km ida e volta e passa por três cachoeiras: a da Laje, com piscinas naturais, a do Areado e a do Saquinho. Os números de tempo variam conforme a fonte: a prefeitura fala em 4 a 6 horas ida e volta, e o Guia de Áreas Protegidas do Estado, em 7h30 a 8h. Na prática, conte com um dia inteiro, ou durma no Bonete e volte no dia seguinte. A monitoria é recomendada, e há uma guarita na entrada da trilha. Segundo o Guia de Áreas Protegidas, a entrada na trilha é permitida das 7h às 14h, todos os dias, com limite de 980 pessoas por dia. Quem quer só um gostinho pode ir até a Cachoeira da Laje, com 4,6 km ida e volta.

No Bonete, a estrutura é simples, com algumas pousadas e restaurantes caiçaras. O sinal de celular e a energia podem ser limitados, então baixe mapas e leve dinheiro.

Cachoeiras

Ilhabela tem dezenas de cachoeiras, e boa parte delas exige monitor credenciado. A prefeitura lista estas entre as trilhas mais procuradas:

TrilhaExtensão (ida e volta)DuraçãoDificuldadeMonitoria
Cachoeira da Pancada d’Água (Três Tombos)720 maté 1hfácilobrigatória
Cachoeira da Água Brancacerca de 3,6 kmcerca de 2hleve a médianão informada
Cachoeira do Veloso2,4 kmaté 2h30baixaobrigatória
Cachoeira da Friagem4,1 kmaté 2h30médiaobrigatória
Cachoeira da Lajecerca de 4,6 kmcerca de 2haltarecomendada
Cachoeira do Couro do Boi3 kmcerca de 2haltaobrigatória
Cachoeira do Bananal5 kmcerca de 3haltaobrigatória
Pico do Baepi7,4 km5h30 a 6hdifícilobrigatória
Trilha do Bonete24 km4h a 6hdifícilrecomendada
Travessia Castelhanos–Bonete18 km8h a 12haltaobrigatória

Fonte: Prefeitura de Ilhabela, fevereiro de 2026.

A Água Branca é a mais estruturada: a trilha é sinalizada e passa por cinco poços, o da Pedra, o da Escada, o da Ducha, o do Jequitibá e o do Jabuti. A Cachoeira da Toca, aberta à visitação em 1967 pelo engenheiro agrônomo belga Joseph Albert Van Sebroeck, fica numa fazenda particular, a Fazenda da Toca, com entrada paga. Confira preço e horário no site oficial antes de ir. A do Veloso, no sul, tem mais de 30 metros de queda, a da Friagem, no norte, cerca de 25 metros, e a do Couro do Boi, cerca de 50 metros, com terreno escorregadio.

Pico do Baepi

O Baepi é o morro que domina a paisagem da Vila e tem mais de mil metros de altitude. A trilha começa num sapezal, passa por um mirante com vista para o canal, a Serra do Mar e o arquipélago de Alcatrazes, e segue na mata até o cume. A prefeitura informa 7,4 km ida e volta e 5h30 a 6h, com monitoria obrigatória. É uma das caminhadas mais puxadas da ilha, mas a vista do topo compensa.

Igreja Matriz de Nossa Senhora d'Ajuda, no centro histórico de Ilhabela
A Igreja Matriz de Nossa Senhora d’Ajuda, no centro histórico da Vila. Foto: Maristela Colucci/MTur, domínio público, via Wikimedia Commons

Vila e centro histórico

A Vila é o centro histórico e o melhor lugar para passear à noite. Comece pela Igreja Matriz de Nossa Senhora d’Ajuda, siga pelas ruas de casarões antigos e termine no píer, de onde saem barcos para passeios. Há lojas, sorveterias, bares e restaurantes, e no verão o movimento vai até tarde. Para entender a relação da ilha com o mar, visite o Museu Náutico de Ilhabela, inaugurado em junho de 2022 no Parque da Usina, no bairro Água Branca, que reúne peças recuperadas do Príncipe de Astúrias e de outros naufrágios.

Mergulho e naufrágios

Ilhabela é um dos destinos de mergulho mais conhecidos do litoral paulista. O site local A Cor da Ilha fala em mais de vinte naufrágios no arquipélago e cita a Ilha das Cabras como um dos dez melhores pontos de mergulho do Brasil, segundo o guia Quatro Rodas. A Ilha das Cabras, em frente às Pedras Miúdas, é um santuário ecológico com uma estátua de Netuno a cerca de 7 metros de profundidade, onde muita gente faz o batismo de mergulho.

Alguns naufrágios conhecidos, com dados de referência do mesmo site:

  • Aymoré (1920): cargueiro perto da ponta da Praia do Curral, a cerca de 30 metros da costa, raso e indicado para iniciantes.
  • Dart (1884): navio vela-vapor do Correio Real inglês, afundado na Ponta da Sepituba, a cerca de 40 metros da costa.
  • Velásquez (1908): vapor inglês de mais de 150 metros que bateu na Ponta da Sela, a cerca de 50 metros da costa.
  • Therezina (1919): cargueiro cuja hélice é a principal atração, a nordeste dos Borrifos.
  • Príncipe de Astúrias (1916): o transatlântico afundado na Ponta da Pirabura, no lado oceânico, para mergulhadores experientes, com profundidade de 17 a 50 metros e visibilidade geralmente ruim.

As profundidades mudam conforme a fonte e a maré, então trate esses números como referência e mergulhe sempre com uma operadora credenciada.

Vela, esportes e baleias

O canal de São Sebastião é um dos endereços mais tradicionais da vela no Brasil. Em julho, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela enche o canal de veleiros. Os ventos também favorecem windsurf e kitesurf. Na primavera, a agenda tem a Copa Brasil de Vela Olímpica, em outubro, e o Kailash Trail Run e a Travessia do Canal, em novembro. Para baleias e golfinhos, o melhor período é de maio a agosto, com auge entre julho e agosto.

Pôr do sol sobre o canal de São Sebastião visto de Ilhabela
Fim de tarde no canal de São Sebastião, com a serra do continente ao fundo. Foto: Lucas Lima 91, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Onde comer em Ilhabela

Resposta direta: os restaurantes se concentram na Vila e no Perequê, e os bares de praia mais animados ficam na Praia do Curral. A cozinha local é caiçara, com peixe fresco, camarão, lula e a tainha do inverno. Para comer bem gastando menos, procure o peixe do dia e os pratos para dividir.

A gastronomia de Ilhabela gira em torno do mar. O calendário da prefeitura tem um festival para quase cada estação: o Festival da Lula em março, o da Sardinha em maio, o da Tainha em julho e o do Camarão em agosto. Fora dos festivais, a dica é a mesma: peça o que o barco trouxe naquele dia.

Na Vila, há opções para todos os bolsos, de pizzarias e sorveterias a restaurantes de frutos do mar com vista para o canal. No Curral, os bares com mesas na areia servem porções e pratos de peixe, com chuveiro e estacionamento. No Bonete e em Castelhanos, as barracas caiçaras servem peixe frito e pratos simples. Alguns hotéis desta lista, como o Vila Kebaya, o Ilha Deck e o DPNY, também têm restaurantes abertos ao público, segundo seus sites. Não incluímos uma lista de restaurantes com preços porque não conseguimos confirmá-los em fontes oficiais atualizadas.

Quanto custa uma viagem para Ilhabela

Resposta direta: os custos fixos de entrada para quem vai de carro somam R$ 67 em dia útil e R$ 76,50 no fim de semana (balsa mais Taxa de Preservação Ambiental). Hospedagem, passeios e restaurantes variam muito com a temporada, e o feriado pode dobrar o preço. Quem vai de ônibus não paga balsa nem TPA.

ItemValor de referênciaFonte
Balsa, carro, dias úteisR$ 19,00SEMIL / Prefeitura
Balsa, carro, fins de semana e feriadosR$ 28,50SEMIL / Prefeitura
Balsa, moto, dias úteis / fins de semanaR$ 9,50 / R$ 14,20SEMIL / Prefeitura
Balsa Hora Marcada, carro, dias úteis / fins de semanacerca de R$ 65,30 / R$ 98,00Prefeitura
Balsa, pedestres e ciclistasgratuitoSEMIL / Prefeitura
TPA, carroR$ 48 por entradaPrefeitura
TPA, motoR$ 10 por entradaPrefeitura
Cachoeira da Tocaingresso pago, consulte o siteCachoeira da Toca
Jipe para Castelhanos, barcos e mergulhovariam por operador e temporadaconsulte operadores credenciados

Valores conferidos em outubro de 2026. Tarifas públicas são reajustadas periodicamente.

Como gastar menos

  • Vá fora de feriados e da alta temporada, de abril a junho ou em agosto e setembro.
  • Atravesse em dia útil, quando a balsa é mais barata, e depois das 20h, quando a fila é menor.
  • Se for ficar na Vila ou no sul, considere deixar o carro em São Sebastião e atravessar a pé. Você economiza balsa e TPA.
  • Divida o jipe para Castelhanos com outras pessoas, já que o preço costuma ser por veículo ou por lugar.
  • Leve repelente e protetor de casa. Na ilha, tudo custa um pouco mais.

Roteiro em Ilhabela: 2, 3 ou 4 dias

Resposta direta: com 2 dias, faça o sul (Curral, Feiticeira, Veloso) e a Vila. Com 3, acrescente Castelhanos de jipe ou de barco. Com 4, inclua uma cachoeira, o norte e, se tiver preparo, o Bonete ou o Pico do Baepi.

Ilhabela em 2 dias

  • Dia 1: chegada cedo pela balsa. Manhã na Feiticeira e no Julião. Almoço e tarde no Curral, com snorkel perto do Aymoré se o mar estiver calmo. Pôr do sol no Curral e jantar na Vila.
  • Dia 2: manhã na Cachoeira da Água Branca e no Museu Náutico, que ficam na mesma região. Tarde no centro histórico e no píer da Vila. Volte depois do almoço, se for domingo, para pegar menos fila.

Ilhabela em 3 dias

  • Dias 1 e 2: como acima.
  • Dia 3: dia inteiro em Castelhanos, de jipe credenciado ou de barco. Reserve com antecedência na alta temporada e confirme o horário de volta.

Ilhabela em 4 dias

  • Dias 1 a 3: como acima.
  • Dia 4: escolha um. Para quem quer praia tranquila, o norte, com Jabaquara e Pacuíba. Para quem gosta de trilha, o Bonete (saia cedo, ou durma lá) ou o Pico do Baepi, sempre com monitor. Para quem mergulha, um dia de saídas de barco para os naufrágios. No inverno, troque por um passeio de avistamento de baleias.

Segurança em Ilhabela

Resposta direta: Ilhabela é tranquila para turistas, e os maiores cuidados são com a natureza: mar aberto do lado leste, trilhas longas, cachoeiras escorregadias, a estrada estreita e os borrachudos. Contrate monitor credenciado nas trilhas obrigatórias, respeite as bandeiras nas praias e leve repelente.

No mar

  • As praias do canal costumam ter mar calmo, mas algumas, como a Praia Grande, ficam fundas rápido.
  • No lado oceânico, como Castelhanos e Bonete, o mar é aberto e pode ter correntes. Entre só onde os moradores entram.
  • Mergulho autônomo e naufrágios, só com operadora credenciada.
  • Respeite a distância das ilhotas protegidas, como as do Julião, onde não se pode desembarcar.

Nas trilhas e cachoeiras

  • Siga a regra: monitor ambiental ou guia credenciado nas trilhas em que a monitoria é obrigatória.
  • Use calçado fechado, leve água e não deixe lixo, como recomenda a prefeitura.
  • Pedras de cachoeira escorregam, e o volume de água sobe rápido depois de chuva forte. Não pule em poços que você não conhece.
  • Comece trilhas longas cedo. No Bonete, a entrada na trilha só é permitida das 7h às 14h.

Borrachudos

O borrachudo é um pequeno inseto típico das áreas preservadas de Mata Atlântica, que se reproduz em água corrente, como córregos e rios com pedras. Desde os anos 1980 a prefeitura faz o controle com BTI, um larvicida biológico, em mais de 2,3 mil pontos tratados a cada quinze dias. Mesmo assim, ele faz parte da ilha. A Secretaria de Saúde recomenda repelentes à base de citronela e soluções oleosas, reaplicados depois de banho de mar ou cachoeira, roupas de manga comprida no fim da tarde e em áreas de mata. Se for picado, lave o local, use compressa fria e cremes calmantes, e evite pomadas com corticoide sem orientação médica.

Na estrada e na cidade

  • A SP-131 é estreita e cheia de curvas, com pedestres e ciclistas no acostamento. Dirija devagar, sobretudo à noite.
  • Na Vila, os cuidados são os de qualquer cidade turística: não deixe objetos à vista no carro e fique atento em lugares cheios.

Números úteis

  • Emergências: Polícia Militar 190, SAMU 192, Bombeiros 193.
  • Centro de Informações Turísticas (Barra Velha): (12) 3895-7220.
  • Centro de Informações Turísticas (Vila): (12) 3896-3777.
  • Parque Estadual de Ilhabela: (12) 3896-2585.
  • Balsa Hora Marcada: (13) 3358-2743.

Destinos próximos de Ilhabela

Resposta direta: Ilhabela combina bem com o resto do litoral norte paulista e com a Costa Verde fluminense. Ubatuba fica logo ao norte pela Rio-Santos, Paraty um pouco além, e São Paulo e Campos do Jordão ficam na volta pela serra.

  • Ubatuba: mais de 100 praias, trilhas e ilhas, ao norte pela Rio-Santos.
  • Paraty: centro histórico colonial, cachoeiras e passeios de barco, já no Rio de Janeiro.
  • Ilha Grande: outra ilha sem carros, para quem gostou do clima do Bonete e de Castelhanos.
  • São Paulo: a capital, porta de entrada aérea da viagem.
  • Campos do Jordão: a serra da Mantiqueira, boa combinação de inverno.
  • Rio de Janeiro: para quem segue pela Rio-Santos até o fim.
  • Búzios e Arraial do Cabo: praias e mergulho do outro lado do Rio.

Veja também as atividades em São Paulo e as atrações próximas de São Paulo.

Onde ficar em Ilhabela: 10 hospedagens com site oficial

Resposta direta: para ficar a pé da Vila e do centro histórico, veja o Hotel Boutique Vila Kebaya e a Maison Joly. Entre a Vila e a balsa, no Saco da Capela e no Itaguaçu, o Hotel Ilhabela, o Hotel Itapemar e o Ilha Deck. No norte, de frente para o mar calmo, o Porto Pacuíba e o Barra do Piúva. No sul, perto da Praia do Curral, o DPNY Beach Hotel & SPA e a Pousada Praia do Curral. E para dormir no Bonete, a Pousada Canto Bravo. Os links levam ao site oficial de cada hospedagem e foram verificados em 28 de outubro de 2026. Não há links de afiliados. Os serviços citados são os que cada site informa, e as fotos deste guia não são dos hotéis.

Uma dica antes de reservar: pergunte se o preço inclui café da manhã, se há estacionamento e a que distância a pé fica a praia mais próxima. Em Ilhabela, onde você dorme define quanto tempo vai passar no carro, e a SP-131 em alta temporada anda devagar.

Hotel Boutique Vila Kebaya (hotel boutique, Vila)

O Hotel Boutique Vila Kebaya fica na Rua Antônio Lisboa Alves, 167, atrás da Igreja Matriz, a poucos passos do centro histórico. Segundo o site oficial, tem chalés em meio à mata atlântica, piscina de borda infinita aquecida com hidromassagem e restaurante próprio, com pratos como moqueca e risoto de camarão. É uma boa escolha para quem quer ir a pé aos restaurantes da Vila e voltar para um lugar silencioso. Telefone informado: (12) 3896-5353, e WhatsApp (12) 99110-0151.

Maison Joly (pousada com vista, Centro Histórico)

A Maison Joly fica na Rua Aníbal Telles Correa, 272, a cerca de 300 metros da Praia da Vila e do centro histórico, segundo o site. A casa fica no alto, e o site destaca a vista para o mar de todos os ambientes, com apartamentos e suítes que têm, conforme a categoria, banheira de hidromassagem, lareira ou piscina privativa. Algumas unidades aceitam pet. WhatsApp informado: (12) 98244-6362.

Hotel Ilhabela (hotel, Saco da Capela)

O Hotel Ilhabela fica na Avenida Pedro Paula de Moraes, 151, no Saco da Capela, de frente para o canal e perto do Yacht Club. Segundo o site oficial, foi um dos primeiros hotéis construídos no arquipélago e fica a menos de 300 metros da Vila. Os quartos têm varanda com vista para o mar, e algumas categorias, hidromassagem. Telefone informado: (12) 3896-1083.

Hotel Itapemar (hotel de lazer, Saco da Capela)

O Hotel Itapemar fica na Avenida Pedro de Paula Moraes, 340, a cerca de 800 metros da Vila. Segundo o site oficial, tem três piscinas, uma delas aquecida, quadras de tênis e de beach tennis, academia, playground, duas saunas e um restaurante de frutos do mar de inspiração mediterrânea. O site informa cortesia para uma criança de até 12 anos no apartamento com os pais. É uma opção prática para famílias. Telefone informado: (12) 3896-1329.

Ilha Deck Hotel e Restaurante (hotel e restaurante, Itaguaçu)

O Ilha Deck fica na Rua Dona Iza, 25, esquina com a Avenida Almirante Tamandaré, 805, no Itaguaçu. Segundo o site, a casa começou em 1982 como um bar aberto pelo casal de origem alemã Marianne e Eckard Schmidt, e hoje reúne hotel e restaurante de frutos do mar e cozinha internacional. É uma das casas mais antigas e conhecidas da ilha. Telefone informado: (12) 3896-1489.

Porto Pacuíba Hotel (hotel, Praia do Viana, norte)

O Porto Pacuíba Hotel fica na Avenida Leonardo Reale, 2392, de frente para a Praia do Viana, no norte da ilha. Segundo o site oficial, o hotel nasceu da família Benz, que frequentava Ilhabela havia décadas, e destaca práticas de sustentabilidade e áreas de lazer ao ar livre. É uma escolha para quem prefere o lado mais calmo, com mar tranquilo e menos movimento que o sul. Telefone informado: (12) 99175-9159.

Barra do Piúva (pousada, Piúva, norte)

A Barra do Piúva fica na Avenida Brasil, 1.140, no bairro da Piúva, no norte da ilha. Segundo o site oficial, tem nove categorias de suíte, com vista total ou parcial para o mar, algumas com hidromassagem, e recebe crianças a partir de 10 anos, o que faz dela uma opção para casais. Telefones informados: (12) 3894-9415 e WhatsApp (12) 98840-4321.

DPNY Beach Hotel & SPA (resort, Praia do Curral)

O DPNY Beach Hotel & SPA fica na Avenida José Pacheco do Nascimento, 7668, na Praia do Curral, no sul. Segundo o site oficial, tem 84 suítes, spa, beach club e vários restaurantes, entre eles o Tróia, um bistrô e um sushi lounge. É o endereço mais completo do sul da ilha para quem quer estrutura de resort perto dos bares do Curral. Telefone informado: (12) 3894-3000, e reservas pelo e-mail reservas@dpnybeach.com.br.

Pousada Praia do Curral (pousada, Praia do Curral)

A Pousada Praia do Curral fica na Avenida José Pacheco do Nascimento, 7835, em frente à Praia do Curral. Segundo o site oficial, tem piscina ao ar livre, café da manhã em bufê das 8h às 10h30 e aceita pets de até 12 kg. Para quem quer sair do quarto direto para a areia, com preço de pousada. Telefone informado: (12) 3894-1310.

Pousada Canto Bravo (pousada pé na areia, Bonete)

A Pousada Canto Bravo fica na areia, de frente para o mar, no meio da Praia do Bonete. Segundo o site oficial, tem 12 quartos, restaurante e lounge bar. Ficar ali é a melhor forma de conhecer o Bonete sem a pressa de voltar pela trilha no mesmo dia. Lembre que só se chega a pé ou de barco, e a estrutura é a de uma vila isolada. Contato informado: contato@pousadacantobravobonete.com.br.

Vídeo: Ilhabela, uma ilha, mil maravilhas

O vídeo abaixo foi publicado pelo canal Turismo Ilhabela no YouTube e faz parte da campanha institucional “Uma Ilha, Mil Maravilhas”, da Prefeitura de Ilhabela. É um minuto de imagens de praias, cachoeiras, mata e mar, sem narração.

Perguntas frequentes sobre Ilhabela

O que fazer em Ilhabela?

Combine praias do canal, como Curral, Feiticeira e Jabaquara, com um dia em Castelhanos ou no Bonete, uma cachoeira, como Água Branca ou Toca, e um passeio pela Vila. Quem mergulha tem naufrágios e a Ilha das Cabras, e de maio a agosto há avistamento de baleias e golfinhos.

Quanto custa a balsa para Ilhabela?

Em outubro de 2026, o carro paga R$ 19 em dias úteis e R$ 28,50 nos fins de semana e feriados, só na ida. A moto paga R$ 9,50 e R$ 14,20. Pedestres e ciclistas não pagam. O agendamento Hora Marcada custa cerca de R$ 65,30 em dia útil e R$ 98 no fim de semana.

Quanto é a taxa ambiental de Ilhabela?

A Taxa de Preservação Ambiental, cobrada desde 31 de março de 2026, é de R$ 48 para carros, R$ 10 para motos, R$ 70 para vans e caminhões, R$ 100 para micro-ônibus e R$ 140 para ônibus, uma vez por entrada. Pedestres e veículos de Ilhabela e São Sebastião não pagam.

Qual a melhor época para ir a Ilhabela?

De abril a junho e de agosto a meados de setembro, quando chove menos, há menos borrachudos e menos fila na balsa. O verão é a alta temporada, com mar mais quente, mais chuva e preços maiores.

Como chegar a Ilhabela saindo de São Paulo?

De carro, pela Ayrton Senna ou Dutra até a Rodovia dos Tamoios e o contorno até a balsa de São Sebastião, em cerca de 3h30 sem trânsito. De ônibus, pela Pássaro Marron, do Terminal Tietê ou do Aeroporto de Guarulhos até São Sebastião, e depois a balsa a pé.

Precisa de carro em Ilhabela?

Não é obrigatório. Ônibus, Aquabus, táxi e aplicativos atendem a Vila e as praias do canal. O carro ajuda para o norte, as cachoeiras e a Trilha do Bonete. Para Castelhanos, carro comum não serve: só jipe 4×4 credenciado ou barco.

Como ir para a Praia de Castelhanos?

Pela Estrada Parque dos Castelhanos, de terra e com 17 km, só em veículo 4×4 e em horários controlados, ou de barco. A maioria vai de jipe de turismo credenciado. O limite é de 65 jipes de turismo por dia, então reserve cedo na alta temporada.

Como chegar ao Bonete?

A pé, pela Trilha do Bonete, que sai do fim da estrada no sul, ou de barco. A trilha tem de 23 a 24 km ida e volta e passa por três cachoeiras. As estimativas de tempo vão de 4 a 8 horas ida e volta, então muita gente dorme no Bonete.

Tem muito borrachudo em Ilhabela?

Tem, sobretudo perto de rios e cachoeiras e nos meses quentes. A prefeitura faz controle biológico em mais de 2,3 mil pontos, mas recomenda repelente reaplicado após o banho e roupas compridas no fim da tarde.

Quantos dias ficar em Ilhabela?

Três dias é um bom mínimo: um para o sul e a Vila, um para cachoeiras e outro para Castelhanos. Com quatro ou cinco, dá para incluir o norte, o Bonete, o Pico do Baepi ou um dia de mergulho.

Ilhabela vale a pena?

Vale, sobretudo para quem gosta de natureza com conforto por perto. Poucos lugares tão próximos de São Paulo juntam mata atlântica tão preservada, cachoeiras, praias de mar calmo e de mar aberto, comunidades caiçaras sem estrada e naufrágios para mergulho. O preço disso é a logística: a balsa, a taxa ambiental, a estrada estreita e os borrachudos pedem planejamento. Vá fora dos feriados, chegue cedo ou à noite na balsa, leve repelente e reserve um dia para o lado selvagem da ilha. É ali, em Castelhanos ou no Bonete, que Ilhabela mostra por que tanta gente volta.

Fontes

Explora Brasil
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