Maragogi fica no litoral norte de Alagoas, a cerca de 125 km tanto do aeroporto de Maceió quanto do de Recife, e é a cidade mais conhecida da APA Costa dos Corais, uma das maiores unidades de conservação marinhas costeiras do país. O que fazer em Maragogi, em resumo: pegar um catamarã até as Galés, as piscinas naturais a 4 ou 5 km da costa, no dia de maré mais baixa da sua viagem; atravessar a pé o Caminho de Moisés, o banco de areia que aparece na Praia de Barra Grande só nas marés extremas; passar uma tarde nas praias tranquilas do norte (Antunes, Ponta de Mangue, Peroba); comer bolinho de goma em São Bento; e reservar pelo menos um dia para a Rota Ecológica dos Milagres, com o passeio dos peixes-boi em Porto de Pedras, e outro para a Praia dos Carneiros, já em Pernambuco.
Este guia foi montado em outubro de 2026 com informações conferidas em fontes oficiais: ICMBio (plano de manejo e guia de normas da APA Costa dos Corais), Prefeitura de Maragogi e seu Diário Oficial, Ministério Público de Alagoas, Marinha do Brasil, INMET, IBGE e os sites das próprias hospedagens, além de jornais alagoanos para as notícias mais recentes. Ele explica a história da cidade e da APA, como funcionam as marés e as regras das piscinas, quanto custa cada passeio, quando ir, como chegar de Maceió e de Recife, um roteiro de dois a quatro dias e dez hotéis e pousadas com site oficial. Quando as fontes divergem, avisamos no texto. Maré, preço e regra mudam: confirme sempre na véspera.
Resumo rápido: Maragogi (AL)
- Onde fica: extremo norte do litoral de Alagoas, na divisa com Pernambuco. A cidade tem cerca de 334 km² e 32.174 habitantes no Censo 2022 (o IBGE estima 33.283 em 2026).
- Por que ir: as piscinas naturais de recife (Galés, Taocas e Barra Grande) e o Caminho de Moisés, todos dentro da APA Costa dos Corais, criada em 1997 e gerida pelo ICMBio.
- Regra de ouro: tudo depende da maré baixa. Os passeios às piscinas acontecem de 2 horas antes a 2 horas depois da baixa-mar prevista pela Marinha para o Porto de Maceió. Maré baixa alta demais significa piscina fechada.
- Melhor época: de setembro a março, quando chove pouco e o mar costuma estar mais claro. De abril a julho é a época das chuvas (junho passa de 300 mm em Maceió). Alta temporada: dezembro a fevereiro, Carnaval e julho.
- Como chegar: de carro ou transfer desde o Aeroporto de Maceió (cerca de 124 km, 2 horas) ou do Aeroporto do Recife (cerca de 125 km, 2 horas). O aeroporto de Maragogi ainda não tem voos comerciais.
- Quanto custa: os passeios às piscinas têm preço mínimo fixado pela Prefeitura (R$ 120 de jangada ou escuna, R$ 150 de lancha, por pessoa, em dezembro de 2024), mais taxa ambiental municipal de R$ 7 por pessoa. O ICMBio não cobra taxa federal.
- Quantos dias: dois dias para as Galés e as praias de Maragogi; três com a Rota dos Milagres; quatro com Carneiros ou Japaratinga.
- Para não esquecer: sapatilha de água, máscara de mergulho (nadadeiras são proibidas nas piscinas), camiseta com proteção UV e dinheiro para o almoço nas barracas.

História de Maragogi: dos caetés às piscinas naturais
Resposta direta: Maragogi começou como um povoado chamado Gamela, virou a Vila de Isabel em 1875, ganhou o nome atual em 1876 e foi elevada a cidade em 1892. Viveu da cana, do coco e da pesca por mais de um século. O turismo só começou nos anos 1980, e hoje a cidade é o principal destino de Alagoas fora da capital.
Antes dos portugueses, essa faixa de litoral entre o Rio Persinunga e o Rio Manguaba era território dos caetés, povo tupi que ocupava boa parte da costa entre Pernambuco e Alagoas. O nome da cidade vem do tupi e é traduzido como “rio dos gatos-do-mato”, referência ao rio que corta o município e desemboca no Pontal, ao lado do centro.
Holandeses, engenhos e cabanos
No século XVII, durante a ocupação holandesa do Nordeste, a costa de Barra Grande e de São Bento foi palco de combates entre luso-brasileiros e holandeses, segundo o histórico do IBGE. Nessa mesma época, monges beneditinos se instalaram em São Bento, no sul do município. As ruínas do antigo mosteiro, de 1634 segundo o jornal Tribuna Hoje, foram restauradas e entregues em novembro de 2020 e hoje são uma das poucas marcas visíveis do período colonial em Maragogi. Mais tarde, a região viveu a Guerra dos Cabanos (1832–1850), revolta popular que se espalhou pelas matas entre Alagoas e Pernambuco.
De Gamela a Maragogi
O povoado de Gamela, que pertencia a Porto Calvo, foi elevado a vila com o nome de Vila de Isabel pela Lei Provincial 681, de 24 de abril de 1875. No ano seguinte, a Lei 733, de 3 de julho de 1876, trocou o nome para Maragogi. A sede foi elevada à categoria de cidade pela Lei 15, de 16 de maio de 1892, segundo a compilação do IBGE (o mesmo texto histórico menciona 1887 em outro trecho, por isso você pode encontrar as duas datas). Em 1960, Japaratinga, até então distrito de Maragogi, se emancipou pela Lei 2.264, de 23 de julho. Hoje o município tem dois distritos, Maragogi e Barra Grande.
A virada do turismo
Durante a maior parte do século XX, Maragogi foi uma cidade de usinas de açúcar, coqueirais e pescadores de jangada. O turismo começou nos anos 1980, com veranistas de cidades vizinhas comprando casas de praia, e ganhou outra escala com a abertura do hotel Salinas de Maragogi, em 1989. Com as piscinas naturais aparecendo em revistas e na televisão, Maragogi passou a ser vendida como “Caribe brasileiro” e virou parada obrigatória de quem visita Maceió ou Recife. Em 2024, foi a única cidade de Alagoas classificada na categoria A do Mapa do Turismo Brasileiro, segundo a Prefeitura.
Maragogi hoje
A cidade real é maior que a orla. Há um centro com comércio, igrejas e feira, povoados de pescadores como São Bento e Barra Grande, e um interior de canaviais e mata atlântica. Uma das trilhas mais citadas é a do Visgueiro, de cerca de 6 km, que leva a uma árvore gigante com aproximadamente 500 anos e 22 metros de altura, segundo reportagem do g1 Alagoas. O calendário tem festas religiosas e populares: São Benedito na Peroba, Nossa Senhora da Guia em Barra Grande, São Bento no povoado do mesmo nome, a Mariscada, a festa da Emancipação e, desde 2021, o Festival de Velas no Pontal do Maragogi, promovido pela Secretaria de Turismo de Alagoas.
A APA Costa dos Corais: por que há tantas regras
Resposta direta: a APA Costa dos Corais é uma área de proteção ambiental federal criada em 23 de outubro de 1997, com cerca de 120 km de litoral entre Alagoas e Pernambuco. Ela protege os recifes de coral, os manguezais e o peixe-boi-marinho. É por causa dela que as piscinas de Maragogi têm limite de barcos, horário pela maré e proibições como nadadeiras e alimentação de peixes.
A APA foi criada por decreto federal em 1997 e é administrada pelo ICMBio. Em junho de 2025, o Decreto 12.490 ampliou a área em cerca de 89 mil hectares, e ela passou de 495 mil hectares no total. A unidade abrange 12 municípios: nove em Alagoas (Maceió, Paripueira, Barra de Santo Antônio, Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, Porto Calvo, Japaratinga e Maragogi) e três em Pernambuco (São José da Coroa Grande, Barreiros e Tamandaré). O plano de manejo em vigor foi aprovado pela Portaria 308, de 19 de julho de 2021.
Os recifes da Costa dos Corais formam uma barreira quase contínua paralela à praia. Na maré baixa, partes deles ficam expostas e criam lagoas de água rasa e transparente, cheias de peixes: são as piscinas naturais. Esse ecossistema é frágil. Coral pisado ou arrancado leva anos para se recuperar, e o excesso de barcos e de gente turva a água, assusta os peixes e quebra o recife. O Plano de Uso Público do ICMBio registrou quase 300 mil passeios às piscinas da APA em 2019, com a grande maioria concentrada em Maragogi. Daí o controle.
A APA também passou por momentos difíceis. Em 2019, o derramamento de óleo que atingiu o litoral do Nordeste chegou às praias da região, e voluntários, pescadores e órgãos públicos passaram semanas recolhendo manchas. A unidade é ainda a principal área de proteção do peixe-boi-marinho no Brasil: o ICMBio mantém trabalho de reintrodução de animais no Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, ao sul de Maragogi.
O que isso muda para você
Na prática, a APA significa três coisas. Primeiro, você só visita as piscinas com operador autorizado e num horário determinado pela maré. Segundo, há um número máximo de embarcações por dia em cada piscina, e em feriados os passeios esgotam. Terceiro, dentro da água valem regras que o condutor vai repetir: não pisar nos corais, não alimentar os peixes, não usar nadadeiras, não levar comida nem bebida para a água. Ninguém está implicando com o turista. As regras existem para que as piscinas continuem do jeito que você viu nas fotos.
Onde ficar em Maragogi: centro, litoral norte ou Japaratinga
Resposta direta: fique no centro se quer fazer tudo a pé e ter restaurantes e embarque de passeios por perto. Escolha o litoral norte (Barra Grande, Antunes, Ponta de Mangue) para praia sossegada e resorts, sabendo que vai depender de carro, táxi ou transfer. São Bento e Japaratinga, ao sul, têm clima de vila e pousadas menores.
A escolha da hospedagem em Maragogi depende menos do hotel e mais da praia onde ele fica. O município tem uma orla urbana no centro e uma faixa longa de praias para o norte, pela AL-101 Norte, até a divisa com Pernambuco. Para o sul, depois do Pontal e da Praia do Camacho, vem São Bento e, atravessando a ponte do Rio Salgado, Japaratinga. As distâncias parecem pequenas no mapa, mas fora do centro não há como resolver tudo a pé.
Centro e orla urbana
É a área mais prática. Há pousadas e hotéis de vários preços, restaurantes, farmácias, mercado e boa parte dos pontos de embarque para as Galés. O mar em frente ao centro também é calmo e protegido pelos recifes. A desvantagem é o movimento: na alta temporada, a orla fica cheia de carros, ambulantes e música alta. Para quem vai sem carro, ainda assim é a melhor escolha.
Burgalhau e Barra Grande
Logo ao norte do centro, a Praia do Burgalhau fica a cerca de 1 km, junto à foz do Rio dos Paus. Mais adiante, a cerca de 8 km pela estrada, está Barra Grande, povoado histórico que é o ponto de partida do Caminho de Moisés e da piscina natural de mesmo nome. É uma boa base para quem quer sossego e acesso fácil aos passeios do norte.
Antunes, Ponta de Mangue e Peroba
É o trecho dos resorts e das pousadas de charme. Antunes, logo depois de Barra Grande, é uma praia calma, de mar raso e pouca estrutura. Ponta de Mangue, a cerca de 8 km do centro em linha reta, tem piscinas de maré próximas da areia e alguns dos maiores hotéis da cidade. A Peroba, a cerca de 10 km em linha reta, é a última praia antes de Pernambuco. Quem fica aqui ganha praia vazia e silêncio, mas precisa de carro ou transfer para jantar no centro.
São Bento e Camacho
Ao sul, a Praia do Camacho fica junto à foz do Rio Maragogi, e São Bento, a cerca de 6 km do centro pela estrada, é um povoado de pescadores com igreja, ruínas do mosteiro e as famosas barraquinhas de bolinho de goma. É uma opção para quem quer clima de vila com preço menor que o dos resorts.
Japaratinga e São Miguel dos Milagres
Japaratinga fica a cerca de 11 km do centro de Maragogi e tem mar igualmente calmo, pousadas e um resort premiado. São Miguel dos Milagres, a cerca de 35 km, é o coração da Rota Ecológica e tem as pousadas de charme mais disputadas do litoral. Se a sua prioridade é sossego e você aceita dirigir até as Galés, as duas funcionam bem como base.
Clima e melhor época para ir a Maragogi
Resposta direta: a melhor época para visitar Maragogi é de setembro a março, quando chove pouco, o sol aparece quase todo dia e a água costuma estar mais transparente. Outubro, novembro e dezembro são os meses mais secos. De abril a julho é a estação chuvosa, com maio, junho e julho passando de 270 mm de chuva por mês. Mas a época importa menos que a maré: escolha as datas olhando a tábua de marés.
O clima de Maragogi é tropical quente e úmido (As na classificação de Köppen), com temperatura alta o ano inteiro e chuvas concentradas no outono e no inverno. A cidade não tem estação do INMET com normal climatológica própria, então a tabela abaixo usa as normais da estação de Maceió, a 125 km, que tem o mesmo padrão de chuvas do litoral norte alagoano. Chuva e temperaturas máximas são da normal 1991–2020; as mínimas, da normal 1981–2010.
| Mês | Mínima média | Máxima média | Chuva (mm) |
|---|---|---|---|
| Janeiro | 21,4 °C | 31,0 °C | 91,2 |
| Fevereiro | 21,8 °C | 31,3 °C | 80,2 |
| Março | 22,1 °C | 31,5 °C | 101,3 |
| Abril | 21,8 °C | 30,7 °C | 194,3 |
| Maio | 21,2 °C | 29,5 °C | 294,7 |
| Junho | 20,3 °C | 28,4 °C | 322,8 |
| Julho | 19,7 °C | 27,6 °C | 270,9 |
| Agosto | 19,7 °C | 27,8 °C | 191,5 |
| Setembro | 19,9 °C | 28,6 °C | 109,2 |
| Outubro | 20,3 °C | 29,9 °C | 70,2 |
| Novembro | 21,9 °C | 30,8 °C | 45,1 |
| Dezembro | 21,2 °C | 31,3 °C | 36,7 |
Fonte: INMET, normais climatológicas da estação de Maceió. Os dados servem de referência para Maragogi, que não tem normal própria. Estudo da UFCG para o município estima cerca de 1.400 mm de chuva por ano, contra cerca de 1.800 mm em Maceió.
Alta e baixa temporada
A alta temporada vai de meados de dezembro ao Carnaval, com picos no Réveillon e nas férias de janeiro, e volta em julho, nas férias escolares, mesmo com chuva. Nessas datas os preços de hospedagem sobem, os passeios às piscinas esgotam com antecedência e a orla do centro fica cheia. Setembro, outubro e novembro costumam ser o melhor equilíbrio: tempo firme, mar bonito e menos gente fora dos feriados. De abril a junho, os preços caem, mas a chuva e o vento podem deixar a água turva justamente no dia do passeio.
A maré manda mais que o calendário
Em Maragogi, um dia de sol com maré baixa de 0,8 m pode ser pior que um dia nublado com maré de 0,1 m. As melhores marés baixas acontecem perto da lua cheia e da lua nova, as chamadas marés de sizígia. Antes de fechar as datas, abra a previsão de marés da Marinha do Brasil para o Porto de Maceió, que é a referência oficial usada pelo ICMBio, e procure dias em que a baixa-mar fique abaixo de 0,4 m e aconteça entre o meio da manhã e o meio da tarde. Se a viagem for curta, prefira chegar um dia antes do dia de melhor maré, para ter margem caso o tempo vire.
O que levar na mala
Roupa leve, chapéu, óculos escuros, camiseta com proteção UV para usar dentro da água, sapatilha de neoprene ou de borracha para andar sobre areia e cascalho, máscara de mergulho e um saco estanque para o celular. Leve também uma capa de chuva leve se a viagem for entre abril e agosto. Repelente ajuda no fim de tarde, perto dos rios e mangues.
Como chegar a Maragogi
Resposta direta: o jeito mais comum é voar até Maceió ou Recife e seguir de carro, transfer ou excursão. Dos dois aeroportos são cerca de 125 km e 2 horas de estrada. De Maceió o caminho é pela AL-101 Norte; de Recife, pela BR-101 e pela PE-060, entrando em Alagoas pela ponte sobre o Rio Persinunga. O Aeroporto Costa dos Corais, em Maragogi, ainda não recebe voos comerciais.
De avião: Maceió ou Recife?
O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Maceió (MCZ), fica a cerca de 124 km de Maragogi, cerca de 2 horas de carro pelos cálculos do roteador do OpenStreetMap. O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes (REC) fica praticamente à mesma distância, cerca de 125 km, também em cerca de 2 horas. Recife costuma ter mais voos diretos e, às vezes, tarifas melhores; Maceió permite combinar a viagem com a capital alagoana e as praias do litoral sul. Compare os dois antes de comprar a passagem.
E o aeroporto de Maragogi?
O Aeroporto Costa dos Corais está em obras no município, com pista de 2.200 metros. A previsão do governo de Alagoas era iniciar pousos e decolagens em 2026, mas, segundo a imprensa local, em agosto de 2026 a pista ainda recebia a segunda camada de pavimento e o terminal de passageiros seguia em licitação. Em julho, o Conselho Gestor de Parcerias do estado selecionou estudos para uma futura concessão. Em outubro de 2026, não havia voos comerciais para Maragogi. Não compre passagem para lá sem confirmação oficial.
De carro desde Maceió
Da orla de Maceió são cerca de 128 km; do aeroporto, cerca de 124 km. O roteador do OpenStreetMap leva do aeroporto pelas rodovias estaduais AL-405 e AL-105 até a AL-101 Norte, que chega ao centro de Maragogi. As estradas são de mão dupla, com curvas, povoados e lombadas; conte de 2 a 2,5 horas sem paradas e use o GPS no dia, porque obras e o trânsito de fim de semana mudam a melhor rota. Evite dirigir à noite nas estradas secundárias, pela iluminação fraca e pela presença de animais e ciclistas.
De carro desde Recife
Do Recife, siga pela BR-101 Sul e depois pela PE-060 em direção a Tamandaré e São José da Coroa Grande. Depois da divisa, a estrada vira AL-101 Norte e passa pela Peroba e por Ponta de Mangue antes de chegar ao centro. É a mesma rota de quem combina Maragogi com Porto de Galinhas (cerca de 86 km) e com a Praia dos Carneiros (cerca de 54 km).
Transfer, excursão e ônibus
Agências de receptivo de Maceió, Recife e Porto de Galinhas vendem tanto o transfer privativo até a hospedagem quanto a excursão de bate-volta. A Luck Receptivo, por exemplo, anunciava em outubro de 2026 o traslado de hotel em Maceió para hotel em Maragogi ou Japaratinga a partir de R$ 290, e o mesmo valor inicial para o traslado de chegada ou saída. Os preços das excursões de um dia variam com a temporada e com o barco escolhido: peça o valor final, com taxa ambiental, antes de pagar. O bate-volta é cansativo: são cerca de 4 horas de estrada no dia, e o horário do barco depende da maré. Se der, durma pelo menos uma noite em Maragogi. Há ainda ônibus intermunicipais regulados pela ARSAL que saem do Terminal Rodoviário João Paulo II, em Maceió, para o litoral norte. Os horários mudam com frequência: confirme no terminal ou com a empresa antes de contar com eles.
Como se locomover em Maragogi
Resposta direta: no centro dá para andar a pé, de mototáxi ou de táxi. Para conhecer as praias do norte, São Bento, Japaratinga e a Rota dos Milagres, o mais prático é carro próprio ou alugado, ou contratar passeios de buggy e de van com as agências locais.
De carro
Ter carro em Maragogi dá liberdade para seguir a maré e trocar de praia quando o vento muda. A AL-101 Norte liga o centro a Barra Grande, Antunes, Ponta de Mangue e Peroba, e a AL-101 Sul leva a São Bento e Japaratinga. Para ir a São Miguel dos Milagres e a Porto de Pedras, o caminho pelo litoral inclui a balsa sobre o Rio Manguaba, entre Japaratinga e Porto de Pedras. No centro, estacione em locais permitidos e evite deixar objetos à vista. Em algumas praias há estacionamentos particulares cobrados.
Táxi, mototáxi e aplicativo
Há táxis e mototáxis no centro, e aplicativos de transporte funcionam de forma irregular, com poucos carros fora da alta temporada. Para voltar de uma praia afastada no fim da tarde, combine o horário com o motorista na ida e guarde o telefone dele.
Buggy e passeios de van
Os passeios de buggy são a forma clássica de conhecer as praias sem dirigir. A Luck Receptivo anuncia, em 2026, buggy privativo para o litoral norte de Maragogi a partir de R$ 300 e para o litoral sul a partir de R$ 350, por buggy. Agências locais também vendem os passeios de van para Milagres, Patacho, Carneiros e Porto de Galinhas. Confira se o bugueiro é credenciado e se o valor inclui as taxas.
Marés, regras e taxas: o que saber antes de ir às piscinas
Resposta direta: as piscinas de Maragogi só abrem perto da maré baixa, de 2 horas antes a 2 horas depois da baixa-mar prevista pela Marinha para o Porto de Maceió. Cada barco faz um passeio por dia, há limite diário de embarcações em cada piscina e, dentro da água, são proibidos nadadeiras, comida, bebida e pisar nos corais. O governo federal não cobra taxa, mas a Prefeitura cobra taxa ambiental de R$ 7 por pessoa.
Como ler a tábua de marés
A Marinha do Brasil publica a previsão de marés de cada porto, com o horário e a altura das marés altas e baixas de cada dia. Para Maragogi, use a do Porto de Maceió, que é a que o guia de normas do ICMBio adota. O número que importa é a altura da baixa-mar, em metros. Quanto menor, melhor: abaixo de 0,3 m o recife fica bem exposto e a água das piscinas fica rasa e parada. Não há um único número de corte nas fontes. O plano de manejo de 2013 proibia a visitação às piscinas com maré igual ou maior que 0,7 m, e reportagens locais citam passeios possíveis com marés de até cerca de 0,6 m. Na prática, quanto mais perto de zero, melhor: se puder escolher, fique com os dias em que a baixa-mar não passa de 0,3 ou 0,4 m.
Limite de barcos e de pessoas
O guia de normas do ICMBio para Maragogi fixa o número máximo de embarcações por dia em cada piscina. Nas Galés, são 10 catamarãs, 10 escunas e 8 lanchas. Em Taocas, 4 catamarãs, 4 escunas e 6 lanchas. Em Barra Grande, 6 catamarãs, 6 escunas e 9 lanchas. Cada catamarã leva até 54 visitantes, cada escuna até 12 e cada lancha até 8. Nas piscinas menores, como Ponta de Mangue e Barretinha, o acesso é de jangada ou lancha, com até 6 visitantes por barco. Cada embarcação só pode fazer um passeio por dia, então, em dia de maré boa na alta temporada, as vagas acabam cedo.
O que é proibido nas piscinas
Pelas regras do ICMBio, dentro das piscinas não se pode pisar nos corais, alimentar os peixes, coletar conchas, corais ou qualquer outro ser vivo, usar nadadeiras, caiaque ou prancha de stand up paddle, nem comer e beber dentro da água (a comida fica no barco, e bebida alcoólica não é permitida). O mergulho com cilindro só é autorizado nas Galés, em Taocas e em Barra Grande, com operadora credenciada. Os barcos andam a no máximo 5 nós dentro das áreas de visitação. Não encontramos regra oficial sobre protetor solar, mas, para reduzir o impacto nos corais, use camiseta com proteção UV e passe o protetor bem antes de entrar no mar.
Taxa ambiental e preço mínimo
O ICMBio informa que não há cobrança de taxa federal de visitação na APA. A Prefeitura de Maragogi cobra uma taxa ambiental municipal por pessoa nos passeios aquaviários: era de R$ 3 nas portarias de dezembro de 2024 e passou para R$ 7 a partir de 24 de fevereiro de 2025, pela Portaria 352/2025, segundo o portal Maragogi News. Em geral, ela vem embutida no valor do passeio, mas pergunte. A Prefeitura também fixa preço mínimo para os passeios às piscinas: em dezembro de 2024, eram R$ 120 por pessoa de jangada (Portaria 360/2024), R$ 120 de escuna (Portaria 361/2024) e R$ 150 de lancha (Portaria 362/2024). É preço mínimo, não teto, e é revisto todo ano. Não encontramos portaria de preço para o catamarã, que é vendido pelas agências.
Jet ski: proibido
Desde janeiro de 2026, a Prefeitura de Maragogi passou a fiscalizar a proibição de passeios comerciais de jet ski na orla, prevista no Decreto Municipal 057/2021 e reforçada por recomendação do Ministério Público de Alagoas. Segundo a Gazetaweb e o Cada Minuto, quem descumpre tem o equipamento apreendido e paga multa diária de R$ 5 mil. Se alguém oferecer passeio de jet ski às piscinas, recuse.
O que fazer em Maragogi: piscinas naturais, praias e passeios
Resposta direta: os programas essenciais são o passeio às piscinas naturais (Galés, Taocas ou Barra Grande), o Caminho de Moisés na maré mais baixa, um dia de praia calma no litoral norte, a visita a São Bento com a croa e as ruínas do mosteiro, e os bate-voltas para a Rota Ecológica dos Milagres, com o peixe-boi, e para a Praia dos Carneiros. Mergulho com cilindro, buggy e a trilha do Visgueiro completam a lista.
Maragogi tem três tipos de passeio: os de barco até os recifes em mar aberto, os de maré nas praias (caminhar sobre bancos de areia, nadar nas poças entre os corais perto da areia) e os de estrada, para conhecer as praias vizinhas. Quase tudo depende da tábua de marés, então o segredo é montar o roteiro de trás para frente: primeiro veja em que dias e horários a maré baixa é melhor, depois encaixe o resto.
Galés: a piscina natural mais famosa
As Galés são o cartão-postal de Maragogi. Ficam em mar aberto, a cerca de 4 a 5 km da costa segundo documento da Prefeitura, e só aparecem quando a maré baixa expõe o recife. O barco ancora em local autorizado, você desce com máscara e snorkel e flutua entre canais de areia branca, cabeços de coral e cardumes de peixes pequenos que se aproximam de quem fica parado. O tempo na piscina depende da maré e do operador. Nos melhores dias, a água fica tão clara que dá para ver o fundo a alguns metros. É também a piscina mais disputada: o guia de normas do ICMBio permite, por dia, 10 catamarãs, 10 escunas e 8 lanchas, e a capacidade total passa pouco de 700 pessoas. Em feriado, reserve com dias de antecedência.
O passeio de catamarã é o mais comum e o mais barato por pessoa, mas leva muita gente ao mesmo tempo. Lancha e escuna levam grupos menores e chegam mais rápido, o que faz diferença em dia de mar mexido. Antes de pagar, confirme três coisas: para qual piscina o barco vai naquele dia (há rodízio entre os operadores), o horário de saída e se a taxa ambiental municipal está incluída. O condutor deve ter crachá e autorização do ICMBio, e o barco, selo de autorização.
Taocas e Barra Grande: as alternativas mais calmas
Taocas fica entre a piscina de Barra Grande, ao norte, e as Galés, ao sul. O plano de manejo de 2013 cita um recife chamado Pedra do Meio entre Taocas e Galés. As regras são as mesmas das Galés, mas o limite de barcos é bem menor, com 4 catamarãs e 4 escunas por dia, e o plano de 2013 fixava 426 visitantes por dia. Na prática, costuma ser uma piscina com menos gente em volta.
A piscina de Barra Grande fica mais ao norte, em frente ao povoado do mesmo nome, com área de visitação de cerca de 2,7 km de perímetro demarcada pelo ICMBio. É prática para quem está hospedado no norte de Maragogi, e a praia de Barra Grande é ponto de embarque oficial. Não confunda: a piscina de Barra Grande é um recife em mar aberto, visitado de barco. O Caminho de Moisés é um banco de areia que você atravessa a pé, saindo da praia. São passeios diferentes, e raramente cabem no mesmo horário de maré.
Ponta de Mangue e Barretinha: piscinas de jangada
No norte do município há piscinas menores e mais próximas da costa, como Ponta de Mangue (dividida em norte, meio e sul) e Barretinha (norte e sul). O acesso é de jangada ou lancha pequena, com até 6 visitantes por embarcação, e o guia de normas fixa entre 12 e 21 barcos por dia em cada uma. O passeio é mais curto e tem um clima mais artesanal, com jangadeiros da região. É uma boa opção para crianças pequenas e para quem enjoa em barco grande.
Caminho de Moisés
O Caminho de Moisés é um banco de areia, cascalho e pedaços de conchas que fica perpendicular à praia de Barra Grande. Ele existe o tempo todo, mas só aparece quando a maré desce muito. Segundo reportagem da Tribuna Hoje, isso acontece com marés entre -0,1 e 0,2 m, em quatro ou cinco dias por mês, e a caminhada chega a cerca de 800 metros até uma formação rochosa. O jornal O Povo, em 2026, falou em faixa de até 2 a 3 km. Não há medição oficial. O nome lembra a passagem bíblica do mar que se abre, mas o que acontece é mais simples: a água fica rasa o bastante para revelar o fundo.
O passeio é a pé e não exige barco. Chegue à praia cerca de uma hora antes do pico da maré baixa, caminhe sem pressa e comece a voltar logo depois do pico. A água volta primeiro pela parte mais perto da praia, então não espere o caminho fechar atrás de você. Leve água, chapéu e sapatilha: não há sombra no banco de areia. O local também está sob atenção do Ministério Público de Alagoas. Em março de 2026, o órgão instaurou procedimento para acompanhar o cumprimento da Recomendação 003/2026, que pede à Prefeitura a retirada das barracas instaladas irregularmente no Caminho de Moisés e a proibição de novas ocupações, e em maio o portal Maragogi News relatou que estruturas voltaram a aparecer. Respeite a orientação dos fiscais e não compre serviços de quem monta estrutura sobre o banco de areia.
Praia de Maragogi (centro)
A orla do centro é a praia mais movimentada e com mais estrutura: bares, restaurantes, pousadas e lojas de frente para o mar. A água é calma, protegida pela barreira de recifes, e na maré baixa partes do recife aparecem perto da areia. Ao lado fica o Pontal, onde o Rio Maragogi encontra o mar, com coqueiros e um banco de areia que muda de forma conforme a maré. É ali que acontece o Festival de Velas. No fim da tarde, a orla é o melhor lugar para ver a cidade acordada.

Burgalhau, Barra Grande e Xaréu
Seguindo para o norte pela AL-101, a sequência de praias listada pela Associação dos Municípios Alagoanos é Burgalhau, Barra Grande, Xaréu, Antunes, Dourado, Ponta de Mangue e Peroba. O Burgalhau começa logo depois do Rio dos Paus, a cerca de 1 km do centro, e tem mar calmo e frequência local. Barra Grande é um povoado antigo, distrito de Maragogi desde 1911, com igreja, barcos de pesca e a praia do Caminho de Moisés. A Tribuna Hoje informa que há estacionamento gratuito nas ruas próximas, mas observe a sinalização.
Antunes, Ponta de Mangue e Peroba: o norte sossegado
Antunes é a praia que muita gente imagina quando pensa em Maragogi sem movimento: areia clara, coqueiros e mar raso protegido pelos recifes. Na maré baixa, formam-se poças entre os corais onde dá para ver peixes pequenos sem sair da areia. Ponta de Mangue, perto da divisa com Pernambuco, tem o mesmo perfil, com mais hotéis e as piscinas de jangada em frente. Peroba é a última praia antes de Pernambuco: familiar, tranquila nos dias de semana e com poucos estabelecimentos. Para conhecer as três, vá de carro ou de buggy e escolha a manhã de maré baixa.
São Bento: croa, mosteiro e sequilhos
São Bento é o povoado mais ao sul de Maragogi, com orla de pescadores e barcos na areia. Três motivos para ir: a croa de São Bento, um banco de corais e areia a cerca de 2 km da costa, visitado em pequenas embarcações só com maré de até 0,6 m, em passeio de cerca de duas horas, segundo a Tribuna Hoje; as ruínas do mosteiro do século XVII, que serviam de pouso a religiosos que viajavam a cavalo entre Olinda e Porto Calvo e foram requalificadas em 2020; e os sequilhos, os biscoitos de goma com leite de coco, gema e açúcar vendidos nas casas do povoado. A Luck Receptivo anunciava em outubro de 2026 o passeio à Crôa de São Bento a partir de R$ 140.
Japaratinga e suas piscinas
Japaratinga fica a cerca de 11 km do centro de Maragogi, uns 15 minutos de carro pela AL-101. A praia central é calma e de areia larga, e dela saem os passeios para as piscinas do município, como a Prainha e a Piscina do Picão, a cerca de 2 km da praia segundo a Tribuna Hoje. O ICMBio informa que Japaratinga participa da gestão das piscinas com cobrança de taxa municipal: confirme o valor na prefeitura. Saiba mais no nosso guia de Japaratinga.
Rota Ecológica dos Milagres e o peixe-boi
A Rota Ecológica dos Milagres é o trecho de estrada e praias entre Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres e Passo de Camaragibe, ao sul de Maragogi. Não é parque nem tem ingresso: você percorre de carro e para onde quiser. Saindo de Maragogi, desça pela AL-101 até Japaratinga e atravesse de balsa o Rio Manguaba até Porto de Pedras (cerca de 21 km e 35 minutos sem contar a espera). O centro de São Miguel dos Milagres fica a cerca de 36 km. As praias mais procuradas são Patacho, Lajes e Tatuamunha, em Porto de Pedras, e Toque, Porto da Rua e o centro de Milagres, onde jangadas a vela levam às piscinas naturais. A piscina do Toque fica a cerca de 1 km da praia, segundo a Tribuna Hoje.
O ponto alto é o passeio de observação do peixe-boi-marinho no Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, conduzido por uma associação de moradores. Segundo o plano de manejo da APA, é o único lugar da unidade onde o turismo de observação do peixe-boi é permitido. A associação informava em outubro de 2026 o valor de R$ 100 por pessoa (menores de 3 anos não pagam). Ninguém toca, alimenta ou persegue os animais, e a observação de cada peixe-boi não passa de 15 minutos. Veja mais em o que fazer em São Miguel dos Milagres e onde comer em Milagres.

Praia dos Carneiros (PE)
A Praia dos Carneiros fica em Tamandaré, Pernambuco, a cerca de 54 km ao norte de Maragogi, pouco mais de uma hora de carro. É uma das praias mais fotografadas do Nordeste, com coqueiral alto, água calma moldada pela foz do Rio Formoso e pela barreira de recifes, e a pequena Capela de São Benedito, do século XVIII, quase na beira da água. O acesso por terra passa por propriedades particulares, onde os restaurantes cobram consumação mínima. Também é possível chegar de barco ou caminhando cerca de 7 km pela areia desde a praia de Tamandaré. É um bom bate-volta para o dia em que a maré de Maragogi não ajuda.
Mergulho com cilindro
Maragogi é um bom lugar para o primeiro mergulho. O batismo, com cilindro e acompanhado por instrutor, só é permitido nas piscinas de Galés, Taocas e Barra Grande, pelo guia de normas do ICMBio, e deve ser feito com operadora autorizada. O plano de manejo de 2013 exige pelo menos um dive master para cada dois mergulhadores sem certificação. Informe à operadora qualquer problema de saúde e pergunte o intervalo seguro entre o mergulho e o voo de volta.
Buggy, trilha do Visgueiro e passeios de rio
O buggy é o jeito tradicional de conhecer as praias sem dirigir, e os passeios costumam ser divididos em litoral norte e litoral sul. Para quem quer sair da praia, a trilha do Visgueiro, de cerca de 6 km, leva por mata atlântica até uma árvore com cerca de 500 anos e 22 metros de altura, segundo o g1 Alagoas. Contrate guia local e vá de manhã, por causa do calor.
Onde comer em Maragogi
Resposta direta: coma peixe fresco, camarão, caldinhos e pratos com sururu, o molusco das lagoas alagoanas que virou patrimônio imaterial do estado. O centro e a orla urbana concentram a maior variedade de restaurantes. Nas praias do norte, as opções são menos numerosas e muitas vezes ligadas às hospedagens. Em São Bento, prove os sequilhos de goma.
A comida de Maragogi segue a cozinha do litoral de Alagoas: peixe e frutos do mar, coco, mandioca e tapioca. O almoço típico de dia de praia é peixe frito ou grelhado, inteiro ou em posta, com arroz, feijão, salada, farofa e macaxeira, servido para duas pessoas. O peixe ao leite de coco e a moqueca aparecem em quase todo cardápio, assim como o camarão de várias formas e os caldinhos de feijão, de peixe, de camarão ou de sururu, servidos em copo.
Sururu, o símbolo alagoano
O sururu é um molusco pequeno, típico das lagoas de Alagoas e ligado à vida das comunidades que vivem da pesca. Em dezembro de 2014, o Conselho Estadual de Cultura aprovou por unanimidade o seu registro como Patrimônio Imaterial de Alagoas. Em Maragogi, aparece em caldo, ao coco ou em moqueca. Se você só vai provar um prato local, que seja esse.
Dicas para comer bem e gastar menos
Pergunte o preço do peixe por quilo antes de pedir, porque é onde a conta mais surpreende. Pratos para dividir costumam servir bem duas pessoas. Prefira o peixe do dia e pergunte o que é fresco: algumas espécies têm período de defeso, quando a pesca é proibida. Consumação mínima em barraca de praia e venda casada contrariam o Código de Defesa do Consumidor, mas são comuns em praias de acesso por propriedade particular, como Carneiros: pergunte as regras antes de sentar. Quem tem alergia a frutos do mar deve avisar no pedido, porque muitos molhos e caldos levam camarão. Para lanches, há tapioca, cuscuz e frutas regionais no centro.
Por região
O centro concentra cozinha regional, pizzarias, lanchonetes e opções mais simples, todas a poucos passos da orla. Nas praias do norte (Antunes, Ponta de Mangue, Peroba) há menos restaurantes e mais distantes entre si, então confira se o seu hotel inclui jantar. Os passeios às piscinas não servem refeição dentro da água: comida e bebida não alcoólica só a bordo, pelas regras do ICMBio. A Prefeitura promove eventos gastronômicos como a Mariscada, com datas que mudam a cada ano.
Quanto custa viajar para Maragogi
Resposta direta: além da passagem e da hospedagem, os principais gastos são o transfer (a partir de R$ 290 por trecho em agência), o passeio às piscinas (preço mínimo municipal de R$ 120 a R$ 150 por pessoa) com taxa ambiental de R$ 7, buggy (a partir de R$ 300 por buggy) e o passeio do peixe-boi (R$ 100 por pessoa). Hospedagem varia muito entre pousada simples e resort all inclusive.
Os valores abaixo vêm de fontes oficiais ou de páginas de venda consultadas em outubro de 2026. São referências, não preços garantidos. Preço de restaurante e de hotel não entra na tabela porque muda com a data e não tem fonte oficial.
| Item | Valor de referência | Fonte |
|---|---|---|
| Passeio de jangada às piscinas | a partir de R$ 120 por pessoa (preço mínimo) | Prefeitura, Portaria 360/2024 |
| Passeio de escuna às piscinas | a partir de R$ 120 por pessoa (preço mínimo) | Prefeitura, Portaria 361/2024 |
| Passeio de lancha às piscinas | a partir de R$ 150 por pessoa (preço mínimo) | Prefeitura, Portaria 362/2024 |
| Taxa ambiental municipal | R$ 7 por pessoa | Portaria 352/2025, via Maragogi News |
| Taxa federal do ICMBio | não há | ICMBio |
| Traslado Maceió–Maragogi ou Japaratinga | a partir de R$ 290 | Luck Receptivo, out/2026 |
| Buggy privativo litoral norte | a partir de R$ 300 por buggy | Luck Receptivo, out/2026 |
| Buggy privativo litoral sul | a partir de R$ 350 por buggy | Luck Receptivo, out/2026 |
| Crôa de São Bento | a partir de R$ 140 | Luck Receptivo, out/2026 |
| Passeio do peixe-boi (Porto de Pedras) | R$ 100 por pessoa; menores de 3 anos não pagam | Associação local, out/2026 |
| Excursão Praia do Patacho ou São Miguel dos Milagres | a partir de R$ 110 | Luck Receptivo, out/2026 |
Para economizar, viaje fora de dezembro, janeiro e julho, divida o transfer ou alugue carro em grupo, reserve o passeio direto com operador autorizado e almoce no centro, longe das barracas de praia mais turísticas. Os preços mínimos municipais são revistos todo ano, com data-base em setembro, segundo as portarias.
Roteiro em Maragogi: 2, 3 ou 4 dias
Resposta direta: em dois dias, faça as Galés na manhã de melhor maré e use o outro dia para o Caminho de Moisés ou as praias do norte. Com três dias, acrescente a Rota Ecológica dos Milagres com o peixe-boi. Com quatro, inclua Carneiros ou São Bento e Japaratinga. Monte o roteiro pela tábua de marés, não pelo dia da semana.
Maragogi em 2 dias
- Dia 1: chegada pela manhã de Maceió ou Recife. À tarde, praia no centro e no Pontal, com pôr do sol na orla. Reserve o passeio às piscinas para o dia seguinte, confirmando horário e taxa.
- Dia 2: passeio às Galés (ou Taocas, ou Barra Grande) no horário da maré baixa. Almoço de peixe no centro. Se a maré do dia for muito baixa, encaixe o Caminho de Moisés em Barra Grande; se não, passe a tarde em Antunes.
Maragogi em 3 dias
- Dia 1: chegada, centro, Pontal e orla.
- Dia 2: piscinas naturais de manhã e praias do norte à tarde (Barra Grande, Antunes, Ponta de Mangue).
- Dia 3: Rota Ecológica dos Milagres. Saia cedo, atravesse a balsa em Porto de Pedras, faça o passeio do peixe-boi no Rio Tatuamunha (reserve antes) e passe a tarde no Patacho ou nas piscinas de jangada de São Miguel dos Milagres.
Maragogi em 4 dias
- Dias 1 a 3: como acima.
- Dia 4: escolha entre a Praia dos Carneiros, em Tamandaré (cerca de uma hora ao norte), ou um dia mais calmo em São Bento e Japaratinga, com a croa, as ruínas do mosteiro, os sequilhos e a praia central de Japaratinga. Quem gosta de mergulho pode trocar este dia por um batismo com cilindro nas Galés.
Dicas para montar o roteiro
Se a viagem coincidir com marés baixas acima de 0,5 m, inverta: faça a estrada (Milagres, Carneiros) nesses dias e guarde as piscinas para quando a maré melhorar. Nunca deixe o passeio de barco para o último dia sem margem, porque chuva e vento podem cancelar a saída. E, se for voltar de avião no mesmo dia, saia de Maragogi com pelo menos quatro horas de antecedência do voo.
Segurança em Maragogi
Resposta direta: Maragogi é um destino tranquilo para a maioria dos visitantes. Os problemas mais comuns são queimadura de sol, cortes nos recifes, desidratação e sustos no mar. Use sapatilha, camiseta com proteção UV, beba água, respeite a maré e as bandeiras dos guarda-vidas e não deixe objetos à vista no carro ou na areia.
No mar e nos recifes
O mar perto da areia costuma ser calmo onde há barreira de recifes, mas isso muda com a maré e o vento. Bandeira vermelha indica que o banho não é recomendado; amarela pede atenção. Se for puxado por uma corrente, não nade contra: nade paralelo à praia até sair dela e peça ajuda acenando. Nas praias com recife, a água volta rápido na maré enchente, então não caminhe para longe da areia sem saber o horário da maré. Nas piscinas, use o colete que o barco oferece se não nadar bem, e fique perto do grupo.
Sol e calor
A máxima média de janeiro passa de 31 °C, e o reflexo da água aumenta a exposição. Prefira proteção por roupa antes de entrar no recife e reaplique o protetor ao sair. Sinais de insolação são dor de cabeça, tontura, náusea e pele muito quente: procure sombra, hidrate-se e, se não melhorar, ligue 192.
Na cidade e na estrada
Nos lugares movimentados, cuide da bolsa e do celular como em qualquer destino turístico. Não deixe objetos à vista dentro do carro. Evite dirigir à noite nas estradas secundárias e na AL-101, por causa de iluminação fraca, ciclistas e animais. Contrate passeios só com operador autorizado, com crachá e barco identificado, e desconfie de ofertas muito abaixo do preço mínimo municipal.
Números úteis
- Polícia Militar: 190, para crime, ameaça ou risco à segurança.
- SAMU: 192, para urgência médica.
- Corpo de Bombeiros: 193, para afogamento, resgate no mar e incêndio.
- Previsão de marés: Marinha do Brasil, Porto de Maceió.
As ligações para 190, 192 e 193 são gratuitas e funcionam de qualquer celular.
Destinos próximos a Maragogi
Resposta direta: Maragogi fica no meio da Costa dos Corais e combina bem com Japaratinga (11 km), Porto de Pedras e a Rota dos Milagres (21 a 36 km), a Praia dos Carneiros (54 km), Porto de Galinhas (86 km), Maceió e Recife, cada uma a cerca de 125 km.

- Maceió: a capital alagoana tem a orla de Pajuçara e Ponta Verde, as piscinas de jangada e as praias do litoral sul. Veja o guia completo de Maceió, as praias de Maceió e as atrações perto de Maceió.
- Porto de Galinhas: a cerca de 86 km, com piscinas naturais de jangada e vida noturna. Leia o guia de Porto de Galinhas.
- Recife: a capital pernambucana tem centro histórico, Olinda ao lado e o aeroporto com mais voos da região. Veja o guia do Recife.
- Japaratinga e São Miguel dos Milagres: vilas tranquilas ao sul, com piscinas de jangada e o peixe-boi. Leia Japaratinga e São Miguel dos Milagres.
- Natal, Fortaleza e Salvador: para quem quer estender a viagem pelo Nordeste, veja os guias de Natal, Fortaleza e Salvador.
- Fernando de Noronha: o arquipélago sai do Recife e é o próximo passo para quem se apaixonou pelos recifes. Leia o guia de Fernando de Noronha.
Onde ficar em Maragogi: 10 hospedagens com site oficial
Resposta direta: para resort com tudo incluído, veja o Salinas Maragogi, o Grand Oca Maragogi, o Praia Dourada Resort e, em Japaratinga, o Japaratinga Lounge Resort. Para ficar no centro, a pé dos restaurantes e dos embarques, o Hotel Areias Belas, o ibis Styles Maragogi e a Pousada Agua de Fuego. Para sossego, a Pousada Vila Sagui, no Camacho, o Villa Pantai Boutique Hotel, em São Bento, e o Bitingui Praia Hotel, em Japaratinga. Os links levam ao site oficial de cada hospedagem e foram verificados em 28 de outubro de 2026. Não há links de afiliados. Os serviços citados são os que cada site informa, e as fotos deste guia não são das hospedagens.
Uma dica antes de reservar: pergunte em qual praia o hotel fica e a que distância está do ponto de embarque dos passeios. Em Maragogi, a localização pesa mais que a categoria. Resorts do litoral norte e de Japaratinga costumam oferecer transfer para os passeios, mas confirme se é cobrado.
Salinas Maragogi All Inclusive Resort (resort all inclusive, Maragogi)
O Salinas Maragogi All Inclusive Resort fica na Rodovia AL-101 Norte, km 124, segundo o site oficial, que se apresenta como resort pé na areia voltado para famílias, com estrutura para crianças, spa e sistema all inclusive. Aberto em 1989, marcou a virada turística de Maragogi, segundo a Wikipédia. Em outubro de 2026, o site anunciava diárias para casal a partir de R$ 2.849 em novembro. Telefone informado: (82) 3296-3000.
Grand Oca Maragogi Beach & Leisure Resort (resort, Ponta de Mangue)
O Grand Oca Maragogi Beach & Leisure Resort fica na Rodovia AL-101 Norte, em Ponta de Mangue, a 10 metros da praia, segundo o site oficial. O resort informa 420 unidades em categorias standard, bangalô, suíte e deluxe, várias piscinas ao longo de quase 400 metros e área para bebês. Telefones informados: (82) 2126-8224 e (82) 3296-3200.
Praia Dourada Resort Maragogi (resort, litoral norte)
O Praia Dourada Resort Maragogi fica na Rodovia AL-101 Norte, km 130, segundo o site oficial, que o descreve como resort à beira-mar para férias em família, com restaurante de cozinha nordestina e o espaço infantil Douradinho Kids. Telefone informado: (81) 3424-4545.
Hotel Areias Belas (hotel, Centro)
O Hotel Areias Belas fica na Avenida Beira Mar, 59, no Centro, segundo o site oficial, que destaca a localização em frente às piscinas naturais, na orla do centro, com quartos com varanda e vista para o mar. É uma boa base para quem vai sem carro. Telefones informados: (81) 99108-0101 e (82) 99352-7635.
ibis Styles Maragogi (hotel, orla)
O ibis Styles Maragogi fica na Rodovia AL-101, 993, segundo o site oficial, que o apresenta como o primeiro ibis Styles pé na areia do Brasil, com quartos de frente para o mar, piscina aquecida, espaço kids e academia 24 horas. O hotel informa que aceita animais de estimação e vende day use. Telefone informado: (82) 2180-0272.
Pousada Agua de Fuego (pousada, Praia de Maragogi)
A Pousada Agua de Fuego fica na Praia de Maragogi e informa 17 apartamentos, parte no térreo e parte no primeiro andar, com sacada individual e rede, segundo o site oficial. Os quartos vão de individual a quádruplo, com ar-condicionado. É uma opção de preço médio perto da orla. Telefones informados: (82) 98847-4573, (82) 98762-0272 e (82) 98892-1327.
Pousada Vila Sagui (pousada, Praia do Camacho)
A Pousada Vila Sagui fica na Rodovia AL-101 Norte, km 123, na Praia do Camacho, ao sul do centro, segundo o site oficial. É uma pousada pequena, com acesso à praia, para quem quer silêncio e ainda estar a poucos minutos do centro de carro.
Villa Pantai Boutique Hotel (hotel boutique, São Bento)
O Villa Pantai Boutique Hotel fica na Rua Maria Uchoa de Melo, 106, no povoado de São Bento, segundo o site oficial, que destaca suítes com piscina privativa e vista para o mar, bangalôs, piscina com deck e restaurante. É a escolha para uma viagem a dois. Telefone informado: (82) 99425-8099.
Japaratinga Lounge Resort (resort all inclusive, Japaratinga)
O Japaratinga Lounge Resort fica na AL-101 Norte, km 128, nº 33C, em Japaratinga, em frente à praia, segundo o site oficial, que vende o sistema all inclusive premium e tem spa. Fica a cerca de 15 minutos do centro de Maragogi. Telefone informado: (82) 3021-8585.
Bitingui Praia Hotel (hotel, Japaratinga)
O Bitingui Praia Hotel fica no Sítio Bitingui, 300, em Japaratinga, segundo o site oficial, que informa Wi-Fi, café da manhã e estacionamento gratuitos. Fica perto das Barreiras do Boqueirão e é uma opção mais simples e tranquila ao sul de Maragogi. Telefone informado: (82) 3297-1500.
Vídeo: Maragogi e a APA Costa dos Corais
O vídeo abaixo foi publicado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o órgão federal que administra a APA Costa dos Corais, e apresenta o projeto de conservação da área: recifes, manguezais, peixe-boi, pesca responsável e turismo. Ajuda a entender por que as piscinas de Maragogi têm regras.
Perguntas frequentes sobre Maragogi
O que fazer em Maragogi?
Os programas principais são o passeio de barco às piscinas naturais das Galés, de Taocas ou de Barra Grande, o Caminho de Moisés na maré muito baixa, as praias calmas do norte (Antunes, Ponta de Mangue, Peroba), São Bento com a croa e as ruínas do mosteiro, e os bate-voltas para a Rota Ecológica dos Milagres, com o passeio do peixe-boi, e para a Praia dos Carneiros.
Quantos dias ficar em Maragogi?
Dois dias bastam para as piscinas e as praias do município. Com três, dá para incluir a Rota dos Milagres; com quatro, Carneiros ou Japaratinga. Deixe sempre um dia de folga para o caso de o passeio de barco ser cancelado por chuva ou maré ruim.
Qual a melhor época para ir a Maragogi?
De setembro a março, quando chove menos. Outubro, novembro e dezembro são os meses mais secos, pelas normais do INMET para Maceió. De abril a julho chove mais, e junho passa de 300 mm. Mais importante que o mês é escolher dias de maré baixa próxima de zero, perto da lua cheia ou nova.
Como funciona a maré nas piscinas de Maragogi?
Os passeios acontecem de 2 horas antes a 2 horas depois da maré baixa prevista pela Marinha para o Porto de Maceió, como determina o ICMBio. Quanto mais baixa a maré, melhor a piscina. O plano de manejo de 2013 proibia a visita com maré igual ou acima de 0,7 m.
Quanto custa o passeio às Galés?
A Prefeitura fixa preço mínimo por pessoa: R$ 120 de jangada ou escuna e R$ 150 de lancha, pelas portarias de dezembro de 2024, revistas todo ano. Há ainda taxa ambiental municipal de R$ 7 por pessoa. O catamarã não tem portaria de preço e é vendido pelas agências.
Paga taxa para entrar nas piscinas naturais?
O ICMBio não cobra taxa federal na APA Costa dos Corais. A Prefeitura de Maragogi cobra taxa ambiental municipal de R$ 7 por pessoa nos passeios aquaviários desde fevereiro de 2025, segundo o portal Maragogi News. Normalmente está incluída no preço do passeio, mas confirme.
O que é o Caminho de Moisés?
É um banco de areia e cascalho na praia de Barra Grande, no norte de Maragogi, que aparece só nas marés mais baixas, entre -0,1 e 0,2 m segundo a Tribuna Hoje, em quatro ou cinco dias por mês. Você caminha mar adentro a pé, sem barco. Volte logo depois do pico da maré baixa.
Como chegar a Maragogi saindo de Maceió ou Recife?
De carro, transfer ou excursão. Do aeroporto de Maceió são cerca de 124 km e do aeroporto do Recife cerca de 125 km, ambos em torno de 2 horas. Agências vendem traslado a partir de R$ 290. O aeroporto de Maragogi ainda não tinha voos comerciais em outubro de 2026.
Pode andar de jet ski em Maragogi?
Não comercialmente. O Decreto Municipal 057/2021 proíbe o uso comercial de jet ski em toda a orla, e desde janeiro de 2026 a Prefeitura fiscaliza com apreensão do equipamento e multa diária de R$ 5 mil, após recomendação do Ministério Público de Alagoas.
Maragogi é bom para crianças?
Sim. O mar é calmo por causa da barreira de recifes, e as piscinas de jangada de Ponta de Mangue e Barretinha têm passeios mais curtos. Use sapatilha e colete, escolha a maré baixa da manhã e evite o sol forte entre 10h e 15h.
Maragogi vale a pena?
Vale, desde que você planeje pela maré. Quem chega num dia de baixa-mar de 0,1 m e entra nas Galés com a água parada entende na hora a fama da cidade. Quem chega com maré de 0,8 m, chuva e vento pode achar tudo comum. Por isso a regra deste guia é simples: abra a tábua de marés da Marinha antes de comprar a passagem, durma pelo menos duas noites em Maragogi e use os dias de maré ruim para conhecer a Rota dos Milagres e Carneiros. E lembre que você está numa área protegida: as regras do ICMBio, os limites de barcos e a taxa ambiental são o que mantém o recife vivo para a próxima visita. Para continuar a viagem pelo litoral, veja o guia de Maceió e o guia de Porto de Galinhas.
Fontes
- ICMBio: APA Costa dos Corais
- ICMBio: guia de normas das piscinas de Maragogi (PDF)
- ICMBio: Plano de Uso Público da APA Costa dos Corais (PDF)
- Planalto: Decreto 12.490/2025 (ampliação da APA)
- Prefeitura de Maragogi: categoria A no Mapa do Turismo
- Maragogi News: reajuste da taxa ambiental
- Gazetaweb: proibição de jet ski em Maragogi
- Cada Minuto: MPAL e o Caminho de Moisés
- Extra Alagoas: situação do aeroporto de Maragogi
- Marinha do Brasil: tábuas de marés 2026 (CHM)
- INMET: normais climatológicas
- Wikipédia: Maragogi (história e dados do IBGE)
- Luck Receptivo: passeios em Maragogi (preços de referência)
- OpenStreetMap e OSRM: distâncias e tempos de carro