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O que fazer em Ouro Preto: guia completo 2026 com história, igrejas, minas, preços, roteiro e onde ficar

Guia completo de Ouro Preto para 2026: histria de Vila Rica, Inconfidência e Aleijadinho, Praça Tiradentes, Museu da Inconfidência (regime especial), São Francisco de Assis, Pilar, Casa dos Contos, Casa da ópera, minas do Chico Rei e da Passagem, Itacolomi, Mariana e Lavras Novas, clima, como chegar de BH e Confins, preços, roteiro de 2 a 4 dias e 10 hospedagens com site oficial.

Praça Tiradentes em Ouro Preto vista do alto, com o Museu da Inconfidência e sua torre de relógio ao fundo, o monumento a Tiradentes no centro, casarões coloniais brancos dos dois lados e as montanhas ao fundo no fim da tarde

Ouro Preto fica a cerca de 100 km de Belo Horizonte, no alto da Serra do Espinhaço, e foi a primeira cidade brasileira inscrita pela UNESCO como Patrimônio Mundial, em 1980. Foi a Vila Rica do ciclo do ouro, capital de Minas por quase dois séculos e palco da Inconfidência Mineira. O que fazer em Ouro Preto, em resumo: subir e descer as ladeiras do centro histórico a pé, entrar na Igreja de São Francisco de Assis e na Basílica do Pilar, passar uma manhã no Museu da Inconfidência, descer a uma mina de ouro (a do Chico Rei, no meio da cidade, ou a da Passagem, a caminho de Mariana), ver a Casa dos Contos e a Casa da Ópera, comer tutu, feijão tropeiro e frango com quiabo, comprar pedra-sabão no Largo de Coimbra e, se der, subir ao Parque Estadual do Itacolomi ou passar uma tarde em Mariana.

Este guia foi montado em outubro de 2026 com informações conferidas em fontes oficiais: Prefeitura de Ouro Preto, Museu da Inconfidência (Ibram), Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (que administra o Museu Aleijadinho e a Igreja de São Francisco), Instituto Estadual de Florestas, Mina da Passagem, UNESCO e as próprias hospedagens. Ele explica a história da cidade, como escolher onde ficar, quando ir, como chegar de Belo Horizonte e do Aeroporto de Confins, quanto custa cada atração, um roteiro de dois a quatro dias e dez hotéis e pousadas com site oficial. Quando fontes divergem ou uma atração está funcionando em regime especial, avisamos no texto.

Resumo rápido: Ouro Preto (MG)

  • Onde fica: região central de Minas Gerais, a cerca de 100 km de Belo Horizonte pela BR-040 e pela BR-356. A vizinha Mariana fica a 14 km.
  • Altitude e tamanho: o centro fica entre 1.100 e 1.200 metros de altitude. O município tem cerca de 1.245 km² e 74.821 habitantes no Censo 2022 (o IBGE estima 77.914 em 2025), espalhados pela sede e por distritos como Lavras Novas, Cachoeira do Campo e São Bartolomeu.
  • Melhor época: de abril a setembro, a estação seca, com céu limpo e noites frias (julho tem mínima média perto de 8 °C). Datas especiais: Semana Santa, Carnaval e o Festival de Inverno. De novembro a março chove bastante, sobretudo à tarde.
  • Como chegar: de carro, de Belo Horizonte pela BR-040 e depois pela BR-356 (a Rodovia dos Inconfidentes), cerca de 1h40 a 2h. De ônibus, a Pássaro Verde sai da Rodoviária de BH, com viagem de 1h50 a 2h30. Do Aeroporto de Confins são cerca de 140 km, algo entre 2h e 2h30 de carro.
  • Quanto custa: circuito do Museu Aleijadinho (inclui a Igreja de São Francisco) R$ 30, Basílica do Pilar e Museu de Arte Sacra R$ 20, Mina do Chico Rei a partir de R$ 70, Parque do Itacolomi R$ 28,75, Mina da Passagem R$ 290 (só em dinheiro). Museu da Inconfidência e Casa dos Contos são gratuitos. Meia-entrada vale na maioria deles.
  • Quantos dias: dois dias dão para o centro histórico e os principais museus. Três dias permitem uma mina de ouro e Mariana. Quatro dias, o Itacolomi ou Lavras Novas.
  • Para não esquecer: tênis com boa aderência (as ladeiras de pedra escorregam), casaco para a noite, dinheiro em espécie e o aviso de que quase todas as igrejas e museus fecham às segundas-feiras.
Praça Tiradentes em Ouro Preto vista do alto, com o Museu da Inconfidência e sua torre de relógio ao fundo, o monumento a Tiradentes no centro, casarões coloniais brancos dos dois lados e as montanhas ao fundo no fim da tarde
A Praça Tiradentes e o Museu da Inconfidência, antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica: é o ponto de partida de quase todo passeio em Ouro Preto. Foto: Gabriela.lealpinheiro / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

História de Ouro Preto: de Vila Rica a Patrimônio Mundial

Resposta direta: Ouro Preto nasceu da corrida do ouro no fim do século XVII. Os primeiros arraiais, como Antônio Dias e Padre Faria, datam de 1698. Em 8 de julho de 1711 os povoados foram reunidos na Vila Rica, que virou capital da capitania de Minas em 1720 e se tornou uma das cidades mais ricas das Américas no século XVIII. Ali se tramou a Inconfidência Mineira (1789) e trabalhou Aleijadinho. Foi capital de Minas até 1897, quando o governo mudou para Belo Horizonte. Virou monumento nacional em 1938 e Patrimônio Mundial da UNESCO em 1980.

Quase tudo o que você vê no centro de Ouro Preto foi construído em pouco mais de cem anos, entre o começo do século XVIII e o começo do XIX. A cidade cresceu rápido, ficou rica de repente, empobreceu quando o ouro acabou e, justamente por ter parado no tempo, chegou ao século XX quase inteira. Entender essa sequência ajuda muito na hora de visitar as igrejas e os museus.

O ouro preto que deu nome à cidade

No fim do século XVII, bandeirantes paulistas encontraram ouro nos córregos da região. Era um ouro diferente, coberto por uma camada escura de óxido de ferro, e por isso chamado de “ouro preto”. A notícia correu, e em poucos anos milhares de pessoas, vindas de São Paulo, da Bahia, de Portugal e, à força, da África, se espalharam pelos morros. Os primeiros arraiais da futura cidade, como o de Antônio Dias e o do Padre Faria, se formaram por volta de 24 de junho de 1698, data que a cidade usa como marco de fundação.

Vila Rica, capital do ouro

Em 8 de julho de 1711, o governador Antônio de Albuquerque reuniu os arraiais e criou a Vila Rica de Albuquerque, logo chamada só de Vila Rica. No mesmo ano nasceram outras duas vilas mineiras, entre elas a do Ribeirão do Carmo, hoje Mariana. Em 1720, Vila Rica virou sede da nova capitania de Minas Gerais. A Coroa cobrava o quinto (a quinta parte de todo ouro extraído) e mantinha casas de fundição para controlar a produção. Segundo os registros oficiais, cerca de 800 toneladas de ouro foram enviadas a Portugal ao longo do século XVIII, sem contar o que saiu por contrabando.

Esse dinheiro virou igrejas. As irmandades religiosas, organizadas por grupo social (brancos ricos, comerciantes, pardos, negros livres e escravizados), competiam entre si para erguer templos cada vez mais ricos. É por isso que Ouro Preto tem tantas igrejas tão próximas umas das outras, e cada uma conta um pedaço diferente da sociedade da época.

A escravidão e a lenda de Chico Rei

O ouro de Minas foi tirado da terra, em grande parte, por africanos escravizados. A cidade guarda marcas disso nas igrejas das irmandades negras, como a de Nossa Senhora do Rosário e a de Santa Efigênia, e em histórias como a de Chico Rei. Segundo a tradição oral, ele teria sido um rei africano trazido escravizado para Vila Rica, que conseguiu comprar a própria liberdade e a de outros companheiros com o ouro de uma mina. Não há documentação que comprove a história, e os historiadores a tratam como lenda. Mesmo assim, ela dá nome a uma das minas visitáveis da cidade e é parte importante da memória negra de Ouro Preto.

A Inconfidência Mineira

No fim do século XVIII, o ouro já rareava, mas a Coroa continuava exigindo impostos altos e ameaçava cobrar os atrasados de uma vez, na chamada derrama. Em 1789, um grupo de intelectuais, militares, padres e proprietários de Vila Rica e arredores, entre eles os poetas Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa e o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, planejou um levante pela independência da capitania. O plano foi denunciado antes de sair do papel. Os envolvidos foram presos e condenados, e Tiradentes foi enforcado no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1792. Partes de seu corpo foram expostas em lugares por onde ele havia passado, e a cabeça foi exibida em Vila Rica, na praça que hoje leva seu nome. Depois da Proclamação da República, a Inconfidência virou símbolo nacional, e 21 de abril se tornou feriado.

Aleijadinho, Ataíde e o barroco mineiro

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em Vila Rica, filho de um arquiteto português e de uma mulher escravizada. Escultor, entalhador e arquiteto, trabalhou em igrejas de Ouro Preto, Mariana, Sabará, São João del-Rei e Congonhas, e ficou conhecido pelo apelido por causa de uma doença degenerativa que deformou seu corpo na maturidade. Em Ouro Preto, a obra mais completa dele é a Igreja de São Francisco de Assis, cuja construção começou em 1766. Ali ele assinou o projeto, a portada e os púlpitos de pedra-sabão, e o pintor Manuel da Costa Ataíde fez o forro da nave. Aleijadinho morreu em 1814 e está sepultado na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, onde hoje funciona o museu que leva seu nome.

De Imperial Cidade a capital perdida

Depois da Independência, Vila Rica recebeu o título de Imperial Cidade de Ouro Preto, em 1823, e continuou como capital da província. Ganhou duas escolas que marcam a cidade até hoje: a Escola de Farmácia, de 1839, e a Escola de Minas, fundada em 12 de outubro de 1876 pelo francês Claude-Henri Gorceix, a pedido de Dom Pedro II. As duas deram origem à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), e é por causa delas que a cidade tem tantos estudantes e as famosas repúblicas. Com a República, o governo decidiu construir uma capital nova e planejada. Em 1897, a sede do governo foi para Belo Horizonte, e Ouro Preto perdeu população, dinheiro e importância.

O tombamento e a UNESCO

A decadência acabou preservando a cidade. Sem dinheiro para demolir e reconstruir, Ouro Preto manteve o traçado colonial e os casarões. Em 1933 foi considerada patrimônio estadual e, em 1938, foi declarada monumento nacional e teve o conjunto urbano tombado pelo recém-criado Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (hoje IPHAN). Em 1980, a UNESCO a incluiu na lista do Patrimônio Mundial, a primeira inscrição brasileira. A inscrição reconheceu o conjunto de igrejas, chafarizes, pontes e casarões como um dos exemplos mais completos do barroco nas Américas.

Onde ficar em Ouro Preto: centro histórico, Antônio Dias, Pilar ou fora do centro

Resposta direta: fique no centro histórico, entre a Praça Tiradentes, a Rua São José, a Rua Direita e o Largo de Coimbra, se quer fazer quase tudo a pé e sair à noite. Escolha Antônio Dias ou o Pilar se prefere ruas mais calmas, ainda a poucos minutos das igrejas. Hotéis na entrada da cidade, como nos bairros do Rosário e das Lajes, costumam ter estacionamento e vista, mas exigem subir ou descer ladeiras. Para natureza e silêncio, Lavras Novas, a cerca de 19 km. Mariana, a 14 km, também funciona como base.

Ouro Preto é uma cidade de morros. Dois pontos que parecem próximos no mapa podem estar separados por uma ladeira de calçamento irregular. Na hora de escolher a hospedagem, vale olhar não só a distância até a Praça Tiradentes, mas também quanto se sobe para chegar lá.

Centro histórico (Praça Tiradentes, Rua São José, Rua Direita)

É onde está a maior parte dos restaurantes, bares, lojas, o Museu da Inconfidência, a Casa dos Contos e a Casa da Ópera. Muitas pousadas funcionam em casarões dos séculos XVIII e XIX. A vantagem é sair a pé para tudo. As desvantagens: barulho em noites de festa e no Carnaval, quartos às vezes pequenos e pouca ou nenhuma vaga de garagem. Bom para quem chega de ônibus.

Antônio Dias e Largo de Coimbra

Ficam na parte leste do centro, descendo da Praça Tiradentes em direção à Igreja de São Francisco de Assis e à Matriz de Antônio Dias. É uma região muito bonita, com ruas de casario preservado e alguns hotéis tradicionais. A Mina do Chico Rei também fica por ali. A volta para a praça é morro acima.

Pilar e Rosário

Do outro lado do centro, a oeste, ficam a Basílica do Pilar e a Igreja do Rosário. São bairros mais residenciais e tranquilos, com algumas pousadas e hotéis em casarões, a 10 a 15 minutos a pé da Praça Tiradentes.

Lajes e entrada da cidade

Na Rua Conselheiro Quintiliano, a avenida que chega de Belo Horizonte, ficam hotéis com estacionamento, piscina e vista panorâmica para os telhados e as torres das igrejas. São boas escolhas para quem vai de carro. A distância até a Praça Tiradentes fica em torno de 500 a 800 metros, quase sempre com subidas.

Lavras Novas e Mariana

Lavras Novas é um distrito de Ouro Preto famoso pelas pousadas românticas, mirantes e cachoeiras. Fica a cerca de 19 km da sede, parte por estrada de terra. Mariana, a 14 km, tem hotéis mais em conta e é uma alternativa quando Ouro Preto está lotada, como no Carnaval e no Festival de Inverno.

Clima e melhor época para ir a Ouro Preto

Resposta direta: a melhor época para visitar Ouro Preto é de abril a setembro, a estação seca. Chove muito pouco (julho tem cerca de 15 mm no mês), o céu costuma estar limpo e as noites são frias, com mínimas médias perto de 8 °C em julho. De novembro a março é a estação das chuvas, com dezembro passando de 300 mm. Se o objetivo é festa, vá no Carnaval ou na Semana Santa. Se é sossego, prefira maio, junho, agosto ou setembro fora dos feriados.

O clima de Ouro Preto é tropical de altitude (Cwb na classificação de Köppen): verões amenos e chuvosos, invernos secos e frescos. Pelas normais climatológicas, a temperatura média de julho fica em 14,8 °C, com mínima média de 8,3 °C. Em janeiro, o mês mais quente, a média é de 20,8 °C. A chuva anual passa de 1.500 mm, quase toda concentrada entre outubro e março.

PeríodoComo éPara quem
Dezembro a marçoEstação chuvosa (dezembro passa de 300 mm), tardes de temporal, temperaturas amenas, Carnaval em fevereiro ou marçoQuem vai para o Carnaval ou não se importa com chuva
Abril e maioChuvas diminuindo, céu mais limpo, Semana Santa em março ou abrilQuem quer ver os tapetes da Semana Santa ou viajar com tempo firme
Junho a agostoSeco (julho tem cerca de 15 mm), dias ensolarados, noites frias, Festival de InvernoQuem quer caminhar o dia todo e aproveitar a programação cultural
Setembro a novembroCalor aumentando, chuvas voltando a partir de outubroQuem busca preços mais baixos fora dos feriados

Semana Santa

É uma das celebrações mais antigas do Brasil. O ponto alto, para o visitante, são os tapetes devocionais feitos com serragem tingida, montados por moradores e voluntários na madrugada do Sábado de Aleluia para a Procissão da Ressurreição, no Domingo de Páscoa. A prefeitura e a paróquia divulgam a programação a cada ano. A cidade lota: reserve com antecedência.

Carnaval

O Carnaval de Ouro Preto mistura blocos de rua, escolas de samba e o carnaval universitário das repúblicas. O Zé Pereira dos Lacaios, fundado em 1867, é apontado como o bloco carnavalesco mais antigo do Brasil ainda em atividade e desfila com bonecos gigantes. Nos dias de festa, a cidade recebe muita gente, as ruas ficam lotadas e o barulho vai até tarde. Ótimo para quem quer folia, péssimo para quem quer visitar igrejas com calma.

Festival de Inverno

O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, organizado pela UFOP, acontece há décadas com shows, oficinas, teatro e exposições, boa parte gratuita. Em 2026, o Festival de Inverno Universitário foi aberto em 23 de julho e teve atividades até setembro em Ouro Preto, Mariana e João Monlevade. Datas e formato mudam a cada edição: confira no site da UFOP.

O que levar na mala

Calçado fechado com sola de borracha que segure bem: as ruas de pedra (o “pé de moleque”) escorregam, sobretudo com chuva. Casaco para a noite em qualquer época, e mais pesado de maio a agosto. Capa de chuva leve no verão. Protetor solar e garrafa d’água, porque o sol de altitude queima e as ladeiras cansam.

Como chegar a Ouro Preto

Resposta direta: o aeroporto mais próximo é o de Confins (CNF), na Grande Belo Horizonte, a cerca de 140 km de Ouro Preto, ou seja, 2h a 2h30 de carro. De Belo Horizonte são cerca de 100 km pela BR-040 e pela BR-356, de carro ou de ônibus da Pássaro Verde, que leva de 1h50 a 2h30 da Rodoviária de BH até a Rodoviária de Ouro Preto. Do Rio são cerca de 417 km e de São Paulo cerca de 615 km, com ônibus diretos da Útil.

De avião: Aeroporto de Confins

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, recebe voos de todo o Brasil e alguns internacionais. De lá até Ouro Preto são cerca de 138 a 140 km, com tempo de viagem entre 2h e 2h30, dependendo do trânsito no Anel Rodoviário e na saída de BH. As opções são alugar carro no aeroporto, contratar transfer ou ir até a Rodoviária de Belo Horizonte (há ônibus executivos entre o aeroporto e o centro de BH) e de lá pegar o ônibus para Ouro Preto. O aeroporto da Pampulha, em BH, tem poucos voos regionais.

De carro desde Belo Horizonte

O caminho mais comum é seguir pela BR-040 em direção ao Rio de Janeiro e, depois de Itabirito, entrar na BR-356, a Rodovia dos Inconfidentes, que termina em Ouro Preto e segue para Mariana. São cerca de 100 km, normalmente de 1h40 a 2h. A estrada é asfaltada e tem trechos de serra com curvas e caminhões. Evite dirigir à noite com neblina. No caminho dá para parar em Itabirito, a 47 km de Ouro Preto.

De ônibus

A Pássaro Verde opera a linha entre a Rodoviária de Belo Horizonte (Praça Rio Branco, 100, centro) e a Rodoviária de Ouro Preto (Rua Padre Rolim, 16), com vários horários ao longo do dia e viagem de 1h50 a 2h30. Pela tabela da prefeitura, há ônibus da Útil para o Rio de Janeiro (cerca de 417 km) e São Paulo (cerca de 615 km), e da Transcotta para Mariana (14 km). Horários e preços mudam: confira nos sites das empresas antes de viajar. A rodoviária de Ouro Preto fica no alto da Rua Padre Rolim, a uma caminhada de 10 a 15 minutos (em descida) da Praça Tiradentes. Com mala, vale pegar um táxi.

Do Rio de Janeiro e de São Paulo

De carro, do Rio o caminho é a BR-040 até a região de Itabirito e depois a BR-356. De São Paulo, a Fernão Dias (BR-381) até a região de BH e depois a BR-040. São viagens longas, que valem combinar com outras cidades históricas, como Tiradentes e São João del-Rei, ou com Belo Horizonte e Inhotim.

Como se locomover em Ouro Preto

Resposta direta: a pé. O centro histórico é compacto, mas é todo de ladeiras íngremes e calçamento de pedra irregular, então vá de tênis e no seu ritmo. Táxis ficam na Praça Tiradentes e na rodoviária e ajudam nas subidas mais pesadas. Para Mariana há ônibus da Transcotta. Para o Itacolomi, Lavras Novas e a Mina da Passagem, carro, táxi ou passeio com guia é o mais prático. O Trem da Vale entre Ouro Preto e Mariana está suspenso desde 2020.

A pé, com calma

Da Praça Tiradentes à Igreja de São Francisco de Assis são poucos minutos, descendo. Da praça à Basílica do Pilar, uns 10 minutos. Da praça à Matriz de Antônio Dias e à Mina do Chico Rei, uns 15 minutos, com descida forte na ida e subida forte na volta. Planeje o dia por regiões (lado de Antônio Dias de manhã, lado do Pilar à tarde, por exemplo) para não subir e descer a mesma ladeira várias vezes.

De carro

Dirigir no centro histórico é difícil: ruas estreitas, mão única, pedras escorregadias e pouco lugar para estacionar. Se for de carro, prefira uma hospedagem com garagem e deixe o carro parado durante a estadia, usando-o só para os passeios fora do centro. Ladeiras como a da Rua Conselheiro Quintiliano e a do Pilar exigem freio de mão e paciência.

Táxi e aplicativos

Há pontos de táxi na Praça Tiradentes e na rodoviária. Aplicativos de transporte funcionam na cidade, mas a oferta de carros varia. Para ir e voltar de Lavras Novas, do Itacolomi ou da Mina da Passagem, combine o retorno com o motorista.

Trem da Vale: suspenso

O passeio de trem turístico entre Ouro Preto e Mariana, de 18 km, está suspenso desde agosto de 2020. Segundo reportagem de outubro de 2026, as obras na linha devem seguir até o fim de 2028, sem data definida para a volta do passeio. Se você leu sobre o trem em algum guia antigo, não conte com ele.

Ingressos, horários e regras: o que saber antes de visitar

Resposta direta: quase todas as igrejas e museus de Ouro Preto fecham às segundas-feiras e abrem de terça a domingo, com pausa no almoço nas igrejas (por volta de 11h30/12h às 13h/13h30). O Museu da Inconfidência e a Casa dos Contos são gratuitos. O circuito do Museu Aleijadinho custa R$ 30 (meia R$ 15) desde julho de 2026 e inclui três igrejas. A Basílica do Pilar com o Museu de Arte Sacra custa R$ 20 (meia R$ 10). Dentro das igrejas, normalmente não se pode fotografar com flash, e muitas proíbem fotos.

Segunda-feira é dia de folga

Monte o roteiro para que a segunda-feira caia no dia de chegada, numa trilha ou num passeio que não dependa de museu. Minas de ouro, a feira do Largo de Coimbra, a caminhada pelas ruas e os mirantes funcionam normalmente.

O circuito do Museu Aleijadinho

O Museu Aleijadinho é administrado pela Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e funciona como um circuito em três igrejas: a Matriz (Santuário) de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, onde Aleijadinho está sepultado; a Igreja de São Francisco de Assis; e a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões. A paróquia anunciou novos valores a partir de 8 de julho de 2026: R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia. Valores mais baixos (R$ 10 e R$ 6) que aparecem em sites e guias antigos estão desatualizados.

Fotos, roupas e comportamento

As igrejas são templos ativos, com missas, casamentos e velórios. Em várias delas fotografar é proibido ou só é permitido sem flash. Respeite os avisos e os funcionários. Não há exigência formal de traje, mas roupas discretas são bem-vindas. Durante missas, a visitação turística costuma ser suspensa.

Meia-entrada e gratuidades

Estudantes, professores, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência costumam pagar meia, mediante documento. Moradores de Ouro Preto têm descontos em vários atrativos, como o Parque do Itacolomi. As regras variam de lugar para lugar: leve documento com foto e carteirinha de estudante.

O que fazer em Ouro Preto: as atrações que valem a viagem

Resposta direta: os imperdíveis em Ouro Preto são a Praça Tiradentes e o Museu da Inconfidência, a Igreja de São Francisco de Assis (obra-prima de Aleijadinho), a Basílica de Nossa Senhora do Pilar com o Museu de Arte Sacra, a Matriz de Antônio Dias com o Museu Aleijadinho, a Casa dos Contos, a Casa da Ópera, uma mina de ouro (Chico Rei, no centro, ou Passagem, a caminho de Mariana) e a feira de pedra-sabão do Largo de Coimbra. Com mais tempo, vá ao Parque Estadual do Itacolomi, a Mariana e a Lavras Novas.

A lista abaixo segue mais ou menos a ordem em que a maioria das pessoas visita, a partir da Praça Tiradentes. Preços e horários foram conferidos em outubro de 2026 nas fontes oficiais de cada atrativo. Mesmo assim, confirme antes de ir, porque igrejas e museus mudam horários em feriados e datas religiosas.

Praça Tiradentes

É o coração da cidade e o melhor lugar para começar. De um lado fica o antigo Palácio dos Governadores, hoje sede do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas. Do outro, a antiga Casa de Câmara e Cadeia, hoje Museu da Inconfidência. No centro, o monumento a Tiradentes, no lugar onde a cabeça do inconfidente foi exposta em 1792. Em volta, casarões coloniais, restaurantes, bares e o vaivém de estudantes e turistas. Volte à noite: a praça iluminada, com as luzes dos casarões e das torres ao fundo, é uma das imagens mais bonitas de Minas.

Praça Tiradentes em Ouro Preto à noite, com o monumento a Tiradentes iluminado, rastros de luz dos carros e os casarões coloniais acesos em volta
À noite, a Praça Tiradentes ganha outra cara: vale voltar depois do jantar para ver a praça e os casarões iluminados. Foto: Pedro Vilela/MTur / Wikimedia Commons, domínio público

Museu da Inconfidência

Instalado no prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, na Praça Tiradentes, é um dos museus mais visitados do Brasil e é administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O acervo reúne arte sacra, mobiliário, objetos do cotidiano dos séculos XVIII e XIX, obras ligadas a Aleijadinho e a Ataíde e documentos da Inconfidência Mineira. A sala mais impressionante é o Panteão dos Inconfidentes, onde estão os restos mortais de participantes da conjuração trazidos do exílio na África.

O horário oficial divulgado pelo museu é de terça a quinta das 10h às 18h, sextas e sábados das 10h às 20h e domingos das 10h às 18h, com entrada gratuita. Atenção: desde o fim de julho de 2026, depois da interrupção do serviço de vigilância terceirizada, o museu passou a funcionar em regime especial de visitação. Segundo a imprensa local, grupos agendados entram às 10h, 11h e 12h, e o público geral nas sessões das 14h, 15h, 16h e 17h, com ingresso retirado na recepção mediante documento (RG ou CPF) e visitas de cerca de 50 minutos. Confira nos canais oficiais do museu como está o funcionamento na semana da sua viagem.

Igreja de São Francisco de Assis

Para muita gente, é a igreja mais bonita do Brasil. A construção começou em 1766, com projeto de Aleijadinho, e as obras e a decoração seguiram até meados do século XIX. A portada esculpida em pedra-sabão, o medalhão da fachada e os dois púlpitos de pedra-sabão, de 1771, são de Aleijadinho. O forro da nave, pintado por Manuel da Costa Ataíde, mostra a Assunção de Nossa Senhora cercada de anjos músicos, num dos grandes momentos da pintura colonial brasileira. Repare nos rostos mestiços das figuras: segundo a tradição, Ataíde teria usado traços de pessoas da cidade.

A igreja fica no Largo de Coimbra, perto da Praça Tiradentes, e faz parte do circuito do Museu Aleijadinho (R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia desde julho de 2026). Pelo site da paróquia, a visitação é de terça a domingo, das 8h30 às 11h45 e das 13h30 às 16h45. A página de turismo da prefeitura informa 8h30 às 17h, então chegue cedo para não ficar de fora no almoço. Fecha às segundas.

Fachada da Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto, com duas torres redondas, portada esculpida em pedra-sabão e céu azul
A Igreja de São Francisco de Assis, iniciada em 1766 com projeto de Aleijadinho, é parada obrigatória em qualquer roteiro. Foto: Rodrigo Tetsuo Argenton / Wikimedia Commons, domínio público

Feira de pedra-sabão do Largo de Coimbra

Bem em frente à Igreja de São Francisco, a feirinha do Largo de Coimbra funciona todos os dias. Segundo a prefeitura, os expositores se reúnem ali desde 1995 e hoje são mais de 50 bancas de artesãos que vendem peças de pedra-sabão (panelas, esculturas, porta-velas, tabuleiros de xadrez), bijuterias e lembranças. A prefeitura informa funcionamento das 7h às 19h, e outros guias falam em 7h ou 8h às 18h. As panelas de pedra-sabão são pesadas, mas viajam bem embaladas. Pechinchar com educação faz parte.

Basílica de Nossa Senhora do Pilar e Museu de Arte Sacra

Era a matriz da paróquia mais rica de Vila Rica. Por dentro, a nave poligonal coberta de talha dourada impressiona, e é das igrejas mais ricas em ouro do Brasil. A igreja atual foi erguida em torno de uma capela do fim do século XVII. A decoração da nave foi feita entre 1735 e 1737 e a da capela-mor entre 1741 e 1754, e a fachada atual é de meados do século XIX. Em 1733, a volta do Santíssimo Sacramento da Igreja do Rosário para o Pilar foi celebrada com a procissão do Triunfo Eucarístico, uma das festas mais famosas da história da cidade.

Na cripta, sob a sacristia, funciona desde 2000 o Museu de Arte Sacra, com cerca de 400 peças dos séculos XVII a XIX. A prefeitura informa visitação de terça a domingo, das 9h às 11h30 e das 13h às 17h, com ingresso de R$ 20 (meia R$ 10). Fica na Praça Américo Lopes, no bairro do Pilar.

Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias e Museu Aleijadinho

A matriz do bairro de Antônio Dias é o ponto de partida do Museu Aleijadinho, administrado pela paróquia. Ali está sepultado Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e ali fica parte do acervo do museu, com imagens, oratórios e peças de arte sacra. O mesmo ingresso dá acesso à Igreja de São Francisco de Assis e à Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões. Para quem quer entender a obra de Aleijadinho, faz sentido visitar as três no mesmo dia.

Casa dos Contos

Construída entre 1782 e 1784 pelo comerciante e contratador de impostos João Rodrigues de Macedo, foi considerada na época a casa mais cara da capitania. Macedo era amigo de vários inconfidentes, e a casa serviu de ponto de encontro e, depois da denúncia, de prisão. Foi numa cela debaixo da escadaria que o poeta Cláudio Manuel da Costa foi encontrado morto, em 4 de julho de 1789. Mais tarde, o prédio abrigou a administração fazendária da capitania, a Casa de Fundição e a Casa da Moeda. Hoje é um espaço cultural ligado ao Ministério da Fazenda, com exposição sobre o ciclo do ouro, moedas, a senzala no porão e um centro de estudos com milhões de documentos.

Fica na Rua São José, 12, junto à Ponte dos Contos, de 1744. A entrada é gratuita. O horário aparece de forma diferente nas fontes oficiais: o cadastro federal de serviços informa terça a sábado das 10h às 17h e domingos e feriados das 10h às 15h; a prefeitura fala em terça a sábado das 10h às 18h e domingos das 10h às 14h. Planeje a visita para o meio do dia e confirme antes.

Casa da Ópera (Teatro Municipal)

Inaugurada em 6 de junho de 1770, a Casa da Ópera de Vila Rica é considerada o teatro mais antigo em funcionamento das Américas. O prédio, simples por fora, tem plateia em formato de lira e camarotes de madeira, e passou por uma restauração reaberta em 2007. Além das apresentações, o teatro abre para visitas. A prefeitura informa visitação diária das 10h às 17h, com ingresso simbólico (R$ 5, meia R$ 2,50). Fica na Rua Brigadeiro Musqueira, ao lado da Igreja do Carmo. Confirme o funcionamento antes, porque ensaios e eventos podem fechar a visitação.

Igrejas do Carmo, do Rosário e de Santa Efigênia

Ouro Preto tem mais de uma dezena de igrejas históricas. Três merecem atenção mesmo para quem não é especialista. A Igreja de Nossa Senhora do Carmo, ao lado da Praça Tiradentes, tem fachada desenhada a partir de projeto atribuído a Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, e trabalhos do filho. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no bairro do Rosário, tem uma rara planta de linhas curvas, em formato elíptico. A Igreja de Santa Efigênia dos Pretos, no Alto da Cruz, foi construída por uma irmandade de negros e está no alto de uma das ladeiras mais puxadas da cidade, com vista excelente. Horários e taxas de cada igreja variam: consulte a página de atrativos da prefeitura.

Mina do Chico Rei

Fica no meio da cidade, na Rua Dom Silvério, 108, no bairro de Antônio Dias, e é a forma mais fácil de entrar numa mina de ouro em Ouro Preto. São galerias estreitas escavadas à mão no século XVIII, que a tradição liga à lenda de Chico Rei. Pela página de turismo da prefeitura, funciona todos os dias, das 8h às 17h. A visita básica custa R$ 70 e dura de 25 a 30 minutos. Há também um roteiro “radical”, de 2 a 4 horas, por R$ 300. Não é indicada para quem tem claustrofobia: os túneis são baixos e úmidos.

Mina da Passagem

Fica no distrito de Passagem de Mariana, a cerca de 15 minutos de carro de Ouro Preto, no caminho para Mariana. A própria mina se apresenta como a maior mina de ouro aberta à visitação do mundo. A descida é feita num trole (um carrinho sobre trilhos) por um percurso de 315 metros até cerca de 120 metros de profundidade, onde fica um lago subterrâneo de água cristalina. A visita dura cerca de 40 minutos. Segundo o site oficial, funciona de segunda a sexta das 9h às 16h e aos sábados, domingos e feriados das 9h às 17h. O ingresso custa R$ 290 por pessoa, pago só em dinheiro. Estudantes, crianças de 6 a 12 anos, maiores de 60 anos, pessoas com deficiência e professores pagam meia, e menores de 5 anos não pagam.

Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas

No antigo Palácio dos Governadores, na Praça Tiradentes, o museu da UFOP tem uma das coleções de minerais mais importantes do país, além de setores de mineração, metalurgia, física e astronomia. É ótimo para quem viaja com crianças ou se interessa por pedras preciosas. O horário de visitação muda com o calendário da universidade: consulte o site da UFOP antes.

Museu do Oratório e outros museus

O Museu do Oratório, ao lado da Igreja do Carmo, reúne oratórios domésticos e de viagem dos séculos XVII ao XX, uma coleção curiosa sobre a fé do dia a dia em Minas. A cidade tem ainda o Museu Casa Guignard, a Casa de Tomás Antônio Gonzaga e outros espaços menores. Vale escolher dois ou três de acordo com seu interesse, em vez de tentar ver todos.

Horto dos Contos e chafarizes

O Horto dos Contos, criado em 1799 como horto botânico, é hoje um parque urbano com trilha ao longo do córrego, entre o centro e a região do Pilar, com cerca de 2,5 km de caminho. Pelo centro, repare nos chafarizes e pontes do século XVIII, como a Ponte dos Contos e o Chafariz dos Contos. São paradas rápidas que mostram como a cidade se abastecia de água.

Repúblicas estudantis

Ouro Preto tem a maior tradição de repúblicas estudantis do Brasil, ligadas à UFOP. Segundo a Refop, a entidade que reúne as repúblicas federais, são 67 casas, muitas em casarões históricos e com nomes curiosos. Elas promovem festas famosas, como a de 12 de outubro, aniversário da Escola de Minas, e a de 21 de abril, além do carnaval universitário. Algumas abrem para visitantes e hospedam turistas em datas de festa. Respeite a rotina dos moradores: são casas de estudantes, não atrações.

Parque Estadual do Itacolomi

O parque, criado em 1967, tem cerca de 5.971 hectares entre Ouro Preto e Mariana, e protege o Pico do Itacolomi (1.772 metros), a pedra que servia de referência aos bandeirantes, além de matas, campos de altitude, a Lagoa da Capela e a Fazenda São José do Manso, ligada ao antigo ciclo do chá. Pelas informações do Instituto Estadual de Florestas, o parque reabriu depois de obras, mas camping e hospedagem seguem fechados. Funciona de terça a domingo, das 7h às 17h, com última entrada às 16h. A entrada custa R$ 28,75 (meia R$ 14,37) e o estacionamento, R$ 20. A portaria fica no km 98 da BR-356, em frente à rotatória da Santa Casa. O acesso é asfaltado até ali e depois são cerca de 5 km de estrada de terra até o centro de visitantes. A trilha até o pico é longa e exige preparo: comece cedo e confirme as condições com o parque antes.

Mariana

A 14 km de Ouro Preto, Mariana foi a primeira vila e a primeira capital de Minas, e a primeira sede de bispado da capitania. O centro histórico é plano em comparação com Ouro Preto e muito agradável para caminhar. O cartão-postal é a Praça Minas Gerais, onde ficam lado a lado a Igreja de São Francisco de Assis, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a antiga Casa de Câmara e Cadeia. A Catedral da Sé tem um órgão alemão do século XVIII que ainda é usado em concertos. Consulte a programação. Dá para ir de ônibus da Transcotta e combinar com a Mina da Passagem, que fica no caminho.

Lavras Novas e cachoeiras

Distrito de Ouro Preto a cerca de 19 km, Lavras Novas é um antigo povoado que virou destino de fim de semana, com pousadas, restaurantes e vista para a serra. Na região há cachoeiras como a dos Três Pingos (cerca de 4 km da vila) e a dos Namorados (cerca de 5,5 km). Segundo a prefeitura, alguns acessos de carro são indicados apenas para veículos 4×4, e para outras cachoeiras recomenda-se guia local. Não vá a cachoeiras com chuva forte na cabeceira, por causa do risco de tromba-d’água.

Onde comer em Ouro Preto: a cozinha mineira

Resposta direta: em Ouro Preto, coma comida mineira: tutu de feijão, feijão tropeiro, frango com quiabo e angu, costelinha com ora-pro-nóbis, torresmo, pão de queijo e, de sobremesa, doce de leite com queijo. Os restaurantes se concentram na Praça Tiradentes, na Rua Direita (Conde de Bobadela), na Rua São José e no caminho do Largo de Coimbra. Muitos servem comida a quilo no almoço e cardápio à la carte no jantar. Prove também uma cachaça artesanal de Minas.

A cozinha de Minas nasceu justamente no ciclo do ouro. Tropeiros e mineradores precisavam de comida que aguentasse a viagem e desse energia para o trabalho, e daí vieram pratos com feijão, farinha de mandioca, toucinho, couve e milho. Nas casas, a mistura de saberes portugueses, africanos e indígenas criou receitas que até hoje aparecem em qualquer mesa mineira.

Pratos para provar

  • Tutu de feijão: feijão engrossado com farinha de mandioca, servido com linguiça, torresmo, couve e ovo.
  • Feijão tropeiro: feijão com farinha, ovos, bacon, linguiça e couve, a comida dos tropeiros que levavam mercadorias pelas estradas do ouro.
  • Frango com quiabo: um clássico de almoço de domingo, servido com angu de fubá.
  • Ora-pro-nóbis: planta de folhas carnudas, comum em quintais mineiros, que aparece refogada com costelinha de porco ou frango.
  • Pão de queijo e queijo minas: no café da manhã das pousadas e em qualquer padaria.
  • Doces: doce de leite, goiabada cascão, doce de abóbora, ambrosia e o clássico “Romeu e Julieta” (goiabada com queijo).
  • Cachaça: Minas tem muitos alambiques. Lojas no centro vendem rótulos da região. Beba com moderação, porque as ladeiras não perdoam.

Onde encontrar

Na Praça Tiradentes e nas ruas que descem dela há opções para todos os bolsos, de lanchonetes e restaurantes a quilo a casas mais caras em casarões históricos. Na hora do almoço, o sistema de comida a quilo é a forma mais econômica de provar vários pratos mineiros de uma vez. À noite, os bares da Rua Direita e da Praça Tiradentes ficam cheios de estudantes. Os sites da prefeitura e das próprias casas trazem horários e cardápios atualizados.

Café e quitandas

Em Minas, “quitanda” é o nome dos biscoitos, broas, roscas e bolos servidos no café da tarde. Peça broa de fubá, biscoito de polvilho e pão de queijo com um café coado. O café da manhã das pousadas mineiras costuma ser farto e é um dos prazeres da viagem.

Quanto custa viajar para Ouro Preto

Resposta direta: os ingressos principais somam cerca de R$ 150 por pessoa se você fizer o circuito do Museu Aleijadinho (R$ 30), a Basílica do Pilar com o Museu de Arte Sacra (R$ 20), a Mina do Chico Rei (R$ 70) e a Casa da Ópera (R$ 5), visitando de graça o Museu da Inconfidência e a Casa dos Contos. A Mina da Passagem (R$ 290, em dinheiro) e o Parque do Itacolomi (R$ 28,75 mais R$ 20 de estacionamento) são extras. Hospedagem e comida variam muito com a época, e Carnaval, Semana Santa e feriados são bem mais caros.

ItemPreço (out/2026, fontes oficiais)Observação
Museu Aleijadinho (inclui São Francisco de Assis, Matriz de Antônio Dias e Mercês e Perdões)R$ 30 inteira / R$ 15 meiaNovos valores desde 8 de julho de 2026
Basílica do Pilar e Museu de Arte SacraR$ 20 inteira / R$ 10 meiaTerça a domingo
Museu da InconfidênciaGratuitoRegime especial desde julho de 2026: confirme
Casa dos ContosGratuitoHorários divergem entre as fontes
Casa da Ópera (visitação)R$ 5 inteira / R$ 2,50 meiaPode fechar em dias de evento
Mina do Chico ReiR$ 70 (visita básica) / R$ 300 (roteiro radical)Todos os dias, 8h às 17h
Mina da Passagem (Mariana)R$ 290Só dinheiro; meia para estudantes, 6 a 12 anos, 60+, PCD e professores
Parque Estadual do ItacolomiR$ 28,75 inteira / R$ 14,37 meiaEstacionamento R$ 20; terça a domingo

Hospedagem

Ouro Preto tem desde pousadas simples perto da rodoviária até hotéis históricos e pousadas de charme em casarões. A diferença de preço entre um fim de semana comum e um feriado prolongado pode ser grande, e no Carnaval muitos lugares só vendem pacotes fechados. Pesquise direto nos sites oficiais (há uma lista de dez hospedagens mais abaixo) e reserve cedo para datas especiais.

Como economizar

  • Viaje de domingo a quinta, fora de feriados: as diárias caem e as igrejas ficam vazias.
  • Almoce em restaurantes a quilo e deixe o jantar à la carte para uma noite especial.
  • Use o ônibus da Pássaro Verde em vez de transfer privado desde Belo Horizonte.
  • Comece pelos atrativos gratuitos: Museu da Inconfidência (quando aberto), Casa dos Contos, a feira do Largo de Coimbra, as fachadas das igrejas e os mirantes.
  • Leve carteirinha de estudante, documento de professor ou de idoso: quase todos os atrativos dão meia-entrada.

Roteiro em Ouro Preto: 2, 3 ou 4 dias

Resposta direta: com dois dias, faça o centro histórico (Praça Tiradentes, Museu da Inconfidência, São Francisco de Assis, Pilar, Antônio Dias e Casa dos Contos). Com três dias, acrescente a Mina da Passagem e Mariana. Com quatro, reserve um dia para o Parque Estadual do Itacolomi ou para Lavras Novas. Não marque museus e igrejas para segunda-feira.

Dia 1: Praça Tiradentes, Inconfidência e lado do Pilar

Comece pela Praça Tiradentes e pelo Museu da Inconfidência, conferindo antes o horário de visita do período. Depois, desça para a Igreja do Carmo e o Museu do Oratório. Almoce perto da praça. À tarde, siga pela Rua São José até a Casa dos Contos e continue até a Basílica do Pilar e o Museu de Arte Sacra (chegue antes das 17h). No fim da tarde, suba até a Igreja do Rosário. À noite, jante no centro e volte à praça iluminada.

Dia 2: Aleijadinho, Antônio Dias e Chico Rei

De manhã, cedo, vá à Igreja de São Francisco de Assis (abre às 8h30) e passeie pela feira de pedra-sabão do Largo de Coimbra. Siga para a Igreja das Mercês e Perdões e para a Matriz de Antônio Dias, onde está o túmulo de Aleijadinho: o mesmo ingresso vale para as três. Almoce. À tarde, faça a visita à Mina do Chico Rei, a poucos passos dali, e, se ainda tiver pernas, suba à Igreja de Santa Efigênia para o pôr do sol. À noite, Casa da Ópera, se houver apresentação.

Dia 3: Mina da Passagem e Mariana

Saia de manhã para a Mina da Passagem (leve dinheiro em espécie). Depois, siga para Mariana, a poucos minutos. Almoce lá, caminhe pela Praça Minas Gerais, pela Rua Direita e pela Catedral da Sé, e volte para Ouro Preto no fim da tarde. Há ônibus da Transcotta entre as duas cidades.

Dia 4: Itacolomi ou Lavras Novas

Para natureza, vá cedo ao Parque Estadual do Itacolomi (abre às 7h, de terça a domingo), faça a trilha até a Lagoa da Capela ou, se estiver preparado, até o pico. Outra opção é passar o dia em Lavras Novas, com almoço no distrito e banho de cachoeira na estação seca. Os dois passeios ficam mais fáceis de carro ou com guia.

Segurança e dicas práticas em Ouro Preto

Resposta direta: Ouro Preto é uma cidade tranquila para turistas, mas os maiores riscos são quedas nas ladeiras de pedra, sobretudo com chuva e à noite, e furtos de oportunidade em dias de festa. Use tênis com boa aderência, ande com calma nas descidas, não deixe objetos à vista no carro e, no Carnaval, leve só o necessário. Em trilhas e cachoeiras, vá com guia e evite dias de chuva forte.

Ladeiras e calçamento

O calçamento de pedra é bonito e traiçoeiro. Na chuva, as pedras ficam lisas como sabão. Desça de lado nas ladeiras mais íngremes, segure-se nos corrimãos onde houver e evite sapato de sola lisa. Quem tem dificuldade de locomoção deve planejar trajetos de táxi entre os pontos mais altos e os mais baixos.

Chuvas e encostas

Ouro Preto fica em área de serra e já teve deslizamentos de terra em verões muito chuvosos. Em períodos de chuva forte, acompanhe os alertas da Defesa Civil e evite trilhas, cachoeiras e encostas.

Dinheiro, celular e festas

Cartão é aceito na maioria dos restaurantes e hotéis, mas tenha dinheiro em espécie para a Mina da Passagem, para algumas bancas da feira e para gorjetas de guias. Em festas, Carnaval e noites de república, guarde o celular no bolso da frente e combine pontos de encontro com o grupo.

Guias de turismo

Contratar um guia credenciado por meio período muda a visita: as igrejas ganham sentido quando alguém explica quem pagou, quem esculpiu e por quê. A prefeitura mantém informações sobre serviços turísticos no portal de turismo da cidade.

Números úteis

Em emergência, ligue 190 (Polícia Militar), 192 (SAMU) e 193 (Bombeiros). A Defesa Civil atende pelo 199.

Destinos próximos para combinar com Ouro Preto

Resposta direta: Ouro Preto combina com Mariana, a 14 km, e com Belo Horizonte, a porta de entrada da viagem. Quem tem mais tempo pode montar um roteiro das cidades históricas de Minas e, depois, seguir para o Rio de Janeiro, Paraty ou São Paulo.

Praça Minas Gerais em Mariana, com a Igreja de São Francisco de Assis de fachada branca e torres, gramado e casarões coloniais em volta sob céu azul
Mariana, a 14 km de Ouro Preto, foi a primeira capital de Minas. Na Praça Minas Gerais ficam duas igrejas e a antiga Casa de Câmara e Cadeia. Foto: EricaAzzellini / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Onde ficar em Ouro Preto: 10 hospedagens com site oficial

Resposta direta: para ficar no centro, a pé de tudo, veja o Grande Hotel Ouro Preto, a Pousada Solar da Ópera, o Luxor Hotel e a Pousada do Mondego. Para quem vai de carro e quer vista e estacionamento, o Hotel Solar das Lajes, a Pousada Solar da Inconfidência, o Hotel Solar do Rosário e o Hotel Pousada do Arcanjo. Fora da cidade, o Hotel Providência, em Mariana, e a Pousada Província, em Lavras Novas. Os links levam ao site oficial de cada hospedagem e foram verificados em 28 de outubro de 2026. Não há links de afiliados. Os serviços citados são os que cada site informa, e preços e condições podem mudar: confirme direto com a hospedagem.

Uma dica antes de reservar: pergunte se o quarto fica no térreo ou em andar alto e se há escadas. Muitos casarões históricos não têm elevador, e algumas pousadas ficam no alto de ladeiras. Se você vai de carro, confirme se há estacionamento próprio, porque no centro é difícil parar.

Grande Hotel Ouro Preto (hotel histórico, Centro)

O Grande Hotel Ouro Preto é um projeto de Oscar Niemeyer de 1938, na Rua Senador Rocha Lagoa, 164, ao lado do Horto dos Contos, segundo o site oficial. O próprio Niemeyer projetou depois a piscina e um anexo com 29 apartamentos, e o hotel diz ter tido as primeiras suítes duplex do Brasil. É uma escolha para quem gosta de arquitetura moderna e quer ficar a poucos minutos da Praça Tiradentes. Telefone informado: (31) 3551-1488.

Hotel Solar do Rosário (casarão do século XIX, Rosário)

O Hotel Solar do Rosário funciona num casarão do século XIX na Rua Getúlio Vargas, 270, no bairro do Rosário, segundo o site oficial, que informa 38 quartos. Fica perto da Igreja do Rosário e a uma caminhada da Praça Tiradentes. Telefone informado: (31) 3551-5040.

Pousada do Mondego (pousada histórica, Largo de Coimbra)

A Pousada do Mondego fica no Largo de Coimbra, 38, junto à Igreja de São Francisco de Assis e à feira de pedra-sabão. A localização é das melhores da cidade para quem quer acordar e ir direto às igrejas. Telefone: (31) 3552-7700.

Pousada Solar da Ópera (casarão, Rua Conde de Bobadela)

A Pousada Solar da Ópera ocupa um casarão do século XIX na Rua Conde de Bobadela, 75, a Rua Direita, perto da Casa da Ópera, segundo o site oficial. Os apartamentos têm ar-condicionado, frigobar, TV e cofre. Boa para quem quer ficar no meio do movimento, a passos da Praça Tiradentes. Telefone informado: (31) 3551-6844.

Luxor Hotel (hotel tradicional, Centro)

O Luxor Hotel fica na Rua Dr. Alfredo Baeta, 16, a cerca de 450 metros da Praça Tiradentes, segundo o site oficial. Tem 19 apartamentos em três categorias e funciona há mais de cinco décadas. Uma opção central para quem quer fazer tudo a pé.

Hotel Pousada do Arcanjo (hotel com transfer, São Miguel Arcanjo)

O Hotel Pousada do Arcanjo fica na Rua São Miguel Arcanjo, 270, e oferece traslado gratuito de ida e volta até a Praça Tiradentes, segundo o site oficial. O transfer resolve o problema das ladeiras para quem não quer subir a pé no fim do dia. Telefone informado: (31) 3551-4121.

Hotel Solar das Lajes (hotel com piscina e vista, Lajes)

O Hotel Solar das Lajes fica na Rua Conselheiro Quintiliano, 604, a cerca de 800 metros da Praça Tiradentes, segundo o site oficial. São 21 apartamentos, piscina, deck panorâmico e uma mina de ouro dentro da propriedade, aberta aos hóspedes. Bom para quem vai de carro e quer vista dos telhados da cidade.

Pousada Solar da Inconfidência (pousada, Lajes)

A Pousada Solar da Inconfidência fica na Rua Conselheiro Quintiliano, 395, a cerca de 500 metros da Praça Tiradentes, segundo o site oficial. Tem 13 suítes e estacionamento próprio, uma vantagem rara perto do centro.

Hotel Providência (hotel em Mariana)

O Hotel Providência fica na Rua Dom Silvério, 233, no centro de Mariana, segundo o site oficial, com 39 apartamentos, piscina e quadras. É uma alternativa para quem quer explorar Mariana com calma ou não encontrou vaga em Ouro Preto em datas de festa. Telefone informado: (31) 3557-1444.

Pousada Província (pousada em Lavras Novas)

A Pousada Província fica em Lavras Novas, distrito de Ouro Preto. Segundo o site oficial, tem 17 suítes com cama queen, piscina e fogão a lenha. Para casais que querem silêncio e serra, com Ouro Preto a menos de meia hora de carro. Telefone informado: (31) 99392-2195.

Vídeo: Ouro Preto

O vídeo abaixo foi publicado pela Prefeitura de Ouro Preto no YouTube nos 310 anos da cidade e conta a história de Ouro Preto, de Vila Rica ao Patrimônio Mundial.

Perguntas frequentes sobre Ouro Preto

O que fazer em Ouro Preto?

Os passeios principais são a Praça Tiradentes, o Museu da Inconfidência, a Igreja de São Francisco de Assis, a Basílica do Pilar com o Museu de Arte Sacra, a Matriz de Antônio Dias (Museu Aleijadinho), a Casa dos Contos, a Casa da Ópera, a Mina do Chico Rei e a feira de pedra-sabão do Largo de Coimbra. Com mais tempo, vá à Mina da Passagem, a Mariana, ao Parque Estadual do Itacolomi e a Lavras Novas.

Quantos dias ficar em Ouro Preto?

Dois dias bastam para o centro histórico e os principais museus. Com três dias dá para incluir a Mina da Passagem e Mariana. Com quatro, um dia de natureza no Itacolomi ou em Lavras Novas.

Qual a melhor época para ir a Ouro Preto?

De abril a setembro, a estação seca, com céu limpo e noites frias. Julho tem cerca de 15 mm de chuva e mínimas médias perto de 8 °C. De novembro a março chove bastante. Semana Santa, Carnaval e o Festival de Inverno são as datas mais animadas e também as mais cheias.

Como chegar a Ouro Preto saindo de Belo Horizonte?

De carro, pela BR-040 e pela BR-356, cerca de 100 km e de 1h40 a 2h. De ônibus, a Pássaro Verde sai da Rodoviária de Belo Horizonte para a Rodoviária de Ouro Preto, com viagem de 1h50 a 2h30. Do Aeroporto de Confins são cerca de 140 km.

Quanto custa entrar nas igrejas de Ouro Preto?

O circuito do Museu Aleijadinho, que inclui a Igreja de São Francisco de Assis, a Matriz de Antônio Dias e as Mercês e Perdões, custa R$ 30 (meia R$ 15) desde julho de 2026. A Basílica do Pilar com o Museu de Arte Sacra custa R$ 20 (meia R$ 10). As outras igrejas têm taxas próprias.

O Museu da Inconfidência é gratuito?

Sim, a entrada é gratuita. Desde o fim de julho de 2026, porém, o museu funciona em regime especial, com visitas em horários marcados e ingresso retirado na recepção com documento. Confira os canais oficiais do museu antes de ir.

Qual mina de ouro visitar em Ouro Preto?

A Mina do Chico Rei fica no centro, custa R$ 70 na visita básica e dura cerca de meia hora. A Mina da Passagem, a 15 minutos, no caminho de Mariana, desce de trole até cerca de 120 metros de profundidade, tem lago subterrâneo e custa R$ 290, pago só em dinheiro.

O trem de Ouro Preto a Mariana está funcionando?

Não. O trem turístico da Vale entre Ouro Preto e Mariana está suspenso desde agosto de 2020. As obras na linha devem ir até o fim de 2028, e não há data para a volta do passeio. Para ir a Mariana, use ônibus, táxi ou carro.

Ouro Preto é boa para quem tem dificuldade de locomoção?

É desafiadora. O centro é todo de ladeiras íngremes com calçamento de pedra irregular, e muitas igrejas e casarões têm escadas. Dá para visitar com planejamento: escolha hotel com acesso fácil e use táxi entre os pontos altos e baixos.

Onde ficar em Ouro Preto?

No centro histórico, entre a Praça Tiradentes, a Rua Direita e o Largo de Coimbra, para fazer tudo a pé. No bairro das Lajes, na entrada da cidade, para ter estacionamento e vista. Em Lavras Novas, para sossego e natureza, e em Mariana, quando Ouro Preto está lotada.

Ouro Preto vale a pena?

Vale, e muito. Poucos lugares no Brasil reúnem tanta história num espaço tão pequeno: em dois dias você entra nas igrejas de Aleijadinho e Ataíde, vê onde os inconfidentes se reuniam e foram presos, desce a uma mina de ouro e janta comida mineira numa praça iluminada do século XVIII. Ouro Preto cansa as pernas e exige algum planejamento (segunda-feira fechada, horários de almoço nas igrejas, museus em regime especial), mas recompensa quem vai sem pressa. Se puder, fique três dias e inclua Mariana.

Fontes

Explora Brasil
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